quinta-feira, 14 de abril de 2016

Aos deputados indecisos, mas que ainda lembram o que é uma ditadura.



Dizer não ao golpe é uma obrigação cívica e democrática, em defesa da soberania nacional.
No futuro, nossos filhos e netos irão estudar história e ver quem compactuou com a entrega do Brasil ao Tio Sam.  Com a perda da soberania, com a volta ao FMI.
Antes de falar sobre o golpe quero lembrar alguns erros do PT, de Lula e de Dilma.
O PT, eu já denunciava em 2010, numa conversa com Vaccarezza e também em 2012, ao Deputado João Antônio, em seu gabinete na Assembleia Legislativa de São Paulo, estava naquele ano se peemedebelizando, ou seja, acontecia com o partido, o mesmo que aconteceu com o PMDB após ganhar as eleições do estado paulista,  ou seja o inchaço numérico sem qualquer averiguação de qualidade. Na minha cidade o PT virou partido de um ex-PSDB.
Membros do partido achavam lindo o partido crescer,  mas não crescia, inchava.
Aliado a isso, membros do próprio partido com a sede de poder, metiam os pés pelas mãos. É a síndrome do poder. Não adiantava alertar.
Lula e Dilma passam a colocar cada vez mais a direita dentro do palácio. Lula o homem da senzala passou a acreditar que poderia sentar na cabeceira da mesa da Casa Grande. Podia sim, enquanto estivesse dando a comida na boca dos donos das terras, após isso seria expulso. Lula não pensou e rodeado de puxa-sacos e incompetentes jamais foi alertado. É sempre assim, assessores incompetentes fazem tudo para agradar.
Lula por sua vez, quando esteve no auge da popularidade poderia ter feito as reformas sonhadas há cinco séculos. Poderia ter brigado pela reforma política, não o fez. Poderia ter feito a reforma agraria, não o fez e ainda se aproximou dos donos da casa grande. Poderia ter feito um plano cultural, não fez, nem ele, nem a Dilma, nada pela cultura, pelo meio ambiente e nem pelo ensino fundamental, onde tudo começa.
Dilma fez pior, se rodeou de petistas ruins, incompetentes e da direita canalha. Ainda tirou da liderança, quem era o trator das votações, Candido Vaccarezza. Dilma continuou errando dia após dia. E também não teve um único assessor, que batesse na mesa e falasse onde ela errado. Assessor que concorda com o chefe, não serve para nada.
Mas vamos voltar ao golpe. O golpe que deixará na história o nome dos traidores.
O golpe do coveiro da ditadura, Michel Temer, que nunca foi nada além da sombra do Quércia dentro do PMDB. O golpe do Cunha, mais sujo que pau de galinheiro mas sabe segredos de todos no legislativo e no judiciário. Ninguém tem coragem de mexer como Cunha. A começar pelo Moro, que não mexe nem com  tucanos mortos, como o Aécio.
O golpe que será estudado por meu neto, como o golpe dos corruptos.
Meus netos e seus netos vão aprender na escola, quem possibilitou a Zé Serra vender a Petrobras para a Chevron e os correios para a Fedex.
Saberão quem era contra o povo e votou contra a Bolsa Família, que livrou milhões de fome.
Em um país onde 54% da população é negra, verão quem votou pelo fim das políticas de cotas.
Vão estudar também quem enterrou as políticas para as minorias. Quem tirou o Brasil dos Brics e jogou de volta ao FMI. 
No futuro, nossos netos vão perguntar quem acabou com o SUS e os médicos de família, eles hoje não vão dizer que votaram pelo projeto do Cunha e também ajudaram a matar milhares de crianças pobres. Mas a história vai contar, inclusive para os netos deles.
Nos queremos um futuro, não queremos o passado, não queremos o retrocesso, não queremos uma justiça que se cala diante do roubo de merendas de crianças pobres, não queremos uma polícia que não sabe de quem são 450 kg de cocaína, aprendidas na casa do dono, com o helicóptero do dono e pilotado por funcionário do dono.  
Não queremos o Brasil de antes, o Brasil do FHC, não queremos ver engavetados 520 processos como na era do sociólogo, que mandou rasgar seu livro.
O Brasil de FHC édDiferente do Brasil da Dilma, em que pesem todos os desmandos, a presidente  liberou todas as investigações, deu dinheiro para a Polícia Federal, que resolveu brincar de soldadinhos da direita. Isso sem falar na receita federal, líder em reclamações por conduta ilegal contra consumidores brasileiros, que compram via correio, no exterior, mas deixar passar milhões para depósitos no mundo afora, sem falar dos contrabandos em geral.
Nos não queremos o Brasil de poucos, o Brasil da FIESP, queremos o Brasil do norte, sul, sudeste, nordeste e sudoeste.  Um Brasil para o povo. Não para empresários. Não para investidores, não para multinacionais.
Votar contra o golpe é um golpe naqueles que mais destruíram esse país e ficaram no governo por 502 anos.  
Nos precisamos de seu apoio caro deputado indeciso.  Seu eleitor por certo não são os empresários da FIESP, das multinacionais, os banqueiros e latifundiários. Seu eleitor é o povo. O povo que vem sendo enganado pela manipulação global, o povo que trabalha e terá seus direitos reduzidos.
Temer é a figura fúnebre que viveu nas sombras do PMDB e ressuscitou  com a possibilidade do golpe, para enterrar a democracia.  
Cunha dispensa comentários e o resto você conhece. Muito melhor que eu.
Diga não ao golpe, pelo Brasil, por seu eleitor e pela sobrevivência da democracia.
Se hoje cassam uma presidente sem motivos, amanhã podem fechar o congresso. A história sempre se repete.
O sim pela democracia é o não ao golpe.
Vamos evitar a ditadura da classe dominante e talvez até um derramamento de sangue, onde conhecidos e familiares podem estar envolvidos.
O golpe de 64 nos custou décadas de atraso. Hoje trilhamos a democracia. Não vamos anular milhões de votos. Pois se isso ocorrer, qualquer voto não terá mais valor. Qualquer voto dado na urna poderá ser rasgado, incluindo o seu.
Obrigado por sua atenção, obrigado pelo NÃO

Obrigado por deixar nossos netos estudarem em liberdade.