segunda-feira, 14 de março de 2016

Destruir o Brasil, para o “Brasiu” destruir o BRICS e salvar o BRAZIL




A sigla (originalmente "BRIC") foi cunhada por Jim O'Neill em um estudo de 2001 intitulado "Building Better Global Economic BRIC, amplamente usada como um símbolo da mudança no poder econômico global, distanciando-se das economias  do G7 em relação ao mundo em desenvolvimento.
BRICS: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul juntos formam um grupo político de cooperação,  apesar de não serem ainda uma associação de comércio formal, como no caso da União Europeia,   existe uma "aliança" formal  que  converte  seu crescente poder econômico em uma maior influência geopolítica.
Vladimir Putin é a força motriz por trás desses países e o maior entusiasta da  cooperação  dos membros do grupo

Banco de Desenvolvimento do Brics, recém criado é uma instituição concebida como alternativa desses países ao FMI e ai começam os problemas com os atuais donos do mundo, cuja moeda reinante é o dólar, cuja valorização e emissão está nas mãos dos 3 principais banqueiros internacionais, que há mais de 1 século coordenam toda economia do planeta.



Essa é a chave das grandes discussões. Os cinco países juntos possuem um vasto território espalhado em quatro continentes. São responsáveis por grande parte dos alimentos, da água, a energia (petróleo, xisto, sol), dos ativos reais (ouro, pedras), dos minérios, da massa trabalhadora e consumidora.  Imaginar isso tudo longe da dependência de Bancos Ingleses, do FMI, da Federal Reserva  pode causar um grande prejuízo e até mesmo um colapso no sistema, acostumado a ditar regras, escravizar população e organizar guerras.
O BRICS somam 41,4% da população mundial e mais de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do planeta. Alguém percebe o que isso significa?  Acho que sim, os donos do mundo, os brasileiros não possuem a menor ideia. Nem a maior parte dos políticos e muito menos o povo.

Enquanto os dois principais órgãos financeiros internacionais, o BM e o FMI, nasceram após os acordos da conferência de Bretton Woods, em New Hampshire (EUA), no ano de 1944, o Banco dos BRICS tratam de dar seus primeiros passos compartilhando  entre os fundadores, a responsabilidade da nova entidade financeira mundial desde 2015.



Embora a concepção dos BRICS seja do final do governo FHC, o mesmo nunca se interessou pelo grupo, mesmo porque nessa época o Brasil se mantinha como aliado e submisso ao sistema financeiro internacional, principalmente aos EUA, de quem FHC era um mero lacaio. Se tronou em alguns casos piada internacional, principalmente quando entrevistado pela imprensa internacional, ou quando repreendido publicamente por Bill Clinton.

A própria política de privatizações, apelidada de privataria, pois não gerou lucros ao país e ainda criou monopólios privados, foram a maior demonstração de subserviência a economia dos países ricos.

Hoje o chamado primeiro mundo tem como prioridade minar o desenvolvimento do agrupamento Brics, onde o caminha mais fácil e rápido é a implosão do governo brasileiro e sua substituição por grupos amigos, como tucanos e demos, acostumados a subserviência e ao entreguismo , a preço de bananas, desde a era da ditadura.

Assim insuflar a população considerada ignorante, através de meios de comunicação e com financiamento a organizações fascistas, via CIA é mais barato que guerras e invasões.  Com uma oposição corrupta e barata o investimento é ridículo.




Após tirar o Brasil dos BRICS (enfraquecendo o grande inimigo Rússia) o próximo passo é o domínio da energia. Tucanos como Serra jogariam todas as cartas para entregar de bandeja a Petrobras, já teria até um grande cliente, a Chevron, enquanto juízes como Moro, são mais simpáticos a holandesa Standart Oil. Os amigos da Exxon, contam com apoio sempre providencial dos Morgan.  Ao contrario do que muitos acreditam,  Rússia e China não estão dentro da Ordem Mundial.
Ai entra o Impeachment de Dilma, sempre bem vindo, quando os substitutos, de antemão vendem até a mãe. Quanto ao povo, nenhuma preocupação, hoje são usados como massa de manobra e vão aplaudir todas as vendas em troca de bananas, ou espelhinhos.
O mercado se ajeita em pouco tempo e as redes de televisões se incumbem de criar um cenário positivo, de novelas, com final feliz. Não para o país, mas o povo não sabe disso e nunca vai saber. Foi assim com Getúlio, foi assim com João Goulart.

O Brasil na era atual saiu do lixo do FMI e encontrou um novo nicho. Se progredirá, ou se tornar-se-á  outro lixo, só o tempo dirá, desde que não abortem a ideia.