segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Exercício é contra natureza humana:

Exercício é contra natureza humana:


Exercício ???  - Veja a opinião de Drazio Varela.



Atividade Física não é natural!
Quem disse isso? Dr Dráuzio Varella!
Já viu girafa se exercitando pra não criar barriga?
Rsrsrsrsrs!
Veja as 3 situações nas quais somos condicionados a "acelerar"!

Pega na mentira...

Para onde vai o dinheiro do povo? 




Não é difícil saber. 
Quando um prefeito trabalha em beneficio do povo não há a necessidade de propaganda. O povo vê.
Mas quando a cidade está abandonada, quando o mato invade raus e calçadas. Quando um simples natal se torna piada, quando a prioridade é uma festa de peões, é necessário muita propaganda. 
Quando um administrador permite perseguições e ameças de morte, quando não sabe contratar e transforma a prefeitura em um cabide de empregos, é necessário muita propaganda. 
Quando o SUS é privatizado e entregue a empresas sem compromisso com o povo local, quando a saúde é jogada nas mãos de um religioso e a promoção social é deixada aos cuidados de outra seita, o povo deixa de ser o motivo, para se tornar joguete. 
Quando a educação é substituída por tablets, encontrados muito mais baratos nas redes de varejos, sem programas e sem projetos, tem algo errado nessa educação. 
Quando o povo é apenas lembrado na hora de multas e pagamento de impostos, só com muita propaganda.
Essa é a realidade, onde a cultura foi substituída por monossílabos jogados ao ar. 
Essa é a cidade do prefeito que pregava atitude e dizia ter compromisso. Esse é o compromisso...
Com a Rede Globo e tinha que ser, com a rede habituada em enganar o povo. 

O que mais dizer? Compromissos?
Só com o próprio grupo. Esse é o custo de um voto errado. 


sábado, 21 de fevereiro de 2015

Trânsito, industria lucrativa da morte.

Industria do trânsito, a industria da morte.
Não costumo fotografar acidentes. Não gosto da morte e se puder falto no meu enterro. Hoje as 11:30 resolvi clicar uma cena apenas para ilustrar essa matéria. Acidente com moto, apenas mais um dos milhares que acontecem todos os dias.
Até quando?
A venda de motos no Brasil cresceu numa progressão geométrica. As leis são as mesmas de 70 anos atras. 


A industria de transito é a mais rentável no Brasil. Ela é composta da fabricação de veículos, facilidades na habilitação, geração de multas e mais multas (nunca para coibir, sempre para punir e gerar renda), licitação de obras em estradas e vias públicas, autopeças, burocracia, pedágios, funerária, peças usadas etc...
Porque alguns radares não são substituídos por bafômetros? 
Porque não existe fiscalização em saídas de baladas? 
Porque só se investe e terceiriza na industria das multas? 
Porque não se investe na habilitação  e fiscalização?  

QUANDO TEREMOS UMA LEGISLAÇÃO ESPECIFICA PARA TEMPOS EM QUE AS MOTOS ESTÃO LIVRES PARA O SUICÍDIO?
OS DEPUTADOS PODERIAM CUMPRIR SEU DEVER E COMEÇAR A PENSAR NO ASSUNTO.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Uma concha abandonada.


Em 2005, logo depois de assumir a secretaria de cultura em Bragança Paulista, me deparei com uma verba de 580 mil reais vinculadas a construção de uma concha acústica no antigo Bosque dos Eucaliptos,  local que se encontrava abandonado e sem uma única arvore. 
Como a verba era pequena, solicitei ao arquiteto da prefeitura, que procurasse projetos econômicos e que seguissem as tendencias arquitetônicas atuais. 



Vários projetos foram discutidos até que dois deles ficaram na secretaria para discussão e apreciação dos munícipes que frequentavam o local.


O projeto mais votado, tinha segundo a equipe técnica maior facilidade de construção, custos mais baixos e maior possibilidade de uso múltiplo, com dois palcos, camarins fechados, banheiros, fosso para elevador, salas etc. 


No início de 2006 foi realizada a licitação de acordo com o projeto aprovado (por mais de 100 frequentadores constantes da secretaria) e a empresa vencedora deveria começar as obras.


Na assinatura do contrato a empreiteira foi representada pelo Sr, Duarte, conhecido por Brauwn pai do atual secretário Sr. Quique. 
O Sr. Duarte, que já havia trabalhado com seu filho (Quique), no setor financeiro da prefeitura de Piracaia, era muito amigo do proprietário da vencedora da licitação. 


As obras que deveriam começar imediatamente, ainda demoraram um tempo. Na foto prefeito, vice, secretário de cultura, de obras e representante da empreiteira, Sr. Duarte Bronw. 

No inicio de 2007, deixei a secretaria, mas na inauguração em 7 de julho de 2007, fui surpreendido por uma proibição de entrar no recinto. Ainda assim, consegui junto a produção dos Mutantes um crachá, que me dava o direito de entrar. Verifiquei então que o telhado não era acústico, como constava no projeto, não existia fosso para instalação de elevador de equipamentos, o espelho de água não tinha bomba e saída de água, entre outras coisas. 


Sergio Dias e Zelia, após ao show consideraram o palco excelente, tamanho ideal para grandes grupos e equipamentos, só estranharam porque as caixas de som não foram colocadas no palco. Eu também estranhei. Segundo os construtores o concreto não estava curado. Achei estranho, mas como não sou da área me calei. 
O custo da obra era 580 mil reais, deixados, como já falei, pela administração anterior, com o único proposito de se fazer uma concha e naquele local. Tempos depois ouvi dizer que foram dados 2 aditamentos, ou seja, o valor teria aumentado. 

Na semana seguinte, foi a vez dos ratos de Porão usarem o palco, a impressão de João Gordo foi a mesma, Ótimo palco, gostaria de ver isso lotado, disse ele. 
Esses dois shows, eu já tinha deixado certo antes de sair da secretaria. Depois disso o espaço só serviu para apresentações religiosas e moradia de mendigos. Uma parte foi entregue a Liesb.

Como pode ser observado na placa comemorativa de inauguração, que se encontra dentro do prédio, meu nome não consta de nada. Como se não tivesse existido. 

Posteriormente o prefeito manda me entregar um cartão de prata relativo a inauguração da concha, como se isso fosse cessar minha curiosidade a respeito de custos, modificações e qualidade da estrutura. 


Como fui o responsável pelo lançamento político do Sr. Quique, foi meu candidato em 2008 pelo PCdoB, assim que eleito solicitei a ele, que realizasse uma investigação sobre a construção da conha. Existia algo estranho, mas que um vereador, com um simples pedido de informações poderia esclarecer. Eu queria saber sobre os custos, a qualidade, sobre algum perigo eminente, pois não deixaram os Mutantes colocar caixas de som no palco, sei lá, queria informações para ficar mais tranquilo. 
Quique fez um PI (pedido de informações) e eu lhe perguntei qual eram as respostas. Ele me respondeu "deixe quieto". 
O dono da empreiteira me disse, há 3 anos, que já tinha outro planos para "aquilo". O Quique tem um apreço grande pelo empresário, pois esse lhe ajudou muito quando trabalhava na prefeitura de Piracaia, é o que parece. Seu pai era representante do empresário na assinatura do contrato, conforme fotos, e na pedra fundamental. 
Talvez pretendam mesmo dar outro destino a "aquilo", como dizem.
Quanto a praça, estava em terra. Todas as árvores já haviam sido cortadas dois anos antes, o que gerou uma ação do MP na época. 


A arborização do local foi paga por um empresário em cumprimento a um acordo ambiental com o Ministério Público local.

O projeto total do antigo Bosque dos Eucaliptos era baseado no Dragão do Mar, de Fortaleza, Ceará, que pode ser conferido no Google. 

Hoje o local está abandonado. A Secretaria de Cultura não tem capacidade para gerir o local.  

Faltou falarmos sobre a acústica: 
Os teatros de arena, da antiga Grécia eram em formas de conchas para que o som fosse melhor propagado. A partir do século XIX, quando Tesla provou que a corrente alternada era superior a corrente continua e venceu a concorrência nos EUA, usinas hidrelétricas começaram ser construídas para a produção de energia elétrica. A primeira foi em Niagara.  A partir dai criaram-se milhares de equipamentos movidos a eletricidade, entre eles o microfone, as caixas de som e amplificadores. Embora chamemos de "conchas acústicas", os antigos teatros de arena, eles nada mais são que palco para apresentações artísticas. 


Existia no Pacaembu uma famosa "concha", em forma tradicional de concha, já demolida. Não há quem acredite que seu formato seria capaz de ampliar o som, até as arquibancadas do portão de entrada, no lado oposto. Assim também acontece no Centro de Convivência em Campinas, ou no Dragão do Mar em Fortaleza. 

Alguns "conchas pelo mundo":












Logo, nossa "concha" não está distante dos projetos, que existem pelo mundo. Resta fazer o acabamento, obrigar a empreiteira a cumprir o contrato, fazer a segunda fase do projeto, cuidar, promover bons eventos, pois os ruins, não levam ninguém. Conservar a praça, posteriormente construir as salas para oficinas de teatro, música, artes plasticas, exposições, etc. 
Para que isso ocorra é necessário competência. Saber o significado de todas as artes e da palavra cultura. Saber, que a inclusão social só se faz pela cultura e se incluir nela, como um simples cidadão, não como um escolhido do rei. 



Em breve falarei sobre outros projetos, arquivados, ou cujos orçamentos foram desviados.










A dona dos alimentos no mundo

A dona das sementes, a dona da fome...




A Companhia Monsanto é uma indústria multinacional de agricultura e biotecnologia. Situada nos Estados Unidos, é hoje, em sua maior parte, francesa. É a líder mundial na produção do herbicida glifosato, vendido sob a marca Roundup. Também é, de longe, o produtor líder de sementes geneticamente modificadas (transgênicos), respondendo por 70% a 100% do market share para variadas culturas. A Agracetus, subsidiária da Monsanto, se concentra na produção de soja Roundup Ready para o mercado. No Brasil, sua sede está instalada na cidade de São Paulo e compreende também a indústria de sementes Agroceres. Em setembro de 2007 a companhia comprou a Agroeste Sementes, uma empresa brasileira de sementes de milho. No ano de 2008, adquiriu a CanaVialis cujo foco é o melhoramento genético de cana-de-açúcar e a Alellyx, empresa de biotecnologia, unificadas sobre a marca CanaVilis Monsanto, com sede na cidade de Campinas. Além disso, a Monsanto já possuía a brasileira Monsoy desde 1997.
A Monsanto vem avançando na produção de sementes modificadas, tem participado de golpes, como no Paraguai, conta com apoio de vários governos e bancos. Em breve poderá ser a dona dos alimentos do mundo, pois seus defensivos e inseticidas são produzidos para ter efeito somente com suas sementes.  Ela já tem presidentes, deputados e senadores em seu grupo de bons amigos. No Brasil ela já é a dona da soja, milho e cana. No futuro decidirá quem deve, ou não comer.




Já dá ordens ao governo:
Uma cartilha produzida pelo Ministério da Agricultura sobre agroecologia teve sua distribuição sustada.  A cartilha “O Olho do Consumidor”, que conta com ilustrações de Ziraldo, foi lançada para divulgar a criação do “Selo do SISORG” (Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica), que pretende padronizar, identificar e valorizar produtos orgânicos, orientando o consumidor.
O livreto, com tiragem de 620 mil cópias, teve a sua distribuição dificultada.  A Monsanto estaria por trás disso?  Setores do Ministério ligados ao agronegócio tampouco estariam contentes com as informações contidas na cartilha.  O arquivo foi inclusive retirado do site do Ministério
“O agricultor orgânico não cultiva transgênicos porque não quer colocar em risco a diversidade de variedades que existem na natureza.  Transgênicos são plantas e animais nos quais o homem coloca genes tomados de outras espécies”.
Na denúncia dos transgênicos estaria a dificuldade para a distribuição da cartilha.   A Monsanto, que é a multinacional dos transgênicos, jura de pés juntos que não tem nada a ver com essa história de atrapalhar o esclarecimento do público sobre os produtos orgânicos.
Monsanto e os acontecimentos no Paraguai: Os mortos de Curuguaty e o julgamento político de Lugo
Foram muitos os sinais que antecederam o golpe contra o presidente Fernando Lugo: a maneira como ocorreu o conflito em Curuguaty que deixou 17 mortos, a presença de franco-atiradores entre os camponeses, a campanha via jornal ABC Color contra os funcionários do governo que se opunham à liberação das sementes de algodão transgênico da Monsanto, a convocação de um tratoraço nacional com bloqueio de estradas para o dia 25. O jornalista paraguaio Idilio Méndez Grimaldi conta essa história e adverte: “os mortos de Curugaty carregam uma mensagem para a região, especialmente para o Brasil”. O artigo foi reproduzido pela Carta Maior, 23-06-2012.
O artigo de Idilio Méndez Grimaldi foi escrito dias antes da aprovação, no Senado paraguaio, da abertura do processo de impeachment de Fernando Lugo.
Eis o artigo.
Quem está por trás desta trama tão sinistra? Os impulsionadores de uma ideologia que promove o lucro máximo a qualquer preço e quanto mais, melhor, agora e no futuro. No dia 15 de junho de 2012, um grupo de policiais que ia cumprir uma ordem de despejo no departamento de Canindeyú, na fronteira com o Brasil, foi emboscado por franco-atiradores, misturados com camponeses que pediam terras para sobreviver. A ordem de despejo foi dada por um juiz e uma promotora para proteger um latifundiário. Resultado da ação: 17 mortos, 6 policiais e 11 camponeses, além de dezenas de feridos graves. As consequências: o governo frouxo e tímido de Fernando Lugo caiu com debilidade ascendente e extrema, cada vez mais à direita, a ponto de ser levado a julgamento político por um Congresso dominado pela direita.
Trata-se de um duro revés para a esquerda e para as organizações sociais e campesinas, acusadas pela oligarquia latifundiária de instigar os camponeses. Representa ainda um avanço do agronegócio extrativista nas mãos de multinacionais como a Monsanto, mediante a perseguição dos camponeses e a tomada de suas terras. Finalmente, implica a instalação de um cômodo palco para as oligarquias e os partidos de direita para seu retorno triunfal nas eleições de 2013 ao poder Executivo.
No dia 21 de outubro de 2011, o Ministério da Agricultura e Pecuária, dirigido pelo liberal Enzo Cardozo, liberou ilegalmente a semente de algodão transgênico Bollgard BT, da companhia norteamericana de biotecnologia Monsanto, para seu plantio comercial no Paraguai. Os protestos de organizações camponesas e ambientalistas foram imediatos. O gene deste algodão está misturado com o gene do Bacillus thurigensis, uma bactéria tóxica que mata algumas pragas do algodão, como as larvas do bicudo, um coleóptero que deposita seus ovos no botão da flor do algodão.
O Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Vegetal e de Sementes (Senave), instituição do Estado paraguaio dirigida por Miguel Lovera, não inscreveu essa semente nos registros de cultivares pela falta de parecer do Ministério da Saúde e da Secretaria do Ambiente, como exige a legislação.
Campanha midiática
Nos meses posteriores, a Monsanto, por meio da União de Grêmios de Produção (UGP), estreitamente ligada ao grupo Zuccolillo, que publica o jornal ABC Color, lançou uma campanha contra o Senave e seu presidente por não liberar o uso comercial em todo o país da semente de algodão transgênico da Monsanto. A contagem regressiva decisiva parece ter iniciado com uma nova denúncia por parte de uma pseudosindicalista do Senave, chamada Silvia Martínez, que, no dia 7 de junho, acusou Lovera de corrupção e nepotismo na instituição que dirige, nas páginas do ABC Color. Martínez é esposa de Roberto Cáceres, representante técnico de várias empresas agrícolas, entre elas a Agrosan, recentemente adquirida por 120 milhões de dólares pela Syngenta, outra transnacional, todas sócias da UGP.
No dia seguinte, 8 de junho, a UGP publicou no ABC uma nota em seis colunas: “Os 12 argumentos para destituir Lovera”. Estes supostos argumentos foram apresentados ao vice-presidente da República, correligionário do ministro da Agricultura, o liberal Federico Franco, que naquele momento era o presidente interino do Paraguai, em função de uma viagem de Lugo pela Ásia.
No dia 15, por ocasião de uma exposição anual organizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, o ministro Enzo Cardoso deixou escapar um comentário diante da imprensa que um suposto grupo de investidores da Índia, do setor de agroquímicos, cancelou um projeto de investimento no Paraguai por causa da suposta corrupção no Senave. Ele nunca esclareceu que grupo era esse. Aproximadamente na mesma hora daquele dia, ocorriam os trágicos eventos de Curuguaty.
No marco desta exposição preparada pelo citado Ministério, a Monsanto apresentou outra variedade de algodão, duplamente transgênica: BT e RR, ou Resistente ao Roundup, um herbicida fabricado e patenteado pela transnacional. A pretensão da Monsanto é a liberação desta semente transgênica no Paraguai, tal como ocorreu na Argentina e em outros países do mundo.
Antes desses fatos, o diário ABC Color denunciou sistematicamente, por supostos atos de corrupção, a ministra da Saúde, Esperanza Martínez, e o ministro do Ambiente, Oscar Rivas, dois funcionários do governo que não deram parecer favorável a Monsanto.
Em 2001, a Monsanto faturou 30 milhões de dólares, livre de impostos (porque não declara essa parte de sua renda), somente na cobrança de royalties pelo uso de sementes de soja transgênica no Paraguai. Toda a soja cultivada no país é transgênica, numa extensão de aproximadamente 3 milhões de hectares, com uma produção em torno de 7 milhões de toneladas em 2010.
Por outro lado, na Câmara de Deputados já se aprovou o projeto de Lei de Biossegurança, que cria um departamento de biossegurança dentro do Ministério da Agricultura, com amplos poderes para a aprovação para cultivo comercial de todas as sementes transgênicas, sejam de soja, de milho, de arroz, algodão e mesmo algumas hortaliças. O projeto prevê ainda a eliminação da Comissão de Biossegurança atual, que é um ente colegiado forma por funcionários técnicos do Estado paraguaio.
Enquanto transcorriam todos esses acontecimentos, a UGP preparava um ato de protesto nacional contra o governo de Fernando Lugo para o dia 25 de junho. Seria uma manifestação com máquinas agrícolas fechando estradas em distintos pontos do país. Uma das reivindicações do chamado “tratoraço” era a destituição de Miguel Lovera do Senave, assim como a liberalização de todas as sementes transgênicas para cultivo comercial.
As conexões
A UGP é dirigida por Héctor Cristaldo, apoiado por outros apóstolos como Ramón Sánchez – que tem negócios com o setor dos agroquímicos -, entre outros agentes das transnacionais do agronegócio. Cristaldo integra o staff de várias empresas do Grupo Zuccolillo, cujo principal acionista é Aldo Zuccolillo, diretor proprietário do diário ABC Color, desde sua função sob o regime de Stroessner, em 1967. Zuccolillo é dirigente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).
O grupo Zuccolillo é sócio principal no Paraguai da Cargill, uma das maiores transnacionais do agronegócio no mundo. A sociedade entre os dois grupos construiu um dos portos graneleiros mais importantes do Paraguai, denominado Porto União, a 500 metros da área de captação de água da empresa de abastecimento do Estado paraguaio, no Rio Paraguai, sem nenhuma restrição.
As transnacionais do agronegócio no Paraguai praticamente não pagam impostos, mediante a férrea proteção que tem no Congresso, dominado pela direita. A carga tributária no Paraguai é apenas de 13% sobre o PIB. Cerca de 60% do imposto arrecadado pelo Estado paraguaio é via Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Os latifundiários não pagam impostos. O imposto imobiliário representa apenas 0,04% da carga tributária, cerca de 5 milhões de dólares, segundo estudo do Banco Mundial, embora a renda do agronegócio seja de aproximadamente 30% do PIB, o que representa cerca de 6 bilhões de dólares anuais.
O Paraguai é um dos países mais desiguais do mundo. Cerca de 85% das terras, aproximadamente 30 milhões de hectares, estão nas mãos de 2% de proprietários, que se dedicam à produção meramente para exportação ou, no pior dos casos, à especulação sobre a terra. A maioria desses oligarcas possui mansões em Punta del Este ou em Miami e mantém estreitas relações com transnacionais do setor financeiro, que guardam seus bens mal havidos nos paraísos fiscais ou tem investimentos facilitados no exterior. Todos eles, de uma ou outra maneira, estão ligados ao agronegócio e dominam o espectro político nacional, com amplas influências nos três poderes do Estado. Ali reina a UGP, apoiada pelas transnacionais do setor financeiro e do agronegócio.
Os fatos de Curugaty
Curuguaty é uma cidade na região oriental do Paraguai, a cerca de 200 quilômetros de Assunção, capital do país. A alguns quilômetros de Curuguaty encontra-se a fazenda Morombi, de propriedade do latifundiário Blas Riquelme, com mais de 70 mil hectares nesse lugar. Riquelme provém das entranhas da ditadura de Stroessner (1954-1989), sob cujo regime acumulou uma intensa fortuna. Depois, aliou-se ao general Andrés Rodríguez, que executou o golpe de Estado que derrubou o ditador Stroessner. Riquelme, que foi presidente do Partido Colorado por muitos anos e senador da República, dono de vários supermercados e estabelecimentos pecuários, apropriou-se mediante subterfúgios legais de aproximadamente 2 mil hectares que pertencem ao Estado paraguaio.
Esta parcela foi ocupada pelos camponeses sem terra que vinham solicitando ao governo de Fernando Lugo sua distribuição. Um juiz e uma promotora ordenaram o despejo dos camponeses, por meio do Grupo Especial de Operações (GEO), da Polícia Nacional, cujos membros de elite, em sua maioria, foram treinados na Colômbia, sob o governo de Uribe, para a luta contra as guerrilhas.
Só uma sabotagem interna dentro dos quadros de inteligência da polícia, com a cumplicidade da promotoria, explica a emboscada, na qual morreram seis policiais. Não se compreende como policiais altamente treinados, no marco do Plano Colômbia, puderam cair facilmente em uma suposta armadilha montada pelos camponeses, como quer fazer crer a imprensa dominada pela oligarquia. Seus camaradas reagiram e dispararam contra os camponeses, matando 11 e deixando uns 50 feridos. Entre os policiais mortos estava o chefe do GEO, comissário Erven Lovera, irmão do tenente coronel Alcides Lovera, chefe de segurança do presidente Lugo.
O plano consiste em criminalizar, levar até ao ódio extremo todas as organizações campesinas, para fazer os camponeses abandonarem o campo, deixando-o para uso exclusivo do agronegócio. É um processo doloroso, “descampesinização” do campo paraguaio, que atenta diretamente contra a soberania alimentar, a cultura alimentar do povo paraguaio, por serem os camponeses produtores e recriadores ancestrais de toda a cultura guarani.
Tanto o Ministério Público, como o Poder Judiciário e a Polícia Nacional, assim como diversos organismos do Estado paraguaio estão controlados mediante convênios de cooperação com a USAID, agência de cooperação dos Estados Unidos.
O assassinato do irmão do chefe de segurança do presidente da República obviamente foi uma mensagem direta a Fernando Lugo, cuja cabeça seria o próximo objetivo, provavelmente por meio de um julgamento político, mesmo que ele tenha levado seu governo mais para a direita, tratando de acalmar as oligarquias. O ocorrido em Curuguaty derrubou Carlos Filizzola do Ministério do Interior. Em seu lugar, foi nomeado Rubén Candia Amarilla, proveniente do opositor Partido Colorado, o qual Lugo derrotou nas urnas em 2008, após 60 anos de ditadura colorada, incluindo a tirania de Alfredo Stroessner.
Candia foi ministro da Justiça do governo colorado de Nicanor Duarte (2003-2008) e atuou como procurador geral do Estado por um período, até o ano passado, quando foi substituído por outro colorado, Javier Díaz Verón, por iniciativa do próprio Lugo. Candia é acusado de ter promovido a repressão contra dirigentes de organizações campesinas e de movimentos populares. Sua indicação como procurador geral do Estado em 2005 foi aprovada pelo então embaixador dos Estados Unidos, John F. Keen. Candia foi responsável por um maior controle do Ministério Público por parte da USAID e foi acusado por Lugo no início do governo de conspirar para tirá-lo do poder.
Após assumir como ministro político de Lugo, a primeira coisa que Candia fez foi anunciar o fim do protocolo de diálogo com os campesinos que ocupam propriedades. A mensagem foi clara: não haverá conversação, mas simplesmente a aplicação da lei, o que significa empregar a força policial repressiva sem contemplação. Dois dias depois de Candia assumir, os membros do UGP, encabeçados por Héctor Cristaldo, foram visitar o flamante ministro do Interior, a quem solicitaram garantias para a realização do tratoraço no dia 25. No entanto, Cristaldo disse que a medida de força poderia ser suspensa, em caso de sinais favoráveis para a UGP (leia-se: liberação das sementes transgênicas da Monsanto, destituição de Lovera e de outros ministros, entre outras vantagens para o grande capital e os oligarcas), levando o governo ainda mais para a direita.
Cristaldo é pré-candidato a deputado para as eleições de 2013 por um movimento interno do Partido Colorado, liderado por Horacio Cartes, um empresário investigado em passado recente nos Estados Unidos por lavagem de dinheiro e narcotráfico, segundo o próprio ABC Color, que foi ecoado por várias mensagens do Departamento de Estado dos EUA, conforme divulgado por Wikileaks. Entre elas, uma se referia diretamente a Cartes, no dia 15 de novembro de 2011.
Julgamento político de Lugo
Enquanto escrevia esse artigo, a UGP (4), alguns integrantes do Partido Colorado e os próprios integrantes do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), dirigido pelo senador Blas Llano e aliado do governo até então, começaram a ameaçar com a abertura de um processo de impeachment de Fernando Lugo para destituí-lo do cargo de presidente da República. Lugo passou a depender do humor dos colorados para seguir como presidente do país, assim como do de seus aliados liberais, que passaram a ameaçá-lo com um julgamento político, seguramente buscando mais espaços de poder (dinheiro) como condição para a paz. O Partido Colorado, aliado a outros partidos minoritários de oposição tinha a maioria necessária para destituir o presidente de suas funções.
Talvez esperassem “os sinais favoráveis” de Lugo que a UGP – em nome da Monsanto, da pátria financeira e dos oligarcas – estava exigindo do governo. Caso contrário se passaria à fase seguinte, de interrupção deste governo que nasceu como progressista e lentamente foi terminando como conservador, controlado pelos poderes da oposição.
Entre outras coisas, Lugo é responsável pela aprovação da Lei Antiterrorista, patrocinada pelos EUA em todo o mundo depois do 11 de setembro. Em 2010, ele autorizou a implementação da Iniciativa Zona Norte, que consiste na instalação e deslocamento de tropas e civis norteamericanos no norte da região oriental – no nariz do Brasil – supostamente para desenvolver atividades a favor das comunidades campesinas.
A Frente Guazú, coalizão das esquerdas que apoia Lugo, não conseguiu unificar seu discurso e seus integrantes acabaram perdendo a perspectiva na análise do poder real, ficando presos nos jogos eleitorais imediatistas. Infiltrados pelo USAID, muitos integrantes da Frente Guazú, que participavam da administração do Estado, sucumbiram ao canto de sereia do consumismo galopante do neoliberalismo. Se corromperam até os ossos, convertendo-se em cópias vaidosas de novos ricos que integravam os recentes governos do direitista Partido Colorado.
Curuguaty também engloba uma mensagem para a região, especialmente para o Brasil, em cuja fronteira se produziram esses fatos sangrentos, claramente dirigidos pelos senhores da guerra, cujos teatros de operações estão montados no Iraque, Líbia, Afeganistão e, agora, Síria. O Brasil está construindo um processo de hegemonia mundial junto com a Rússia, Índia e China, denominado BRIC. No entanto, os EUA não recuam na tentativa de manter seu poder de influência na região. Já está em marcha o novo eixo comercial integrado por México, Panamá, Colômbia, Peru e Chile. É um muro de contenção aos desejos expansionistas do Brasil na direção do Pacífico.
Enquanto isso, Washington segue sua ofensiva diplomática em Brasília, tratando de convencer o governo de Dilma Rousseff a estreitar vínculos comerciais, tecnológicos e militares. Além disso, a IV Frota dos EUA, reativada há alguns anos após estar fora de serviço desde o fim da Segunda Guerra Mundial, vigia todo o Atlântico Sul, caracterizando um outro cerco ao Brasil, caso a persuasão diplomática não funcione.
E o Paraguai é um país em disputa entre ambos países hegemônicos, sendo ainda amplamente dominado pelos EUA. Por isso, os eventos de Curuguaty representam também um pequeno sinal para o Brasil, no sentido de que o Paraguai pode se converter em um obstáculo para o desenvolvimento do sudoeste do Brasil.
Mas, acima de tudo, os mortos de Curuguaty representam um sinal do grande capital, do extrativismo explorador que assola o planeta e aplasta a vida em todos os rincões da Terra em nome da civilização e do desenvolvimento. Felizmente, os povos do mundo também vêm dando respostas a estes sinais da morte, com sinais de resistência, de dignidade e de respeito a todas as formas de vida no planeta.
Fonte: IHU
"Um mundo melhor segundo a Monsanto é um mundo com muito mais câncer
A Monsanto é uma empresa multinacional do ramo da agricultura e da biotecnologia com sede no estado do Missouri nos Estados Unidos muito conhecida por ser lider mundial na produção de herbicidas e em especial de produtos transgênicos.
Fundada em 1901, a Monsanto foi a responsável pela produção do agente laranja, uma mistura de herbicidas poderosíssima que foi utilizada pelo governo estadunidense como arma química contra as florestas e o povo vietnamita durante a Guerra do Vietnã. Foram 80 milhões de litros de herbicidas despejados pelos aviões ianques entre os anos de 1961 e 1971 com a aprovação do então presidente John Kennedy apesar das Convenções de Genebra proibirem o uso de armas químicas entre países em guerra desde o ano de 1925. O resultado ainda é percebido até os dias de hoje, mais de 40 anos depois, com várias regiões do país com concentração de toxicidade 400 vezes superior ao aceitável e com incontáveis casos de doenças de pele, incapacidade mental, câncer e má formação genética, mesmo entre aquelas pessoas cujas famílias nunca foram expostas ao herbicida durante o período da guerra. Em síntese: o Vietnã teve sua vegetação, terras e águas irremediavelmente envenenados pelos preciosos produtos da Monsanto.
Mas era uma guerra, dirão alguns. Isso não tem nada a ver com os herbicidas e sementes transgênicas comercializados pela Monsanto nos dias de hoje. Não é mesmo? Bem... não é o que afirma a edição da revista "Food and Chemical Toxicology" publicada nesta quarta-feira, dia 19 de setembro. Segundo o estudo publicado pela revista, cerca de 200 ratos foram alimentados durante um prazo máximo de dois anos com uma dieta balanceada que continha milho transgênico (OGM NK 603), milho tratado com o herbicida Rondup ou mesmo com os dois, ambos da Monsanto. Os resultados foram, nas palavras dos pesquisadores, "alarmantes". O índice de mortalidade e de ocorrência de câncer chega a ser 2 ou 3 vezes superior ao normal. Em alguns casos, os ratos chegaram apresentar tumores do tamanho de bolas de ping-pong.

Pra quem não sabe desde 2005 o uso e comercialização de transgênicos está liberado no Brasil através da lei de biossegurança graças à sanção do então presidente Lula, que ignorou o pedido de mais de 100 países para que os transgênicos não fossem legalizados enquanto não houvesse um acordo internacional com regras mais claras sobre o tema. No seu ímpeto de ajudar as grandes empresas, como nunca se fez na história desse país, o presidente abriu as porteiras para os produtos geneticamente modificados, sem se preocupar sequer com um estudo mais aprofundado sequer das conseqüências para a saúde e a vida das pessoas. Ironicamente, o próprio Lula foi recentemente vítima de câncer. É claro que não dá pra dizer que é culpa da Monsanto. Mas da mesma forma não dá também pra dizer que não é.
Mas uma coisa clara. Se a Monsanto trabalha por um mundo melhor, tal como ela própria afirma, esse tal mundo será com muito, mas muito mais câncer.


É bom lembrar que esta armadilha que a Monsanto ardilosamente montou para os agricultores brasileiros contou com a cumplicidade das lideranças da oligarquia agrária brasileira, autointitulada de agronegócio. Além disso, essas consequências foram objeto de inúmeros alertas daqueles que combateram a liberação dos transgênicos, defensores de uma agricultura sustentável e comprometida com a soberania e o desenvolvimento do nosso País. "

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Bragança - Eleições 2016



Bragança - Eleições 2016 
Em quem, ou como votar. Vamos continuar com os mesmos, ou  o povo vai finalmente mudar? 


De um lado temos a velha política Lima-Chedid, e outro a possibilidade de mudanças. 
Desde 1968 o povo opta por manter Chedids, Limas, ou seus indicados. Não há mudança, mas o eleitor entra no jogo e se ilute entre um grupo e outro achando, que são opositores. 

O grupo Chedid pode lançar Frangini, que já foi candidato em 2012. O grupo Limista vai tentar reeleger o delegado, eleito em 2012, que faz a pior administração da qual se tem notícia. 

O terceiro grupo é liderado por Gustavo Sartori, que não tem ligação com Limas, ou Chedids. É a chance de mudança, ou no mínimo a tomada de poder, das mãos que o detém, desde 1968.


Não será fácil uma vitória de Sartori, pois há a possibilidade do lançamento de um quarto nome, que apenas teoricamente seria oposição, mas para tirar, ou dividir votos com Sartori, dizendo-se novo e progressista. Como Limase Chedids possuem uma votação estável, esse nome apenas tiraria a força de Sartori.

Para as forças que dominam desde 1968 é importante, que o poder não mude demãos. São muitos negócios e empresas agregadas a administração, que poderiam sofrer um revés.

Sartori em sua ultima campanha lançou a ideia de uma empresa municipal de transportes coletivos. Mesmo mantendo-se o contrato com a atual empresa, os preços de passagem de ônibus cairiam pela metade. Sartori já se posicionou contra a terceirização da saúde e propõe uma divisão de medicina preventiva, ou alternativa. Isso acabaria com várias licitações. Sartori também já discutiu a municipalização de radares, hoje um grande negócio, comandado por poucos. Na área cultural, Gustavo Sartori pretende criar uma rede de oficinas, visando uma geração sadia e ampliação de leis de incentivo, além da inclusão social via cultura. A democratização e a discussão sobre educação fazem parte de seu projeto, e entre eles a municipalização da merenda, o que iria gerar mais empregos e renda na cidade. Outras mudanças propostas pelo candidato estão na área de descentralização de obras e serviços. Muitos interesses seriam contrariados. Essas propostas, entre outras, fazem arrepiar os donos da cidade. Ferem interesses, de quem está no domínio há anos.

O poder estabelecido fará tudo para que nada mude, Sartori tem hoje o apoio do vice-governador Márcio França e é visto com bons olhos por membros da cúpula do governo federal. Pretende mudar e contra eles estarão todos os interesses.

Por fim é pagar para ver se o povo quer mudanças,ou apenas o troca-troca de poder entre os dois grupos, que desde 1968 mandam na cidade.

O que pode tirar as eleições de Sartori além da falta de informação do eleitor, que quer mudar, mas não sabe que os dois grupos são idênticos é ele próprio. Aceitar  apoios é normal, o que não significa união a grupos retrógrados. Um exemplo seria ter Jango, ou outros do mesmo tipo, em seu "palanque". A mudança deve ser total, sem aqueles que contribuíram para o retrocesso socio-cultural da cidade. 

Uma pequena história das eleições em Bragança

Uma pequena história das eleições em Bragança


De 4 em 4 anos Bragança vive a época das mudanças,  para continuar a mesma coisa, isso acontece desde 1968, quando estabeleceu-se um acordo entre dois grupos, para a eterna manutenção do poder.
Vários grupos aparecem, se dizem concorrentes entre si, mas nas vésperas das eleições se unem para eleger o mais forte, aquele com mais chances de nada mudar, de conservar as coisas como estão.
Nessa história de ilusionismo política na cidade de Bragança, apenas os nomes de José de Lima e da Família Chedid disputam o poder palmo a palmo, mas quando correm o risco de serem alijados do poder , eles se unem para vencer, iludir a população e manter tudo como está.  Eles precisam se manter no poder, e o eleitor precisa acreditar que são grupos antagônicos e trazem propostas de mudanças, essa é a parte fácil.


José de Lima com o proprietário da NS Fátima.

Jesus Chedid


Nos últimos anos vimos esse filme se repetindo.  Em 1968 Hafiz Chedid se elege quebrando séculos de poder nas mãos de ruralistas. Em 1972 José de Lima é eleito e faz seu sucessor em 1976, com Alberto Diniz. Em 1982 devido a onda de redemocratização do país, Limas e Chedids sentem a ameaça e se unem para derrotar a oposição, elegendo José de Lima, com 92 votos de diferença. Em 1988, José de Lima elege Nicola Cortez e, que em 1992 passa o poder para Jesus Chedid, que devolve a José de Lima em 1996. Esse retribui, deixando de lado a reeleição, quase parando a campanha, para que Jesus Chedid fosse eleito em 2000 e reeleito em 2004, num projeto ocasionalmente quebrado por uma ação judicial, comandada na época por mim, que colocaria João Solis no poder.

João Solis

José de Lima era o candidato da coligação que cassou Jesus,  eu era o coordenador da mesma coligação, mas  foi o próprio José de Lima quem tentou me dissuadir a retirar a ação judicial, pois um acordo já tinha sido costurado.
A cidade poderia ter mudado e novas lideranças estariam governando, mas o candidato escolhido e comandado pelo advogado José Eduardo Supione de Aguirre era fraco e manipulável.  Com um secretariado escolhido por Aguirre (Sergio Pereira, Marco Marcolino, Nicola Januzzi, Carvalho Pinto, Marilene Aguirre, entre outros) a administração, aos poucos  vai voltando paras as mãos dos antigos donos.
Esperou-se até junho de 2007, quando a ação foi finalmente julgada em terceira instancia e a partir dai a  administração toma rumos contrários aos interesses do povo.

Jango se reelege, as custas de manobras em pesquisas  e da falsa disputa com os Chedids, numa ação em que José de Lima renuncia sua candidatura, passa a apoiar Gustavo Sartori, mas na mesma madrugada é convencido por Aguirre e retornar a disputa, pois seu apoio poderia construir uma nova força política (Sartori), na qual eles não teriam mais influencias.

Na sucessão de Jango, Lima e Aguirre com antigos políticos, como Marcus Valle, se unem para levar um delegado ao poder  e manterem seus interesses  pessoais a frente dos interesses da população, caso não vençam, venceria o candidato dos Chedids e nada mudaria.

Nesse período, que se inicia em 1968, 3 nomes surgiram no cenário político, com chances de chegar ao poder. Com os 3 foram usadas táticas parecidas. O primeiro nome foi Arnaldo Nardy, destruído durante a campanha por Limas e Chedids.  Surgiu então Marcio Villaça, candidato do PMDB em 1988, traído pelo próprio partido (Valle, Lo Sardo, Diaulas abandonam a campanha no início para apoiar o candidato de Lima).  E finalmente Gustavo Sartori, que se torna vitima de calunias e injurias deflagradas pela internet e panfletos apócrifos, nas duas eleições em que participou.

Nardy

 Villaça

Sartori

Assim o poder continua mantido. Homens sem qualquer interesse na cultura e no desenvolvimento humano continuam no domínio da situação. No próximo ano teremos eleições e mais uma vez as manobras serão para a eleição de alguém ligado a um, ou ao outro.


Eles se aprimoram, temos hoje a pior administração de todos os tempos, mas amanhã lançarão seus nomes, com um marketing bonito, que iluda os eleitores e mais uma vez lhes de o poder. O poder pelo poder. 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Ainda sobre o mensalão

O mensalão...
É claro, eu também condeno, foi um erro entrar no jogo criado pelos tucanos para comprarem a reeleição. Um erro, que causou desgastes, vítimas e deu armas para a direita.
Era um assunto a ser discutido dentro do partido, com mais filosofia e menos politicagem, seus efeitos colaterais não se deram nas eleições de 2010, mas agora, quando se arma o grande teatro da direita, com direito a julgamento emocionado, como dramas de circo e pantomimas mal ensaiadas.

Naquela época, se Lula tivesse ido à TV e informado a nação, talvez tudo fosse diferente, não existiria o mensalão e pelo menos 300 deputados estariam cassados e fora da política. Lula tinha acima de tudo, o apoio popular. Está na hora de fazer política com verdade. 

PT de hoje sofre o efeito MDB de ontem.

Efeito MDB

O PT repetiu os erros do MDB, quando se deixou inchar em 1976, após a grande vitória em 16 capitais, que levou os ditadores a criar o Senador Biônico. Repetiu os erros do MDB em 1982, quando venceu nas principais capitais (exceto Brizola, no Rio) e abriu as postas para o adesismo. Adesistas como ratos, são os primeiros a abandonar o navio, mas esses abandonam e mudam de lado, se tornando algozes dos ex-companheiros.

Vejo esse cenário sem sair de casa, onde o PT buscou no ninho de Serra, seu candidato para ganhar uma eleição. Ganhou mas não levou, o grupo de direita, apenas desmoraliza o ideal petista, se é que ainda existe. Aqui o PT perde de goleada e as urnas provarão em 2014. Erros e mais erros. O PT não fez a lição de casa, entregou diretórios a pelegos e vai pagar também por isso. 

Marcha fascista pela ditadura.

Marcha fascista pela ditadura.

Todas as manifestações são justas, desde que prezem a democracia. Lutar por educação, cultura, transportes, saúde, etc., é um direito de todos. Lutar contra a corrupção também, desde que não sejam corruptos lutando contra a corrupção dos outros.
Essa marcha (usaram o nome certo, nada mais fascista e retrogrado, que “marcha”), que se divulga no Rio de Janeiro, nada mais é do que um estimulo ao estado de direita. Querem acabar com o estado de direito, substituindo-o, via golpe, por uma nova ditadura. Nem bem saímos de uma e já nos apresentam a maquete de outra.
Vejo artistas falando vamos lá. Vamos lá é o caralho. Isso é de uma imbecilidade gigantesca, essa fala é da Regina Duarte. Nunca de um grande artista. Você será o primeiro a queimar no mármore do inferno de uma ditadura. Esse filme é velho, desgastado, não queira reeditá-lo.
Deixe a passeata para as famílias, cujos chefes sairão mais cedo da zona, para ir de mãos dadas com a gorda burra, pegar as crianças idiotas no Mac Donalds e de terço nas mãos gritar com a TFP, contra os comunistas, maconheiros, vagabundos e homossexuais. As vezes também queimam a rosca, adoram garotões, mas não dão pinta e no dia seguinte confessam. O padre sempre entende. São agiotas sérios, que sempre ganharam honestamente.
Comunistas
Hoje os fascistas se reúnem felizes, dizendo que PT é esquerda e que precisam evitar, que o comunismo domine a América Latina. Nunca vi um comunista no PT. Nunca. Não sei que partido comunista faria negócios com a Shell, teria o apoio de Sarney, Renan, Collor e daria empréstimos ao Eike Batista. Não sei.

Será que mudou a filosofia do comunismo, ou tem um bando de viúvas de generais de pijama, vendo comunistas até na sombra? Ou será apenas mais um susto nos ignorantes, fabricados por igrejas exóticas, que comparam comunistas ao capeta? Nisso o PT também tem culpa, nunca se apoiou tanto esses pastores fundamentalistas da grana fácil. Onde estão os impostos para esses templos da ganancia? Onde está a constituição laica, que permite concessões de televisões e rádios a esse exército de pastores milionários mantenedores da ignorância e do péssimo gosto? 

Mas participem. Sejam bons coxinhas, entreguem o Brasil nas mãos dos interesses internacionais. Lutem pela ditadura e o direito de não poder mais lutar. 

Século XXI- Capitalismo sucumbe ao corporativismo.

Século XXI- Capitalismo sucumbe ao corporativismo.

O capitalismo era o regime onde se criavam escravos, para servir ao capital.
Tinha como principais aliados, os governos e as igrejas. Casamento e família, pois era necessário produzir mão de obra e consumidores.
Para manter uma classe rica era necessário uma classe pobre. A pirâmide social era formada por muitos pobres, escravos da classe média, poucos médios, escravos da classe rica e pouquíssimos ricos, que dominavam empresas e governos.
O inferno do capitalismo era um mundo socialista, onde não existiam patrões. Mas isso nunca foi tentado, pois a todo custo, governos de países ricos, faziam desmoronar essa ideia.
Construíam-se feudos, protegidos pelo governo e igreja. O governo cuidando dos interesses dos ricos e a igreja conservando pobres na ignorância medieval.
Chegou o neoliberalismo, criaram-se terceirizações, instituiu-se a corrupção organizada, novas religiões, pois era necessário mais dependentes espirituais, agora movidos por lição de prosperidade capitalista e os governos, aos poucos foram deixando de servir aos ricos, para atender as grandes corporações.
Finalmente, no século XXI, estava instituído os governos de corporações. Pobres, médios e ricos, agora parte de uma pirâmide, que tem no topo grandes conglomerados econômicos.
Os governos, por necessidades eleitorais, já chegavam ao poder, comprometidos com as grandes empresas, que por sua vez, faziam parte das dominantes.
Hoje, pobres e ricos são escravos do mesmo sistema. As igrejas exóticas, necessárias para a manutenção da felicidade dos pobres, e a falsa boa vida, de turismo, casas e carros, necessárias a ilusão de felicidade dos ricos.
Governos se tornaram empregados das grandes corporações, situação indispensável para a manutenção do poder.
Empreendedores, figuras grotescas, investem dinheiro picado, de grandes corporações. Iluminados dominam o poder de governar o mundo e ditam o destino de cada nação escrava. Tudo é feito de acordo com as ordens e licenças das corporações.

O povo se considera feliz, os ricos se consideram poderosos, os governos acreditam que mandam. Todos trabalham para um único grupo de patrões. 

Reforma Política

Reforma política – 

Dois deputados federais se empenharam com a reforma política. Um deles é Candido Vaccarezza do PT e outro Ivan Valente do PSOL.  
Algumas questões no projeto discutido e encaminhado por são fundamentais para a consolidação das reformas, entre elas  o voto facultativo.
Vaccarezza lembra que todos os países democráticos e desenvolvidos têm o voto facultativo. Para ele, o cidadão precisa ter o direito de não votar.
Voto distrital: Sobre as novidades do texto elaborado pelo Grupo de Trabalho, o deputado explicou que foi prevista a criação da circunscrição eleitoral, ou seja, a divisão de estados em distritos. A ideia é manter o mesmo sistema atual de votações, mas o deputado faria campanha em sua circunscrição; diminuindo os gastos dos candidatos.
No estado de São Paulo, por exemplo, existiriam 10 distritos, onde seriam eleitos 7 deputados por distritos.  Não seria bom para mim, informou Vaccarezza, mas é bom para o Brasil.
O candidato de um partido pequeno, que era bem votado, porém o partido não atingia o coeficiente, poderia, pelo novo sistema,  ser eleito, com  o coeficiente das sobras.
Para Vaccarezza, a redução de despesas com campanha chegaria a 70%.  No sistema atual, deputados com pouquíssimos votos, às vezes, conseguem se puxados por algum partido que teve muitos votos, casos que já aconteceram com Eneias, Tiririca e podem se repetir, com nomes como o de Russomano.
Pela proposta atual, as sobras da proporcionalidade partidária não seriam mais para os partidos, e sim para os concorrentes mais votados. Pela proposta, cada candidato vai precisar de quantidade razoável de votos (10% do coeficiente eleitoral de cada estado) para conseguir se candidatar.
Com relação a reforma, a presidenta  Dilma propõe um curioso “plebiscito popular  e um “processo constituinte específico”, dando margens a interpretações diversas, uma delas o Congresso teria poderes para alterar certos itens da Constituição.
Vale aqui ressaltar, que tanto Dilma, quanto Lula, foram contrários as propostas de Vaccarezza, ex-líder de Dilma e Lula na Câmara dos Deputados.

Pessoalmente não acho que a constituição deva ser “mexida” a não ser por um congresso constituinte especifica, mas na atual situação do país, existiria muita possibilidade de um retrocesso democrático e social.
Já o deputado Ivan Valente, vem destacando amis a questão do Financiamento público. Enquanto Vaccarezza propõe um sistema misto, Valente quer garantir a aprovação do financiamento público e exclusivo de campanha na Reforma Política que começa a ser debatida.
“Em 2006, votamos a reforma eleitoral, que proibiu até usar bottons, mas não proibiu contratar milhares de cabos eleitorais e não estabeleceu um teto de campanha”.  Explicou Valente.
Na época, foi acordado entre todos os líderes dos partidos que, logo após, seria votado a lei do teto eleitoral” Até hoje nada mais foi discutido e os gastos se tornaram astronômicos.
Para Vaccarezza o debate tem que ser feito dentro do Congresso, e está certo o parlamentar é eleito pelo povo para representa-lo no Congresso.
Reeleição, existe uma proposta de acabar com reeleição  e manter 4 anos de mandato, nos cargos executivos e legislativos.
Coligações, também são temas de discussões, mas para que exista uma diminuição da influencia dos partidos de aluguel, o que ajudaria na governabilidade, seria importante que a coligações não acrescentassem tempo no rádio e televisão, que é outro tema a ser discutido.
Fidelidade Partidária: Uma proposta bem radical, que deve ir para discussão no próximo ano, já com novo Congresso, é a cassação do político que mude de partido e seu afastamento por uma eleição seguinte.  Essa questão fortaleceria os partido e não os candidatos.


Por fim a “Clausula de Barreira”, que já chegou a existir, mas foi derrubada pela justiça. Essa é talvez a mudança mais séria, evitaria a criação de partidos de aluguel. Levaria pequenos partidos, com tendências similares, a se unir em torno de uma única legenda e fortaleceria ideologias. 

Governabilidade X Corrupção

Governabilidade X Corrupção

Muita gente questiona a tal da governabilidade e confunde com o ato de governar. Mas são diferentes. Do ato de governar, podemos entender a ação do executivo com relação a projetos, impostos, atos, muitos dos quais dependem da aprovação do legislativo, enquanto a governabilidade entra como uma palavra viciada, criada no governo FHC, inspirada na queda de Collor.
Collor, transformado pela Globo em fenômeno eleitoral, não conseguiu “convencer”  o congresso e acabou sendo cassado. FHC, que o sucedeu, graças ao sucesso do plano econômico de Rubens Ricupero, percebeu logo de cara, que sem “meios de convencimento”, não teria o congresso a seu favor.
Muito mais cuidadoso que Collor, e seu braço direito PC Farias, FHC tinha Sergio Mota, o competente caixeiro viajante, que arrecadava, guardava nas Ilhas Cayman e distribuía “os motivos” para a aprovação de ávidos congressistas.
Se voltarmos aos anos 60 veremos que Jânio Quadros mesmo sendo da direita, não soube convencer a direita, a apoiá-lo. Caiu, como cairia Collor 30 anos após.
A governabilidade não é a compra da direita pela esquerda, gerando votos favoráveis, nem vice-versa. A governabilidade é o convencimento da oposição formada por pequenos partidos, sem qualquer ideologia e com um único interesse. Ou o aliciamento de bancadas marcadas, sob condições de troca, para se alcançar um objetivo de governo.
Após FHC, iniciou-se a era Lula. Era que não duraria mais que a era Collor, se não fosse inaugurada uma “governabilidade” mais ampla, generosa e irrestrita. E ai, o PT começa a pagar pela inexperiência, ao administrar o mensalão nos moldes criados por FHC. Era um modelo tucano, administrado por um grupo petista.
Foi escalado para dar tratos a bola, o bem articulado, mas pouco experiente José Dirceu. Dirceu levantaria “sobras de campanha”, empréstimos, e parte da gordura de lucros gerados por empresas fornecedoras, para convencimento das bancadas podres.
O negócio cresceu rápido e com ele as “bancadas podres”. Novos partidos, novos credores de “favores” específicos e novos acordos, para a aprovação de novos projetos e um circulo vicioso cada vez maior.
Deu certo, a não ser pela inocência de Dirceu,  ele acreditou que bastava o que fora combinado e tudo estaria certo. Não para Roberto Jéferson, que queria mais do que o sistema poderia produzir.
Veio a reeleição de Lula, depois Dilma, outros novos partidos e sócios cada vez mais ávidos por participação no lucro Brasil.
O PT já não podia mais vir a público e denunciar que era refém de um esquema, onde só projetos “santificados” seriam aprovados.
Seria necessária uma reforma política, uma reforma partidária, clausulas de barreira, que impediriam novos partidos podres e novos sócios, mas a justiça decretou o fim das clausulas de barreiras.  O PT teve medo e não gritou. Vejam quem são as lideranças dos novos partidos criados nos últimos 10 anos. A grande maioria, de direita, ou religiosos, o que dá no mesmo, mas sempre aproveitadores,  gente que se fez à custa do erário público e nunca fez nada pelo povo.
Sem José Dirceu, o grande mentor intelectual do partido e ao mesmo tempo, o homem que tinha tudo nas mãos, o partido ficou sem “diretor de governabilidade”. A tarefa acabou sendo de vários, de acordo com as necessidades. Hora o líder Vaccarezza, hora outras lideranças, hora o próprio presidente, mas o negócio não poderia parar.
Aliado aos motivos e às consequências existiria o olho gordo dos pequenos companheiros, o inchaço do partido e sua consequente peemedibilização.  Qualquer ex-arena, já poderia ser um neo-petista.  O inchaço diminuía a qualidade e aumentava a necessidade da compra de espelhinhos, para os novos índios.
Depois disso temos o espetáculo do julgamento de José Dirceu, não do mensalão. O objetivo principal era tirar de cena José Dirceu. Sem Dirceu, acreditava-se não existiria que articulasse a compra de “bancadas podres” e o governo cairia por si só. Tanto que  os distintos julgadores jamais se preocuparam em levantar o nome dos comprados, baseando o  tiroteio apenas nos compradores. Mas outros ocuparam os espaços, as vezes nem tão cuidadosos, as vezes inconsequentes e as vezes até mesmo inocentes.
Cada vez mais o governo ficava refém dos mais experientes no “negócio político”, como Sarney, Renan, Collor, Maluf e todos os antigos inimigos, que agora queriam, não só um pedaço do bolo, como fazer parte da equipe que contratava a doceira, que vendia os ingredientes e que distribuía os melhores pedaços.
E de onde saia a “agua benta” para curar a “bancada podre”? É claro, de caixa dois, de contratos e compras.
Prejuízo aos cofres públicos? Não mais do que historicamente existia, porém muito mais arriscado, pois da maneira que estava sendo feita, tirava do poder, outros que queria concorrer.
O que ocorria, desde sempre é que os aliados, já era como Washington Luiz, recebiam as benesses, por produtos não comprados, estradas não feitas, usinas nucleares não concluídas, Transamazônicas inexistentes, planos econômicos furados e agora, era por usinas efetivamente compradas, projetos sociais, que efetivamente chegavam ao povo, estádios efetivamente concluídos, enfim, obras e projetos sociais existentes.
Só ai mora a diferença. Antes pagava-se mais pelo que nunca existiu, enquanto agora pagava-se mais pelo que está sendo, ou já foi concluído.
Para que tudo fosse feito, muitos caíram pelo caminho, Dirceu, Genuíno, hoje se falam outros nomes, como o de Candido Vaccarezza e até de Eduardo Campos. É claro que Eduardo Campos, que participou  do governo, deve realmente ter sido usado na compra de algumas bancadas podres. Ao sair do governo federal  foi governador de Pernambuco, onde, entre outras coisas, deu um salto na educação. Educação não dá lucro para bancada podre, que aprova investimento, logo esses investimentos em “água benta”, devem vir de algum lugar. E vem.
O mesmo ocorre com Vaccarezza, líder de dois governos (Lula e Dilma) e é claro, para a liderança sobram muitos ônus, e poucos bônus. Se todo os acordos passavam por ele as culpas lhe caiam de graça, mas os méritos iam para a Alvorada.
Pegam se mais quatro, ou cinco nomes, para serem os cristos da vez. Mas nada vai mudar. Nada, pelo menos até não termos uma reforma eleitoral, com clausula de barreira, com voto por legenda, com voto do líder, com fim das coligações. Uma reforma judiciária. Uma polícia federal de investigação política. Uma imprensa transparente. E um banho cultural, de 10 anos intensivos para a criação de uma primeira geração culturalmente privilegiada. Para um estado laico, independente e líder nas ações com a vizinhança.
Se é para mudar o Brasil, mudar os políticos, que comecemos pela estrutura e com cultura. Hoje a tal “governabilidade” significa aprovar projetos sem ir para a briga, conquistar “bancadas podres” sem contar com  apoio popular e o medo da derrota. Isso é caro. Para pagar surgem os abutres do erário,  grandes empresas e os intermediários do poder, deputados e dirigentes, que recebem e distribuem às bancadas poderes. Assim caminha o Brasil.
Mas em tudo isso, o eleitor ainda é responsável, é ele quem acredita na mídia vendida  e nas boas intenções de denunciantes da Veja, ou congressistas “arrependidos”, é o eleitor que vota em prefeitos corruptos, porque fizeram um bom programa de TV, em deputados safados, pois disseram que eram do bairro e em senadores  sujos. É o povo eleitor, quem não vê as entrelinhas das matérias, das ações dos verdadeiros canalhas e daqueles que apenas  foram usados, para o governo não cair.

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