quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Da necessidade de desqualificar o acusador

Levantei alguns casos de processos por falsos crimes sexuais para mostrar a ignorância popular e a hipocrisia a serviço da manutenção do sistema corrupto mundial. A conservação de instituições podres exigem a retirada de cena, com a desqualificação dos acusadores. 




Desde novembro de 2010, Assange tem sido objeto de extradição para a Suécia, onde é procurado para interrogatório sobre uma alegação de estupro. Assange nega a acusação e manifestou preocupação de que ele será extraditado da Suécia para os Estados Unidos devido ao seu papel  na publicação de documentos secretos americanos
Hassanger  mostrou as estruturas viciadas, que se agigantam mentem e se tornam mais fortes que governos, estruturas policiais de espionagem secretas que interferem na vida de todos e protegem os corruptos do sistema, mas o sistema não quer isso, por isso, na falta de acusações de corrupção, ou coisa melhor acusam Hassanger de estuprar duas loironas bem mais fortes que ele, é um absurdo, mas possível para esconder canalhices capitalistas.  
Se fosse com Berlusconi estava tudo bem, afinal ele é dono de meia Itália, e o capital precisa ser preservado, ai não vem ao caso, como diria Moro, pois o italiano é parte do sistema financeiro da Europa. 
O diretor-gerente do FMI, o francês Dominique Strauss-Kahn, 62, foi preso  em Nova York acusado de atacar sexualmente uma funcionária de um hotel na cidade. O dirigente foi retirado pelos policiais da primeira classe do voo da companhia aérea Air France que ia para Paris minutos antes da sua decolagem. Nesse caso a corrupção do francês não importava, mas o escândalo sexual de Dominique ajudaria a conservar as estruturas do FMI, que ele pretendia mudar. Descobriu-se depois que a mulher era expert no assunto e havia sido contratada para provocar o caso, mas ai já era tarde. 
Tudo depende do ponto de vista, quando não dá para chamar a vitima de corrupta, ou quando a acusação de corrupção não faz efeito, pois seus pares são iguais. O que importa é que num mundo religioso e ignorante o sexo pode se tornar crime, ainda que a acusação seja falsa. Ainda que julgado e absolvido, pois o que importa é o efeito momentâneo para a realização de uma jogada. 
Bill Clinton o mais famoso escândalo sexual da história recente quase derrubou um presidente dos Estados Unidos. Em 1995, a jovem Monica Lewinsky foi aceita como estagiária na Casa Branca e nos anos seguintes teve um caso com o então presidente Bill Clinton. A história ganhou peso com a gravação de um telefonema no qual ela dava detalhes do colóquio amoroso. Não importa se Bill era um péssimo presidente, ou não, se invadiu países e matou inocentes, para roubar petróleo, se destruiu o sistema financeiro do terceiro mundo. A acusação servia aos ímpetos da oposição em frear a popularidade local do americano. 
Eliot Spitzer ganhou o apelido de "Xerife de Wall Street" por investigar crimes financeiros com rigor e desmantelar redes de prostituição, durante o período que ocupou o cargo de procurador-geral de Nova York. Após ser eleito governador, foi flagrado combinando programas com prostitutas de luxo do "Emperors Club VIP", em uma investigação que teve participação de uma cafetina brasileira. O escândalo afastou Spitzer do cargo e rendeu um prêmio Pulitzer ao jornal "The New York Times". Esse escândalo serviu aos interesses dos investigados por Eliot. Todos voltaram a seus antigos e lucrativos negócios devido a uma onda moralista provocada pela imprensa em uma população ignorante e manipulada. O fato de Eliot sair com garotas de programas era pessoal, mas foi usado, sempre graças a ignorância e a manipulação da mídia para repor em seus lugares, os verdadeiros bandidos. 
A Rede Globo foi condenada a pagar R$ 1,35 milhão para reparar os danos morais sofridos pelos donos e pelo motorista da Escola Base de São Paulo. Icushiro Shimada, Maria Aparecida Shimada e Maurício Monteiro de Alvarenga receberam, cada um, o equivalente a 1,5 mil salários mínimos . Tudo por uma calunia sexual encomendada. Às vezes a justiça condena com valores suficientes para cobrir os prejuízos financeiros, mas nunca morais. 
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As acusações caluniosas ocorrem sempre que é necessário tirar de cena alguém, que pretenda mudar, ou impossibilite mudanças requeridas por um sistema.
Histórias sensacionais sobre estupro nos meios de comunicação dos EUA trouxeram luz sobre a questão das acusações caluniosas de estupro, possibilitou que muitos se perguntassem por que, exatamente, uma mulher mentiria sobre ter sido estuprada. Em suas memórias, Lena Dunham alega que ela foi estuprada por Barry, um brilhante, bem conhecido direitista conservador na Universidade, mas sua versão não se sustenta à averiguação. Jackie, a mulher no centro da matéria da revista Rolling Stone sobre a cultura das fraternidades “gregas” na Universidade de Virgínia, alega ter sido estuprada por um grupo de estudantes, mas discrepâncias em seu relato resultaram na revista voltar atrás em relação à história publicada e questionar a credibilidade de Jackie. Nós não sabemos se qualquer dessas mulheres fez ou não uma acusação caluniosa, mas acusações caluniosas de estupro podem ocorrer, e realmente acontecem. Quando envolvem políticos honestos, ou acusadores do sistema, se tornam casos públicos, ainda que corram em segredo de justiça. 
Conheço casos em que o oficial de justiça tirava copias para jornais. Não foram investigados por falta de provas e interesse da justiça. 

Um caso particular. 

Fui acusado de “atentado à lasciva”, uma lei antiga, onde o cidadão pode ser processado até por um beijo em público. Como os entendimento do teor desse processo não é fácil, alguns políticos denunciados por mim usaram, o que eles mesmos fabricaram, para falar em “estupro”. No caso um promotor público evangélico, que dizia, que a bíblia era mais importante e um juiz consciente, que solicitou a dispensa das testemunhas pois considerava o caso inexistente. Esse juiz é substituído por promoção no dia seguinte e o caso julgado por um “juiz de passagem”, que confunde artigos da lei. Absolvido por unanimidade no Tribunal de Justiça de São Paulo, ainda assim passei a sofre as consequências de uma acusação falsa. 
O motivo gerador de todos os fatos eram denuncias que eu fazia contra os “próprios companheiros de trabalho”, principalmente com relação a manipulação de licitações. 
Posteriormente o mesmo juiz, por coincidência, nega um pedido de gratuidade nas ações indenizatórias e por fim concede menos de 8% do requerido (incluindo custas), a título de indenização, com a vitima tendo que pagar a sucumbência do advogado do réu.  Algo que beira o absurdo. 
As falsas acusações continuaram sempre que necessárias para desqualificar uma acusação, que eu fazia com relação a negociatas, incompetência e, ou corrupção nas administrações públicas. 
Um dia, numa reunião política em São Vicente, o então ministro Aldo Rebelo, ao lado de Ciro Gomes, me chama para saber se era verdade  os fatos que o prefeito de Bragança, na época um corrupto mentiroso, tinha ligado para relatar. Caso explicado e tudo ficou resolvido, o prefeito havia aumentado os fatos e inventado novos crimes, mas a partir dai, sempre que necessário, novas e falsas acusações viriam. O motivo principal de tudo era minhas negativas em participar de um esquema lesivo à população e por não ficar calado com relação a elas. 

Assim, como no golpe atual, os fatos que importam, são aqueles que não importam e por isso o Brasil esta sendo vendido. Isso, a ignorância popular e a falta de treinamento e vontade do judiciário para implodir um sistema corrupto e hipócrita. 


Acusador condenado - Leia a matéria na Gazeta Bragantina