terça-feira, 3 de março de 2015

Considerações sobre um país privatizado, terceirizado e cheio de donos

Considerações sobre um país privatizado, terceirizado e cheio de donos





Muitos comemoraram as privatizações, aquelas do FHC, o tucano neoliberal, que vendeu 160 empresas, que foram pagas com o nosso próprio dinheiro, ou melhor BNDES.
Não época o tucano falastrão dizia, que as vendas poderiam pagar nossas dividas. Mas ele vendeu tudo o que pode e ainda ficamos devendo mais.
Parte da grana foi para as Ilhas Cayman, mas o segredo foi para o tumulo com Sergio Motta.
Privatizar a energia era um bom negócio, dizia ele.
As empresas de energia eram estatais, a maior parte. Não precisavam ter lucro, pois o lucro era do povo. Podiam ser 40% mais baratas sim, afinal eram movidas pela necessidade e o lucro vinha na conta. Era de todos.
Hoje, aumentos e mais aumentos. As empresas são privadas, trabalham por lucro. Não existe a figura do social. Quem não paga fica sem. Se o governo não concede, corre o risco de cair, pois o povo sem banho grita.



O mesmo ocorre com outros setores. Na saúde os tucanos priorizaram o plano de saúde. Queriam acabar com o SUS, pois o modelo Americano era lindo. Sucatearam a saúde e até hoje pagamos um preço alto por planos e para reequipar o SUS. Ninguém mais se lembra  do escândalo das ambulâncias, os sanguessugas.  O tempo apaga tudo.
Privatizaram a telefonia, hoje temos banda larga cara e telefones caríssimos. Era só mudar o modelo, deixar de vender ações para vender linhas, mas os tucanos queriam se livrar de tudo. Ainda vejo gente idota dizendo que o telefone hoje é melhor. Ou seja, confundem a evolução tecnológica com gerenciamento. O gerenciamento é péssimo, o preço é alto, o serviço é ruim.
Bem antes dos tucanos, tivemos os militares. Inteligentes eles resolveram acabar com as estradas de ferro, era necessário vender caminhões, pois o golpe feito pelos americanos, exigia compra da indústria americana (FORD, GM) e nosso transporte passou a ser por estradas de rodagens. Hoje somos dependentes de grandes empresários dos transportes.
Em tudo sempre fomos explorados, nos o povo víamos e ouvíamos sem poder opinar. Ficamos nas mãos de multinacionais, que se tornaram donas do país.
A reforma agraria não veio, o trabalhador rural foi expulso da terra, hoje latifundiários plantam soja com sementes da Monsanto. Assim, pequenos produtores sendo exilados de suas terras fizeram os alimentos irem para o espaço.
Tem ainda a gasolina, cara, pois temos que adicionar 30% de álcool para sustentar os usineiros, que mandam aqui desde o império.


Novidade mesmo é só a transformação do Brasil num estado fundamentalista religiosos. A cultura foi substituída pelo dizimo e aumentam a cada dia a geração de novas fabricas de ignorantes. No futuro teremos uma guerra santa, onde corporações e religiosos vão dominar o país. O povo não vê, já está dopado por ideias exóticas e só fala com seres invisíveis. São a massa de manobra das corporações.
Já vimos esse filme, a história sempre se repete.  Talvez inventem um ataque de ovinis para poderem dar o golpe final.

Até lá continuaremos falando com o espelho. Pelo menos até que as balas de prata, atinjam os últimos intelectuais não alinhados ao poder. Esses, desde já, são os vampiros.