quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Contradições capitalistas.

Contradições capitalistas.

Os EUA, no pós-segunda guerra, para promover o desenvolvimento  baixou os juros, criou programas sociais, investiu em treinamento, educação, etc.
O Brasil no início do governo Lula, baixou  os juros, aumentou financiamentos, criou programas sociais, abriu as portas para investimentos.
A receita de Lula não foi diferente da norte-americana na década de 1940, mas por aqui capitalistas torceram o nariz. Uma das causas aparentes seria o acesso do pobre a bens de consumo e moradias, além de estudos, que acabam aumentando o custo da mão de obra dos ricos, ainda que o desenvolvimento aumentem também os seus lucros. São as características do capitalismo. Henry Ford já sabia disso, o funcionário bem pago era também seu principal consumidor. Mas isso não funciona bem por aqui.
Classes abastadas não querem concorrência, mesmo que a “concorrência” dê lucro. É mais do que capitalismo é uma cultura escravagista, exploradora, subsidiada e canalha, que vem do império e se transmite de pai para filho, desde que os portugueses chegaram e os religiosos  começaram a matar os habitantes da terra, transformando o continente em capitanias hereditárias.
Hoje vemos Dilma contrariando as leis do desenvolvimento, fazendo o jogo da classe dominante local, aumentando juros, distribuindo subsídios aos empresários e reeditando a cartilha de Delfim, de Sarney e FHC. A cartilha do país para poucos, do fazer o bolo crescer, para depois dividir.

Alguém já viu empresário dividindo alguma coisa?