segunda-feira, 17 de julho de 2017

João Agripino Dória e a cidade limpa X velhinhas “bandidas”



 



O prefeito de São Paulo João Agripino da Costa Doria Junior, mais conhecido como João Doria, é filho do publicitário e ex-deputado federal baiano João Doria e da empresária paulista Maria Sylvia Vieira de Moraes Dias Doria. De origem abastada, descende dos Costa Doria, uma família brasileira do período colonial, escravagista, cujos membros foram senhores de engenhos, militares e políticos da Bahia e Sergipe.
João Dória, que até sua eleição, nunca se importou com o povo, informou na campanha política que era contra invasões de áreas, candidato mais rico da eleição em São Paulo em 2016, o empresário João Agripino (PSDB) sofreu uma derrota nos tribunais sobre a polêmica invasão de uma área pública por ele no município de Campos do Jordão, destino turístico na região serrana paulista. A Justiça determinou a reintegração de posse imediata de um terreno de 365 metros quadrados que o empresário anexou a uma propriedade de lazer dele, de onde concluímos que ele é contra pobres invadindo áreas.
O prefeito de São Paulo, João Doria, gosta de se definir como um gestor, não um político. Mas a leitura do relatório do processo a que ele respondeu no Tribunal de Contas da União (TCU) permite várias conclusões, menos a de que fez boa gestão como presidente na Embratur, entre 1987 e 1988, indicado pelo “presidente honesto e igualmente bom gestor” José Sarney.
Os inspetores do TCU encontraram nas contas de Doria “impropriedades de várias ordens”, como a contratação de empresa sem o julgamento das propostas dos concorrentes e a “não contabilização de verbas obtidas em convênio no exterior” (em bom português, desvio).
E é esse bom gestor, que o bom paulistano, que sabe votar (Maluf, Pita, Janio, Kassab, Marta, Serra) resolveu eleger como “gestor” do negócio chamado cidade de São Paulo.
Como aprendiz de Jânio Quadros, sem caspas, Agripino Dória começou seu governo, ou melhor, gestão, correndo atrás de grafiteiros e pegando em cabos de vassouras. Espalhou a cracolândia por 9 bairros e prometeu entregar parques para a iniciativa privada, possivelmente de amigos igualmente empresários, com interesses apenas em lucros.

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Mas o Agripino se supera, não se contenta só com as imagens bonitas e as entrevistas açucaradas da Rede bandeirantes e a propaganda de seus atos hilários nos sites e redes sociais.
Domingo dia 16 de julho presenciei a agonia de velhinhas “criminosas” frente ao implacável, honesto e sério gestor.
Muito pior que as contratações da Embratur, ou invasões de terrenos, ou apoio aos golpistas de plantão, alguns “velhos” desonestos, sem dinheiro, estavam no Bexiga, em São Paulo praticando um crime de lesa pátria. Estavam dando golpes nos cofres públicos. Estavam desmoralizando o estado brasileiros, com suas atividades ilícitas e altamente suspeitas.
Tenho a convicção, como diria aquele bom juiz Moro, que esses velhos são responsáveis por todos os problemas do Brasil. João Agripino está certo, pau neles.
Uma idosa, imoral é claro, que deve ser integrante de alguma facção criminosa, estava na calçada vendendo pratos e talheres antigos para fazer uma graninha extra. Ao seu lado, um idoso vendia 3 cabos de computador, 2 toalhas, um alicate, uma antena de TV analógica e um banquinho feito por ele. Como se vê, gente de alta periculosidade.
Mais adiante um outro idoso tirou da sacola cerca de 20 livros, algumas fotos antigas, a câmera Zenit, Russa de 1976, e alguns anzóis usados. Mas não parou ai, tinha outro com mais de 100 moedas e alguns selos, e uma outra terrorista que vendia brinquedos e vestidos, que provavelmente usou em alguma festa de sua juventude, nos anos de 1940.
Como esses criminosos não poderiam ficar impunes, o bom gestor Agripino Dória mandou a cavalaria, mais 3 viaturas da Guarda Civil Metropolitana, mais 3 viaturas da PM, do Estado de São Paulo, paga também por esses “velhos terroristas”, e fiscais, 2 carregadores, 1 caminhão com a propaganda cidade limpa, e mais 3 varredores de rua, claro, cidade limpa, percebem?
A primeira a perder tudo foi a “velhinha terrorista” dos pratos.
-Perdeu criminosa!
Mas a “velhinha tremeu”, tentou recolher os pratos e no tumulto foi tudo pro chão.
Essa agora aprenda, vai sair da “vida loka” da criminalidade.
Vai trabalhar vagabunda! Diria o Bolsonaro. Ou até, “bandido bom é bandido morto”. As a frase não vale para crimes pequenos, como invasões de áreas, ou desvios na Embratur”. É só para criminosos de alta periculosidade, como a “velhinha do prato”, ou o “velho terrorista” dos livros.
Um casal de franceses se aproximou e tentando se comunicar meio em espanhol, meio em português, queriam saber do que se tratava, expliquei quem era o prefeito,  os motivo que seria alegado (sonegação de impostos municipais, ou falta de alvará), mas eles não conseguiram entender. Entre policiais e fiscais eram mais de 30 uniformizados e esse aparato chamou atenção. A francesa estava visivelmente comovida, o que piorou quando se aproximou de nós aquela “velhinha criminosa”.



Perguntei-lhe se aquelas cenas estavam se tornando corriqueiras, e com lagrimas nos olhos me respondeu que sim, outras pessoas se aproximaram.
Pergunto-lhes se era assim na administração passada, ao que me respondem que não. Não contive a curiosidade e perguntei em quem votaram. Todos responderam João Dória, mas se diziam arrependidos, acreditaram que ia melhorar alguma coisa.
Insisti e questionei, mas antes estava ruim?

Todos abaixaram a cabeça...