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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Um projeto turístico para a cidade de Bragança


Em 1999 foram criadas as secretarias municipais na cidade de Bragança, até então não existiam. Eram departamentos. Com a criação das secretarias foi possível ampliar serviços e melhorar a qualidade no atendimento, pelo menos teoricamente.


E janeiro do ano de 2000 eu fui convidado pelo prefeito José de Lima para elaborar um projeto que iria nortear a recém criada secretaria de Cultura e Turismo.
Foram 11 meses de trabalhos e a colaboração de estudantes de hotelaria, administração e direito.
Estudamos o turismo no Brasil, a capacitação de recursos humanos e a educação, fizemos projetos e agrupamos outros já existentes, como os de Chico Experiência e Elvio Santiago (homenagem a imigrantes) e fomos aos levantamento do que existia e o que poderia nos dar suporte.
No caso do suporte, são as entidades sociais, de classe, atendimento a saúde, imprensa, etc.
Levantamos restaurantes, hotéis, pousadas (são várias na área da represa), pesquisamos o turismo rural, chagando-se a 11 fazendas, onde poderíamos implantar uma modalidade de turismo, hoje muito rentável em toda a Europa, e iniciamos os estudos para projetos de potencial turístico e melhoria de vida dentro do município.



Um dos projetos que melhorariam a qualidade de vida de moradores ao redor era o “Parque do Tanque do Moinho”
O Parque da Serrinha, chamado de Parque do trabalhador, seria a única possibilidade do trabalhador local ter um acesso seguro à Represa da Cantareira, numa área inutilizada, pois os loteamentos ocuparam todas as proximidades das águas, teríamos uma grande área, bem distribuída e com todos os requisitos necessário. Além da geração de algumas dezenas de empregos diretos.  

Os outros eram a construção do Parque do Lago do São Miguel, revitalização, iluminação e abertura do Bosque Cyro Berlink,  Revitalização do Bosque dos Eucaliptos, cujas arvores haviam sido cortadas em 2004 (em 2006 conseguimos através de um TAC, plantar mais de 200 árvores, hoje grandes), Parque do Lago da Hípica, Parque das Américas, no Jardim América (em conclusão), Parque do Lago dos Padres (esse realizado pela administração Fernão Dias), Parque Markowicks (parque ecológico, que estava sendo negociado na época e foi construído em 2016), Revitalização das praças centrais, Parque do Leite Sol e Parque do Guaripocaba (em negociação no ano de 2006, com um empresário, que implantaria um teleférico, da estação ao topo, com a possibilidade de desenvolvimento do turismo religioso, caso interessasse a Igreja Católica, em virtude da existência, na cidade, de uma santa – no topo uma estatua como ponto final do teleférico.)


A esse projeto, se agruparia o “Projeto Saturnino Paccitte”, de Francisco Cezar Palma de Araújo,  que levaria o trem turístico da estação do Curitibanos, no bairro do mesmo nome, Guaripocaba, onde estaria instalado o teleférico.
O projeto (Saturnino) foi apresentado posteriormente na Câmara Municipal, por uma vereadora do grupo político dominante, sem menção ao seu criador e com outro nome. Muito usual em terra de coronéis.
Projetos como a restauração do Teatro Carlos Gomes, feitos através da Lei Ruanet, se um centavo de dinheiro público local e com prazo de entrega definido em 3 anos (estaria pronto de 2011), foram simplesmente ignorados, porque o dinheiro não passaria pelos cofres públicos. 


O outro projeto em zona rural era o do Museu do Elétron, também do Chico Experiência, usaria a antiga usina da Mãe dos Homens (acima), no Recanto Jaguari, que voltaria a funcionar com um de suas turbinas e poderia ser patrocinado pelo próprio fabricante, atestando a qualidade do equipamento, com mais de 100 anos, ainda em condições, feito na Holanda. Se não me engano. Geraria luz para o próprio complexo e seria um suporte a educação e pesquisas científicas, ao seu redor seriam abertos espaços para lanchonetes e equipamentos esportivos para navegação no canal. Propício também para o surgimento de pousadas.



Para a manutenção de parques de interesse turístico seria criado departamento de conservação de parques, mantido pelo “Funtur”, um fundo de turismo administrado pelo executivo e iniciativa privada, com característica próprias, podendo ser criador de eventos geradores de rendas. O município poderia ele organizar a tal festa do peão, com lucros ou a Festa do Nordeste, também um grande evento anual a ser feito na zona norte
Um dos grandes atrativos turísticos seria a linguiça. Nessa época, por questões de vigilância sanitária e legislação, a produção começava a ser feita de forma menos artesanal, ainda assim era possível para o poder público,  estímulo maior. A “festa da linguiça” seria dotada de toda estrutura, mas organizada pela associação de produtores, totalmente autônomos, e infraestrutura municipal. Entende-se por infraestrutura toda a organização do espeço usado, eletricidade, som, divulgação, apoio e shows típicos (no caso Calábria), pois esse evento geraria não apenas o lazer local mas estadual e também seria uma porta de negócios, gerando rendas, salários e impostos.

Já em 2006, como secretário eu promovi um concurso entre bares e restaurantes, para a promoção de uma prato típico da terra, chamado de “Pratos da Terra”, cujo vencedor foi o Restaurante Estancia. Esse foi o embrião para a mobilização do setor.
No prédio do antigo Matadouro teríamos o Museu de Imagem e Som.  Um centro cultural na antiga sede social do Ferroviários, que seria negociado pela prefeitura, ou ali também poderia funcionar a biblioteca, com um café, voltado para a rua, no espaço lateral.
Concluímos em nossos estudos a necessidade da participação da secretaria de educação, onde se aprenderia a verdadeira história da cidade e região, bem como noções de atendimento e convivência com o turista.
O artesanato seria apoiado com espaços adequados, de passagem de turista, e estacionamento e cursos de reciclagem e aprendizado.
O carnaval é outra questão a ser estudada. Desde o início dos anos 70, deixamos o carnaval participativo, pelo contemplativo, até por questões política, pois os ditadores não queriam aglomerações. Uma volta ao carnaval tradicional, participativo era necessária com o carnaval de praça, na rua, como deixamos claro em nosso projeto do ano 2000. Em 2007 eu começaria a discutir a mudança de local e modelo, quando deixei a secretaria.
Projetos culturais, como Maio Cultural (em 1975 participei de sua criação, com a Dona Guaraciaba e o Hélio Nine, os pais da ideia), Festival de Inverno e Festival Música nas Esferas (atraiu gente de 5 países), realizado em 2006 e 2007, comporiam o leque de opções, para trazer visitantes. 
A descoberta de um sítio arqueológico na cidade, poderia e ainda pode gerar estudos e visitas cientificas. 


O turismo de eventos também é possível, desde que a atração seja de qualidade, provamos isso com a realização da exposição de Sebastião Salgado e com o show dos Mutantes, considerado um dos 10 melhores do mundo, em todos os tempos. A maioria do público era de fora, com alto poder aquisitivo, que acabariam gerando lucros na rede hoteleira e restaurantes. 



Os eventos também podem acontecer em áreas políticas e sociais, como um Forum Mundial, que passamos a tratar em janeiro de 2006. Ou convênios com cidades afins, da Europa, ou do próprio continente, como fizemos com Bragança, de Portugal e 2006. 



Ainda na área cultural, criamos uma lei para preservação de imoveis antigos, baseado em uma lei já existente na cidade de Canavieiras. Essa lei sequer saiu da gaveta do então prefeito em 2007. 


As tudo isso se feito, transforaria a cidade e com ela, sua população, seria um transformação de costumes, cuja continuidade se daria na área cultural, com projetos específicos.
Não era esse, e nunca foi, o interesse das administrações coronelescas de Bragança.
Temos, montanhas, um rio navegável em vários pontos, quedas d’água, uma represa e vários lagos, só isso já seria atrativos.

A grande questão é que nesse tipo de mudança, toda a sociedade evolui, ai mudam-se os políticos. 


Esses projetos foram divulgados por mim, no livros, Bragança Viva,  em 2001 e entregues em forma de estudos a José de Lima, em dezembro de 2000 e a Jesus Chedid, em janeiro de 2001. Além de jornais das épocas. A esses itens, incluem-se outras atividade culturais e esportivas. Como a iluminação de natal "Natal de Luz" organizados em 2005 e 2006, com a iluminação de 4 igrejas, sem uso de dinheiro da prefeitura local. 




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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Da necessidade de desqualificar o acusador

Levantei alguns casos de processos por falsos crimes sexuais para mostrar a ignorância popular e a hipocrisia a serviço da manutenção do sistema corrupto mundial. A conservação de instituições podres exigem a retirada de cena, com a desqualificação dos acusadores. 




Desde novembro de 2010, Assange tem sido objeto de extradição para a Suécia, onde é procurado para interrogatório sobre uma alegação de estupro. Assange nega a acusação e manifestou preocupação de que ele será extraditado da Suécia para os Estados Unidos devido ao seu papel  na publicação de documentos secretos americanos
Hassanger  mostrou as estruturas viciadas, que se agigantam mentem e se tornam mais fortes que governos, estruturas policiais de espionagem secretas que interferem na vida de todos e protegem os corruptos do sistema, mas o sistema não quer isso, por isso, na falta de acusações de corrupção, ou coisa melhor acusam Hassanger de estuprar duas loironas bem mais fortes que ele, é um absurdo, mas possível para esconder canalhices capitalistas.  
Se fosse com Berlusconi estava tudo bem, afinal ele é dono de meia Itália, e o capital precisa ser preservado, ai não vem ao caso, como diria Moro, pois o italiano é parte do sistema financeiro da Europa. 
O diretor-gerente do FMI, o francês Dominique Strauss-Kahn, 62, foi preso  em Nova York acusado de atacar sexualmente uma funcionária de um hotel na cidade. O dirigente foi retirado pelos policiais da primeira classe do voo da companhia aérea Air France que ia para Paris minutos antes da sua decolagem. Nesse caso a corrupção do francês não importava, mas o escândalo sexual de Dominique ajudaria a conservar as estruturas do FMI, que ele pretendia mudar. Descobriu-se depois que a mulher era expert no assunto e havia sido contratada para provocar o caso, mas ai já era tarde. 
Tudo depende do ponto de vista, quando não dá para chamar a vitima de corrupta, ou quando a acusação de corrupção não faz efeito, pois seus pares são iguais. O que importa é que num mundo religioso e ignorante o sexo pode se tornar crime, ainda que a acusação seja falsa. Ainda que julgado e absolvido, pois o que importa é o efeito momentâneo para a realização de uma jogada. 
Bill Clinton o mais famoso escândalo sexual da história recente quase derrubou um presidente dos Estados Unidos. Em 1995, a jovem Monica Lewinsky foi aceita como estagiária na Casa Branca e nos anos seguintes teve um caso com o então presidente Bill Clinton. A história ganhou peso com a gravação de um telefonema no qual ela dava detalhes do colóquio amoroso. Não importa se Bill era um péssimo presidente, ou não, se invadiu países e matou inocentes, para roubar petróleo, se destruiu o sistema financeiro do terceiro mundo. A acusação servia aos ímpetos da oposição em frear a popularidade local do americano. 
Eliot Spitzer ganhou o apelido de "Xerife de Wall Street" por investigar crimes financeiros com rigor e desmantelar redes de prostituição, durante o período que ocupou o cargo de procurador-geral de Nova York. Após ser eleito governador, foi flagrado combinando programas com prostitutas de luxo do "Emperors Club VIP", em uma investigação que teve participação de uma cafetina brasileira. O escândalo afastou Spitzer do cargo e rendeu um prêmio Pulitzer ao jornal "The New York Times". Esse escândalo serviu aos interesses dos investigados por Eliot. Todos voltaram a seus antigos e lucrativos negócios devido a uma onda moralista provocada pela imprensa em uma população ignorante e manipulada. O fato de Eliot sair com garotas de programas era pessoal, mas foi usado, sempre graças a ignorância e a manipulação da mídia para repor em seus lugares, os verdadeiros bandidos. 
A Rede Globo foi condenada a pagar R$ 1,35 milhão para reparar os danos morais sofridos pelos donos e pelo motorista da Escola Base de São Paulo. Icushiro Shimada, Maria Aparecida Shimada e Maurício Monteiro de Alvarenga receberam, cada um, o equivalente a 1,5 mil salários mínimos . Tudo por uma calunia sexual encomendada. Às vezes a justiça condena com valores suficientes para cobrir os prejuízos financeiros, mas nunca morais. 
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As acusações caluniosas ocorrem sempre que é necessário tirar de cena alguém, que pretenda mudar, ou impossibilite mudanças requeridas por um sistema.
Histórias sensacionais sobre estupro nos meios de comunicação dos EUA trouxeram luz sobre a questão das acusações caluniosas de estupro, possibilitou que muitos se perguntassem por que, exatamente, uma mulher mentiria sobre ter sido estuprada. Em suas memórias, Lena Dunham alega que ela foi estuprada por Barry, um brilhante, bem conhecido direitista conservador na Universidade, mas sua versão não se sustenta à averiguação. Jackie, a mulher no centro da matéria da revista Rolling Stone sobre a cultura das fraternidades “gregas” na Universidade de Virgínia, alega ter sido estuprada por um grupo de estudantes, mas discrepâncias em seu relato resultaram na revista voltar atrás em relação à história publicada e questionar a credibilidade de Jackie. Nós não sabemos se qualquer dessas mulheres fez ou não uma acusação caluniosa, mas acusações caluniosas de estupro podem ocorrer, e realmente acontecem. Quando envolvem políticos honestos, ou acusadores do sistema, se tornam casos públicos, ainda que corram em segredo de justiça. 
Conheço casos em que o oficial de justiça tirava copias para jornais. Não foram investigados por falta de provas e interesse da justiça. 

Um caso particular. 

Fui acusado de “atentado à lasciva”, uma lei antiga, onde o cidadão pode ser processado até por um beijo em público. Como os entendimento do teor desse processo não é fácil, alguns políticos denunciados por mim usaram, o que eles mesmos fabricaram, para falar em “estupro”. No caso um promotor público evangélico, que dizia, que a bíblia era mais importante e um juiz consciente, que solicitou a dispensa das testemunhas pois considerava o caso inexistente. Esse juiz é substituído por promoção no dia seguinte e o caso julgado por um “juiz de passagem”, que confunde artigos da lei. Absolvido por unanimidade no Tribunal de Justiça de São Paulo, ainda assim passei a sofre as consequências de uma acusação falsa. 
O motivo gerador de todos os fatos eram denuncias que eu fazia contra os “próprios companheiros de trabalho”, principalmente com relação a manipulação de licitações. 
Posteriormente o mesmo juiz, por coincidência, nega um pedido de gratuidade nas ações indenizatórias e por fim concede menos de 8% do requerido (incluindo custas), a título de indenização, com a vitima tendo que pagar a sucumbência do advogado do réu.  Algo que beira o absurdo. 
As falsas acusações continuaram sempre que necessárias para desqualificar uma acusação, que eu fazia com relação a negociatas, incompetência e, ou corrupção nas administrações públicas. 
Um dia, numa reunião política em São Vicente, o então ministro Aldo Rebelo, ao lado de Ciro Gomes, me chama para saber se era verdade  os fatos que o prefeito de Bragança, na época um corrupto mentiroso, tinha ligado para relatar. Caso explicado e tudo ficou resolvido, o prefeito havia aumentado os fatos e inventado novos crimes, mas a partir dai, sempre que necessário, novas e falsas acusações viriam. O motivo principal de tudo era minhas negativas em participar de um esquema lesivo à população e por não ficar calado com relação a elas. 

Assim, como no golpe atual, os fatos que importam, são aqueles que não importam e por isso o Brasil esta sendo vendido. Isso, a ignorância popular e a falta de treinamento e vontade do judiciário para implodir um sistema corrupto e hipócrita. 


Acusador condenado - Leia a matéria na Gazeta Bragantina 


domingo, 1 de março de 2015

Faros fecha, mas a cachorrada é a mesma...

A repercussão do fim do convenio entre a ONG Faros da Ajuda (cuida de animais abandonados na cidade de Bragança Paulista) e a prefeitura municipal, tem sido muito negativa. 
A prefeitura, que recentemente gastou cerca de R$ 3.000.000,00 para veicular propaganda na Rede Globo Local (Rede Vanguarda) e que pretende gastar mais R$ 3.000.000,00 para construir um muro, no Posto de Monta (que só beneficia os organizadores da Festa do Peão(um grande show de horrores) alega não ter verba para aumentar os subsídios. 
Membros da ONG e simpatizantes estão usando as redes sociais para manifestarem seu descontentamento, com a administração petista, que apesar de ser petista, terceirizou até o SUS. 
Da ONG





Prestação de contas da ONG Faros D'Ajuda, responsável pela gestão do canil municipal nos últimos anos.
Vale destacar que a atual administração municipal, incluída aqui a Secretaria Municipal do Meio Ambiente através de seu responsável sr. Francisco Chen, não foi capaz de oferecer condições satisfatórias para a manutenção deste convênio junto à ONG e a entidade estará encerrando seus trabalhos no canil municipal no início do mês de abril.
Na minha opinião, uma perda de difícil reparação para a comunidade.

Estaremos acompanhando os trabalhos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente à frente da gestão do canil municipal com especial atenção aos investimentos financeiros no mesmo uma vez que uma das razões para o encerramento do convênio foi a indisposição da gestão municipal em aumentar o valor do repasse mensal de R$ 12.000,00 para a ONG garantir alimentação, cuidados veterinários, etc. para mais de 300 animais abandonados.

Desta forma, quaisquer aumentos de gastos para a realização deste trabalho ou comprometimento da qualidade da atenção oferecida aos animais no canil serão alvo de questionamentos e críticas.

Aqui apresentamos um resumo de nossas atividades.
Em 2014, a Faros d'Ajuda realizou a castração de 1.794 animais, dos quais 765 foram castrações gratuitas. São quase 9.000 filhotes que deixaram de nascer com potencial de abandono.

E, dos animais que acolhemos, 1.112 foram adotados em 2014, dentre eles vários especiais (idosos, com sequelas, paraplégicos).

Pelo segundo ano consecutivo conseguimos vacinar com V-8 e V-3 todos os animais do abrigo e implantar 350 microchips em cães e gatos.

... E ainda há muito a fazer, porque o abandono de animais não cessa e as prefeituras não cumprem com eficácia o seu papel no controle populacional .
... Há muito a mudar, porque as leis que protegem os animais ainda são fracas e não coíbem o abandono.



Nas redes sociais: 

No início do próximo mês de abril a Faros D'Ajuda estará encerrando seu convênio com a prefeitura municipal e deixando a administração do Canil Municipal.
A falta de um apoio efetivo da atual administração municipal, incluída aqui a Secretaria Municipal do Meio Ambiente sob a liderança do secretário Francisco Chen, foi um dos motivos determinantes para tal decisão.
E para você que tem dúvidas a respeito disso, leia a seguir o "desabafo" de uma das voluntárias da ONG sobre as condições de acesso ao Canil.
Apoiar a Faros, senhor Rafa Ferreira, não é colocar o logotipo da ONG no material de comunicação de eventos da prefeitura - inclusive manifestei à diretoria da ONG minha contrariedade em relação à autorização para que a Prefeitura fizesse isso!
Apoiar a Faros é fazer com que a administração municipal mostre boa vontade EFETIVA para com esta entidade, que presta relevantes serviços à população de Bragança Paulista desde muito tempo antes do atual grupo assumir o poder do Palácio Santo Agostinho.
Mas agora, com o fim do convênio, parece ser tarde demais para fazer isso.

Desabafo de um membro da Faros (Cris)´em seu perfil hoje 28/02/15 às 10hrs da manhã.
"E você nada e nada e morre na praia.
Batalhar adoções durante a semana toda pelo face e esperar que o adotante enfrente isso é demais da conta não?
Muitos que me conhecem sabe o quanto sou comedida nas palavras, mas "só quem vivencia" tem créditos para falar.
E isso tenho de sobra.
Tentativa de ir no abrigo agora de manhã.
Não consegui. Tudo alagado e o pior de tudo que as ruas de acesso dos novos predinhos (grandes contribuintes para a estrada ficar pior do que era) barraram nosso acesso pelo lado asfaltado.
Antes ainda podíamos por o carro lá e ir amassando barro até a entrada.
Agora nem isso. E quando usei todas minhas habilidades ninja de motorista para entrar sem cair nos buracos encontro um caminhão atolado e quebrado na entrada.
Olha, espero de todo meu coração que a prefeitura quando assumir o canil faça as obras devidas, pois fazer um adotante ir até lá já é complicado, imagina se a estrada continuar assim?
Tô brava, tô irritada e voltei pra casa para tentar ir até lá de moto (sem levar todas as doações que estão comigo).
E ainda nos perguntam por que cansamos?
Bom, depois creio que irão reformar tudo e chamar a Elizabeth Savalla para ver que nosso canil municipal é de 1ª mundo.
Pronto falei!! Não me meto em política, falo por amor mesmo aos meus bichos lá!!"




segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Pega na mentira...

Para onde vai o dinheiro do povo? 




Não é difícil saber. 
Quando um prefeito trabalha em beneficio do povo não há a necessidade de propaganda. O povo vê.
Mas quando a cidade está abandonada, quando o mato invade raus e calçadas. Quando um simples natal se torna piada, quando a prioridade é uma festa de peões, é necessário muita propaganda. 
Quando um administrador permite perseguições e ameças de morte, quando não sabe contratar e transforma a prefeitura em um cabide de empregos, é necessário muita propaganda. 
Quando o SUS é privatizado e entregue a empresas sem compromisso com o povo local, quando a saúde é jogada nas mãos de um religioso e a promoção social é deixada aos cuidados de outra seita, o povo deixa de ser o motivo, para se tornar joguete. 
Quando a educação é substituída por tablets, encontrados muito mais baratos nas redes de varejos, sem programas e sem projetos, tem algo errado nessa educação. 
Quando o povo é apenas lembrado na hora de multas e pagamento de impostos, só com muita propaganda.
Essa é a realidade, onde a cultura foi substituída por monossílabos jogados ao ar. 
Essa é a cidade do prefeito que pregava atitude e dizia ter compromisso. Esse é o compromisso...
Com a Rede Globo e tinha que ser, com a rede habituada em enganar o povo. 

O que mais dizer? Compromissos?
Só com o próprio grupo. Esse é o custo de um voto errado. 


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Bragança - Eleições 2016



Bragança - Eleições 2016 
Em quem, ou como votar. Vamos continuar com os mesmos, ou  o povo vai finalmente mudar? 


De um lado temos a velha política Lima-Chedid, e outro a possibilidade de mudanças. 
Desde 1968 o povo opta por manter Chedids, Limas, ou seus indicados. Não há mudança, mas o eleitor entra no jogo e se ilute entre um grupo e outro achando, que são opositores. 

O grupo Chedid pode lançar Frangini, que já foi candidato em 2012. O grupo Limista vai tentar reeleger o delegado, eleito em 2012, que faz a pior administração da qual se tem notícia. 

O terceiro grupo é liderado por Gustavo Sartori, que não tem ligação com Limas, ou Chedids. É a chance de mudança, ou no mínimo a tomada de poder, das mãos que o detém, desde 1968.


Não será fácil uma vitória de Sartori, pois há a possibilidade do lançamento de um quarto nome, que apenas teoricamente seria oposição, mas para tirar, ou dividir votos com Sartori, dizendo-se novo e progressista. Como Limase Chedids possuem uma votação estável, esse nome apenas tiraria a força de Sartori.

Para as forças que dominam desde 1968 é importante, que o poder não mude demãos. São muitos negócios e empresas agregadas a administração, que poderiam sofrer um revés.

Sartori em sua ultima campanha lançou a ideia de uma empresa municipal de transportes coletivos. Mesmo mantendo-se o contrato com a atual empresa, os preços de passagem de ônibus cairiam pela metade. Sartori já se posicionou contra a terceirização da saúde e propõe uma divisão de medicina preventiva, ou alternativa. Isso acabaria com várias licitações. Sartori também já discutiu a municipalização de radares, hoje um grande negócio, comandado por poucos. Na área cultural, Gustavo Sartori pretende criar uma rede de oficinas, visando uma geração sadia e ampliação de leis de incentivo, além da inclusão social via cultura. A democratização e a discussão sobre educação fazem parte de seu projeto, e entre eles a municipalização da merenda, o que iria gerar mais empregos e renda na cidade. Outras mudanças propostas pelo candidato estão na área de descentralização de obras e serviços. Muitos interesses seriam contrariados. Essas propostas, entre outras, fazem arrepiar os donos da cidade. Ferem interesses, de quem está no domínio há anos.

O poder estabelecido fará tudo para que nada mude, Sartori tem hoje o apoio do vice-governador Márcio França e é visto com bons olhos por membros da cúpula do governo federal. Pretende mudar e contra eles estarão todos os interesses.

Por fim é pagar para ver se o povo quer mudanças,ou apenas o troca-troca de poder entre os dois grupos, que desde 1968 mandam na cidade.

O que pode tirar as eleições de Sartori além da falta de informação do eleitor, que quer mudar, mas não sabe que os dois grupos são idênticos é ele próprio. Aceitar  apoios é normal, o que não significa união a grupos retrógrados. Um exemplo seria ter Jango, ou outros do mesmo tipo, em seu "palanque". A mudança deve ser total, sem aqueles que contribuíram para o retrocesso socio-cultural da cidade.