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segunda-feira, 14 de março de 2016

Destruir o Brasil, para o “Brasiu” destruir o BRICS e salvar o BRAZIL




A sigla (originalmente "BRIC") foi cunhada por Jim O'Neill em um estudo de 2001 intitulado "Building Better Global Economic BRIC, amplamente usada como um símbolo da mudança no poder econômico global, distanciando-se das economias  do G7 em relação ao mundo em desenvolvimento.
BRICS: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul juntos formam um grupo político de cooperação,  apesar de não serem ainda uma associação de comércio formal, como no caso da União Europeia,   existe uma "aliança" formal  que  converte  seu crescente poder econômico em uma maior influência geopolítica.
Vladimir Putin é a força motriz por trás desses países e o maior entusiasta da  cooperação  dos membros do grupo

Banco de Desenvolvimento do Brics, recém criado é uma instituição concebida como alternativa desses países ao FMI e ai começam os problemas com os atuais donos do mundo, cuja moeda reinante é o dólar, cuja valorização e emissão está nas mãos dos 3 principais banqueiros internacionais, que há mais de 1 século coordenam toda economia do planeta.



Essa é a chave das grandes discussões. Os cinco países juntos possuem um vasto território espalhado em quatro continentes. São responsáveis por grande parte dos alimentos, da água, a energia (petróleo, xisto, sol), dos ativos reais (ouro, pedras), dos minérios, da massa trabalhadora e consumidora.  Imaginar isso tudo longe da dependência de Bancos Ingleses, do FMI, da Federal Reserva  pode causar um grande prejuízo e até mesmo um colapso no sistema, acostumado a ditar regras, escravizar população e organizar guerras.
O BRICS somam 41,4% da população mundial e mais de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do planeta. Alguém percebe o que isso significa?  Acho que sim, os donos do mundo, os brasileiros não possuem a menor ideia. Nem a maior parte dos políticos e muito menos o povo.

Enquanto os dois principais órgãos financeiros internacionais, o BM e o FMI, nasceram após os acordos da conferência de Bretton Woods, em New Hampshire (EUA), no ano de 1944, o Banco dos BRICS tratam de dar seus primeiros passos compartilhando  entre os fundadores, a responsabilidade da nova entidade financeira mundial desde 2015.



Embora a concepção dos BRICS seja do final do governo FHC, o mesmo nunca se interessou pelo grupo, mesmo porque nessa época o Brasil se mantinha como aliado e submisso ao sistema financeiro internacional, principalmente aos EUA, de quem FHC era um mero lacaio. Se tronou em alguns casos piada internacional, principalmente quando entrevistado pela imprensa internacional, ou quando repreendido publicamente por Bill Clinton.

A própria política de privatizações, apelidada de privataria, pois não gerou lucros ao país e ainda criou monopólios privados, foram a maior demonstração de subserviência a economia dos países ricos.

Hoje o chamado primeiro mundo tem como prioridade minar o desenvolvimento do agrupamento Brics, onde o caminha mais fácil e rápido é a implosão do governo brasileiro e sua substituição por grupos amigos, como tucanos e demos, acostumados a subserviência e ao entreguismo , a preço de bananas, desde a era da ditadura.

Assim insuflar a população considerada ignorante, através de meios de comunicação e com financiamento a organizações fascistas, via CIA é mais barato que guerras e invasões.  Com uma oposição corrupta e barata o investimento é ridículo.




Após tirar o Brasil dos BRICS (enfraquecendo o grande inimigo Rússia) o próximo passo é o domínio da energia. Tucanos como Serra jogariam todas as cartas para entregar de bandeja a Petrobras, já teria até um grande cliente, a Chevron, enquanto juízes como Moro, são mais simpáticos a holandesa Standart Oil. Os amigos da Exxon, contam com apoio sempre providencial dos Morgan.  Ao contrario do que muitos acreditam,  Rússia e China não estão dentro da Ordem Mundial.
Ai entra o Impeachment de Dilma, sempre bem vindo, quando os substitutos, de antemão vendem até a mãe. Quanto ao povo, nenhuma preocupação, hoje são usados como massa de manobra e vão aplaudir todas as vendas em troca de bananas, ou espelhinhos.
O mercado se ajeita em pouco tempo e as redes de televisões se incumbem de criar um cenário positivo, de novelas, com final feliz. Não para o país, mas o povo não sabe disso e nunca vai saber. Foi assim com Getúlio, foi assim com João Goulart.

O Brasil na era atual saiu do lixo do FMI e encontrou um novo nicho. Se progredirá, ou se tornar-se-á  outro lixo, só o tempo dirá, desde que não abortem a ideia. 

domingo, 30 de agosto de 2015

Roberto Amaral: ‘Não tenho nenhum respeito ético pelas posições de Aécio’

Roberto Amaral: 'nao tenho Nenhum Respeito ético Pelas Posições de Aécio'

 

Expressão histórica da Esquerda nenhum país, ex-presidente do PSB Diz Que aparente Recuo de senador mineiro Sobre impeachment "Faz parte de Algum Jogo de Política menor", e volta a criticar Seu partido

 

por:  Eduardo Maretti, da RBA

Roberto Amaral: "É essencial No processo Democrático de Defesa do mandato da presidente da República"
Roberto Amaral: "É essencial No processo Democrático de Defesa do mandato da presidente da República"
São Paulo - O ex-presidente nacional do PSB Roberto Amaral, representante histórico da Esquerda brasileira, TEM defendido uma Formação de frente UMA populares Forças progressistas parágrafo UNIR EM Defesa da democracia. Crítico mordaz de Seu proprio partido, o PSB, that refundou nenhuma pós-Ditadura, em 1985, Junto com Jamil Haddad, Antônio Houaiss e Evandro Lins e Silva, Amaral comentou, em entrevista à  RBA, A MAIS Recente declaração do senador Aécio Neves ( PSDB-MG). "Eu nao tenho Nenhum Respeito ético Pelas Posições fazer ex-Candidato Aécio", Diz Amaral.
Em aparente Recuo, o senador tucano Disse em entrevista a Kennedy Alencar, Publicada Hoje (28), no blog do jornalista, que "AINDA NÃO ESTÁ claro" haver Motivos Para o impeachment de Dilma Rousseff. "Reconheço ISSO. Mas nada impede that Dentro de Algum ritmo ISSO ocorra ", afirmou Aécio AINDA. "Dizer Que Não Tem Motivo: 'AINDA' ... Quer Dizer, AINDA vai se PROCURAR? E ELE descobriu ágora Que Não Tem Motivo? ", Question Roberto Amaral.
He tambem nao economiza Críticas Ao Seu partido, o PSB, Que apoiou Aécio não em Segundo turno de 2014, e volta a Dizer Que o partido adotou Uma postura "oportunista". "Vejo mal Muito (o papel do PSB no Processo Político Atual), desde agosto do ano Passado, Quando decidiu NÃO ELE APOIAR um Dilma", Diz. "A decisão de fazer PSB APOIAR Aécio foi burra e oportunista".
Ministro de Ciência e Tecnologia do Governo Lula (entre 2003 e 2004), Amaral VEM Criticando Seu partido also Pela intenção, Hoje adiada, de Alguns Líderes de se fundir com o PPS, que "completaria um direitização fazer partido".
ESTA Programado nº 5 de setembro o Lançamento da Frente Brasil defendida POR Amaral, em Belo Horizonte.
Hoje, o senador Aécio Neves Parece ter recuado e afirmou que "AINDA NÃO ESTÁ claro" que Haja Razão Jurídica PARA O impeachment. Como o sr. Afirmação recebe tal?
Eu nao tenho Nenhum Respeito ético Pelas Posições fazer ex-Candidato Aécio. He assumiu o Lado golpista. He ágora, com ESSE Negócio de Dizer Que Não Tem Motivo, "Ainda", E UMA Coisa sem SENTIDO. Tem Motivo ou Não tem? Dizer Que Não Tem Motivo AINDA ... Quer Dizer, AINDA vai se PROCURAR? E ELE descobriu ágora Que Não Tem Motivo? E QUANDO ELE estava Pedindo Novas Eleições?
Entao, Não levo a serio, NÃO considero Importante NEM Relevante uma declaração DELE. ISSO Faz parte de Algum Jogo de Política menor, e NÓS TEMOS Que nsa preocupar com Questão Política Maior. A Questão fundamentais E o Respeito Ao Processo. ELE ESTÁ Querendo Recuperar como Tradições da UDN, that Toda vez Que perdia Eleições propunha hum golpe de Estado. O QUE TEMOS that discutir E uma voz soberana das urnas.
Como Avalia um Conjuntura?
E fundamentais No processo Democrático de Defesa do mandato da presidente da República, independentemente de Ser um Dilma, era Importante Como garantir uma legião EO mandato de Juscelino. O Que resta E uma Regra do Processo Democrático. This E a Regra Democrática: Disputa rápido você, OU Perde Ganha e em frente vai. ISSO e Pará fundamentais de uma Ordem Democrática. ISSO e Pará fundamentais uma brasileira Economia.
A brasileira Economia, a Economia Produtiva, uma Política Externa nossa, NÃO PODEM Ficar permanentemente à espera de Uma crise, uma crise se Esperar se agrava, or se amainar vai. NÓS TEMOS that ingressar na normalidade. Já se Vao Quase Oito meses da posse e Quase Um Ano das Eleições. Como Eleições Já terminaram. O Que Estou Querendo E OS that that liberais entendam o pleito do impeachment UO da Convocação de Eleições e Um pleito golpista. QUANDO em 1954 ficaram inventando o "mar de lama", A Questão NÃO era o "mar de lama", that provou-se that era inexistente. A Questão era impedir o Governo Vargas, e impedir o reajuste do Salário Mínimo e impedir estatais como that ELE estava Criando.
A MESMA Coisa se operou em 1964. O Problema era uma Promessa de Reformas de Base do Jango, ea Direita ENTÃO inventou that estava defendendo a Constituição, Os liberais acreditaram Nisso, were Às Ruas um favor da Queda de Jango, EO Primeiro Ato de dos golpistas foi Destruir a Constituição.
Como o sr. Vê o desdobramento da crise, com otimismo OU pessimismo?
O Que Estou Querendo Passar E that A Questão vai Além da sustentação ou Não faça mandato da Dilma. Com o mandato dela mantido, TEMOS that enfrentar a Ascensão do Pensamento de Direita; sem o mandato dela, TEMOS that enfrentar uma Ascensão das Forças de Direita. É Preciso dar sustentação de centro-Esquerda Ao Governo dela. A Política se Faz com Correlação de Forças. Se como Forças progressistas liberais de Esquerda NÃO fortalecerem o Governo da Dilma, ELA vai Ficar NAS Mãos das Forças conservadoras.
Qual sua posição Sobre o papel do PSB Nesse Processo?
Vejo mal Muito, desde agosto do ano Passado, Quando decidiu NÃO ELE APOIAR um Dilma. ELE NÃO entendeu Que o Projeto Aécio - e ESTÁ Muito claro ágora - era hum Processo de direitização, de Redução dos DIREITOS dos Trabalhadores e de autoritarismo, Que ESTÁ Construindo Esse clima de intolerância no Brasil.
O sr. Chegou a Dizer há Alguns meses que o PSB ESTÁ POR dominado oportunistas ...
E o Seguinte: a decisão do PSB de APOIAR o Aécio foi Uma decisão burra e oportunista. Por oportunista que? Porque o fez pensando Que o Aécio ia Ganhar como Eleições. Entao, pegou TODO O Nosso patrimônio, pegou Toda a Nossa História, de Todos os NOSSOS Projetos e jogou nessa aventura, pensando Que o Aécio ia Ser eleito. Só ISSO POR. E foi Uma decisão burra Porque, Diante da crise dos Partidos de Esquerda - e NÃO Precisa explicar, Está todo Mundo vendo ESSA crise -, o PSB poderia Ser o grande desaguadouro dos Quadros de Esquerda, progressistas, that estao insatisfeitos com Seu partido.
Se Eduardo Campos NÃO tivesse morrido, o PSB poderia ter Sido ESSE desaguadouro?
E o Mais provável, Mas Não Estou Totalmente seguro Disso, Porque Tudo dependeria de Como seria o de Campanha final, Como seria sem Segundo turno, Como seria a posição do partido. He Morreu sem inicio do turno Primeiro.
O sr. also Já criticou Muito um eventual Fusão fazer PSB com o PPS, that foi adiada ...
Foi adiada Porque houve Uma Reação da militância, mas um Expressão E Correta: foi adiada. De: Não Quer Dizer Que foi de todo afastada. ISSO completaria um direitização fazer partido.
Nesse Quadro, o sr. térios condições de se Manter nenhuma PSB?
O meu papel não PSB sempre foi de puxar o partido Pela Esquerda. QUANDO Decidi com Antônio Houaiss EO Jamil Haddad refundar o partido, NOS pensávamos em hum Partido Socialista. A Minha posição NÃO Mudou. Eu continuo achando Que o Brasil Precisa de hum Partido Socialista e coerente, e vou continuar 'lutando POR ISSO.
Fonte:  Brasil 247
Roberto Amaral

quinta-feira, 12 de março de 2015

Corruptos e corruptores

Corruptos e corruptores
Claudius
por Silvio Caccia Bava



A cobertura da grande imprensa sobre os recentes casos de corrupção centra sempre seu foco nos administradores públicos, como se a questão fosse apenas ética, de pessoas sem caráter ou de mau caráter, que se aproveitam dos postos em que estão para roubar. Esquece-se que para haver corruptos é preciso que haja corruptores, tão ou mais criminosos que os primeiros.

Mas ficar no plano ético ou moral não resolve a questão, considerada endêmica no Brasil. Ela está presente em todos os níveis de governo; portanto, com seus funcionários públicos corruptos e com empresas corruptoras.

Se ela é tão generalizada e parte de empresas que operam em todos os níveis de governo, pode-se então dizer que a corrupção é uma forma de ação das empresas para auferir vantagens ilegais na relação com os poderes públicos. E isso envolve os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

A Operação Lava Jato, pela primeira vez, atribui responsabilidades pelos processos de corrupção a empresas que prestam serviços ao Estado. Executivos e donos de grandes construtoras de obras públicas estão na cadeia desde novembro aguardando julgamento. São bilhões de reais subtraídos do orçamento público por meio de uma série de práticas muito conhecidas e que estão sendo desvendadas para os cidadãos como se fossem novidade. Essa é a corrupção das empresas sobre o Executivo.

As eleições de 2014, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, custaram R$ 5,1 bilhões, e 95% desses recursos vieram de um pequeno grupo de grandes empresas, que assim constituíram suas bancadas de interesses privados, é claro, no Congresso Nacional. Bancada das empreiteiras, bancada do agronegócio etc. Basta ver que a CPI da Petrobras, para apurar as denúncias da Operação Lava Jato, já conta em sua composição com dez dos 27 integrantes que receberam dessas empresas investigadas R$ 1,9 milhão para financiar suas campanhas eleitorais. A presidência da comissão deverá ir para o peemedebista Hugo Motta, que recebeu da Andrade Gutierrez e da Odebrecht R$ 455 mil dos R$ 742 mil gastos em sua eleição. Essa é a corrupção das empresas sobre o Legislativo. Não é ilegal receber as doações, porque as empresas passaram a poder doar, por lei, recursos para financiar candidatos a partir de 1997. Mas evidentemente é um poder que afronta o interesse público.

No Judiciário fica mais difícil identificar os caminhos da corrupção, mas são muitos os casos em que juízes pedem vistas de processos e só os devolvem para o trâmite judiciário depois que as penas prescreveram. Os casos do Banestado, do mensalão tucano e do trensalão ilustram essa prática de levar até mesmo à prescrição de delitos, como o de formação de cartel. Os expedientes são muitos: por exemplo, o da paralisação de investigações de responsabilidade do Ministério Público Federal em São Paulo no caso das denúncias de cartel nas obras do metrô. Essa é a corrupção das empresas no Judiciário.

Por meio de muitos expedientes, os grandes grupos econômicos controlam nosso sistema político e dele se apropriam para submetê-lo a seus interesses privados. O comportamento predatório desses grandes grupos econômicos, porém, não se limita à prática da corrupção para atingir seus objetivos de maximizar o lucro. Existem também mecanismos utilizados pelas grandes empresas multinacionais que atuam no Brasil que se valem de expedientes de sub e sobrefaturamento para promover a evasão fiscal, isto é, deixar de pagar impostos e transferir ilegalmente riqueza para fora do país. A Tax Justice Network identifica, com base em dados do Banco Mundial, que a evasão fiscal no Brasil, em 2011, foi de 13,4% do PIB, algo como US$ 280 bilhões.1 Os impostos mais sonegados são o INSS, o ICMS e o Imposto de Renda.

Mas não para aí. As dívidas reconhecidas pela Receita Federal de impostos das multinacionais que operam no Brasil, em 2012, somam R$ 680 bilhões. A corrupção aqui é o Estado brasileiro não tomar medidas efetivas para evitar essa sangria. Inibir essa sonegação de impostos requer uma fiscalização efetiva e penas significativas para quem for pego. Quanto maior for a pena, menor será a sonegação.

Em meio ao escândalo do HSBC, o segundo maior banco do mundo, identificaram-se 8.667 brasileiros que sonegaram ou lavaram dinheiro fora do país por meio dessa instituição. São bilhões de dólares por ano. Eles são parte da elite econômica de nosso país, acostumada a tudo poder. O que vai acontecer com eles?

Essa impunidade também pode ser vista no reconhecimento público da existência de doleiros operando no Brasil. É a aceitação implícita da lavagem ou evasão de recursos, que são inclusive provenientes de fontes ilegais, como o narcotráfico.

Esse quadro não é o mesmo em outros países latino-americanos, como a Argentina e o México (vejam vocês!), onde a evasão fiscal é calculada em 6,5% e 2,4% do PIB, respectivamente. Nos Estados Unidos, a evasão fiscal é de 2,3% do PIB. Pode-se dizer que o que faz do Brasil este espaço predatório do grande capital é a impunidade.

Se avançássemos no controle democrático dos fluxos de capitais – das transações do sistema financeiro, por exemplo –, poderíamos ter um país muito melhor na dimensão da oferta dos serviços públicos à população. No Brasil, dinheiro é o que não falta.

Silvio Caccia Bava
Diretor e editor-chefe do Le Monde Diplomatique Brasil
 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Governabilidade X Corrupção

Governabilidade X Corrupção

Muita gente questiona a tal da governabilidade e confunde com o ato de governar. Mas são diferentes. Do ato de governar, podemos entender a ação do executivo com relação a projetos, impostos, atos, muitos dos quais dependem da aprovação do legislativo, enquanto a governabilidade entra como uma palavra viciada, criada no governo FHC, inspirada na queda de Collor.
Collor, transformado pela Globo em fenômeno eleitoral, não conseguiu “convencer”  o congresso e acabou sendo cassado. FHC, que o sucedeu, graças ao sucesso do plano econômico de Rubens Ricupero, percebeu logo de cara, que sem “meios de convencimento”, não teria o congresso a seu favor.
Muito mais cuidadoso que Collor, e seu braço direito PC Farias, FHC tinha Sergio Mota, o competente caixeiro viajante, que arrecadava, guardava nas Ilhas Cayman e distribuía “os motivos” para a aprovação de ávidos congressistas.
Se voltarmos aos anos 60 veremos que Jânio Quadros mesmo sendo da direita, não soube convencer a direita, a apoiá-lo. Caiu, como cairia Collor 30 anos após.
A governabilidade não é a compra da direita pela esquerda, gerando votos favoráveis, nem vice-versa. A governabilidade é o convencimento da oposição formada por pequenos partidos, sem qualquer ideologia e com um único interesse. Ou o aliciamento de bancadas marcadas, sob condições de troca, para se alcançar um objetivo de governo.
Após FHC, iniciou-se a era Lula. Era que não duraria mais que a era Collor, se não fosse inaugurada uma “governabilidade” mais ampla, generosa e irrestrita. E ai, o PT começa a pagar pela inexperiência, ao administrar o mensalão nos moldes criados por FHC. Era um modelo tucano, administrado por um grupo petista.
Foi escalado para dar tratos a bola, o bem articulado, mas pouco experiente José Dirceu. Dirceu levantaria “sobras de campanha”, empréstimos, e parte da gordura de lucros gerados por empresas fornecedoras, para convencimento das bancadas podres.
O negócio cresceu rápido e com ele as “bancadas podres”. Novos partidos, novos credores de “favores” específicos e novos acordos, para a aprovação de novos projetos e um circulo vicioso cada vez maior.
Deu certo, a não ser pela inocência de Dirceu,  ele acreditou que bastava o que fora combinado e tudo estaria certo. Não para Roberto Jéferson, que queria mais do que o sistema poderia produzir.
Veio a reeleição de Lula, depois Dilma, outros novos partidos e sócios cada vez mais ávidos por participação no lucro Brasil.
O PT já não podia mais vir a público e denunciar que era refém de um esquema, onde só projetos “santificados” seriam aprovados.
Seria necessária uma reforma política, uma reforma partidária, clausulas de barreira, que impediriam novos partidos podres e novos sócios, mas a justiça decretou o fim das clausulas de barreiras.  O PT teve medo e não gritou. Vejam quem são as lideranças dos novos partidos criados nos últimos 10 anos. A grande maioria, de direita, ou religiosos, o que dá no mesmo, mas sempre aproveitadores,  gente que se fez à custa do erário público e nunca fez nada pelo povo.
Sem José Dirceu, o grande mentor intelectual do partido e ao mesmo tempo, o homem que tinha tudo nas mãos, o partido ficou sem “diretor de governabilidade”. A tarefa acabou sendo de vários, de acordo com as necessidades. Hora o líder Vaccarezza, hora outras lideranças, hora o próprio presidente, mas o negócio não poderia parar.
Aliado aos motivos e às consequências existiria o olho gordo dos pequenos companheiros, o inchaço do partido e sua consequente peemedibilização.  Qualquer ex-arena, já poderia ser um neo-petista.  O inchaço diminuía a qualidade e aumentava a necessidade da compra de espelhinhos, para os novos índios.
Depois disso temos o espetáculo do julgamento de José Dirceu, não do mensalão. O objetivo principal era tirar de cena José Dirceu. Sem Dirceu, acreditava-se não existiria que articulasse a compra de “bancadas podres” e o governo cairia por si só. Tanto que  os distintos julgadores jamais se preocuparam em levantar o nome dos comprados, baseando o  tiroteio apenas nos compradores. Mas outros ocuparam os espaços, as vezes nem tão cuidadosos, as vezes inconsequentes e as vezes até mesmo inocentes.
Cada vez mais o governo ficava refém dos mais experientes no “negócio político”, como Sarney, Renan, Collor, Maluf e todos os antigos inimigos, que agora queriam, não só um pedaço do bolo, como fazer parte da equipe que contratava a doceira, que vendia os ingredientes e que distribuía os melhores pedaços.
E de onde saia a “agua benta” para curar a “bancada podre”? É claro, de caixa dois, de contratos e compras.
Prejuízo aos cofres públicos? Não mais do que historicamente existia, porém muito mais arriscado, pois da maneira que estava sendo feita, tirava do poder, outros que queria concorrer.
O que ocorria, desde sempre é que os aliados, já era como Washington Luiz, recebiam as benesses, por produtos não comprados, estradas não feitas, usinas nucleares não concluídas, Transamazônicas inexistentes, planos econômicos furados e agora, era por usinas efetivamente compradas, projetos sociais, que efetivamente chegavam ao povo, estádios efetivamente concluídos, enfim, obras e projetos sociais existentes.
Só ai mora a diferença. Antes pagava-se mais pelo que nunca existiu, enquanto agora pagava-se mais pelo que está sendo, ou já foi concluído.
Para que tudo fosse feito, muitos caíram pelo caminho, Dirceu, Genuíno, hoje se falam outros nomes, como o de Candido Vaccarezza e até de Eduardo Campos. É claro que Eduardo Campos, que participou  do governo, deve realmente ter sido usado na compra de algumas bancadas podres. Ao sair do governo federal  foi governador de Pernambuco, onde, entre outras coisas, deu um salto na educação. Educação não dá lucro para bancada podre, que aprova investimento, logo esses investimentos em “água benta”, devem vir de algum lugar. E vem.
O mesmo ocorre com Vaccarezza, líder de dois governos (Lula e Dilma) e é claro, para a liderança sobram muitos ônus, e poucos bônus. Se todo os acordos passavam por ele as culpas lhe caiam de graça, mas os méritos iam para a Alvorada.
Pegam se mais quatro, ou cinco nomes, para serem os cristos da vez. Mas nada vai mudar. Nada, pelo menos até não termos uma reforma eleitoral, com clausula de barreira, com voto por legenda, com voto do líder, com fim das coligações. Uma reforma judiciária. Uma polícia federal de investigação política. Uma imprensa transparente. E um banho cultural, de 10 anos intensivos para a criação de uma primeira geração culturalmente privilegiada. Para um estado laico, independente e líder nas ações com a vizinhança.
Se é para mudar o Brasil, mudar os políticos, que comecemos pela estrutura e com cultura. Hoje a tal “governabilidade” significa aprovar projetos sem ir para a briga, conquistar “bancadas podres” sem contar com  apoio popular e o medo da derrota. Isso é caro. Para pagar surgem os abutres do erário,  grandes empresas e os intermediários do poder, deputados e dirigentes, que recebem e distribuem às bancadas poderes. Assim caminha o Brasil.
Mas em tudo isso, o eleitor ainda é responsável, é ele quem acredita na mídia vendida  e nas boas intenções de denunciantes da Veja, ou congressistas “arrependidos”, é o eleitor que vota em prefeitos corruptos, porque fizeram um bom programa de TV, em deputados safados, pois disseram que eram do bairro e em senadores  sujos. É o povo eleitor, quem não vê as entrelinhas das matérias, das ações dos verdadeiros canalhas e daqueles que apenas  foram usados, para o governo não cair.

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O que é um COXINHA:

O que é um COXINHA:





Tendo a sua origem em São Paulo, a palavra coxinha quase sempre tem um sentido depreciativo e indica um indivíduo conservador, que se acha politicamente correto e que se preocupa em adotar comportamentos que são aceitos pela maioria das pessoas.
Muitas vezes o coxinha é uma pessoa que usa roupas de marca e que frequenta a balada. Outra marca distintiva de um coxinha é a sua preocupação com a sua imagem, sendo que muitas vezes ele passa muito tempo no ginásio, com o objetivo de ficar "rasgado", uma palavra popular no vocabulário coxinha, que descreve uma pessoa com o corpo definido.
Algumas pessoas são rotuladas como coxinha pela sua forma de falar, com algumas palavras características como "tenso", "futebas" (significa futebol), "doleta" (para se referir ao dólar), etc. As palavras "top", "topíssimo", "premium" e "insano" são usadas para descrever uma coisa muito boa, que é agradável e satisfaz.
Um coxinha tem bastantes semelhanças com um mauricinho, e muitas vezes é classificado como um burguês. No entanto, uma das principais coisas que distingue os dois é que o coxinha tem um maior cuidado com a sua aparência física. Um coxinha se irrita quando percebe sua carência intelectual. Coxinha é limitado.
A origem desta palavra é incerta, mas algumas pessoas acreditam que inicialmente surgiu para descrever os policiais, cujos carros muitas vezes ficavam estacionados em frente a locais que vendiam coxinhas. Além disso, outra explicação é que os policiais tinham baixo poder aquisitivo e recebiam vales de refeição que muitas vezes só permitiam comprar "coxinhas", o famoso salgadinho. Assim, os policiais passaram a ser denominados "coxinha", que mais tarde passou também a descrever pessoas "certinhas", que seguem as regras a qualquer custo. Ainda que regras erradas, ou ligadas ao crime.
Existe também uma origem alternativa, que indica que a designação "coxinha" surgiu graças aos homens "mauricinhos" que usavam bermuda para pegar sol nas coxas. Mas bermuda de grife.
Coxinha adora ir para Miami. Não vê problemas em comprar um fiscal, ou um guarda. Acha que levar vantagem é normal e trata a mulher por "minha esposa, ou senhora". Mulher de coxinha adora shopping, ou academia e não vive sem empregada. Se acham superiores, embora burras. São clientes de cirurgiões plásticos, amantes de silicone e saltos.
Além disso, "coxinha" ou "coxinha de galinha" é um famoso salgadinho brasileiro, que tem a forma de uma gota e é composto por uma massa que envolve um recheio de frango.



https://www.youtube.com/watch?v=2CN_CmJWjzA