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terça-feira, 19 de junho de 2018

Como escolher seu candidato a deputado


Como escolher seu candidato
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Hipocrisia - Se ele já esteve em partidos que apoiam a ditadura, ou partidos oriundos da ditadura (DEM, PP, PL, PDS, PSD) – Coloque um sinal “menos” (-). Se anda, apoia, ou é apoiado por corruptos e ainda os defende, fique longe. Caso contrario coloque (+)
 Ideologia - Se ele muda da esquerda para a direita (DEM, PP, PSD para PSB, PT, PCdoB etc), ou vice versa, e diz que todos os partidos são iguais, coloque sinal de menos. Esse candidato não sabe sequer a função dos partido, ou o que é ideologia (-), caso contrario, coloque mais (+).
 Geografia – Se ele insiste em dizer em dizer que é da sua região, do seu bairro, da sua cidade, talvez não saiba a função de um deputado, ou acha que você é ignorante para não saber, que deputado não é despachante de uma zona e sua função é fazer com que toda a população tenha os benefícios constitucionais advindos do estado.  Caso alguém lhe diga, vote em mim, porque sou “daqui”, coloque um sinal de menos (-).
Soberania – O candidato não sabe do que se trata, não se pronuncia, não tem atitude, não fala sobre o assunto e acredita no estado mínimo. Se acredita num estado mínimo porque não deixa a política e vai para a iniciativa privada? Em caso de candidato batalhador por um estado forte coloque um sinal de mais (+). Caso seja omisso, menos (-)
 Função do estado- Se ele permite, ou se omite, diante de terceirizações (segurança, saúde, sinalização, radares, merenda, água, saneamento, etc), concessões e privatizações, significa que para ele, o estado é apenas um balcão de negócios, procure saber o que ele diz sobre a função do estado. Se não encontrar nada coloque menos (-).
Cultura- Não sabe a função da cultura, não vê a cultura como formadora de uma nação. Costuma confundir com educação e ensino. Jamais lutou por estado forte. Marque negativo caso seus pronunciamentos  sejam confusos, ou inexistentes.
Saúde Pública –  Concorda com terceirizações. Tem uma convivência pacifica com terceirizadores. Apoia, ou é apoiado por políticos que promoveram a terceirização e sucateamento da saúde. É a favor de planos privados. Coloque menos e tenha cuidado com esse tipo.
 Segurança- Se cala diante das diferenças sociais. Não se manifesta perante a golpes e bandidos do colarinho branco. É ligado a corruptos conhecidos. Não se mexe diante dos erros da justiça. Acredita que a segurança é uma questão policial. Não se importa em se relacionar, ter apoio, ou se envolver bandidos do colarinho branco, mas é contra apenas, os bandidos pobres, desde que tenha vantagens, ou votos. Coloque menos (-). Esse sujeito não sabe que a questão da segurança começa pelas diferenças sociais.
 Religião- Deixa assuntos religiosos se sobreporem a questões cientificas e causas sociais. Não assume posições em virtude de religião. Deixa de fazer, ou faz algo movido por dogmas em detrimento do povo e da evolução humana. Não assume posições pessoais e políticas por falsidade. Negativo (-)
 Companhia, amizades, ligações: É ligado a políticos cassados, condenados,  já esteve ligado a eles. Não se importa de onde vem o dinheiro da campanha. Sabe que determinado político, ou empresário é desonesto, mas continua ligado a ele. Anda com agressores, inclusive armados, como antigos capangas de coronéis, como se tudo fosse normal. Negativo (-)

RESULTADO
10  sinais de + Pode votar, dificilmente irá se decepcionar
7 a 9  sinais de + Existe um risco, mas o candidato está acima da média
4 a 6 sinais de + Você já cometeu esse erro, vai repetir?
0 a 3 + Você está votando consciente e escolhendo um candidato tão ruim quanto você. Você merece o pior.

sábado, 12 de maio de 2018

A saída possível.

PORQUE CIRO GOMES?

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1- É a única saída para a esquerda, embora ele não seja de esquerda, mas por aqui, quem seria a esquerda?
- Seriam aqueles que já estiveram ao lado de Kassab, Meirelles, Jucá, Temer e outros da quadrilha entreguista?
- Seria quem já governou e não tirou um único centavo dos privilégios dos banqueiros canalhas?
- Seria quem nunca impediu a festa das multinacionais e suas volumosas remessas de lucros em detrimento do operário brasileiro?
- Seriam da esquerda, os mesmos que nunca pararam o Brasil, apos a entrega da Petrobras?
Como vemos a discussão não pode começar pela ideologia, mas pela possibilidade de pequenos avanços, como tivemos nos governos Lula e Dilma. Avanços reais na área social. Avanços nunca imaginados. Avanços que trouxeram orgulho a quem sonha com justiça social.
O retrocesso em que a burguesia vagabunda e canalha jogou o Brasil, era até pouco tempo inimaginável. Voltamos a era medieval das relações humanas. É preciso retomar a rota dos avanços e nisso, sem LULA na jogada, só CIRO pode tentar.
Sim, eu disse tentar.
E ai vem um monte de "poréns": Ciro iniciou no PDS (como Teotônio que iniciou na Arena, mas foi ícone de redemocratização), Ciro é ligado a Jereissati (como Lula teve um início bem próximo a Quércia, FHC e outros). Ciro fala demais... Isso é bom, fala o que pensa, o que o deixa mais transparente. Ainda que erre.
Ou alguém acredita que Marina, a fadinha do mato, consegue falar uma única verdade? Ou que Alckmin vai levar mais de 2 meses para vender o resto do Brasil? Ou que o mais Boçal de todos, consiga governar 2 semanas?
CIRO É A SAÍDA POSSÍVEL.
Não espero que ele resolva tudo, apenas que retome tudo o que foi privatizado, que puna os privatas, que crie uma lei de mídia, mantenha e retome alguns avanços sociais e assim como Getúlio fez com Capanema, permita-se uma revolução no ensino e dê inicio a uma mudança cultural (coisa que nenhum governo fez), cujos resultados sejam vistos, já em 2030.
Mas continuarão afirmando que Ciro não é de esquerda. Me digam ai, e quem é?

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quinta-feira, 15 de junho de 2017

Suplicy pode ser candidato ao governo de São Paulo



Suplicy pode ser candidato a Governador

Em uma “Roda de Conversa” realizada na cidade de Atibaia, na noite de quarta-feira, dia 15 de junho, o ex-Senador e atual vereador Eduardo Suplicy, deixou claro que pode ser candidato ao governo de São Paulo no próximo ano.
O encontro organizado por Geovani Doratiotto, contou com a presença também de Antonio Sonsin, escritor, de Bragança Paulista, Michel Carneiro, vereador pelo PCdoB, Rodrigo Leite e o representante do prefeito Saulo (PSB), vereador André Agatte
Suplicy e os integrantes da mesa debateram sobre diversos assuntos e a carreira do atual vereador por São Paulo, quando em dado momento surgiu a pergunta sobre seu futuro político feita por Agatte, e a indicação por Sonsin, para que concorresse ao cago de governador.
Suplicy, democrática e elegantemente passou a questão para que os presentes analisassem e decidissem. Claro que não se trata de um indicação partidária, que requer uma convenção de seu partido, porém, Eduardo Suplicy seria uma tabua de salvação política para seu partido e para os leitores do estado, que há 3 décadas elegem tucanos.
Suplicy é um nome imaculado, um político ético. Não tem como a população, numa época em que todos são acusados e indiciados, processados e muitos condenados, deixar de votar em Eduardo e depois continuar reclamando dos políticos. É a chance de se eleger um político honesto, 100% voltado à justiça social. Um humanista. A redenção paulista.



Situação do Estado

São Paulo está nas mãos dos tucanos, ainda que pesem sobre eles, dezenas de acusações, como trensalão, roubo nas merendas, violência policial contra a população, pedágios, desvios, etc., o eleitor paulista tem sido fiel aos tucanos. Ao mesmo tempo reclama das atitudes de seus governantes. Algo que não dá para entender.
É sabido que Alckmin irá trair o compromisso com Marcio França e o PSB, apoiando, pelo menos é isso que sinalizam as reuniões, o prefeito João Dória, para ter uma chance de disputar a presidência pelo partido tucano.
Dória é um candidato da mídia, longe do povo, fruto do marketing, uma aberração tucana, mais uma, que trás na bagagem suas dividas de IPTU com a capital, invasão de área e desvios denunciados na Embratur. Um gestor de sua própria imagem.
Em outro cenário, o PSDB não apoiaria Alckmin e esse se torna candidato pelo PSB, apoiando França ao governo. Seria mais difícil, mas ainda assim Suplicy teria chance, até, como já disse, pelo nome imaculado.
Suplicy candidato, poderia trazer consigo o apoio de PCdoB, PDT e outros partidos menores e numa possibilidade, de ser traído, o próprio PSB, que carece de uma reconstrução ideológica. Reconstrução que se faz necessária também ao PDT. O PDT tem sinalizado para mudanças. Mas Rede, Avante, PPL, PHS, PSOL, entre outros, são conversáveis.
Com o PSDB ficariam os partidos da direita, os golpistas, aqueles que vivem a reboque do poder, como é o caso de DEM, PMDB (se não forem todos condenados), PP e PTB e um grande numero de siglas de aluguel. Há dinheiro no caixa.
Outras candidaturas que irão se avolumar são aventureiras e medíocres.

Cenário favorável.

O cenário é favorável. Se o eleitor paulista quer uma política séria, o único nome é Suplicy, o resto faz parte do mesmo balaio terceirizador e entreguista, que está vendendo o Brasil.
Não há como falar em Dória, ou outros nomes tucanos, ou Demos. São catastróficos e descompromissados com as necessidades do  povo.
Essa luta por justiça social, só teria concorrente, com França, por ter sido um prefeito aprovado com mais de 90% em São Vicente e não estar envolvido nos grandes pacotes de denuncias.
Assim, tudo ficaria nas mãos do povo. Mudar, ou continuar com o sistema de praticas centenárias, de políticos que nunca olharam para baixo.



A seguir filmagem com os principais momentos da discussão de uma possível candidatura ao governo.






Suplicy folheia o livro "Hollywood: Uma história do Brasil", baseado na vida de Olympio Guilherme, seu primo, da cidade de Bragança Paulista, que produziu em 1929 o filma Fome e foi posteriormente diretor do DIP, no governo Getúlio Vargas (Amazon e Mercado Livre) 



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Uma História do Brasil (Portuguese Edition) (Portuguese) 

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terça-feira, 4 de outubro de 2016

Um voto no passado

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As eleições de 2016 no Brasil são um marco histórico para o futuro.
Em primeiro lugar está provado que a ignorância não é uma condição socioeconômica. A ignorância não tem classe social,  não tem raça, descendência, mas tem religiões.
A eleição de João Dória em São Paulo enterra definitivamente o conceito, criado pelos próprios paulistas, que sabem votar.
Quando pobres  e ricos se unem em torno do nada está provado que a propaganda unida a falta de uma educação decente e uma campanha global contra metas de justiça social é eficaz e se torna cultural.
O que vimos foi um festival de guinadas, não só a direita, como ao “conservacionismo” medíocre, ignorante e autodestruidor, apoiado por conceitos de marketing mercadológico e retrocesso religioso. Estamos próximos ao obscurantismo.
Anos de lutas foram derrotados por frases de efeitos, só possíveis com apoio de uma população ignorante em todas as classe.
A tendência do voto foi do “rouba, mas faz”, ao cassado, mas engraçado, passando por “deus quer”.  O Estado Islâmico tem muito a aprender.  Não foi preciso dar um único tiro para destruir a evolução. Temos uma justiça omissa e conivente.

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Os guetos futuros serão os efeitos de 2016. A transformação do país em quintal americano, as privatarias  a vista, o achatamento dos salários com perda do poder aquisitivo, a quebra do conceito de Brasil laico, a entrega de territórios e bens públicos, a piora na educação, a involução da saúde, o aumento da injustiça social criando novos grupos de ações criminosas e novas modalidades de ricos ladrões. Em breve teremos milícias oficiais varrendo os indesejáveis culturais e promovendo o surrealismo político. Já foi assim, Greca, no segundo turno em Curitiba vomita ao sentir cheiro de pobre.

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Está mantida a escravidão moderna e o povo nem viu. Não tiveram a capacidade de ver, foram manipulados pelo marketing e pelas confusões promovidas pela esquerda festiva sustentada pela direita oportunista, como bactérias que se aproveitam do ambiente doente, para oportunisticamente tomarem conta do órgão afetado.
Caberia a esquerda mostrar o jogo que se apresentava e mostrou, mas foi confundida com oportunistas, ou ignorantes travestidos de vermelho desbotado e ai poucos sobraram para contar o fim do filme. Repeteco de 1930, 1964 e outros.
A possibilidade de futuro justo, previsto para 50, ou 60 anos deixa de existir. O jogo mudou.

Voltemos a prancheta. 

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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Eleições... Grandes negócios





A aquisição ilícita de pleito, popularmente conhecida como compra de votos é uma prática eleitoral dolosa e ilícita, não necessariamente explícita, de adquirir votos em troca de bem ou vantagem de qualquer natureza, inclusive empregos, funções públicas, presentes e influencias políticas. Esta é uma prática condenável dentro da política brasileira, muito embora haja relatos de sua aceitação desde o período da República Velha.

No Brasil atual existem muitas leis para coibir a pratica da compra de votos e uso excessivo do poder econômico, porém não existem mecanismos e pessoas capacitadas para acompanhar as eleições, ou definir atos ilícitos.

As contas e ações são julgada de acordo com critérios legais e formais. Não existem pessoas com formação suficiente para analisar e determinar os gastos excessivos. Assim um candidato pode provar que gastou X, quando na verdade seu gasto foi 100 vezes superior.

A Justiça Eleitoral não conhece e não questiona custos reais.


Eleição profissionalizada por grandes empresas


Ficou apenas na história, a era das grandes eleições, dos grandes comícios, das propostas e brigas de rua. Hoje palanque e brigas de correligionários é algo que soa romântico aos ouvidos de quem viveu e bizarro a quem não conhece.

Foi a época de bons contra os maus, das propostas contra a mentiras, hoje é a época do marketing, quando um candidato preparado para ser vendido como sorvete, frio e inerte. Não pode falar sobre determinados assuntos, não pode gesticular mais do que cabe na TV, e suas propostas são pasteurizadas e equivalentes aos outros.

Antes, para ganhar uma eleição era necessário dinheiro, muitas vezes o voto era comprado e poucas vezes denunciado. Hoje compra-se a eleição de acordo com as normas, que são as leis burláveis.

Em primeiro lugar, o que interessa não é mais a qualidade do apoio, mas o tempo na TV, uma distorção causada pelo multipartidarismo brasileiro, dominado pelas legendas de aluguel.

Também não se vê apenas a quantidade de dinheiro a disposição, mas quem serão os financiadores.

Os financiadores preferencias são as empresas concessionarias de serviços públicos, que vão alimentar o caixa dois da campanha. Depois vem os prestadores de serviços, e outras empresas que sobrevivem como satélites do poder.

Ganha a eleição que tem o maior numero de empresários na contabilidade do caixa dois. Assim os preferidos são as empresas de ônibus, lixo, pavimentadoras, construtoras , empresas de monitoramento e radares, e já começa uma disputa pelas empresas do ramo de informática.

A colaboração dada em dinheiro, nesse caso do caixa dois, vai para o pagamento de cabos eleitorais, combustíveis e compra de votos, ou candidatos de outros partidos. Esse montante é geralmente, 10 vezes superior aos gatos declarados. O material oficial, produção de TV e 10% do gasto em papeis e pessoal de rua, é pago com dinheiro declarado.

Uma produção completa de TV , de alta qualidade, para uma cidade de 150 mil habitantes, não fica por menos de 700 mil reais. Serão declarados apenas os custos com material visível, como fitas, cenários, aluguel de locação, etc. Gastos com direção vão para o caixa dois, dificilmente aparecem em prestação de contas, como também não aparecem, os gastos com assessoria de imprensa, maquiadores, fotógrafos, revisores, mixagem, compositores, desenhistas, montadores e outros. Muita gente declara a produção, equipe, supervisão e divulgação, como presentes, mas não estipulam valores, como pede a lei. A "justiça eleitoral" acaba aceitando por desconhecimento de preços e das praticas.

Um candidato majoritário, cuja chapa contenha cerca de 40 candidatos a vereador, gastará cerca de, no mínimo 40 mil reais por candidato (gasolina, material impresso, vídeos, gravações, reuniões etc.).

Outro gasto que pouco aparece na campanha é com seguranças. Temos visto o numero crescente de seguranças nas campanhas, mas sempre aparecem como amigos voluntários.

Não se desconsidera ainda o valor do famoso marqueteiro, outro, que nas prestações de contas, nunca aparecem, mas sabemos que eles existem.

Os marqueteiros não são os coordenadores de campanha, esses são outros profissionais igualmente caros.

E o outro departamento, que nunca entre na contabilidade oficial é o "departamento de maldades", que cuida desde a escuta telefônica de opositores, a publicação de mentiras, hoje na internet, a destruição de material do adversário. Não é um departamento barato.

O que as empresas ganham? É o que muitos perguntam. Elas ganham a sobrevivência. O investimento feito retorna em poucos meses. Basta um atraso na renovação de passes, um linha que possa ser mexida, um aumento de 10 centavos, um asfalto contratado com 15 centímetros que possa ter uma medição amiga, uma escola quase caindo, por erro de cálculos, que não representará sanções no futuro, um piso trocado numa rua, por algo inferior ao cotado, a concessão de uma festa, sem impostos e muita ajuda municipal, tudo faz a diferença, o povo não vai saber e a justiça não ira investigar.

Assim, o administrador eleito, passará sua administração pagando contas, com empresários. O povo se dá por feliz e vamos para a próxima eleição, onde tudo se repete... Ainda necessitamos acreditar no salvador. O novo, que vem para mudar.


O Vitorioso


Hoje quem vence as eleições não é um candidato, mas um grupo político comando por interesses de empresários. Ai contamos com a sorte, se o candidato é o suficiente corajoso e digno para romper com o sistema e governar para o povo.

E assim continuará, até que exista uma reforma política e a justiça eleitoral seja equipada, principalmente com técnicos capacitados e intocáveis. Além disso há a necessidade de financiamento publico e emissão de bônus para “tocar” a campanha. Com leis claras, e punições severas e imediatas.
Mas nada disso funcionará sem a reforma cultural, pois o povo tende a eleger seus iguais.
Não há espaço para a ilusão. A mudança deveria começar pelo povo, mas a ignorância é obstaculo. Logo se torna importante avaliar o candidato, saber de seus processos, seus costumes e torcer para que ele apos se eleger rompa com o processo. Não existe a menor possibilidade de candidaturas independentes, a não ser para se fazer o jogo daqueles que dominam.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Bragança - Eleições 2016



Bragança - Eleições 2016 
Em quem, ou como votar. Vamos continuar com os mesmos, ou  o povo vai finalmente mudar? 


De um lado temos a velha política Lima-Chedid, e outro a possibilidade de mudanças. 
Desde 1968 o povo opta por manter Chedids, Limas, ou seus indicados. Não há mudança, mas o eleitor entra no jogo e se ilute entre um grupo e outro achando, que são opositores. 

O grupo Chedid pode lançar Frangini, que já foi candidato em 2012. O grupo Limista vai tentar reeleger o delegado, eleito em 2012, que faz a pior administração da qual se tem notícia. 

O terceiro grupo é liderado por Gustavo Sartori, que não tem ligação com Limas, ou Chedids. É a chance de mudança, ou no mínimo a tomada de poder, das mãos que o detém, desde 1968.


Não será fácil uma vitória de Sartori, pois há a possibilidade do lançamento de um quarto nome, que apenas teoricamente seria oposição, mas para tirar, ou dividir votos com Sartori, dizendo-se novo e progressista. Como Limase Chedids possuem uma votação estável, esse nome apenas tiraria a força de Sartori.

Para as forças que dominam desde 1968 é importante, que o poder não mude demãos. São muitos negócios e empresas agregadas a administração, que poderiam sofrer um revés.

Sartori em sua ultima campanha lançou a ideia de uma empresa municipal de transportes coletivos. Mesmo mantendo-se o contrato com a atual empresa, os preços de passagem de ônibus cairiam pela metade. Sartori já se posicionou contra a terceirização da saúde e propõe uma divisão de medicina preventiva, ou alternativa. Isso acabaria com várias licitações. Sartori também já discutiu a municipalização de radares, hoje um grande negócio, comandado por poucos. Na área cultural, Gustavo Sartori pretende criar uma rede de oficinas, visando uma geração sadia e ampliação de leis de incentivo, além da inclusão social via cultura. A democratização e a discussão sobre educação fazem parte de seu projeto, e entre eles a municipalização da merenda, o que iria gerar mais empregos e renda na cidade. Outras mudanças propostas pelo candidato estão na área de descentralização de obras e serviços. Muitos interesses seriam contrariados. Essas propostas, entre outras, fazem arrepiar os donos da cidade. Ferem interesses, de quem está no domínio há anos.

O poder estabelecido fará tudo para que nada mude, Sartori tem hoje o apoio do vice-governador Márcio França e é visto com bons olhos por membros da cúpula do governo federal. Pretende mudar e contra eles estarão todos os interesses.

Por fim é pagar para ver se o povo quer mudanças,ou apenas o troca-troca de poder entre os dois grupos, que desde 1968 mandam na cidade.

O que pode tirar as eleições de Sartori além da falta de informação do eleitor, que quer mudar, mas não sabe que os dois grupos são idênticos é ele próprio. Aceitar  apoios é normal, o que não significa união a grupos retrógrados. Um exemplo seria ter Jango, ou outros do mesmo tipo, em seu "palanque". A mudança deve ser total, sem aqueles que contribuíram para o retrocesso socio-cultural da cidade. 

Uma pequena história das eleições em Bragança

Uma pequena história das eleições em Bragança


De 4 em 4 anos Bragança vive a época das mudanças,  para continuar a mesma coisa, isso acontece desde 1968, quando estabeleceu-se um acordo entre dois grupos, para a eterna manutenção do poder.
Vários grupos aparecem, se dizem concorrentes entre si, mas nas vésperas das eleições se unem para eleger o mais forte, aquele com mais chances de nada mudar, de conservar as coisas como estão.
Nessa história de ilusionismo política na cidade de Bragança, apenas os nomes de José de Lima e da Família Chedid disputam o poder palmo a palmo, mas quando correm o risco de serem alijados do poder , eles se unem para vencer, iludir a população e manter tudo como está.  Eles precisam se manter no poder, e o eleitor precisa acreditar que são grupos antagônicos e trazem propostas de mudanças, essa é a parte fácil.


José de Lima com o proprietário da NS Fátima.

Jesus Chedid


Nos últimos anos vimos esse filme se repetindo.  Em 1968 Hafiz Chedid se elege quebrando séculos de poder nas mãos de ruralistas. Em 1972 José de Lima é eleito e faz seu sucessor em 1976, com Alberto Diniz. Em 1982 devido a onda de redemocratização do país, Limas e Chedids sentem a ameaça e se unem para derrotar a oposição, elegendo José de Lima, com 92 votos de diferença. Em 1988, José de Lima elege Nicola Cortez e, que em 1992 passa o poder para Jesus Chedid, que devolve a José de Lima em 1996. Esse retribui, deixando de lado a reeleição, quase parando a campanha, para que Jesus Chedid fosse eleito em 2000 e reeleito em 2004, num projeto ocasionalmente quebrado por uma ação judicial, comandada na época por mim, que colocaria João Solis no poder.

João Solis

José de Lima era o candidato da coligação que cassou Jesus,  eu era o coordenador da mesma coligação, mas  foi o próprio José de Lima quem tentou me dissuadir a retirar a ação judicial, pois um acordo já tinha sido costurado.
A cidade poderia ter mudado e novas lideranças estariam governando, mas o candidato escolhido e comandado pelo advogado José Eduardo Supione de Aguirre era fraco e manipulável.  Com um secretariado escolhido por Aguirre (Sergio Pereira, Marco Marcolino, Nicola Januzzi, Carvalho Pinto, Marilene Aguirre, entre outros) a administração, aos poucos  vai voltando paras as mãos dos antigos donos.
Esperou-se até junho de 2007, quando a ação foi finalmente julgada em terceira instancia e a partir dai a  administração toma rumos contrários aos interesses do povo.

Jango se reelege, as custas de manobras em pesquisas  e da falsa disputa com os Chedids, numa ação em que José de Lima renuncia sua candidatura, passa a apoiar Gustavo Sartori, mas na mesma madrugada é convencido por Aguirre e retornar a disputa, pois seu apoio poderia construir uma nova força política (Sartori), na qual eles não teriam mais influencias.

Na sucessão de Jango, Lima e Aguirre com antigos políticos, como Marcus Valle, se unem para levar um delegado ao poder  e manterem seus interesses  pessoais a frente dos interesses da população, caso não vençam, venceria o candidato dos Chedids e nada mudaria.

Nesse período, que se inicia em 1968, 3 nomes surgiram no cenário político, com chances de chegar ao poder. Com os 3 foram usadas táticas parecidas. O primeiro nome foi Arnaldo Nardy, destruído durante a campanha por Limas e Chedids.  Surgiu então Marcio Villaça, candidato do PMDB em 1988, traído pelo próprio partido (Valle, Lo Sardo, Diaulas abandonam a campanha no início para apoiar o candidato de Lima).  E finalmente Gustavo Sartori, que se torna vitima de calunias e injurias deflagradas pela internet e panfletos apócrifos, nas duas eleições em que participou.

Nardy

 Villaça

Sartori

Assim o poder continua mantido. Homens sem qualquer interesse na cultura e no desenvolvimento humano continuam no domínio da situação. No próximo ano teremos eleições e mais uma vez as manobras serão para a eleição de alguém ligado a um, ou ao outro.


Eles se aprimoram, temos hoje a pior administração de todos os tempos, mas amanhã lançarão seus nomes, com um marketing bonito, que iluda os eleitores e mais uma vez lhes de o poder. O poder pelo poder.