sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

No ar mais um campeão de audiência. Geração Anita. Ou novo ensino médio.

No ar mais um campeão de audiência...

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O governo Temer não aconteceu do nada. Na verdade chamar de governo Temer é uma grande piada. Temer é apenas um nome para dar uma imagem a uma administração preparada por uma “nova ordem nacional” comandada por multinacionais, governo americano (que por sinal também é inexistente, á que o comanda é Federal Reserve, ou Morgans e amigos).
É o resultado de um golpe, onde as principais instituições do país foram compradas e seus membros tiveram, por momentos, a falsa noção, de personalidades de importância internacional, quando eram apenas fantoches pobres, utilizados por uma engrenagem maior.
O que se prepara para o Brasil é muito pior, do que propaga a pobre esquerda ultrapassada e fixada em regras de cartilhas amareladas.
O processo iniciado na ditadura militar (leia textos abaixo, de 1950 e de 1968, sobre a analise das mudanças culturais iniciadas no governo Getúlio e encerradas na ditadura militar) tinha como intenção criar uma geração produtiva e não pensante, notado pela censura ativa e a substituição artística (cinema, música, teatro, história, filosofia, etc.) pelo populesco ufanista.
Essa substituição é gradativa criando gerações enfraquecidas intelectualmente até chegar nos dias de hoje.
Entre uma nova atração e outra, campeões de audiência chegando na rainha dos baixinhos, Xuxa, a grande mãe e mentora intelectual da maior parte das professoras de hoje (com a média de 40 anos), produzindo em série, a massa de manobra futura.
Essas professoras, a maior parte apoiaram o golpe, outras não acham que foi golpe e algumas sequer entendem o que é um golpe, ou para que serve, são as mães e avós da geração Anita.
E com apoio da mídia, das professoras geração Xuxa, seus netos geração Anita, quebram os barracos do pensamento filosófico para a implantação do “novo ensino médio”.
Já estamos na escola sem política, independente de leis, na escola sem discussão de gêneros, sem filosofia, sem arte e sem sociologia. Acima de tudo sem história, pois não se deve pensar no que passou, para que o futuro não seja influenciado.
É a geração vazia que promete em 10 anos a geração “filhos de Anita”. A geração perfeita. Que terá ensino técnico em vez de aprimorar o intelecto e saíra da escola direto para a linha de produção esperando a sexta-feira para a festa do peão, ou funk como diversão.
É a geração que vai trabalhar sem reclamar, com esperança de se aposentar aos 70 anos, depois de gerarem mais mão de obra para novas filiais.
 O brasileiro não irá mais para a escola para aprender a pensar, mas para aprender a trabalhar. Essa será a única função da escola. Acabaram com o intelectual eliminado a filosofia. Eliminando artes eliminam a criatividade, que gera pensamentos nocivos à maquina capitalista. Acabam com futuros “contras” acabando com a sociologia.
E a escola nunca mais pensará na crise, pois não mais pensará e o lema “não pense trabalhe” será o alicerce de “ordem e progresso”. Resta saber de quem?
E agora vamos às novas reformas: Fim dos direitos trabalhistas. Reforma previdenciária. Reforma tributária. Nada a Temer.
Em 2026 a geração dos filhos da geração Anita produzirá muito mais. Morte aos intelectuais. Esses atrapalham ao denunciar e levar as maquinas a pensarem.


Ao escrever sobre a vida de Olympio Guilherme, conhecido apenas como o Valentino nacional, acabei por encontrar citações interessantes sobre o papel da cultura artística, como modificador de gerações.
1950
“E o samba do malandro foi particularmente visado dentro dessa ação do DIP, o famoso samba-malandro, com sua persistente menção aos malefícios do trabalho, como no incentivo a bebida alcoólica e a malandragem, a submissão da mulher, ou sua qualidade de traidora, eram parte de uma cultura a ser modificada e jamais seria por vias democráticas, dentro de uma realidade onde a população só se entrega ao mais fácil, ao que conhece às tragédias de sua própria vida e roda em círculos por falta de informação, que nunca seria oferecida pela mídia privada tradicional.
Para Olympio a mudança de costumes passava pela evolução cultural e isso deveria ser feito a partir da música, levada aos lares pelas ondas do rádio, logo o primeiro degrau da formação popular, a primeira a ditar costumes."
1968
"O expediente ora adotado é o reverso do processo que colocamos em ação no Estado Novo, onde nos aproximamos da intelectualidade brasileira, para termos um grande processo e oxigenação cultural e transformar o Brasil a partir de duas, ou três gerações.
Os militares estão totalmente focados em destruir nosso trabalho. Os perseguidos, torturados e exilados de hoje, são aquelas gerações que preparamos para pensarem o futuro do país. Enquanto seguíamos a linha de um Brasil intelectualmente fortalecido e soberano censurando tudo o que era nocivo à nação, os militares destorem os laços culturais, aniquilando o que é nocivo a eles. 
As gerações que se formaram a partir de 1960 e se aprimorariam nos anos seguintes, estão sendo perseguidas, torturadas e exiladas.

O processo de depuração cultural com e a manutenção dos bons foi substituído pelo extermínio da intelectualidade e a criação do lixo cultural como forma de facilitar a manipulação e conservar as benesses do poder apenas para uma casta."