domingo, 24 de setembro de 2017

Países ateus são mais desenvolvidos socialmente?

Crer ou não crer? – Os números da religião e do ateísmo no mundo
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Países mais desenvolvidos socialmente, com cultura mais elevada, menores diferenças sociais e menor criminalidade, são mais ateus. 
Suécia: 85%
  • População: 8,9 milhões
  • Ateus: 7,6 milhões
Vietnã: 81%
  • População: 82,6 milhões
  • Ateus: 66,9 milhões
O budismo e o taoísmo, religiões comuns por lá, são vistos como uma tradição, e não crença.
Dinamarca: 80%
  • População: 5,4 milhões
  • Ateus: 4,3 milhões
Um levantamento da ONU aponta que países com boa taxa de alfabetização tendem a ser mais descrentes.
Noruega: 72%
  • População:4,5 milhões
  • Ateus: 3,2 milhões
Japão: 65%
  • População: 127 milhões
  • Ateus:82 milhões
Em 2008, o pesquisador britânico Richard Lynn concluiu que países com alto QI são mais ateus. É o caso da população japonesa, que mantém a média 105 – uma das mais altas já registradas.
República Tcheca: 61%
  • População: 10 milhões
  • Ateus: 6,2 milhões
Finlândia: 60%
  • População: 5,2 milhões
  • Ateus: 3,1 milhões
França: 54%
  • População: 60,4 milhões
  • Ateus: 32,6 milhões
Coreia do Sul: 52%
  • População: 48,5 milhões
  • Ateus: 25,2 milhões

O MIMADO E A LEI DO ESQUECIMENTO

Crônicas

O MIMADO E A LEI DO ESQUECIMENTO

Estamos de olho/ Foto: Enio Ricanelo.
Enio Ricanelo
Escrito por Enio Ricanelo
A lei que protege políticos de críticas e sua possível utilização em casos como de João Dória.
No último mês de setembro, o Deputado Federal Luiz Lauro Filho (PSB/SP) fez ressurgir das cinzas a chamada “lei do esquecimento”, que muda o marco civil da internet. Na prática o texto, em margem, deverá proteger os políticos de críticas realizadas. Não falamos de “fake News”, mas sim, de qualquer texto noticioso que “cause danos à imagem da pessoa pública”.
Veja bem, é evidente que proteger a imagem pessoal contra mentiras veiculadas na internet, é legal, preciso e importante, porém, dentre os descalabros, os nossos mandatários utilizarão a seu favor, se blindando de críticas populares, visto que, já existe uma legislação que garante apoio a imagem contra notícias mentirosas ou discurso de infâmia.
Caso aprovada, a ação da lei será a retirada da matéria do ar e recolhimento do material distribuído, ou seja, simplesmente a matéria, texto ou algo do gênero, não havia existido, é um ataque direto a democracia, ao direito do cidadão e da imprensa livre.
Possível Utilização. Um caso que, possivelmente, caberia ação por parte do político, é o ataque de João Dória (PSDB-SP) a reportagem da rádio CBN que acusava a prefeitura de jogar água nos moradores de rua, no período de forte frio na capital paulista, durante a ação de limpeza das praças.
O prefeito ao ser indagado pelo repórter Pedro Durán, durante entrevista coletiva, retrucou. “Você é jornalista há quanto tempo? Responda”, logo depois disparou contra a repórter, também da CBN, Camila Olivo, que realizou a reportagem a respeito da limpeza noturna, acusando a jornalista de “ter um passado comprometido com o PT” e disse que a reportagem era mentirosa.
“Eu respeito o jornalismo da CBN, mas não respeito o trabalho dessa moça. Primeiro pelo seu passado ideologicamente comprometido ao PT, sua vivência com o PT e a sua falta de equilíbrio para colocar uma matéria que não foi correta. Então, não cabe aqui fazer juízo sobre o prefeito regional, cabe fazer juízo sobre o trabalho jornalístico dessa repórter, que mentiu e colocou uma informação falsa no site da CBN e na rádio. Estou afirmando, não supondo, a repórter mentiu e agiu de má-fé”. João Dória, prefeito de São Paulo.
Para Dória é mais fácil atacar o repórter de um veículo sério, do que reconhecer o descaso da prefeitura. O mimado, no caso prefeito, poderia, segundo a proposta da lei do esquecimento, pedir a retirada da matéria do ar, mesmo ela sendo verdadeira.
É um descaso com o contribuinte, é um ataque ao estado de direito. Não vem minha defesa aqueles que fabricam notícias mentirosas, mas sim, para todos nós jornalistas de verdade, que atuamos para o interesse público, pelo cidadão de bem. Isso só confirma que nossa classe política vive a “lei do Gérson”, que bem diria, “gosto de levar vantagem em tudo, certo?”
Por Enio Ricanelo, colunista, para Crônicas Cariocas.

domingo, 17 de setembro de 2017

Arte

Com relação a exposição promovida por uma organização capitalista do sul, é particular, ninguém é obrigado a ir, e tanto faz se estavam expondo criticas religiosas, ou aos bancos. Dá na mesma. São organizações do mesmo gênero, capitalistas, as tenho visto aqui, muita gente da geração Xuxa, condenando. A geração que vestia crianças de prostitutas infantis, que cresceu ouvindo música de corno, votando em ladrões entreguistas e cassados, e agora falam em moral.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Foi golpe, veja porque.

Porque  foi um golpe.
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A discussão é diária principalmente no Facebook .
Foi golpe?
Claro que foi golpe.
Primeiro algumas constatações simples.
Dilma reconhecidamente não cometeu crime.
Os próprios ministros do STF reconheceram. Mas não fizeram nada.
Nenhum político que votou pela saída de Dilma, o fez por critérios legais.
Os maiores bandidos políticos do Brasil promoveram a “caça a Dilma”, ente eles ladrões, assassinos, pedófilos, estupradores, religiosos estelionatários, e condenados por escravagismo.
Políticos envolvidos nas maiores falcatruas do século passado e atual votaram e arquitetaram a saída de Dilma, pois se consideravam alijados do poder, ou seja, estavam roubando pouco.  Entre os golpistas estão Sarney, político golpistas já na década de 50 e 60, causador de atraso, pobreza e morte no Maranhão. Jucá, Angorá, velhos no mundo da canalhice político. Lobão, um bandidão desde a repressão. Serra e FHC, privatas que deram os maior golpe no Brasil até hoje, conhecido como a privataria tucana, deram um golpe em torno de 10trilhões.
Só para se ter uma ideia, aquele juiz treinado na terra dos terroristas ianques, calcula um prejuízo de 4 bilhões em corrupção na Petrobras. 4, isso 4 bilhões, me parece uma ninharia se comparado com os 17 trilhões de dólares que é seu valor. Muito pouco em comparação com a perda nas bolsas, em um único dia, pelos boatos causado pelo Dr. Juiz, cuja mulher, segundo informações advogou para a concorrente holandesa.
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Ai um coxinha imbecil qualquer. Um desses idiotas que vaia para a Miami comprar bugiganga chinesa, para a Disney onde tira foto com o Pateta e se acha lindo e chic. Esse coxinha idiota vem e pergunta, mas porque os EUA precisam da Petrobras?
-Porque essa empresa representa o mesmo valor da divida dos assassinos ianques, ou seja, 17 trilhões de dólares.
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Mas esses idiotas, retardados, vão perguntar , mas eles tem empresas maiores e se quisessem fariam novas, ou compravam.
-Não idiotas, retardados, eles geralmente invadem, como fizeram no Irã, no Iraque, ou promovem discórdias, como na Síria, na Líbia, e quando o país estiver no caos eles chegam para cuidar do que sobrou, ou seja, o Petróleo, como fizeram no Kwit, como faziam na Venezuela antes de Chaves, ou no Brasil da ditadura. Eles não podem comprar e só um governo canalha e entreguista venderia, como foi o de FHC, e de todos os tucanos nos estados, ou como o golpista Temer, que não tem compromisso nenhum como o povo.

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Os retardados insistem: Mas se privatizar não vai ter corrupção.
Não idiota, a corrupção parte sempre das empresas privadas para as estatais devido a ganancia do capitalismo.  São empresas estatais que podem investir em achado como o pre-sal,  muito caros paras as privadas que só visam lucro. O maior lucro de uma estatal é o social.



Mas o preço é mais barato com livre concorrência.
Mentira criada para enganar você ´que é manipulado.
O custo da gasolina em países árabes é baixíssimos, assim como na Venezuela, porque a estatal deve servir a população. A partir do momento em que se vendem ações de uma  Petrobras  como FHC fez, e o golpista Temer resolve seguir o mercado americano, estamos sujeitos a altas por furacões, terremotos, etc.  Ai nossa gasolina sobe 4 vezes em uma única semana.

Falamos aqui apenas de gasolina, para justificar o golpe, pois Lula e Dilma não iam entregar nossas reservas.

Mas o que seria da indústria aeroespacial dos EUA sem o nosso nióbio e só nos temos o nióbio, você sabia coxinha?
E o nosso xisto? E a nossa biodiversidade que os golpistas estão entregando aos sionistas terroristas?
Ah, você não pensou nisso?
Então pense na maior reserva de água potável do mundo, é nossa, o aquífero Guarani,  mas os bandidos estão negociando com a Coca-Cola e a Nestle, em breve serão os donos da água do mundo, junto com Danone e Pepsi, você não sabia idiota?
Imagine o pequeno produtor de alface do interior sendo preso porque furou um poço sem autorização da Nestle. Imagine no futuro qual será o preço do alface?

Você não tem perdão para sua ignorância. Pare de ler Bíblia, Veja, Globo, vá ler um pouco de ciência e política internacional.

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E comece a entende o que é um golpe.
Que roubar nesse pois é normal, pois aqui não existe médico que dá recibo de tudo, corretor, que passa todos imóveis pelo valor real, advogado que não dá um jeitinho pelo cliente sabidamente bandido, povo, que não rouba mercadoria de caminhão tombado, paneleira que não para em fila dupla na frente da escola do filho. Não há riqueza honesta, não há político sério.

Todos querem a maior parte que conseguirem e somente usando um povo burro e facilmente manipulado, conseguem dar uma golpe e ainda falar que era contra a corrupção. 

sábado, 2 de setembro de 2017

Os capitalistas brasileiros destruidores do capitalismo

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O capitalismo é feito de corporações não existe no planeta nenhuma grande riqueza que seja honesta e não tenha sido erguida com a participação do estado, de um ou vários estados.
Gostando, ou não essa é a síntese do capitalismo. Assim funciona o capitalismo, dependente das benesses do estado e explorando o trabalhador. Sonegando, pegando empréstimos baratos e apoiando governos que os defendem.
Hoje, dia 02-09-2017 a empresa JBS vendeu sua indústria de celulose para os holandeses, ai lembrei-me  do Coronel Deliro Gouveia.
 

Delmiro Augusto da Cruz Gouveia, mais conhecido como Delmiro Gouveia (Ipu, Ceará, 5 de junho de 1863 — Pedra, Alagoas, 10 de outubro de 1917), um industrial brasileiro, foi um dos pioneiros da industrialização do país, e do aproveitamento do seu potencial hidroelétrico, tendo construído a segunda usina hidroelétrica do Brasil, sendo a primeira a Usina de Marmelos construída por Pacifico Mascarenhas, inaugurada em 11/12/1898, conforme o historiador Abílio Barreto
O sucesso da empresa Pedra Branca- que em 1916 já produzia mais de 500.000 carretéis de linha por dia - chamou a atenção do conglomerado inglês Machine Cotton, que tentou por todos os meios comprar a fábrica. Por motivos políticos e questões de terras, Delmiro Gouveia entrou em conflito com vários coronéis da região, o que provavelmente, segundo a maioria dos historiadores, ocasionou seu misterioso assassinato à bala. Sua empresa foi comprada pelos ingleses que a quebraram inteira e jogaram suas maquinas na cachoeira.
Estava encerrada a possibilidade de uma primeira corporação brasileira.

Barão de Mauá – Após montar o Banco do Brasil, pois achava que o Brasil não deveria ficar nas mãos dos banqueiros sionistas ingleses. Começou a investir em outros ramos incluindo estradas de ferro, entre elas a Santos-Jundiaí.
O governo fez de tudo para prejudicar o capitalista Mauá, incluindo obriga-lo a financiar a guerra contra o Paraguai, a pedido dos ingleses, é claro. Mauá quebrou e com ele o sonho de um Brasil cortado por estradas de ferro e bancos 100% nacionais.
Tivemos outros exemplos menores, Gurgel, que pretendeu uma indústria de carros com motores 100% nacionais. Acabou falindo sem a prometida ajuda do BNDES. A mesma ajuda que vem sendo dada a multinacionais, como a VW e Ford (essa participou até do apoio a ditadura e seção de tortura).
Tivemos a Embraer, iniciada lá atrás, que ao chegar no alto, foi derrubada pelo governo entreguista de FHC. Fatiada e transformada em ações, para não se tornar a grande comparação da indústria aérea. Os idiotas comemoraram. Uma empresa a menos, ela poderia se tornar a terceira do mundo.
A Petrobras, essa é mais importante, matou Getúlio e fez o golpe de 64 e de 2016. O brasileiro comum é ignorante, o empresário brasileiro é burro.
Atrelados a uma mentalidade de vira-latas e a um marketing entreguista, os brasileiros acreditam num juiz que investiga a corrupção de 2 bilhões, mas ignoram o prejuízo de 4 a 16 bilhões em cada poço negociado pelos entreguistas.

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Bons exemplos para lembrar que o Brasil vive gritando contra o comunismo. Que por sinal nunca deu as cara por aqui. Ah, Lula tinha um vice capitalista, apoiou empresas, deu isenção de IPI e pagou dívidas externas deixadas por entreguistas.
Mas também não somos capitalistas, pois os capitalistas daqui estão empenhados em destruir o capitalismo.

Enfim, esse é o pais em que cafetão se apaixona, puta goza, traficante se vicia e capitalista destrói grandes empresas em corporações, porque são coisas de “comunistas”.    

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Na terra do golpe, o povo só perde - Parlamentarismo e “Distritão”: o projeto Temer-Cunha ataca a soberania

Parlamentarismo e “Distritão”: o projeto Temer-Cunha ataca a soberania

Nesta fase do golpe, o objetivo é impedir que um novo Congresso eleito ouça a voz das ruas e remova as ‘reformas’ do governo ilegítimo
O projeto Temer-Cunha abrirá as portas do Legislativo para as corporações políticas e econômicas
Uma vez mais, e jamais suficientemente, é preciso pôr à luz do sol o caráter do golpe em curso, como forma de antever seus próximos passos, e a eles nos anteciparmos. Jamais será excessivo destacar seu caráter oligárquico, antinacional e antipopular, autoritário e desconstrutor da ordem republicana. Mas agora é preciso, também, denunciar as maquinações contra a política e a democracia representativa que, após o hiato dos 21 anos imposto pela última ditadura, nosso povo vem, aos trancos e barrancos, tentando reconstruir.
Quando é mais grave a fragilidade dos partidos políticos, mais aguda a crise de representação das casas legislativas (segundo pesquisa Ipsos, 65% dos brasileiros não confiam no Congresso), quando fica exposta a dissonância entre a vontade popular e o papel de seus governantes, a atual e mercenária maioria parlamentar, sob a regência de Michel Temer, anuncia novos ataques à soberania popular, mediante as propostas de Parlamentarismo (ou “Presidencialismo mitigado”, como parece preferir o antigo operador do Porto de Santos) e o tal do ‘Distritão’.
As duas propostas são complementares, imbricadas, e visam tão simplesmente a afastar ainda mais o povo do processo político, promovendo a exclusão das forças populares. Legislando ostensivamente em causa própria, a maioria parlamentar – empresários, ruralistas, seitas neopentecostais, o ‘Centrão’, os grileiros, os sonegadores de impostos e seus despachantes, a ‘bancada da bala’, a burguesia rentista, os assaltantes do erário – objetiva impedir a renovação que a consciência nacional exige.
‘Distritão’ e Parlamentarismo enfeixam as novas regras eleitorais cozinhadas na Câmara dos Deputados com o objetivo de reduzir ao mínimo a autonomia da soberania popular.
O ‘Distritão’, mostrengo político e constitucional  sob qualquer análise, é projeto velho das velhas raposas e foi proposto, de início, pelo então deputado Michel Temer. O cúmulo de estapafurdice se deu numa reunião do Conselho Político da Presidência da República, ainda no governo Lula.
Sua única ‘contribuição’ (de Temer) em  todas as reuniões do Conselho foi essa, rechaçada pelos demais presidentes de partidos. A unanimidade contra traduzia uma razão gritantemente lógica: o ‘Distritão’ significa a desmontagem do regime de partidos. A quem pode interessar tal projeto em uma democracia representativa, por definição dependente de um sólido arrimo partidário?
Poucos anos à frente, o mesmo deputado Temer (o menos votado na bancada paulista) é eleito vice-presidente da República com os votos de Dilma, e, imediatamente esquece o tema, que voltaria à tona em 2015, porém, desta feita, mediante projeto de lei de seu comparsa e então presidente da Câmara dos Deputados, o hoje presidiário Eduardo Cunha. O projeto, apesar de Cunha, foi rejeitado. Ainda apesar de Cunha, foi derrotada, naquele mesmo 2015, a proposta de ‘sistema distrital misto’, retomada agora pelo tucanato, sempre tardio.
Por que voltam agora, um e outro?  Porque não basta depor Dilma Rousseff  e não basta impedir a candidatura de Lula (embora isso seja fundamental para os desígnios futuros da Casa Grande), e mesmo não basta a desnacionalização de nossa economia, a recessão, a desindustrialização e a reprimarização do setor produtivo, o arrocho salarial e desemprego (preço que os assalariados pagamos para financiar a farra dos juros da dívida).
Não basta mesmo a destruição dos direitos dos trabalhadores, nem mesmo a reintrodução do trabalho escravo no campo, projeto apresentado por deputado do PSDB que, em pleno terceiro milênio, permite que o empregado rural possa receber, pelo seu trabalho,  “remuneração de qualquer espécie”, ou seja, ao invés de salário, um naco de rapadura com farinha, uma choça para morar, um par de sandálias de rabicho ou aquela calça velha que o fazendeiro não quer mais vestir.
O essencial, nesta fase do golpe, é impedir que um novo Congresso (novo segundo o caráter de sua composição), ouvindo a voz das ruas, remova, como entulho, as ‘reformas’ do governo ilegítimo levadas a cabo por um  Congresso à míngua de representatividade.
Por isso, e por óbvio, as eleições de 2018, para ocorrerem, precisam ser ‘seguras’. Daí o ‘Distritão’, que destrói a fidelidade partidária e os partidos, e, ele sim, inviabiliza a governabilidade, pois ao invés de 20 ou 30 partidos, o governo terá de negociar, na Câmara, com 513 ‘partidos’.
Transformando a eleição proporcional numa cara eleição majoritária, sem a mediação dos partidos, o projeto Temer-Cunha escancarará as portas dos Legislativos – e é isso o que pretende a maioria de hoje – para os representantes das corporações políticas e econômicas (as FIESPs, CNIs e quejandas), os milionários, os rentistas dos dinheiros públicos, os titulares de cargos eletivos, os doleiros, os ‘bispos’ de seitas religiosas conhecidas pelo seu reacionarismo, as celebridades midiáticas e os meliantes de carteirinha, à procura, a qualquer preço, de imunidade parlamentar (Informa André Barrocal, Carta Capital de 16 de agosto que 300 a 400 dos atuais congressistas são investigados pelo STF e 55 são réus em 100 ações penais). Todos estarão bem representados, menos o povo.
O golpe midiático-parlamentar-judicial-rentista, operado pela aliança do agronegócio com o capital financeiro, nacional e internacional, se instala com a deposição de Dilma e, a partir daí, passa a desenvolver-se em etapas, e a primeira e a mais grave delas é a destruição do projeto de Estado em construção desde a revolução de 1930.
A operação está em curso, e assim permanecerá, enquanto não for possível remover o governo de fato que aí está. A destruição da Previdência Social é apenas uma das metas imediatas do golpe, passado o desmonte da legislação trabalhista. Outras virão.
Como ignora quanto tempo permanecerá dormindo no Jaburu e recebendo visitas noturnas nada republicanas, o presidente denunciado como corrupto, e sua grei, correm com as ‘reformas’. Entrementes, há a ameaça de eleições gerais em 2018, pleito que a correlação de forças reinante não conseguiu, até aqui,  reunir condições de evitar, embora o ‘mercado’, revelando a alma do golpe, diga (Valor, 21.6.2017) que “as eleições de 2018 representam risco real à agenda de reformas necessárias para o país voltar a crescer”.
Daí o apelo ao ‘Distritão’ (que assegurará o controle dos legislativos pelo poder econômico) e o Parlamentarismo, que anulará a eventual eleição de um presidente ‘fora do controle’. Essa ameaça, hoje, tem nome e sobrenome: Luiz Inácio Lula da Silva, alternativa popular que a Casa Grande não admite.
Jamais admitiu.
Em 1955, sem forças para derrotar a candidatura de Juscelino Kubitscheck, a direita civil-militar intentou impedir sua posse. Em 1961, sem forças para evitar a posse de Jango (pela qual gritavam as ruas em esplêndida unanimidade), negociou o Parlamentarismo, que, no Brasil, não é um sistema de governo, mas um instrumento de golpe de Estado.
Como é sabido, convocado a falar em Plebiscito (1963), o povo impingiu ao Parlamentarismo uma derrota esmagadora. Na Constituinte, derrotado no Plenário, o PSDB conseguiu a convocação de novo Plebiscito (1993) para decidir qual sistema de governo o povo preferia, optando entre Presidencialismo, Parlamentarismo e Monarquia. Outra rejeição ao parlamentarismo, outra consagração do Presidencialismo.
História monótona: em 1989, a Rede Globo interfere no processo eleitoral manipulando a cobertura do último debate entre os candidatos; o presidente da FIESP (sempre ela!) anuncia que milhares de empresários brasileiros estavam se preparando para abandonar o país “se o metalúrgico for eleito”. A liderança de Lula nas pesquisas de intenção de votos, em 1994, justificou uma emenda constitucional reduzindo de cinco para quatro anos o mandato presidencial. Inesperadamente eleito FHC, o Congresso aprova nova emenda, desta feita permitir a reeleição.
Hoje,  a ameaça é, uma vez mais, a eventual eleição do sapo barbudo. Daí os processos que se acumulam contra o ex-presidente, com o único e claro objetivo de tirá-lo da disputa. Sem o metalúrgico no páreo, a Casa Grande conta ganhar as eleições.
Mas o seguro morreu de velho. Como precaução, tenta implantar o rejeitado Parlamentarismo, no qual o Presidente da República manda tanto quanto a Rainha Elizabeth. Nesse caso, tanto faz Lula ou Bolsonaro, pois o controle ficará sempre com o Congresso, que, na próxima legislatura, mercê das regras eleitorais em discussão, será, certamente, mais corrupto e mais ilegítimo.
No Parlamentarismo, a classe dominante, a mesma gente que vem mandando e desmandando desde a Colônia, não corre risco, pois, se em eleição direta jamais emplacará em 2018 um filho seu na Presidência, em eleição indireta jamais será eleito um Lula.
Esse é o preço que nos cobra a versão trágica da História recorrente.
STF
O grave não é nem a ‘disenteria verbal’, nem a ‘decrepitude moral’ (palavras de Janot) do ainda ministro Gilmar Mendes, mas a omissão cúmplice do STF e do CNJ ante seu comportamento, seu falar e seu agir.
Roberto Amaral
Leia mais em Carta Capital
 
Roberto Amaral é escritor e ex-ministro de Ciência e Tecnologia
Leia mais em: www.ramaral.org
 
   
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