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segunda-feira, 20 de abril de 2020

De volta ao passado...


Voltamos no tempo.

Bolsonaro assume posturas de ditador, por Aldo Fornazieri - GGN

Enquanto o mundo busca soluções para combater o vírus, o Brasil revoluciona com orações e jejum.
Não temos a solução apenas para isso. A Era Medieval se instalou definitivamente e sob o manto da democracia  —fictícia como em qualquer lugar— vai levar o Brasil, em breve, para a era moderna, desde que o povo estabeleça sua Bastilha, algo improvável.
O culto a ignorância promovido, inadvertidamente, por negligencia, ou desconhecimento social (por PMDB, PSDB e PT, cuidadores do mercado), faz-se visível hoje, quando acordamos  numa segunda-feira de 1976.
Porque 1976?
-Lembro que em 76 eu começava a entender a política nacional, pela política loca. Naquela época, após os ditadores perderem em 16 estados do Brasil, dois anos antes, iniciou-se a farra do adesismo. Muito eleitos pela oposição, por conveniências locais, foram comprados pela situação e mudaram de poleiro. Anos após, para se recomporem de nova derrota, os ditadores criaram os “senadores biônicos”.
É claro que o povo não viu. Não se preocupou e nem se interessou pelo que estava acontecendo. Pergunte hoje para alguém com mais de 56 anos, se ele se preocupou com o adesismo, ou com os biônicos.
Era a época de torturas. Quem lutava por democracia era comunista e subversivo. Quem se preocupava com a corrupção desde Itaipu, Rio-Niterói, Transamazônica, era morto e quem não concordasse com a censura era censurado.
Foi nessa época que incentivaram a ignorantização do país, foram rápidos e certeiros. Fim do ensino de qualidade criado na época de Getúlio. Apoio as atividades das igrejas da prosperidade.
Após as derrotas nas Diretas Já, passamos por momentos populista com Collor, entreguistas com FHC, social-populescos  com Lula e o mais insuportável de todos, o governo legalista e democrático de Dilma.
Não criamos nova lideranças, nem podíamos, sequer criamos seres pensantes, mas criamos políticos de galera, vomitando bobagens e propondo fim de direitos populares, com apoio do povo, que sequer sabia do que se tratava.
Assim como na década de 1970 o governo ditador comprava apoio, prefeitos, deputados e senadores, hoje repetimos o modelo.
O povo não sabe nada. Nunca se informou. Nem quer.
Um dos cata-jecas, apelido dos antigos ônibus de interior, que iam de cidade a cidade, parando a cada 50 metros, nas estradas, temos hoje os Kassabs.
Esse cidadão, após um belo acordo com o presidente apoiado pelo Queiroz, tem uma mala cheia de verbas para conquistar a ideologia de políticos.
Só nesses cantos, esquecido pelo estado e pelo demônio, temos dezenas de prefeitos, vereadores e deputados aderindo. Partindo de Guarulhos, só para não sair da Fernão Dias, passando por Atibaia e entrando pelas quebradas do mundaréu, os adesistas surgem aos montes.
Enquanto o povo, com toda razão, se esconde do Covid, o presidente fanfarrão coloca seus capangas de luxo, na busca de políticos ávidos por dinheiro. Para suas cidades, claro!
Aqui e ali, o que vemos são ratos botando o focinho para fora e buscando novos enganos.  Nada a causar espanto. Ninguém muda, é o que é.
E ai aparece o presidente falando de golpe e o STF e todos se preocupando com as falas, enquanto de real, o golpe está  em andamento. Vejam daqui a dois meses, quem se elegeu e onde estão hoje. Vejam a ideologia que juravam ontem e a que se submetem hoje.
Ai está o alicerce do golpe. A fala presidencial é apenas o ensaio de um discurso futuro. Um teste de campo, só para saber se a fala será aplaudida, no teatro de horrores, que começa a abrir suas cortinas.
Aplaudam, pois as vais serão julgadas como subversão.

domingo, 24 de novembro de 2019

Coisas do Brasil

COISA ESTRANHA...

No Brasil as causas humanas são defendidas apenas pela esquerda e criticadas pela direita, mas não são exatamente pautas de esquerda, apenas se enquadram no que chamamos de justiça social.
A defesa dos povos indígenas é uma causa humana, o índio não é esquerda ou direita, mas morre pela ganancia da direita.
Não existe nos manuais comunas, nada que trate da vida dos índios, mas existe a luta por humanos, por todos os povos.
A esquerda não tem religião, esquerda mesmo é ateia, mas é a esquerda quem defende o estado laico, a liberdade religiosa, proposta pela primeira vez como lei pelo comunista Jorge Amado, enquanto deputado constituinte.
A esquerda defende a igualdade de gêneros, a direita é contra, mas é na direita que se concentram 80% da homossexualidade masculina. Essa camada social é extremamente conservadora e com costumes neoliberais. Mas a esquerda não é hipócrita em fingir que não existe.
Sem terras, são frutos, em grande parte da grilagem. A grilagem é promovida pela direita. Mas a direita, quando não pode escravizar um sem terra, se torna contra.
A luta pela preservação da natureza nunca existiu nos manuais da esquerda, pois entende-se como a luta de todos, a luta por sobrevivência. Quem destrói, sempre pela ganancia é a direita, então torna-se uma luta só de esquerda, pelo menos na mídia.
A cultura melhora a vida de todos, não é uma luta de lados, mas a partir do momento em que o povo se tornar culto, a direita é aniquilada.
A luta contra a privataria, a venda da Embraer, ou da Petrobras, que são empresas com ações na Bolsa, não é a luta da esquerda, deveria ser da direita, inclusive de empresários fornecedores de peças e equipamentos, de construtoras e imobiliárias, mas a ganancia imediata é tão grande, que esses retardados matam a galinha dos ovos de ouro...
A luta da esquerda é justiça social...

sábado, 15 de setembro de 2018

Um Boçal nas palavras do próprio.

Na contramão da educação e da cultura, ensino nivelado a zero, o Brasil é hoje considerado o segundo país mais ignorante do mundo.

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As eleições que se aproximam comprovam a tragédia cultural.
Por outro lado vê-se que a ignorância social tem início nos anos de chumbo, quando ditadores militares acabam com a escola pública de qualidade, criada por Capanema no governo Getúlio e a transformam num depósito de idiotas e como se não bastasse, ainda incentivam religiosos a pregar para ignorantes.

O produto final dessa tragédia pode ser vista nas declarações do candidato que se encontra em primeiro lugar nas pesquisas e no nível de seus eleitores.

Seus eleitores estão dispostos a acreditar em tudo o que o canastrão falar, assim como seguidores de seitas, que acreditam em lideres religiosos.
Suas falas são niveladas por baixo, ele não tem projetos, já deu declarações racistas, fascistas, homofóbicas, xenófobas etc. Ainda assim, seu eleitorado, 90% cristãos, se conformam e agem contra as próprias doutrinas religiosas, que em geral pregam o amor ao próximo.

Vamos às frases:

"Fui ser deputado federal para não andar de ônibus, fusca, van, e morar bem."Ao ser perguntado por um vendedor ambulante, em agosto de 2013, se o transporte não seria melhor caso os políticos utilizassem o serviço

“Seria incapaz de amar um filho homossexual. Prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí.”Em entrevista sobre homossexualidade à revista Playboy, em dezembro de 2011

“O filho começa a ficar assim, meio gayzinho, leva um couro e muda o comportamento dele."Em um debate na TV Câmara, em 2010

“Não vou combater nem discriminar, mas, se eu vir dois homens se beijando na rua, vou bater.”Após o então presidente FHC segurar uma bandeira com as cores do arco-íris em defesa da união homoafetiva, em maio de 2002

“Eu não corro esse risco, meus filhos foram muito bem educados.”Em resposta a Preta Gil, sobre o que faria se seus filhos se relacionassem com uma mulher negra ou com homossexuais, no programa CQC, da Band

“Fui num quilombo. O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Nem pra procriador ele serve mais.”Em palestra no Clube da Hebraica, no Rio, em abril de 2017

“Não te estupro porque você não merece.”Para a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), em dezembro de 2014

“Mulher deve ganhar salário menor porque engravida. Quando ela voltar [da licença-maternidade], vai ter mais um mês de férias, ou seja, trabalhou cinco meses em um ano.”Em entrevista ao jornal Zero Hora, em fevereiro de 2015

“Sou capitão do Exército, minha missão é matar.”Em palestra em Porto Alegre, em junho de 2017

“Pinochet devia ter matado mais gente.”Sobre a ditadura chilena de Augusto Pinochet em entrevista à revista Veja, edição 1575, de 2 de dezembro de 1998

Bolsonaro é totalmente ignorante, um fanfarrão agressivo e dissimulado. Uma vitória sua, que não irá acontecer, jogaria o Brasil no fundo do poço. 
Seu principal mentor intelectual é acusado de vários crimes financeiros, ele ainda está rodeados pelo piores polílitos e religiosos do país.

A estratégia de Bolsonaro para manter seus eleitores é fugir de debates, mas vem sendo desmoralizado por todos, a questão é saber, se os seus eleitores entendem...




Sobre os 200 mil que recebeu da JBS:


Bolsonaro diz que não pagaria a mulheres o mesmo salário dos homens:


O mesmo que é contra o aborto quer matar crianças de 12 anos. Matar feto não, mas com 12 anos pode. 

O Sr. tem problema com as mulheres...

Mas acabar com a pensão de filhas dos militares ele não quer? 


Esse sujeito está em primeiro lugar no primeiro turno, felizmente perde de todos no segundo turno e aos seus eleitores, restará apenas a mancha intelectual que carregarão para todo o sempre. 


terça-feira, 11 de julho de 2017

Geleia geral brasileira, de Getúlio a Bolsonaro, Manipulação e Religião

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Ao mantermos um país sem cultura garantimos o poder nas mãos de uma minoria esperta, com apoio de uma maioria ignorante e servil, sempre pronta para terceirizar, ou entregar o Brasil.
Apoiado no politicamente correto, uma ideia genial da direita, dizendo que foi ideia da esquerda, para fazer de conta que o povo tem direitos e todos são iguais, o Brasil caminha como se fosse democrático e como se todos estivessem realmente pensando e interessados nos direitos de todos. Mentiras bem embaladas.
Começa que o politicamente correto já esbarra no direito de cada um ser politicamente o que bem entender. Mentira?
O politicamente correto na política não permite apologia aos regimes nazistas, ou fascistas. Eu concordo, mas ao concordar eu excluo o direito da direita em serem idiotas.
É politicamente correto aceitar todas as religiões, como é correto não maltratar animais, é politicamente correto não discriminar gêneros.
Bem, gostando de animais e não sendo homofônico, não é politicamente correto aceitar religiões que perseguem os homossexuais e nem as que sacrificam animais, ou as que manipulam a população em virtude de suas ignorâncias e carências.
Ou seria politicamente aceitar os chamados coxinhas, que levaram o país a um atraso, em virtude de sua ignorância, independente do grau de educação, econômico, ou social?
Como pode ser se, ao serem coxinhas causam desemprego, subemprego e mortes, como se fossem nazistas modernos?
Essa é a geleia geral brasileira. Leis dúbias, conceitos confusos, pobres que lutam por ricos, negros contra a política de cotas, classe média que se considera importante.

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A história nos mostra que o Brasil, quando evolui socialmente, retroage em seguida com um golpe. A manipulação em uma população absurdamente religiosa, ignorante e servil é muito mais fácil que tirar um doce da boca de uma criança.
Foi assim desde o início da republica, quando a classe dominante, criou dentro da república, pequenas monarquias para a preservação de privilégios e escravidão moderna.
Os erros de Getúlio (censura, tortura, namoro com o nazismo), nunca foram motivos para que a elite se revoltasse, pelo contrario, já seus acertos (CLT, evolução cultural, tomada da Vale do Rio Doce das mãos de um americano, fundação da Petrobras, nacionalização de todos os minérios) foram cruciais para o grito da elite e sua manipulação pelo governo terrorista ianque.
Os acertos de Lula: cuidar da fome, por isso foi destaque internacional, o Bolsa Família, que não apenas diminuiu a fome, como colocou dinheiro em circulação, a política de cotas, uma indenização tardia por 300 anos de escravidão, aos descendentes de escravos, abandonados a própria sorte, nos guetos brasileiros, num abandono que durou 120 anos, o mais médicos, levando cuidados a comunidades que nunca viram um médico e os financiamentos estudantis para a classe pobre, além é claro, do maior programa de habitação do mundo, com o “minha casa, minha vida”.
Os acertos inflaram a fúria da elite, que logo cuidou de manipular –como sempre fizeram- a classe média ignorante. Sempre disponível a se submeter servilmente, ao caprichos do império ianque.
Lula errou. Começou pelo fim. Sim, essa etapa de seu governo só poderia ter início após reformas culturais, educacionais e sociais.
Os erros de Lula:
Com a popularidade que atingiu, se conhecesse o mínimo necessário para a implantação de um socialismo, ainda que democrático e moderno, teria salvado do Brasil com pequenos cuidados, como garantir o apoio do exercito, com  promoções, aposentadorias e aumentos. Teria feito a reforma política, acabando com partidos de alugueis, teria reformado o sistema judiciário, garantindo juízes ávidos por justiça social, taxado as igrejas, como são quaisquer empresas, nacionalizado empresas privatizadas pelos tucanos e garantido um sistema de comunicações honesto e voltado a cultura. Lula tinha que revolucionar a educação e usar a cultura para formar uma nação.
Lula alterou o roteiro, fortaleceu o Ministério Publico e a Polícia Federal, dentro de um esquema capitalista, onde tudo foi liberado, mas a cultura popular era zero.
Permitiu a renascimento dos monstros fascistas, movidos pela falsa democracia, como a norte-americana, que nada mais é, do que a criação de idiotas religiosos e serviçais.
A desconfiança popular aliada a ignorância levou de volta ao poder os bandidos centenários e fez renascer os assassinos de Getúlio, os golpistas de Goulart e os torturadores da ditadura. Os mesmos que elegeram Filinto Muller, Erasmo Dias e outros fascistas de plantão, hoje gritam pelo chicote da ignorância e nesse terreno ninguém caminha melhor que os boçais, onde Bolsonaro nada de braçadas.  Um fascista esperto, quem nunca fez nada, nem como militar e nem como político, mas sabe como afagar o ego dos idiotas.

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Bolsonaro tentou explodir um quartel, recebeu 200 mil reais de uma empresa investigada na lava-jato, está sendo processado por racismo, considera a posição da mulher como subalterna, enfim, um fascista manipulador de ignorantes, que sobrevive graças a falta de cultura e a facilidade em se manipular seres irracionais.
Bolsonaro é politicamente incorreto, mas torna-se politicamente correto aceitar seu marketing de loucura, como o direito de cada um. O respeito ao outro, ainda que esse outro manipule e aniquile muitos outros.
Bolsonaro, Joaquim, Marina são cada um com seu estilo, a personificação do ilusionismo social, suprindo carências pessoais e sempre prontos para salvar a pátria.

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Os três usam diferentes sistemas ditatoriais, que sobrevivem graças a ignorância. A ditadura da porrada, do prendo e arrebento, do bandido bom é bandido morto (mas se calam na frente dos grandes corruptos), da ditadura do politicamente correto (a grande invenção do poder, ainda que certa em alguns atos), em detrimento das necessidades sociais, como os falsos verdes, ou a judicialização  da política para promover rupturas, sob o olhar de uma justiça para poucos e leis dúbias.
E assim voltamos ao começo, ao passado. Viva o império.

Um poeta desfolha a bandeira
E a manhã tropical se inicia
Resplendente, cadente, fagueira
Num calor girassol com alegria
Na geleia geral brasileira

Que o jornal do Brasil anuncia

terça-feira, 4 de julho de 2017

A elite “diferenciada”, que vai a Disney e bate panelas

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Nossa elite não é elite. É uma “sub-gente”, inferior à Casa Grande.
A “Casa Grande” é autoritária, escravocrata, assassina e sem moral.
A “elite brasileira” é servil, conivente e imitadora.  A viúva Porcina da sociedade. É aquela que foi sem nunca ter sido. E não é merda nenhuma.
Se autodenomina elite por comprar no carnê um carro novo, ou ter uma casa “diferenciada”, em lugar fechado, com proteção contra eles mesmos.
Essa palavra “diferenciada” é outra aberração dessa falsa elite. Pois essa nossa elite sendo subproduto, em baixa escala, da Casa Grande, quer se diferenciar nas palavras.
A casa grande é herdeira da inquisição, escravidão e da tortura. É cristã. É alfabetizada e inculta. É ignorante. Sua cópia, a elite, é manipulada e burra.
Foram induzidos pela propaganda a se acharem “diferenciados”.  Como se, num grande lixão, pudéssemos separar o menos podre do mais podre.
É a elite dos honestos, segundo seus próprios conceitos de honestidade. Param em fila dupla na frente da escola, na vaga do deficiente, só por um minutinho, sonegam impostos, torcem o nariz para as minorias,  não vivem sem uma empregada, “quase de família”, que recebe pouco, mas acreditam que pagam muito, e tem como ápice do clímax sexual, poder dizer que seus filhos foram à Disney.  As vezes vão para a Europa, visitar pontos turísticos, para postarem as fotos mostrando o quanto são chics. 
Adoram falar em primeiro mundo, mas não concordam em pagar impostos, nem sobre grande riquezas, que nunca possuíram e nem sobre herança.

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Essa elite brasileira é a que criminaliza a Cracolândia, mas ignoram que a droga veio da polícia, que entrou no país em helicópteros de senadores e aviões de ministros.
É a elite que criminaliza o MST, mas se esquecem que suas terras foram griladas por grandes latifundiários, por eles, da elite burra, admirados.
É a classe que se cala, quando o criminoso Aécio, o que mata antes que delatem, é liberado pelo STF. Aécio é produto da mesma classe, hipócrita e bandido como toda ela.
Não batem panelas para Michel Temer quando ouvem as gravações da corrupção e o delatores, até então admirados por acusarem Lula, viram bandidos, como virou Joesley, agora  criminoso milionário, antes exemplo de capacidade e trabalho no conceito capitalista.
Como os sonegadores da FIESP.
É a classe usada como desculpa para defenestrar Dilma, da Alvorada. Usados como desculpa. Apenas isso, pois quando se necessita de barulho como desculpas, usa-se a “elite” burra.
Dilma alocou verbas federais para programas sociais, usou o cheque pré-datado para não deixar  pobres morrerem de fome.  Um crime segundo os coxinhas da elite burra, imperdoável, segundo um legislativo corrupto e punível segundo os juristas.
Já a turma de Temer e seus tucanos adestrados, roubaram, carregaram malas, venderam parte da Petrobras, entregaram xisto, nióbio e territórios, traficou cocaína, e se necessário matariam antes que os delatassem. Crimes inferiores a um pedalinho sem nota fiscal. Teori que diga!
As paneleiras, as religiosas, as siliconadas, as damas da elite brasileira não foram bater uma panela por meia tonelada de cocaína. Não foram pelas malas de dinheiro dado pelo Joesley, e ficaram aliviados com a liberdade de Aécio.
 Quem batia panelas, quando Dilma estava na TV, não bate mais quando o mordomo bate carteiras da CLT e da Previdência.  Nem quando compra deputados, com dinheiro dos impostos.
Quem estranhava a corrupção de antes, não estranha que as Forças Armadas permitissem a prisão do Almirante, o único cientista capaz de dotar o Brasil de mecanismos de defesa, nem  que um Senador, que fala em alto e bom tom, “a gente manda matar antes que abram a boca”.
Não estranham os roubos de merendas, as negociatas com empresários de ônibus, o trensalão, as vendas de partes da Petrobras, nem que o exército terrorista ianque use a Amazônia para exercícios.  
A elite brasileira é a parte podre da Casa Grande. O primo pobre e burro, que se julga da família, mas nunca é convidado para as grandes festas. É a ralé da sociedade. A merda na calçada, onde quem não desvia se suja.
É a mais comprável. Basta uma viagem para a Disneylândia. Essa gente adora abraçar o Pateta, se sente da família.





sábado, 17 de junho de 2017

Os ídolos de barro



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A função do ídolo é o exemplo.
Ídolos são imitados, grande parte da população se espelha nos exemplos de seus ídolos, por isso vemos nosso país afundando culturalmente.
Ídolos em nosso país são sonegadores, aproveitadores e alguns aspectos e em outros ignorantes e quando o povo se espelha nos exemplos, de quem nada representam, ou que representam a decadência social, acabamos por criar gerações ignorantes.
O ídolo fala em geração de empregos, mas o trafico também gera emprego.
Em 1939, quando o governo Getúlio começou a atacar o samba de malandro, existia uma razão simples. A musica exemplo que entrava pelas ondas do rádio em todas as casas e era repetida nas ruas, falava dos benefícios do ócio, da malandragem, da agressão as mulheres, da mulher objeto e coisas do tipo.
Não podemos esquecer que o Brasil é um país poético, não de saraus, que sempre foram elitistas, arrogantes e chatos, mas da poesia cantada, mais fácil de assimilar e, ídolos no Brasil são cantores e cantoras além de jogadores de futebol.

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Com exceção de Sócrates, o jogador de futebol é ignorante, dinheirista e ignorante, quando não sonegador. Mas são transformados em exemplos. O caráter de quase todos é discutível, como Pelé e Neymar. Sem falar que são cooptados por igrejas espertas e pastores velozes.
Ao contrario de Getúlio, os ditadores militares partiram para a exclusão do bom, os que pensavam e levavam o povo a lutar. Assim criaram uma geração de “Dons e Raveis”, pobres coitados servis, e eliminaram os versos inteligentes. São os pais da geração Xuxa, avos da geração Anita.  Não precisa ir longe. Não estamos aqui sequer discutindo a qualidade da música ou dos versos da cantora. Sua dança, ou sua bela bunda. A questão central é o que ela representa. Suas opiniões e o que nela é imitado por crianças, adolescentes e jovens, e é claro, algumas mães acham lindo, pois 20 anos antes achavam o mesmo de Xuxa, se vestiam de adultos prostituíveis e se portava como idiotas, repetindo exemplos idiotas e falhos.

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E nisso tudo a função do ídolos é como a função das igrejas. Triste fim de uma nação, que sequer chegou a ser nação. Ignorantes ganhadores de dinheiro, se ocupam de fazerem a população culturalmente carente, a seguir seus exemplos midiáticos e se transformarem em ignorantes serviçais. 

sábado, 26 de novembro de 2016

Algumas perolas dos pensadores brasileiros sobre Fidel.

Folha de São Paulo.
Morre um ditador

fidelnyt






A opinião de brasileiros muito cultos, que habitam as redes sociais:


O Lula haia marcado uma visita à Fidel Castro em Dezembro...espero que cumpra a promessa...rs

Lula e Dilma irão para o enterro do Fidel e se forem esperto não voltam mais e os trouxas dos Brasileiros não vão por estes 2 fdp na cadeia

Esse foi tarde, conforme frase de Jonathas Nathaniel da Veja, " Esperto foi o capeta que esperou a black friday e levou essa desgraça com desconto "

Tomara que Trump anexe a ilha ao Estado americano .

Kkkkkk deve estar no inferno

90 anos de vida e não viu o comunismo dar certo.
Mas ficou BILIONARIO. E ainda tem BESTAS que defendem este canalha.

O Lula e a Dna. Dilma devem estar tristes. Alguém avisou Dirceu, Palocci e Mantega?

Fidel Castro, foi um ditador sanguinário, matou milhares de famílias, separou outras milhares e trouxe pobreza ao povo cubano, isso é fato!

O Mundo em festa menos um verme.

Como vemos, a questão é cultural...


segunda-feira, 14 de março de 2016

Destruir o Brasil, para o “Brasiu” destruir o BRICS e salvar o BRAZIL




A sigla (originalmente "BRIC") foi cunhada por Jim O'Neill em um estudo de 2001 intitulado "Building Better Global Economic BRIC, amplamente usada como um símbolo da mudança no poder econômico global, distanciando-se das economias  do G7 em relação ao mundo em desenvolvimento.
BRICS: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul juntos formam um grupo político de cooperação,  apesar de não serem ainda uma associação de comércio formal, como no caso da União Europeia,   existe uma "aliança" formal  que  converte  seu crescente poder econômico em uma maior influência geopolítica.
Vladimir Putin é a força motriz por trás desses países e o maior entusiasta da  cooperação  dos membros do grupo

Banco de Desenvolvimento do Brics, recém criado é uma instituição concebida como alternativa desses países ao FMI e ai começam os problemas com os atuais donos do mundo, cuja moeda reinante é o dólar, cuja valorização e emissão está nas mãos dos 3 principais banqueiros internacionais, que há mais de 1 século coordenam toda economia do planeta.



Essa é a chave das grandes discussões. Os cinco países juntos possuem um vasto território espalhado em quatro continentes. São responsáveis por grande parte dos alimentos, da água, a energia (petróleo, xisto, sol), dos ativos reais (ouro, pedras), dos minérios, da massa trabalhadora e consumidora.  Imaginar isso tudo longe da dependência de Bancos Ingleses, do FMI, da Federal Reserva  pode causar um grande prejuízo e até mesmo um colapso no sistema, acostumado a ditar regras, escravizar população e organizar guerras.
O BRICS somam 41,4% da população mundial e mais de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do planeta. Alguém percebe o que isso significa?  Acho que sim, os donos do mundo, os brasileiros não possuem a menor ideia. Nem a maior parte dos políticos e muito menos o povo.

Enquanto os dois principais órgãos financeiros internacionais, o BM e o FMI, nasceram após os acordos da conferência de Bretton Woods, em New Hampshire (EUA), no ano de 1944, o Banco dos BRICS tratam de dar seus primeiros passos compartilhando  entre os fundadores, a responsabilidade da nova entidade financeira mundial desde 2015.



Embora a concepção dos BRICS seja do final do governo FHC, o mesmo nunca se interessou pelo grupo, mesmo porque nessa época o Brasil se mantinha como aliado e submisso ao sistema financeiro internacional, principalmente aos EUA, de quem FHC era um mero lacaio. Se tronou em alguns casos piada internacional, principalmente quando entrevistado pela imprensa internacional, ou quando repreendido publicamente por Bill Clinton.

A própria política de privatizações, apelidada de privataria, pois não gerou lucros ao país e ainda criou monopólios privados, foram a maior demonstração de subserviência a economia dos países ricos.

Hoje o chamado primeiro mundo tem como prioridade minar o desenvolvimento do agrupamento Brics, onde o caminha mais fácil e rápido é a implosão do governo brasileiro e sua substituição por grupos amigos, como tucanos e demos, acostumados a subserviência e ao entreguismo , a preço de bananas, desde a era da ditadura.

Assim insuflar a população considerada ignorante, através de meios de comunicação e com financiamento a organizações fascistas, via CIA é mais barato que guerras e invasões.  Com uma oposição corrupta e barata o investimento é ridículo.




Após tirar o Brasil dos BRICS (enfraquecendo o grande inimigo Rússia) o próximo passo é o domínio da energia. Tucanos como Serra jogariam todas as cartas para entregar de bandeja a Petrobras, já teria até um grande cliente, a Chevron, enquanto juízes como Moro, são mais simpáticos a holandesa Standart Oil. Os amigos da Exxon, contam com apoio sempre providencial dos Morgan.  Ao contrario do que muitos acreditam,  Rússia e China não estão dentro da Ordem Mundial.
Ai entra o Impeachment de Dilma, sempre bem vindo, quando os substitutos, de antemão vendem até a mãe. Quanto ao povo, nenhuma preocupação, hoje são usados como massa de manobra e vão aplaudir todas as vendas em troca de bananas, ou espelhinhos.
O mercado se ajeita em pouco tempo e as redes de televisões se incumbem de criar um cenário positivo, de novelas, com final feliz. Não para o país, mas o povo não sabe disso e nunca vai saber. Foi assim com Getúlio, foi assim com João Goulart.

O Brasil na era atual saiu do lixo do FMI e encontrou um novo nicho. Se progredirá, ou se tornar-se-á  outro lixo, só o tempo dirá, desde que não abortem a ideia. 

domingo, 20 de setembro de 2015

Mídia realiza ‘gigantesco esforço golpista’, afirma secretário do MiniCom - Correio do Brasil


Pensando na matéria do Correio do Brasil:

Sempre bato na mesma tecla. Para ter um revolução é necessário mudança cultural. A esquerda até hoje não percebeu, fica discursando palavras de Marx, lembrando "o capital" e jogando no ar palavras de ordem. 
A direita é mais atenta. Destruiu a geração de 50 apenas com o processo de "ignorantização" popular. Uma nova geração começou a surgir nos anos 80, com a redemocratização do país e conquistas sociais colaboraram com a evolução. 
A partir do início do século XXI e direita contra atacou e se organizou na mídia buscando novamente a geração de ignorantes.
Empresas patrocinam e a mídia distribui a nova ordem cultural.
O resultado é claro. Está sendo visto hoje, um país ignorante, crescimento de religiões, mentes fracas, artes pobres e a substituição de valores.
O cenário agora é propicio a um novo e pacífico golpe.
O povo não vai perceber. .
A ignorância, que hoje assola o Brasil nos levará ao caos. Somos governados por um congresso esperto, que sempre luta pelos próprios interesses. 
Bancadas religiosas, de agronegócios e entreguistas lutam por um único ideal: Dinheiro no bolso, mas para que isso dê certo o povo tem que ser mantido ignorante e dócil. 
Assim voltaremos ao passado e o brasil perde suas chances de ser um país do povo e para o povo. 


Mídia realiza ‘gigantesco esforço golpista’, afirma secretário do MiniCom


Por Redação, com Felipe Bianchi – de São Paulo
Representante do Ministério das Comunicações (MiniCom) na abertura do Seminário Internacional Mídia e Democracia nas Américas, realizado na capital paulista ao longo deste fim de semana, o ex-deputado Emiliano José da Silva Filho, atual secretário de Comunicação Eletrônica, identificou o movimento golpista que move as empresas controladoras da mídia no país.
Edson Lanza (relator especial para Liberdade Expressão da OEA), Venício Lima e Emiliano José defenderam que sem pluralidade na mídia, não há liberdade de expressão
Edson Lanza (relator especial para Liberdade Expressão da OEA) e Venício Lima defenderam que sem pluralidade na mídia, não há liberdade de expressão
Segundo o também jornalista Emiliano José, “é inegável que os meios (de comunicação) têm empreendido um gigantesco esforço golpista”. Apesar da certeza do envolvimento das principais empresas de comunicação na tentativa de derrubar a presidenta Dilma Rousseff, José concorda que pouco tem sido feito com o objetivo de mudar o atual cenário.
A urgência de democratizar a comunicação no Brasil foi exatamente o tema de debate na abertura do Seminário Mídia e Democracia nas Américas. Por videoconferência, na noite desta sexta-feira, Edison Lanza, Relator Especial para Liberdade de Expressão da Organização dos Estados Americanos (OEA), defendeu que diversidade e pluralidade nos meios de comunicação é uma condição fundamental para a garantir a liberdade de expressão.
Ciente da ausência de regulação do setor no Brasil – o advogado e jornalista esteve em Brasília recentemente, reunindo-se com autoridades políticas e entidades da sociedade civil – Lanza criticou a concentração dos meios de comunicação e o falso argumento de que regulação é censura, o que já se tornou uma espécie de ‘ antra’ dos grandes empresários do setor.
— Monopólios e oligopólios atentam contra a democracia e a liberdade de expressão. É obrigação do Estado garantir este direito a partir da regulação do sistema de comunicação — afirmou.
Segundo ele, os governos não devem intervir no que se produz, mas sim facilitar e construir políticas públicas para garantir que haja diversidade de vozes nos meios. Segundo a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, explica Lanza, é papel do Estado impedir uma excessiva concentração de meios por grupos privados, o que atenta contra a diversidade de fontes e opiniões.
— É fundamental que haja intervenção em um mercado com tendência ao monopólio — acrescenta.
Os organismos que implementem essas regulações, conforme explica o relator da OEA, têm de gozar de autonomia e independência, tanto do ponto de vista político quanto em relação ao poder econômico.
— Estes órgãos não devem ser instrumentos para calar vozes ou beneficiar interesses privados — pontua.
Mídia brasileira
‘corrompe’ opinião pública
Referência em estudos de mídia e democracia no Brasil, Venício Lima avalia que a urgência em se democratizar a comunicação no país diz respeito a findar um processo sistemático de corrupção da opinião pública.
— Se a corrupção, palavra preferida dos grandes meios, é a prevalência de interesses privados e ilegítimos sobre interesses públicos, o que a mídia brasileira faz é corromper a opinião pública. A própria elite política da América Latina identificou, em uma pesquisa feita há dez anos, que os meios de comunicação são um dos principais obstáculos para a consolidação da democracia no continente. Se houve alguma alteração nesse panorama, é de que a situação se agravou — sublinha o professor.
As condições para que os meios cumpram o papel de formar uma opinião pública democrática não ocorre no Brasil, na opinião do estudioso.
— Em primeiro lugar, a legislação está desatualizada. Além disso, até hoje os princípios previstos na Constituição de 1988 (dentre eles a proibição do monopólio e do oligopólio no setor) seguem sem regulamentação — aponta.
Segundo Venício, uma simples folheada nas manchetes dos grandes jornais, em um único dia, escancaram a falta de diversidade e pluralidade.
— A narrativa da mídia é tão homogênea que é como se houvesse um super editor que editasse as notícias de todos os meios. É essa a impressão que você terá se ler diariamente os grandes jornais, todos com as mesmas pautas e narrativas — afirma.
O único remédio, de acordo com ele, é cobrar do Poder Executivo que saia da armadilha na qual o próprio governo caiu.
— Os governos dos últimos 12 anos acreditaram, equivocadamente, que poderia ser feita uma aliança com os oligopólios midiáticos. Por isso, perdemos oportunidades históricas de se fazerem mudanças fundamentais, de fazer o mínimo para sanar os problemas que nos colocam na situação crítica de hoje — lamenta.
Pressão golpista
O Ministério das Comunicações foi representado por Emiliano José, histórico militante pela democratização da comunicação que ocupa o cargo de Secretário de Serviços de Comunicação Eletrônica. Segundo ele, existe a clareza, no MiniCom, de que o debate sobre a regulação é fundamental para o avanço da democracia no país.
— O ministro Ricardo Berzoini tem dito que está disposto a desenvolver esse debate, assumindo o compromisso de intensificar esse processo — diz ele.
De acordo com Emiliano José, a luta pela democratização da mídia é árdua e, infelizmente, esbarra no cenário político desfavorável ao governo.
— Imaginar que haverá alguma proposta concreta de regulação do setor é uma contradição. Sabemos a composição e como funciona esse Congresso, e nenhum governo pode prescindir do Congresso — disse, lamentando a conjuntura desfavorável.
Para o executivo do MiniCom, é bastante difícil separar seu papel no Ministério e o histórico na luta por uma mídia democrática, causa à qual se dedico “há décadas”. Como militante, Emiliano opina que a mídia não está ao lado do povo brasileiro.
— O suicídio de Vargas, em 1954, quando já estava praticamente consumado um golpe contra ele, vanguardeado pela imprensa, tem relação íntima com o bombardeio midiático sobre a presidenta Dilma. É inegável que os meios têm empreendido um gigantesco esforço golpista — aponta.
Emiliano José também listou iniciativas que o Ministério das Comunicações tem tomado. Além do Canal da Educação e do Canal da Cidadania, que fomentam canais educativos e públicos, Emiliano José cita também o Plano Nacional de Outorga de Rádios Comunitárias, que deve desburocratizar o processo de outorgas.
— É preciso cavar espaços para amenizar o problema do monopólio. Não se trata de excluir vozes, mas ampliá-las — conclui.