quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Glamorização da Imbecilidade

Passamos os últimos dias assistindo aos capítulos da tragédia  da encenação de um psicopata religioso no Rio de Janeiro. Foram horas e horas de programação dedicada ao show de horrores. Do desfile de motivos, que levaram um psicopata a assassinar crianças, ao ridículo Datena resumindo tudo na possível falta de deus no coração. Mas nesse caso não era excesso?
É sempre assim, tudo vira show, e ai outros já se preparam para se equipar e se tornar o próximo astro da semana, em uma possível nova matança.
Não seria melhor divulgar o fato sem dar glamour ao assassino?
Mas é assim, na semana seguinte o assunto foi o casamento do príncipe, de um país que durante anos escravizou nações e hoje mantem sua monarquia, assim como o Brasil mantém seus corruptos: histórias da mediocridade humana...
Para quem interessa o casamento e a vida intima de dois ingleses?
Nosso país vem mudando, mas está longe de mudanças culturais.
A falta de ídolos seja talvez um fator preponderante para que o povo se ligue a qualquer coisa, qualquer modelo que se proponha, ou não seja interessante para a mídia. 
E essa falta de ídolo, onde não se tem modelo, que transforma o Brasil no país de Gerson. Ou, em outras palavras, o que leva vantagem é ídolo, é modelo. 
Vamos parar para pensar: Existissem modelos, existiriam Malufs, Barbalhos, Sarneys? Ronaldinho seria modelo de capacidade, ou falta de ética e abuso de poder econômico, quando sai rasgando contratos e o povo acha lindo, pois é esperto?
E as Ivetes e Claudias, e os sertanejos bolerentos que assolam o país? Os assassinos psicopatas que alegram as televisões e as mantém com muitos pontos no” ibope”? Seriam todos frutos da mesma arvore podre, corrompida, carcomida e antiquada, que faz de tudo para manter o status-quo da ignorância patriótica nacional?   
                                                                                                         maio-2011