sábado, 3 de dezembro de 2016

Quanto vale uma tragédia?

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Com relação a tragédia de Chapecó, a qual sinto e me comovo como se cada um fosse meu próprio filho há uma necessidade de algumas colocações, todas para os canalhas que usaram a tragédia, como é o caso de um congresso podre e um presidente golpista. Fiquem na suas casas, calem suas bocas, anulem as votações na calada da noite, parem de usar a boa fé do povo. Canalhas hipócritas. 

Temos no Brasil uma tragédia por dia. 160 pobres são mortos diariamente.
São tragédias individuais.
Tragédias individuais não causam comoção a não ser para as famílias atingidas. No  máximo ganham destaque no Datena e programas similares.
Não dão lucro. O lucro da tragédia individual não passa de um serviço a mais na funerária, algumas flores baratas, algumas roupas eventualmente um serviço hospitalar.
Já as tragédias coletivas viram programa de televisão. Economizam custos de produção, vendem jornais e revistas, aumentam a visão de sites e levam mais anunciantes.
Vendem roupas, símbolos e se transformam num show de televisão.
Não se trata de ignorar a comoção, pois ela existe e é verdadeira, mas dai a aceitar um canalha feito Galvão Bueno repetir 100 vezes, “nossos meninos voltaram para a casa”, como americanos terroristas reportando-se ao Vietnã, existe uma grande distancia.
No caso específico de tragédia de Chapecó, o lucro e a hipocrisia dos canalhas de colarinhos brancos, ultrapassam as fronteiras do bom senso.
Vai de um presidente golpista usando a tragédia para a promoção pessoal e um congresso de canalhas usando da distração causada pela comoção, para aprovarem leis que absolvam seus roubos e conter despesas com educação e saúde.
O povo coitado, na maior seriedade sente, como se todos fossem os próprios filhos. E é para sentir, pois as tragédias coletivas são doloridas.

Enquanto entes queridos são enterrados políticos canalhas votam por maiores tragédias e redes de televisão transformam tudo num grande teatro. De horrores. 
Eu sinto, me comovo por vidas perdidas e por seus familiares, mas abomino aqueles que transformam a dor num show, ou se aproveitam da dor coletiva para promover o perdão aos corruptos, ou a morte as futuras gerações.