terça-feira, 4 de outubro de 2016

Um voto no passado

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As eleições de 2016 no Brasil são um marco histórico para o futuro.
Em primeiro lugar está provado que a ignorância não é uma condição socioeconômica. A ignorância não tem classe social,  não tem raça, descendência, mas tem religiões.
A eleição de João Dória em São Paulo enterra definitivamente o conceito, criado pelos próprios paulistas, que sabem votar.
Quando pobres  e ricos se unem em torno do nada está provado que a propaganda unida a falta de uma educação decente e uma campanha global contra metas de justiça social é eficaz e se torna cultural.
O que vimos foi um festival de guinadas, não só a direita, como ao “conservacionismo” medíocre, ignorante e autodestruidor, apoiado por conceitos de marketing mercadológico e retrocesso religioso. Estamos próximos ao obscurantismo.
Anos de lutas foram derrotados por frases de efeitos, só possíveis com apoio de uma população ignorante em todas as classe.
A tendência do voto foi do “rouba, mas faz”, ao cassado, mas engraçado, passando por “deus quer”.  O Estado Islâmico tem muito a aprender.  Não foi preciso dar um único tiro para destruir a evolução. Temos uma justiça omissa e conivente.

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Os guetos futuros serão os efeitos de 2016. A transformação do país em quintal americano, as privatarias  a vista, o achatamento dos salários com perda do poder aquisitivo, a quebra do conceito de Brasil laico, a entrega de territórios e bens públicos, a piora na educação, a involução da saúde, o aumento da injustiça social criando novos grupos de ações criminosas e novas modalidades de ricos ladrões. Em breve teremos milícias oficiais varrendo os indesejáveis culturais e promovendo o surrealismo político. Já foi assim, Greca, no segundo turno em Curitiba vomita ao sentir cheiro de pobre.

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Está mantida a escravidão moderna e o povo nem viu. Não tiveram a capacidade de ver, foram manipulados pelo marketing e pelas confusões promovidas pela esquerda festiva sustentada pela direita oportunista, como bactérias que se aproveitam do ambiente doente, para oportunisticamente tomarem conta do órgão afetado.
Caberia a esquerda mostrar o jogo que se apresentava e mostrou, mas foi confundida com oportunistas, ou ignorantes travestidos de vermelho desbotado e ai poucos sobraram para contar o fim do filme. Repeteco de 1930, 1964 e outros.
A possibilidade de futuro justo, previsto para 50, ou 60 anos deixa de existir. O jogo mudou.

Voltemos a prancheta. 

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