terça-feira, 4 de julho de 2017

A elite “diferenciada”, que vai a Disney e bate panelas

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Nossa elite não é elite. É uma “sub-gente”, inferior à Casa Grande.
A “Casa Grande” é autoritária, escravocrata, assassina e sem moral.
A “elite brasileira” é servil, conivente e imitadora.  A viúva Porcina da sociedade. É aquela que foi sem nunca ter sido. E não é merda nenhuma.
Se autodenomina elite por comprar no carnê um carro novo, ou ter uma casa “diferenciada”, em lugar fechado, com proteção contra eles mesmos.
Essa palavra “diferenciada” é outra aberração dessa falsa elite. Pois essa nossa elite sendo subproduto, em baixa escala, da Casa Grande, quer se diferenciar nas palavras.
A casa grande é herdeira da inquisição, escravidão e da tortura. É cristã. É alfabetizada e inculta. É ignorante. Sua cópia, a elite, é manipulada e burra.
Foram induzidos pela propaganda a se acharem “diferenciados”.  Como se, num grande lixão, pudéssemos separar o menos podre do mais podre.
É a elite dos honestos, segundo seus próprios conceitos de honestidade. Param em fila dupla na frente da escola, na vaga do deficiente, só por um minutinho, sonegam impostos, torcem o nariz para as minorias,  não vivem sem uma empregada, “quase de família”, que recebe pouco, mas acreditam que pagam muito, e tem como ápice do clímax sexual, poder dizer que seus filhos foram à Disney.  As vezes vão para a Europa, visitar pontos turísticos, para postarem as fotos mostrando o quanto são chics. 
Adoram falar em primeiro mundo, mas não concordam em pagar impostos, nem sobre grande riquezas, que nunca possuíram e nem sobre herança.

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Essa elite brasileira é a que criminaliza a Cracolândia, mas ignoram que a droga veio da polícia, que entrou no país em helicópteros de senadores e aviões de ministros.
É a elite que criminaliza o MST, mas se esquecem que suas terras foram griladas por grandes latifundiários, por eles, da elite burra, admirados.
É a classe que se cala, quando o criminoso Aécio, o que mata antes que delatem, é liberado pelo STF. Aécio é produto da mesma classe, hipócrita e bandido como toda ela.
Não batem panelas para Michel Temer quando ouvem as gravações da corrupção e o delatores, até então admirados por acusarem Lula, viram bandidos, como virou Joesley, agora  criminoso milionário, antes exemplo de capacidade e trabalho no conceito capitalista.
Como os sonegadores da FIESP.
É a classe usada como desculpa para defenestrar Dilma, da Alvorada. Usados como desculpa. Apenas isso, pois quando se necessita de barulho como desculpas, usa-se a “elite” burra.
Dilma alocou verbas federais para programas sociais, usou o cheque pré-datado para não deixar  pobres morrerem de fome.  Um crime segundo os coxinhas da elite burra, imperdoável, segundo um legislativo corrupto e punível segundo os juristas.
Já a turma de Temer e seus tucanos adestrados, roubaram, carregaram malas, venderam parte da Petrobras, entregaram xisto, nióbio e territórios, traficou cocaína, e se necessário matariam antes que os delatassem. Crimes inferiores a um pedalinho sem nota fiscal. Teori que diga!
As paneleiras, as religiosas, as siliconadas, as damas da elite brasileira não foram bater uma panela por meia tonelada de cocaína. Não foram pelas malas de dinheiro dado pelo Joesley, e ficaram aliviados com a liberdade de Aécio.
 Quem batia panelas, quando Dilma estava na TV, não bate mais quando o mordomo bate carteiras da CLT e da Previdência.  Nem quando compra deputados, com dinheiro dos impostos.
Quem estranhava a corrupção de antes, não estranha que as Forças Armadas permitissem a prisão do Almirante, o único cientista capaz de dotar o Brasil de mecanismos de defesa, nem  que um Senador, que fala em alto e bom tom, “a gente manda matar antes que abram a boca”.
Não estranham os roubos de merendas, as negociatas com empresários de ônibus, o trensalão, as vendas de partes da Petrobras, nem que o exército terrorista ianque use a Amazônia para exercícios.  
A elite brasileira é a parte podre da Casa Grande. O primo pobre e burro, que se julga da família, mas nunca é convidado para as grandes festas. É a ralé da sociedade. A merda na calçada, onde quem não desvia se suja.
É a mais comprável. Basta uma viagem para a Disneylândia. Essa gente adora abraçar o Pateta, se sente da família.