terça-feira, 11 de julho de 2017

Geleia geral brasileira, de Getúlio a Bolsonaro, Manipulação e Religião

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Ao mantermos um país sem cultura garantimos o poder nas mãos de uma minoria esperta, com apoio de uma maioria ignorante e servil, sempre pronta para terceirizar, ou entregar o Brasil.
Apoiado no politicamente correto, uma ideia genial da direita, dizendo que foi ideia da esquerda, para fazer de conta que o povo tem direitos e todos são iguais, o Brasil caminha como se fosse democrático e como se todos estivessem realmente pensando e interessados nos direitos de todos. Mentiras bem embaladas.
Começa que o politicamente correto já esbarra no direito de cada um ser politicamente o que bem entender. Mentira?
O politicamente correto na política não permite apologia aos regimes nazistas, ou fascistas. Eu concordo, mas ao concordar eu excluo o direito da direita em serem idiotas.
É politicamente correto aceitar todas as religiões, como é correto não maltratar animais, é politicamente correto não discriminar gêneros.
Bem, gostando de animais e não sendo homofônico, não é politicamente correto aceitar religiões que perseguem os homossexuais e nem as que sacrificam animais, ou as que manipulam a população em virtude de suas ignorâncias e carências.
Ou seria politicamente aceitar os chamados coxinhas, que levaram o país a um atraso, em virtude de sua ignorância, independente do grau de educação, econômico, ou social?
Como pode ser se, ao serem coxinhas causam desemprego, subemprego e mortes, como se fossem nazistas modernos?
Essa é a geleia geral brasileira. Leis dúbias, conceitos confusos, pobres que lutam por ricos, negros contra a política de cotas, classe média que se considera importante.

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A história nos mostra que o Brasil, quando evolui socialmente, retroage em seguida com um golpe. A manipulação em uma população absurdamente religiosa, ignorante e servil é muito mais fácil que tirar um doce da boca de uma criança.
Foi assim desde o início da republica, quando a classe dominante, criou dentro da república, pequenas monarquias para a preservação de privilégios e escravidão moderna.
Os erros de Getúlio (censura, tortura, namoro com o nazismo), nunca foram motivos para que a elite se revoltasse, pelo contrario, já seus acertos (CLT, evolução cultural, tomada da Vale do Rio Doce das mãos de um americano, fundação da Petrobras, nacionalização de todos os minérios) foram cruciais para o grito da elite e sua manipulação pelo governo terrorista ianque.
Os acertos de Lula: cuidar da fome, por isso foi destaque internacional, o Bolsa Família, que não apenas diminuiu a fome, como colocou dinheiro em circulação, a política de cotas, uma indenização tardia por 300 anos de escravidão, aos descendentes de escravos, abandonados a própria sorte, nos guetos brasileiros, num abandono que durou 120 anos, o mais médicos, levando cuidados a comunidades que nunca viram um médico e os financiamentos estudantis para a classe pobre, além é claro, do maior programa de habitação do mundo, com o “minha casa, minha vida”.
Os acertos inflaram a fúria da elite, que logo cuidou de manipular –como sempre fizeram- a classe média ignorante. Sempre disponível a se submeter servilmente, ao caprichos do império ianque.
Lula errou. Começou pelo fim. Sim, essa etapa de seu governo só poderia ter início após reformas culturais, educacionais e sociais.
Os erros de Lula:
Com a popularidade que atingiu, se conhecesse o mínimo necessário para a implantação de um socialismo, ainda que democrático e moderno, teria salvado do Brasil com pequenos cuidados, como garantir o apoio do exercito, com  promoções, aposentadorias e aumentos. Teria feito a reforma política, acabando com partidos de alugueis, teria reformado o sistema judiciário, garantindo juízes ávidos por justiça social, taxado as igrejas, como são quaisquer empresas, nacionalizado empresas privatizadas pelos tucanos e garantido um sistema de comunicações honesto e voltado a cultura. Lula tinha que revolucionar a educação e usar a cultura para formar uma nação.
Lula alterou o roteiro, fortaleceu o Ministério Publico e a Polícia Federal, dentro de um esquema capitalista, onde tudo foi liberado, mas a cultura popular era zero.
Permitiu a renascimento dos monstros fascistas, movidos pela falsa democracia, como a norte-americana, que nada mais é, do que a criação de idiotas religiosos e serviçais.
A desconfiança popular aliada a ignorância levou de volta ao poder os bandidos centenários e fez renascer os assassinos de Getúlio, os golpistas de Goulart e os torturadores da ditadura. Os mesmos que elegeram Filinto Muller, Erasmo Dias e outros fascistas de plantão, hoje gritam pelo chicote da ignorância e nesse terreno ninguém caminha melhor que os boçais, onde Bolsonaro nada de braçadas.  Um fascista esperto, quem nunca fez nada, nem como militar e nem como político, mas sabe como afagar o ego dos idiotas.

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Bolsonaro tentou explodir um quartel, recebeu 200 mil reais de uma empresa investigada na lava-jato, está sendo processado por racismo, considera a posição da mulher como subalterna, enfim, um fascista manipulador de ignorantes, que sobrevive graças a falta de cultura e a facilidade em se manipular seres irracionais.
Bolsonaro é politicamente incorreto, mas torna-se politicamente correto aceitar seu marketing de loucura, como o direito de cada um. O respeito ao outro, ainda que esse outro manipule e aniquile muitos outros.
Bolsonaro, Joaquim, Marina são cada um com seu estilo, a personificação do ilusionismo social, suprindo carências pessoais e sempre prontos para salvar a pátria.

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Os três usam diferentes sistemas ditatoriais, que sobrevivem graças a ignorância. A ditadura da porrada, do prendo e arrebento, do bandido bom é bandido morto (mas se calam na frente dos grandes corruptos), da ditadura do politicamente correto (a grande invenção do poder, ainda que certa em alguns atos), em detrimento das necessidades sociais, como os falsos verdes, ou a judicialização  da política para promover rupturas, sob o olhar de uma justiça para poucos e leis dúbias.
E assim voltamos ao começo, ao passado. Viva o império.

Um poeta desfolha a bandeira
E a manhã tropical se inicia
Resplendente, cadente, fagueira
Num calor girassol com alegria
Na geleia geral brasileira

Que o jornal do Brasil anuncia