terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Bragança - Eleições 2016



Bragança - Eleições 2016 
Em quem, ou como votar. Vamos continuar com os mesmos, ou  o povo vai finalmente mudar? 


De um lado temos a velha política Lima-Chedid, e outro a possibilidade de mudanças. 
Desde 1968 o povo opta por manter Chedids, Limas, ou seus indicados. Não há mudança, mas o eleitor entra no jogo e se ilute entre um grupo e outro achando, que são opositores. 

O grupo Chedid pode lançar Frangini, que já foi candidato em 2012. O grupo Limista vai tentar reeleger o delegado, eleito em 2012, que faz a pior administração da qual se tem notícia. 

O terceiro grupo é liderado por Gustavo Sartori, que não tem ligação com Limas, ou Chedids. É a chance de mudança, ou no mínimo a tomada de poder, das mãos que o detém, desde 1968.


Não será fácil uma vitória de Sartori, pois há a possibilidade do lançamento de um quarto nome, que apenas teoricamente seria oposição, mas para tirar, ou dividir votos com Sartori, dizendo-se novo e progressista. Como Limase Chedids possuem uma votação estável, esse nome apenas tiraria a força de Sartori.

Para as forças que dominam desde 1968 é importante, que o poder não mude demãos. São muitos negócios e empresas agregadas a administração, que poderiam sofrer um revés.

Sartori em sua ultima campanha lançou a ideia de uma empresa municipal de transportes coletivos. Mesmo mantendo-se o contrato com a atual empresa, os preços de passagem de ônibus cairiam pela metade. Sartori já se posicionou contra a terceirização da saúde e propõe uma divisão de medicina preventiva, ou alternativa. Isso acabaria com várias licitações. Sartori também já discutiu a municipalização de radares, hoje um grande negócio, comandado por poucos. Na área cultural, Gustavo Sartori pretende criar uma rede de oficinas, visando uma geração sadia e ampliação de leis de incentivo, além da inclusão social via cultura. A democratização e a discussão sobre educação fazem parte de seu projeto, e entre eles a municipalização da merenda, o que iria gerar mais empregos e renda na cidade. Outras mudanças propostas pelo candidato estão na área de descentralização de obras e serviços. Muitos interesses seriam contrariados. Essas propostas, entre outras, fazem arrepiar os donos da cidade. Ferem interesses, de quem está no domínio há anos.

O poder estabelecido fará tudo para que nada mude, Sartori tem hoje o apoio do vice-governador Márcio França e é visto com bons olhos por membros da cúpula do governo federal. Pretende mudar e contra eles estarão todos os interesses.

Por fim é pagar para ver se o povo quer mudanças,ou apenas o troca-troca de poder entre os dois grupos, que desde 1968 mandam na cidade.

O que pode tirar as eleições de Sartori além da falta de informação do eleitor, que quer mudar, mas não sabe que os dois grupos são idênticos é ele próprio. Aceitar  apoios é normal, o que não significa união a grupos retrógrados. Um exemplo seria ter Jango, ou outros do mesmo tipo, em seu "palanque". A mudança deve ser total, sem aqueles que contribuíram para o retrocesso socio-cultural da cidade.