sexta-feira, 30 de junho de 2017

Manual de greve no século XXI - Reforma Trabalhista

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Vamos fazer um greve?

O que temos para hoje?
-Reforma trabalhista.
De quem precisamos?
-Do trabalhador.
Ele sabe quais serão as perdas com a reforma  golpista, quando elas serão sentidas, quem está impondo essa reforma?

Então vamos fazer um resumo, fazer uns panfletos, sem logo dos sindicatos, pois esses já se venderam pela contribuição sindical obrigatória. Traíram o trabalhador. Poderiam aceitar, ou se arriscar a ter uma contribuição espontânea, mas o peleguismo venceu.

Mas vamos ao assunto: A reforma imposta por Meirelles, grande entreguista a serviço dos EUA e das grandes corporações, como a Friboi, da qual era o "chefão", vai tirar tais e tais direitos do trabalhador.
Seu salário será achatado por tal motivo e dentro de alguns anos, quando você for procurar emprego, terá menos direitos que um escravo. Sim. O escravo tinha comida e casa para morar, mas você mal terá direito aos dois ao mesmo tempo. Ah, mas o escravo apanhava. Sim, você apanha todos os dias na fila dos ônibus, no trem, sai de casa de madrugada, trabalha até a noite, toma bronca e batida policial, pois tem cara de pobre e morre na fila do SUS. Qual será a diferença.

Depois de tudo explicado, vamos a todas as redes sociais, à porta da fabrica, aos bairros populares, nas portas de escolas, com um panfleto simples, para  os filhos dos trabalhadores.
O que vamos evitar. Transtornos para o próprio trabalhador.
O que causar: Transtornos ao sistema financeiro. Transtornos aos empresários, principalmente ligados a Fiesp. Transtornos ao comercio de grandes empresas.
O que não falar: Em teses, estudos sociológicos, luta de classes. Nesse momento o trabalhador se interessa e saber o que deve saber, no que será prejudicado, quanto irá perder, quais serão suas garantias e de sua família.

Hoje, dia 30 de junho de 2017 tivemos u exemplo do que não dever ser uma manifestação, ou pelo menos de algo, que nunca dará resultados.

Vejam as opiniões de trabalhadores desinformados, burgueses burros, micro empresários ignorantes:

#####  Gente enchendo o saco de quem tem o que fazer.
Quando mais isso, mais o povo os odeia. Tiro no pé e não enxergam.
Não é mobilização. É imobilização de trabalhadores por meia dúzia de desocupados.
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##### Simbólico = fracasso
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##### Cada dia mais as pessoas entendem o erro desse tipo de manifestação, este fracasso mostra isto.
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##### E fácil participar deste tipo de evento quando não se trabalha, ou tem o emprego garantido por concurso, sindicato, ou por puxar o saco de quem está no poder. Trabalhador mesmo contrário ao governo, tem uma preocupação maior seu próprio sustento. Como disse cercear o direito de ir e vir e crime, polícia em cima.
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##### Vão p Brasília!!!!! ....e para de atrapalhar quem trabalha !! 
Situação ridícula ....
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#### Isso pq falaram q na Capitao Barduino tinha 70 pessoas... capaz de falarem q na praça tinha 55 heheehehe
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### Cita uma coisa negativa na reforma trabalhista!!!! Sem bla bla bla ....seja objetivo.
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#### Ninguém Ta satisfeito com.nada. com Temer e sua corja porém protestar ferrando trabalhador é que é vergonhoso. Falta de respeito. Esse bando de desocupado, pelegos atracados nas tetas dos impostos sindicais, nao querem que acabem com a contribuição, isso sim. É esse o real motivo desse enchimento de saco.
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####  Greve é pra vagabundo que não gosta de trabalhar,greve e pra vagabundo improdutivo,greve é pra vagabundo sem perspectiva de sucesso...

#### Kkkkkkkk bando de vagabundos, palhaços pagando mico
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#### Gente enchendo o saco de quem tem o que fazer. Quando mais isso, mais o povo os odeia. Tiro no pé e não enxergam. Não é mobilização. É imobilização de trabalhadores por meia dúzia de desocupados.
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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Cultura: Crispelli, Crostoli, Crustoli, Cartellate, receitas de família

Rosquinha de Mel, assim é chamada no Brasil desde 1900, quando chegaram aqui os primeiros imigrantes italianos. 

Enzo fazendo pela primeira vez. Em breve vai aprender
a fazer linguiça de verdade. 

Crispelli, Crostoli, Crustoli, Cartellate, Crispedde, são os nomes originais, de acordo com as variações de receitas nas regiões do sul da Itália, espessura da massa, tamanho, quantidade dos mesmos ingredientes (exemplo:mais, ou menos ovos),  tipo de farinha, etc. 
Por aqui, muitas famílias usavam a cachaça no lugar de licor de aniz estrelado (da receita mais antiga), para "amaciar" a massa e dar um tom especial no fundo. 


Na minha família existem 3 variações, a dos Piccarelli, a dos Molinari e dos Gabrielli. São pequenos detalhes na quantidade de ovos, no tamanho e espessura principalmente. Apenas o lado dos Sonsin, vindos mais do norte, não faziam o doce muito comum na época do natal. Eles faziam mais o Cartelatti e o Boconotti. Os dois, também com mel. 



Os ingredientes são: 
anisete (licor de aniz estrelado) - farinha de trigo- manteigaaçúcar-ovos -mel

E depois de pronta estará sempre crocante... 




domingo, 25 de junho de 2017

Transparência X Corrupção X Terceirização X Função do MP





A lei da transparência é clara e deve ser acompanhada de perto pelo Ministério Público. Deveria ser acompanhada também pela Câmara de Vereadores, mas com o nível intelectual de grande parte delas, e o grau de dependência do legislativo, com o executivo, fica difícil.
O Ministério Público deve ser independente e legalista. Seus membros não podem ter "negócios" com o executivo, ou legislativo. Uma concessão pública a um parente de promotor, já pode ser determinante num parecer. Um promotor fundamentalista religiosos, já pode ser determinante numa ação injusta.
Como não podemos contar com a fiscalização, que deveria ser exigida dos vereadores, ficamos somente por conta de ilustres promotores de justiça e esperamos, que os mesmos cumpram a função, para a qual o povo lhes paga grandes salários.
O MP não pode apenas esperar sentado, que uma denuncia chegue até ele, seus membros estão na internet, assinam jornais e ouvem rádios e TVs.
Isso é o que o povo espera. Afinal, 1/3 de seu trabalho paga impostos. Impostos que são transformados em salários.
É necessário, acima  de tudo, zelar pela transparência.Na cidade de Bragança Paulista, não se sabe sequer quem são os secretários. Suas fichas e porque foram contratados. Vereadores são inertes. Parece até que tem medo de questionar o prefeito. 

Existe um velho ditado, que diz: A terceirização é o menor caminho para a corrupção. É só um dito popular, mas deveríamos prestar um pouco mais de atenção nele.
Nas campanhas eleitorais o que mais vem é candidato a prefeito dizendo "que vai fazer isso e aquilo, ele não fala que se eleito vai terceirizar toda a administração, pois se falar, ninguém vota nele. Logo ele começa mentindo e eu nunca vi o MP processar um prefeito por mentir ao eleitor. Alguém já viu?
Numa determinada ocasião eu denunciei que postes galvanizados, que no varejo custavam 300 reais, estavam sendo comprados por uma prefeitura por 5 mil. Não teve nenhuma investigação. Ninguém saiu fazendo tomadas de preços e nem procurando saber o custo de suas colocações. O representante do MP apenas solicitou um esclarecimento ao prefeito, que respondeu dizendo que a diferença era o custo de "colocação". 4700 para fazer um buraco de meio metro e enfiar ali um pedaço de ferro, com 10 cm de diâmetro é meio caro.

O que se discute atualmente, na cidade de Bragança Paulista, a 70km de São Paulo são as terceirizações, no caso a da saúde.
Para que uma empresa concorra (entende-se entidades assistenciais- parece piada), era necessário, que a empresa tivesse pelo menos 5 anos de experiência. Mas ai o prefeito manda uma mudança na lei, que prontamente é aprovada pela Câmara, e diminui esse prazo para 2 anos.
Os vereadores aceitaram. O MP precisa aceitar?
Quando se muda uma lei em uma administração ela não deveria valer para a administração seguinte, ou para o ano seguinte? Mudar a lei para que as mudanças sejam "aproveitadas" no mesmo ano não é casuísmo? Eu não poderia pensar que essa lei está sendo mudada, porque já existe algum acerto, com uma empresa com essas características?
E se uma empresa que comprou recentemente outra, com um CNPJ, que completa 2 anos nos próximos meses, resolve participar dessa licitação? E se a empresa atual, cujo contrato venceu, tiver renovado o seu contrato, por um curto período, exatamente quando a outra completa 2 anos, não terá sido coincidência?
Mas se deixarmos tudo isso para tratar depois e ai percebemos, que existiu essa renovação, por curto período,  e que a outra, agora denunciada aqui, nesse artigo, só completa dois anos mais pra frente. Que a outra, segundo notícias, já teria negócios com a secretária local, mas em outras cidades e ainda é alvo de denuncias, qual será a atitude do MP?

A denuncia:
“O jornal Bom Dia, do Grupo Bom Dia, de São José do Rio Preto divulgou na edição virtual de hoje, dia 24 de junho, que a secretária municipal de Saúde de Bragança Paulista, Marina de Fátima Oliveira, recebeu em 2016, dinheiro de entidades ligadas à area de saúde, através de caixa 2, para sua campanha como vice-prefeita, em São José dos Campos em 2016.  A secretária, nega as acusações.
O assunto caiu como uma bomba em Bragança Paulista, já que o município está prestes a abrir um nova licitação para contratação de Organização Social (OS), para gerenciamento das unidades de saúde e está em um verdadeiro cabo de guerra com a Associação Brasileira de Beneficência Comunitária (ABBC), que na sexta-feira, dia 23, regularizou apenas parte do pagamento dos funcionários.
Marina é acusada pela reportagem de  ter”recebido cerca de R$ 50 mil em caixa 2 da campanha. O dinheiro teria sido doado pela Cintra Serviços Médicos Ltda. As denúncias apontam ainda a doação, também em caixa 2, de organizações sociais ligadas ao grupo Pro Saúde (InSaude, Vitale Saúde, Pro Saúde, entre outras , de propriedade do Sr. Paulo Camara). Este grupo teria doado outro R$ 100 mil diretamente a Marina de Fátima e Sheike” afirma a nota.
Marina de Fátima foi candidata a vice-prefeita pelo Democratas. O candidato a prefeito era Shkepeare Viana Carvalho, do PRB. Eles declararam que gastaram na campanha, segundo site do Tribunal Superior Eleitorl pouco mais de 1 milhão e 200 mil reais.
O fato se torna ainda mais polêmico, porque a Pró-Saúde e a InSaúde, citadas na matéria participaram do processo de credenciamento como organização social no município. A Pró-Saúde não está apta, mas a In Saúde, foi habilitada a participar da licitação para contratação de OS para atuação nas unidades básicas de saúde, que acontece no dia 30 de junho.”



Essa matéria foi publicada pelo site Bragança Em Pauta, baseada nas informações da imprensa da cidade da secretária.

Coincidências: 
A secretária foi candidata do DEM, mesmo partido do atual prefeito de Bragança, que em 2005, já foi cassado e não foi por boa conduta frente ao serviço público. É do mesmo partido do filho do prefeito de Bragança Paulista, recentemente denunciado por “fantasmas” no serviço público, no caso Assembleia Legislativa. (denuncia do G1).
InSaúde é uma empresa que completará 2 anos de CNPJ nos próximos meses, coincidentemente quando vence o contrato da ABBC e cuja lei foi recentemente alterada.
Ao mesmo tempo em que a prefeitura reclama dos atrasos de salários na ABBC, ela renova por mais um período com a entidade e ela mesmo, a prefeitura, não repassa os 2 milhões de reais que deve.
A prefeitura alega falta de documentos. A entidade conseguiu uma medida judicial que garante que a Prefeitura  repasse os salários em 72 horas. A ABBC foi mais longe e denunciou 23 empresas que prestam serviços à Prefeitura, não tem a CND e que, mesmo assim, continuam recebendo, diferente dela. Estranho...

Todas as 23 já deveriam estar sendo investigadas pelo Ministério Público local. Já estão? 


Se a InSaúde for vencedora poderemos dizer que a lei foi mudada para beneficia-la? Se vier outra com menos de 5 anos, podemos dizer que foi um casuísmo? Ou que a licitação estava dirigida? 

Quem vai investigar? A Câmara? - Acho que não.
O Ministério Público?
E os outros secretários? Onde estão suas fichas? O MP pode questionar, por questões de transparência? Algum deles já tem condenações? Alguma condenação em 2° instancia? Mas a lei não pune quem já foi condenado em segunda instancia? O que fazem os os outros secretários que vieram de Paulínia, São Paulo? Qual é  o tipo de favor que estamos pagando, para quem nem conhecemos? Se é que estamos? Quantos secretários estão no momento respondendo processos e por quais motivos? 

O prefeito não tem coragem de responder. 
A câmara não tem coragem de perguntar ao prefeito.
Poderíamos contar com uma ampla investigação do MP? 









quinta-feira, 22 de junho de 2017

A vingança do golpista

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As denuncias de Joesley não passariam impunes, Temer não é Dilma, nem Lula. 
Talvez por isso possa comprar votos abertamente, sem qualquer constrangimentos. 
Ele compra deputados e senadores com cargos para a curiola e liberação de dinheiro do  povo para emendas parlamentares. Está rodeado do que existe de mais podre na política nacional, de Sarney a Jucá, passando por Mansur, Padilha, igrejas evangélicas de palanque, empresários corruptos, multinacionais mal intencionadas, desmatadores, assassinos de índios e bandidos de varejo.
No judiciário conta com o apoio incondicional de Gilmar e Moraes, o ex-advogado do PCC.
Temer conta ainda com Tucanos, a pior raça de aves silvestres, vivem da destruição de ninhos, cagam em quem está lá embaixo e possuem voo curto e deselegante. Por essas características esse agrupamento de políticos escolheu o simbolo certo, mas não esqueçamos, acima de tudo, os tucanos são protegidos e pela lei, não podem ser presos. O Ibama processa que prender um tucano. O maior protetor de tucanos é o juiz Moro. 
Mas voltemos a Joesley. Esse depois que denunciou Temer abriu as portas para a queda de sua empresa. Ele se esqueceu, que no capitalismo brasileiro não tem espaço para multinacionais brasileiras. 
Ah, alguém dirá, mas ele é um bandido, corruptor...
E algum empresário é honesto? O capitalismo produz empresários honestos? Quem, os banqueiros? Aqueles da FIESP? Os empreiteiros? 
Joesley não estudou história, é apenas um novo rico, burro como os outros. Não conheceu a história da Panair, da TV Excelsior, não soube que a Puma, quando resolveu parar de comprar motor da WV, faliu. Ele não conheceu o Gurgel, empresário que gastou até o último dos seus centavos para criar um motor brasileiro. Bem, vamos deixar pra lá, no capitalismo brasileiro quem apoia a formação de grandes marcas nacionais são os comunistas? É isso mesmo? Petrobras forte, JBS forte, Construtoras fortes... Interessante!
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Mais interessante é presenciar o desmonte promovido pelo governo entreguista a todas as marcas nacionais, e ai não estou entrando no mérito, ou qualidade de cada uma. É apenas uma observação. 
Uma parte da Petrobras já virou Total, Shell, Ipiranga, a Friboi vai virar o que? O problema não é nosso, mas me digam, porque quebrar todos? 
Primeiro 3 frigoríficos são impedidos pelo governo brasileiro de exportar para os EUA. No dia seguinte os EUA  rompem os contratos. 
Alguém entendeu?
E ainda tem um juiz ajudando a quebrar petrolíferas, entregando minérios, terras, e agora as empresas privadas? E a previdência? Seremos obrigados a pagar para o Bradesco, ou Itau? Previdência privada mata. 
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Por tras de tudo, um nome, o cidadão norte-americano Meirelles, até o ano passado, o diretor da JBS, mas sempre a serviço dos sionistas ianques. 

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Os Estados Unidos decidiram suspender todas as importações de carne bovina in natura (fresca) do Brasil nesta quinta-feira (22), devido a recorrentes problemas sanitários dos produtos brasileiros, afirmou o Departamento de Agricul... - Veja mais em https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2017/06/22/eua-suspendem-importacao-de-carne-de-boi-fresca-do-brasil.htm?cmpid=copiaecola

Roberto Amaral: Excelente artigo - Por que Temer ainda não caiu?

Por que Temer ainda não caiu?

Muitos se perguntam: por que, após tantas denúncias, ditadas e repetidas por fontes as mais diversas, e insuspeitas, como a voz dos ex-sócios, Michel Temer ainda não caiu, quando foi tão fácil depor a presidente Dilma Rousseff?
Ato por Diretas Já em São Paulo. É a única solução legítima
Como se sustenta um presidente sem apoio no voto, ungido ao poder por um golpe de Estado midiático-parlamentar (onde começa a desmilinguir-se seu mando), e desfrutando do desapreço da população de seu país, de quem foge, acuado, escondido no bunker em que foi transformado o Palácio do Jaburu?
Vários fatores podem, no conjunto, constituir uma resposta mais ou menos satisfatória. Mas, antes de mais nada, lembremos que, divergências secundárias à parte, mantem-se de pé a coalizão econômico-política montada lá atrás para assegurar o impeachment. O capital financeiro, o agronegócio, as igrejas pentecostais e suas representações no Congresso e nos grandes meios de comunicação, permanecem unificados em torno das ‘reformas’, eufemismo com o qual se designa o projeto, em curso acelerado, de regressão política, social e econômica do País, cujo alcance paga qualquer preço.
Para esse efeito, Temer é peça secundária, instrumento descartável a qualquer momento. E por que não é jogado ao mar como carga imprestável? Por que a troca de guarda coloca, entre várias outras questões (como a relativa apatia das ruas, o medo dos parlamentares em face dos seus ‘justiceiros’, e o ‘risco Lula’, etc.) dois problemas, para o establishment: um, o modus faciendi do descarte, que precisa respeitar, pelo menos nas aparências mais vistosas, as regras constitucionais, e, dois, a necessidade de que a substituição se faça em segurança, para que no lugar de Francisco se sente Chico, comprometido, como ele, com as ‘reformas’.
Por tais razões, nenhuma porta pode ser aberta, mesmo pela direita, sem o concurso, ora da Câmara dos Deputados (a quem cabe autorizar ou não o impeachment e a abertura de processo contra o presidente), ora do Supremo Tribunal Federal, que, para dizer o mínimo, deixa muito a desejar na sua letargia, no seu partidarismo, sempre atendendo aos movimentos dos cordéis comandados pelo poder.
Lamentavelmente, após um lento processo de corrosão (derivado em elevada potência do desastre do processo político-eleitoral em agonia), apresentam-se derruídas as bases morais e constitucionais dos poderes projetados pela soberania popular (e sobre todos reinam os poderes econômicos e mediáticos), pois estamos em face da falência de representatividade (donde perda de legitimidade) tanto do Legislativo quanto do Executivo – ambos, ademais, acusados de corrupção congênita.
Que dizer de uma Câmara dos Deputados presidida, até ontem, pelo presidiário Eduardo Cunha (hoje por Rodrigo Maia), ou de um Poder Executivo chefiado por Michel Temer, aguardando, em doce vilegiatura pela Europa, a denúncia por crime de corrupção com a qual lhe acenam a PGR e o STF?
Um de seus comparsas, em crise com a chefia, como quase sempre ocorre nos momentos de divisão do butim, resumiu bem, e com a autoridade que ninguém lhe nega, o retrato da organização criminosa: “metade está na cadeia e metade está no Palácio do Planalto”, sua caverna, sua toca.
O Judiciário, por seu turno, faz sua parte, seja como instituição, seja pelo comportamento de alguns de seus membros. Lento e parcial, contraditório em suas decisões (de que deriva a insegurança jurídica), desrespeita direitos amparados pela Constituição e invade áreas do Legislativo e do Executivo. Partidarizado, intervém no processo político, como ao não julgar a liminar sobre a proibição de Lula assumir a chefia da Casa Civil de Dilma Rousseff. Omitindo-se, ardilosamente, abriu, consciente e deliberadamente, o caminho de que as forças golpistas careciam para abrir caminho ao impeachment, do qual se fez coator.
Quando a todos nos parecia que o ridículo, o opróbrio, o inusual, o insuspeitável, o escandaloso teria sido esgotado pelo espetáculo de chanchada chinfrim oferecido pela Câmara dos Deputados na lamentável e cara (sabe-se agora, pelas delações premiadas, quanto de propina custou aquela votação!) sessão de 17 de abril de 2016, quando aceitou a denúncia contra Dilma Rousseff, eis que o julgamento, pelo TSE, do pedido tucano derrotado de desclassificação da chapa vitoriosa em 2014, se transforma em episódio lamentável.
Refiro-me evidentemente, ao comportamento do presidente da sessão (debochado, insolente, mal-educado, rompendo as raias do ridículo), o ainda ministro Gilmar Mendes, ministro do STF e do TSE, advogado militante, empresário do ensino privado, promotor de convescotes com homens de negócios e acadêmicos sem nomeada, assessor de réus que ora julga no tribunal eleitoral, ora julga no Supremo, e, finalmente, com sua família, fornecedor de bois para o complexo JBS.
Com sua falta de educação e contínua deslealdade diante de seus colegas, assusta um acomodado STF que, sem nervos e músculos para impor-se, recusa o dever de chamá-lo à ordem.
Esquece-se porém, o tribunal, que a História não julgará isoladamente este ou aquele ministro, este ou aquele juiz, mas sim o Poder Judiciário, como instituição.
A propósito, vários pedidos de impeachment de Gilmar Mendes foram apresentados ao Senado Federal. De um deles tive a honra de ser signatário (ao lado de Fábio Comparato, Sérgio Sérvulo, Álvaro Ribeiro da Costa e Celso Antônio Bandeira de Melo, entre outros) e do qual foi nosso patrono Marcelo Lavenère, ex-presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados. Nosso pedido foi convenientemente recusado pelo então presidente da Casa, o inefável senador Renan Calheiros e contra essa denegação os autores impetraram mandado de segurança junto ao STF. Caiu-lhe como relator o ministro Edson Fachin, que, por sua vez, considerou ‘inadmissível’ a medida. Desta decisão foi impetrado agravo interno que espera julgamento pelo plenário.
Diante desse quadro de crise sistêmica, que nos resta como ‘saída’? A alternativa do impeachment do presidente, que o genro de Moreira Franco não deixa andar (entre outros dorme em suas gavetas o pedido formulado pelo Conselho Federal da OAB), contém, tanto o defeito da morosidade, quanto o de depender da atual Câmara dos Deputados e do atual Senado Federal, dominados, majoritariamente, pela aliança da corrupção deslavada com o baixo clero, e um “centrão” tomado por conservadorismo mais que reacionário. O provável pedido do STF, de autorização para processar Temer, padece da mesma dependência, no caso a prévia licença da Câmara.
O atual Legislativo (confia-se que o STF, não obstante tudo, não lhe siga as pegadas) é a guarda pretoriana do presidente, surdo à voz das ruas, já que os interesses que defende e preserva não coincidem com os interesses de seus supostos representados, pois, falam as pesquisas de opinião de todos os institutos especializados, a quase unanimidade da população repudia o atual governo e defende sua defenestração.
O tucanato, agente decisivo no golpe e base fundamental da sustentação do governo, mesmo agora, vem à luz do dia propor a renúncia de Temer seguida de imediata convocação de eleições gerais, ou seja, a antecipação do pleito de 2018. Não se sabe se FHC já combinou o jogo com Temer, e muito menos com os titulares de mandatos eletivos espalhados Brasil afora, do Senado às câmaras municipais, pois, se é, na atual ordem constitucional, impossível reduzir esses mandatos, a efetividade da proposta passa a depender de uma renúncia coletiva. É preciso acreditar em duendes para apostar em tal evento. Em um ponto, todavia, todos estamos de acordo: o Congresso, que não tem legitimidade para promover reformas tão profundas como as exigidas pelos donos do dinheiro, surrupiando do povo direitos conseguidos há décadas, também não tem legitimidade para eleger o eventual substituto de Michel Temer.
De uma forma ou de outra, há uma evidência: esse governo precisa ser removido e substituído por outro, esse emanado do voto popular. A solução, pois o País não pode permanecer imobilizado quando cresce e se aprofunda o projeto de sua desconstrução, volta-se para a saída de Temer e a convocação, mediante emenda constitucional, de eleições diretas para sua sucessão, de sorte que essa sucessão, não sendo apenas uma troca de seis por meia dúzia, segundo o gosto das classes dominantes, seja a segurança da retomada do desenvolvimento, da defesa nacional, da recuperação dos direitos sociais e trabalhistas.
Eleições diretas não são um fetiche, uma panaceia, mas, sim, a única oportunidade que ainda temos de devolver legitimidade à Presidência da República, mormente quando, sabidamente, só um dirigente legitimado pela soberania popular terá condições morais e políticas de comandar, com o conjunto da sociedade, a árdua tarefa de recuperação política e econômica do País. Qualquer outra tentativa de saída simplesmente aprofundará a crise que continuará crescendo como um insaciável Moloch, para um dia, sem controle, nos devorar.
O povo novamente nas ruas, a rebeldia de nossa gente, a insatisfação transformada em pressão popular, podem – e devem – construir as condições objetivas para a saída do impasse. Daí a importância da unidade dos movimentos populares, a começar pela unidade do movimento sindical, convergindo para uma grande e ampla frente nacional pelas Diretas Já.
Roberto Amaral
leia também em Carta Capital

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Um projeto turístico para a cidade de Bragança


Em 1999 foram criadas as secretarias municipais na cidade de Bragança, até então não existiam. Eram departamentos. Com a criação das secretarias foi possível ampliar serviços e melhorar a qualidade no atendimento, pelo menos teoricamente.


E janeiro do ano de 2000 eu fui convidado pelo prefeito José de Lima para elaborar um projeto que iria nortear a recém criada secretaria de Cultura e Turismo.
Foram 11 meses de trabalhos e a colaboração de estudantes de hotelaria, administração e direito.
Estudamos o turismo no Brasil, a capacitação de recursos humanos e a educação, fizemos projetos e agrupamos outros já existentes, como os de Chico Experiência e Elvio Santiago (homenagem a imigrantes) e fomos aos levantamento do que existia e o que poderia nos dar suporte.
No caso do suporte, são as entidades sociais, de classe, atendimento a saúde, imprensa, etc.
Levantamos restaurantes, hotéis, pousadas (são várias na área da represa), pesquisamos o turismo rural, chagando-se a 11 fazendas, onde poderíamos implantar uma modalidade de turismo, hoje muito rentável em toda a Europa, e iniciamos os estudos para projetos de potencial turístico e melhoria de vida dentro do município.



Um dos projetos que melhorariam a qualidade de vida de moradores ao redor era o “Parque do Tanque do Moinho”
O Parque da Serrinha, chamado de Parque do trabalhador, seria a única possibilidade do trabalhador local ter um acesso seguro à Represa da Cantareira, numa área inutilizada, pois os loteamentos ocuparam todas as proximidades das águas, teríamos uma grande área, bem distribuída e com todos os requisitos necessário. Além da geração de algumas dezenas de empregos diretos.  

Os outros eram a construção do Parque do Lago do São Miguel, revitalização, iluminação e abertura do Bosque Cyro Berlink,  Revitalização do Bosque dos Eucaliptos, cujas arvores haviam sido cortadas em 2004 (em 2006 conseguimos através de um TAC, plantar mais de 200 árvores, hoje grandes), Parque do Lago da Hípica, Parque das Américas, no Jardim América (em conclusão), Parque do Lago dos Padres (esse realizado pela administração Fernão Dias), Parque Markowicks (parque ecológico, que estava sendo negociado na época e foi construído em 2016), Revitalização das praças centrais, Parque do Leite Sol e Parque do Guaripocaba (em negociação no ano de 2006, com um empresário, que implantaria um teleférico, da estação ao topo, com a possibilidade de desenvolvimento do turismo religioso, caso interessasse a Igreja Católica, em virtude da existência, na cidade, de uma santa – no topo uma estatua como ponto final do teleférico.)


A esse projeto, se agruparia o “Projeto Saturnino Paccitte”, de Francisco Cezar Palma de Araújo,  que levaria o trem turístico da estação do Curitibanos, no bairro do mesmo nome, Guaripocaba, onde estaria instalado o teleférico.
O projeto (Saturnino) foi apresentado posteriormente na Câmara Municipal, por uma vereadora do grupo político dominante, sem menção ao seu criador e com outro nome. Muito usual em terra de coronéis.
Projetos como a restauração do Teatro Carlos Gomes, feitos através da Lei Ruanet, se um centavo de dinheiro público local e com prazo de entrega definido em 3 anos (estaria pronto de 2011), foram simplesmente ignorados, porque o dinheiro não passaria pelos cofres públicos. 


O outro projeto em zona rural era o do Museu do Elétron, também do Chico Experiência, usaria a antiga usina da Mãe dos Homens (acima), no Recanto Jaguari, que voltaria a funcionar com um de suas turbinas e poderia ser patrocinado pelo próprio fabricante, atestando a qualidade do equipamento, com mais de 100 anos, ainda em condições, feito na Holanda. Se não me engano. Geraria luz para o próprio complexo e seria um suporte a educação e pesquisas científicas, ao seu redor seriam abertos espaços para lanchonetes e equipamentos esportivos para navegação no canal. Propício também para o surgimento de pousadas.



Para a manutenção de parques de interesse turístico seria criado departamento de conservação de parques, mantido pelo “Funtur”, um fundo de turismo administrado pelo executivo e iniciativa privada, com característica próprias, podendo ser criador de eventos geradores de rendas. O município poderia ele organizar a tal festa do peão, com lucros ou a Festa do Nordeste, também um grande evento anual a ser feito na zona norte
Um dos grandes atrativos turísticos seria a linguiça. Nessa época, por questões de vigilância sanitária e legislação, a produção começava a ser feita de forma menos artesanal, ainda assim era possível para o poder público,  estímulo maior. A “festa da linguiça” seria dotada de toda estrutura, mas organizada pela associação de produtores, totalmente autônomos, e infraestrutura municipal. Entende-se por infraestrutura toda a organização do espeço usado, eletricidade, som, divulgação, apoio e shows típicos (no caso Calábria), pois esse evento geraria não apenas o lazer local mas estadual e também seria uma porta de negócios, gerando rendas, salários e impostos.

Já em 2006, como secretário eu promovi um concurso entre bares e restaurantes, para a promoção de uma prato típico da terra, chamado de “Pratos da Terra”, cujo vencedor foi o Restaurante Estancia. Esse foi o embrião para a mobilização do setor.
No prédio do antigo Matadouro teríamos o Museu de Imagem e Som.  Um centro cultural na antiga sede social do Ferroviários, que seria negociado pela prefeitura, ou ali também poderia funcionar a biblioteca, com um café, voltado para a rua, no espaço lateral.
Concluímos em nossos estudos a necessidade da participação da secretaria de educação, onde se aprenderia a verdadeira história da cidade e região, bem como noções de atendimento e convivência com o turista.
O artesanato seria apoiado com espaços adequados, de passagem de turista, e estacionamento e cursos de reciclagem e aprendizado.
O carnaval é outra questão a ser estudada. Desde o início dos anos 70, deixamos o carnaval participativo, pelo contemplativo, até por questões política, pois os ditadores não queriam aglomerações. Uma volta ao carnaval tradicional, participativo era necessária com o carnaval de praça, na rua, como deixamos claro em nosso projeto do ano 2000. Em 2007 eu começaria a discutir a mudança de local e modelo, quando deixei a secretaria.
Projetos culturais, como Maio Cultural (em 1975 participei de sua criação, com a Dona Guaraciaba e o Hélio Nine, os pais da ideia), Festival de Inverno e Festival Música nas Esferas (atraiu gente de 5 países), realizado em 2006 e 2007, comporiam o leque de opções, para trazer visitantes. 
A descoberta de um sítio arqueológico na cidade, poderia e ainda pode gerar estudos e visitas cientificas. 


O turismo de eventos também é possível, desde que a atração seja de qualidade, provamos isso com a realização da exposição de Sebastião Salgado e com o show dos Mutantes, considerado um dos 10 melhores do mundo, em todos os tempos. A maioria do público era de fora, com alto poder aquisitivo, que acabariam gerando lucros na rede hoteleira e restaurantes. 



Os eventos também podem acontecer em áreas políticas e sociais, como um Forum Mundial, que passamos a tratar em janeiro de 2006. Ou convênios com cidades afins, da Europa, ou do próprio continente, como fizemos com Bragança, de Portugal e 2006. 



Ainda na área cultural, criamos uma lei para preservação de imoveis antigos, baseado em uma lei já existente na cidade de Canavieiras. Essa lei sequer saiu da gaveta do então prefeito em 2007. 


As tudo isso se feito, transforaria a cidade e com ela, sua população, seria um transformação de costumes, cuja continuidade se daria na área cultural, com projetos específicos.
Não era esse, e nunca foi, o interesse das administrações coronelescas de Bragança.
Temos, montanhas, um rio navegável em vários pontos, quedas d’água, uma represa e vários lagos, só isso já seria atrativos.

A grande questão é que nesse tipo de mudança, toda a sociedade evolui, ai mudam-se os políticos. 


Esses projetos foram divulgados por mim, no livros, Bragança Viva,  em 2001 e entregues em forma de estudos a José de Lima, em dezembro de 2000 e a Jesus Chedid, em janeiro de 2001. Além de jornais das épocas. A esses itens, incluem-se outras atividade culturais e esportivas. Como a iluminação de natal "Natal de Luz" organizados em 2005 e 2006, com a iluminação de 4 igrejas, sem uso de dinheiro da prefeitura local. 




Leia :

Hollywood,Uma história do Brasil 


Hollywood:: Uma História do Brasil (Portuguese Edition) (Portuguese) 


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