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terça-feira, 16 de maio de 2017

Não era pelos 20 centavos, era por direitos e soberania.


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Toda vez que o brasileiro acreditou em conto de fadas, as fadas se tornaram bruxas malvadas e deram para os pobres ignorantes um longo período de trevas, fome, mortes e  prisões. 
A cada golpe uma nova inquisição e a cada inquisição, a certeza que a ignorância mantida era a chave dos cofres do erário público e a manutenção dos privilégios de um classe hipócrita e canalha e escravagista. Sempre pronta para entregar nossas riquezas, por pouco mais de 20 centavos e deixar o país eternamente de quatro aos interesses ianques. 
Em 1932 fazendeiro paulistas fabricaram uma revolução, onde só os pobres morreriam. Não queriam Getúlio e nem a industrialização de São Paulo, temiam perder os privilégios, que só a política do "café com leite" poderia lhes dar. 
Surgiu o momento oportuno Mário Martins de Almeida (Fez seus estudos de Ensino Médio no Mackenzie. Era cafeicultor em São Manuel, na Fazenda Santa Margarida. Sua família, os Martins de Almeida, era de tradicionais cafeicultores paulistas. 
Euclides Miragaia, era de uma família dona de cartórios, natural de São Jose dos Campos, Antônio Camargo de Andrade, de Amparo, herdeiro de uma das maiores fazendas da região bragantina enquanto Dráusio Marcondes de Sousa era apenas um entregador de farmácia, no lugar errado, na hora errada. Sequer conhecia os outros...
A revolução não era por 20 centavos, era por uma constituinte, diziam os nobres fazendeiros. O povo entrou de cabeça e perdeu a cabeça. Vidas de jovens, na maior parte pobres, que foram para os campos de batalha acreditando na luta proposta pelos ricos. 
Getúlio faz as reformas, transforma o país, toma dos americanos a Vale do Rio Doce e ergue com dinheiro americano a Companhia Siderúrgica Nacional. Decreta que todos os minérios da terra, são da terra e desagrada os ianques. 
Apoiados por Lacerda, da direita e uma esquerda dividida e sem perceber o momento, um novo golpe, agora por "democracia", derruba Getúlio e coloca no poder o marechal Dutra. O povo que acreditou não ser pelos 20 centavos, mas pela democracia, começa a perder direitos. 
Getúlio volta em 50, constrói a Petrobras e em 54, acusado de corrupção em meio a um caos social acaba se matando.  O povo chora e sente  a morte de Getúlio, mas começa a perder direitos, poder aquisitivo e se vê desamparado. Não era por 20 centavos e nem pela corrupção. Era contra a soberania, que começava a se consolidar. 
Em 1964, apos um visita de Goulart a China, país com o qual faria muitos negócios e salvaria a nação, Goulart anuncia grandes reformas trabalhistas e reforma agraria. 
Insuflado pela imprensa e pela seita católica, com uma campanha paga pelos terroristas ianques, o povo vai para as ruas, agora contra o comunismo.  
Foram quase 3 décadas de entreguismo, inflação, surgimento do crime organizado, fim de direitos sociais, censura, tortura e mortes. Parte do país foi finalmente entregue aos ianques. Não era pelos 20 centavos e nem contra o comunismo. 
E chegamos a 2016, após uma alta real nos salários, a maior onda de consumo, o maior número de assentamentos e recorde em construção de habitação, o governo que diminuiu a pobreza e levou água para o nordeste, cai apos vários movimentos populares, sempre insuflados pela mídia, pela seita evangélica e sobretudo pela ignorância,  com forte apoio dos terroristas ianques, a compra de legisladores corruptos e um judiciário omisso e conivente cai finalmente a presidente Dilma, acusada de dar uma "pedalada".
Não era pelos 20 centavos. Era pelo fim de direitos sociais, trabalhistas, educação, cultura, da soberania nacional e finalmente a entrega de todas as riquezas aos terroristas ianques. 
O povo perdeu. Acreditou na luta por constituinte, por democracia, contra a corrupção, contra o comunismo e contra as pedaladas. Valeram as mudanças no ensino executadas na ditadura militar, valeu o apoio da mídia vendida, valeu a ignorância e o voto em legisladores corruptos. 
O povo perdeu.  

domingo, 20 de março de 2016

Bragança: Eleições 2016 Quem decide é Zé de Lima.

A verdade é raquítica, subnutrida e feia
A mentira é bonita, envolvente e alegre.




Novamente as eleições de Bragança serão decididas por José De lima. Isso acontece desde 1968. 

(Veja matéria – Uma pequena história das eleições em Bragança   -  http://revistaverdadebrasil.blogspot.com.br/2015/02/uma-pequena-historia-das-eleicoes-em.html )

De um lado teremos o grupo Chedid, como acontece desde 1968. “Renovado” e reforçado pelos novos antigos nomes, de outro a possibilidade de uma candidatura, ou duas. Uma do próprio grupo que se alinha em torno de Lima, sem chance de triunfo, pois disputaria o eleitorado com Sartori. A outro acoplada ao nome de Sartori, que teria o PV e talvez Rita Valle como vice, ou Marcus Valle,  ou até Marcio Villaça, num grupo que seria independente de Limas e Chedids, porém sem grandes chances de vitória, não que ela não exista.
A análise de uma eleição no interior deve ser fria, não é ideológica é metodológica. Não é eleição de partidos, mas de grupos. No interior o fator vizinho, solidariedade, parente, valem mais que qualquer ideologia. Uma lombada é mais importante,que uma lei.
Sou obrigado a insistir, que essa não é uma análise ideológica. Não é uma análise de preferencias pessoais, não é qualitativa, mas quantitativa e no sentido histórico da preferencia popular. Ou seja, uma leitura do que vejo pelas ruas e do conhecimento histórico das eleições de 1968 para cá. Nas eleições do interior a verdade é raquítica, subnutrida, pobre e feia. A mentira é alegre, bonita, festiva e envolvente. Logo não me cobrem coerência ideológica numa leitura “atual” (tem 50 anos) das eleições locais. Essa incoerência não é minha, pois aqui PT e PSDB estiveram juntos em várias oportunidades. Em 1992 o PCB esteve com o PFL. Como o PDT já esteve com o DEM e Brizola revirou em seu túmulo.
O cenário que se apresenta é Jesus fortalecido pela propaganda diária do “ruim com ele, pior sem ele”. Um grupo com novos velhos conhecidos, um apelo popular grande e a figura do “grande pai” na proteção de seus filhos desamparados.  Um grupo, que segundo pesquisas parte de 25 mil votos e com mais 8 mil ganharia e caso de divisão. Tem próximo Frangini, que teve mais de 30 mil votos, numa campanha feita por Jesus em 2012, mas que só, não passaria de 4 mil votos. Teoricamente Frangini deixou o grupo, porém é sabido que está em legenda atrelada ao grupo, o PPS, nas mãos de um deputado da região, com muita ligação com Edmir. Logo pode ser uma candidatura para dividir a oposição aos Chedids, se necessário for, como somar de ultima hora. Vai depender da leitura das pesquisas. O importante é que o pai do grupo tem carisma, comanda com mãos de ferro dentro da morada, mas é a personificação da simpatia quando está nas ruas. No grupo ele e o filho Edmir são as únicas cabeças pensantes e a voz a se ouvir.
De outro lado, temos um grupo sendo capitaneado por José de Lima (foto). Um grupo que tem se reunido e tem seus candidatos. Candidatos que não chegam longe e podem dividir e dar a eleição a Jesus. Por isso, o título da matéria é “quem decide é Zé de Lima”.
Os candidatos naturais do grupo não tem lastro: Fabiana e João Solis são os mais citados. Tenho minhas dúvidas se João Solis se elege para vereador. Já Fabiana deve continuar sendo eleita com grande numero de votos. Na foto vemos um grupo de pré candidatos  a vereador e sem grandes apelos, além de Gustavo Sartori, convidado de ultima hora. Gustavo tem apoio, tem 4 partidos ao seu lado, vem de duas eleições com mais de 15 mil votos, deve ter o apoio do PV, pois é o mais próximo ao grupo, tanto por simpatia, como por qualidade de trabalho. Teria como sair candidato, independente de outros partidos, pois como dizem nas eleições, possui bala na agulha, tem apoio de um vice-governador e um grupo razoável.  Se no embate direto tem chances contra o DEM, na divisão de votos (Frangini + Candidato de Zé de Lima) joga as eleições no colo de Jesus. Mais uma vez o titulo da matéria.



A experiência mostra que as tentativas de união das oposições nunca deram certo. A divisão é o segredo da vitória dos velhos políticos. Em 2003 eu montei um grupo independente, com 8 partidos, que não teriam apoio de Jesus e nem de Jose´.  Na ultima reunião o PSDB fechou a questão em cima do nome de João Solis. O grupo acabou, pois sete partidos acabaram apoiando Lima e o PSDB saiu sozinho com o João Solis, pois entre os 8 partidos, só o PSDB de Aguirre, acreditava no tal João. Com as decisões jurídicas o mesmo acabou sendo eleito, era imponderável , mas devolvendo de certa forma, o poder nas mãos dos de sempre. João Solis destruiu 40 anos de luta para mudar de mãos o poder local. Jogou tudo no lixo. 
Se Lima entretanto resolve recolher seu grupo, lançar um grupo de vereadores e apoiar Sartori, o jogo se define contra os Chedids.  É a matemática da história; Chedids em eleições municipais chegam a 35% dos votos, ou seja, 65% estarão contra. Não havendo divisão a fatura está decidida.



Sartori é a bola da vez, pode ser o candidato contra os Chedids e com apoio do grupo de Lima vencer as eleições. Sartori pode simplesmente não ser candidato  independente de qualquer coisa, Jesus venceria as eleições sem qualquer esforço. Sartori poderia compor (teoricamente falando – Isso é só uma teoria) com Edmir e as eleições locais acabariam. Estariam definidas.
Não me venham com papo de adivinhações, ilusões etc. Essa matemática se repete desde 1968. É eleição municipal e não tem milagre.

O que esta em jogo não é o melhor para a cidade, mas o interesse de grupos.Esses interesses se dividem em dois grupos pré-determinados. Em breve citarei um por um, e seus interesses. Ainda não é hora. Mas já convivi com cada um, já presenciei de tudo e para desqualificar-me como “delator”, agora vão ter que inventar muito mais.