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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Eleições 2016 – Bragança Paulista - Tirando as máscaras

Edmir e seu pai Jesus, "candidato" com recurso em Bragança Paulista


As eleições na cidade de Bragança Paulista sempre foram tumultuadas. Coincidência, ou não é a cidade que a família Chedid (Nabi-Jesus, Hafiz, Edmir, Marquinhos) escolheu como sede de um império que se iniciou ainda na década de 1950.
Edmir, o deputado recentemente denunciado  pelo excesso de fantasmas em seu gabinete, um dos expoentes do diretório estadual do DEM (antiga ARENA) é a figura caricata da 4° geração e já prepara a 5°, está sediada em Campinas.
Sobrinho de Nabi, esse dispensa apresentações, primo de Marquinhos, aquele da CPI do Bingo e amigo do Eurico Miranda, Edmir se apresenta como uma deputado moderno e trabalhador, longe das fantasias coronelescas da família, isso para a grande imprensa, pois na sede do feudo, Bragança, o grupo que o tem como líder máximo pratica todos os abusos usuais dos corneis.
A família que vem dos braços da ARENA, não tinha a confiança sequer dos militares, conforme ficha do SNI, datada dos anos 70.  Foi também alvo da Folha de São Paulo e Estadão em várias ocasiões, incluindo o suicídio de uma prefeito de Serra Negra. Entre os escândalos menos divulgados está o caso SAMA, um orfanato da época da ditadura militar, que deixaria Hitler sensibilizado. Outro é o caso da "chupetinha" onde a vitima foi transformada em ré e foi condenada pela justiça. 




Edmir quer aumentar sua influencia através de Campinas, mas precisa de Bragança em seus planos. Seu pai, candidato cassado nas eleições de 2004 está novamente na disputa, com recursos na justiça.
A campanha na cidade saiu da normalidade quando adversários começaram a ser caluniados, tudo nas barbas da justiça eleitoral.
Não apenas candidatos, como simpatizantes de outras campanhas, tiveram seus nomes expostos sob o manto sagrado do anonimato e da falta de agilidade da justiça eleitoral. Uma promessa foi feita pelos políticos locais, para cada mentira será divulgada uma verdade. 



Até telefones foram comprados com o uso de CPFs de adversários e hoje aguarda-se a ação da polícia num caso que deveria envolver também a polícia federal. Não se pode afirmar que é obra da "família", mas não deixa de ser estranho, operadoras já estão fazendo os rastreamentos. 
Vários juristas apareceram nas propagandas eleitorais explicando a impugnação do candidato, ainda assim Jesus Chedid continua em campanha, seus votos não serão divulgados e seja qual for a decisão da população, hoje em dúvida, o tumulto já está criado.


É necessário que a grande imprensa comece a divulgar o que significa a disputa em terra de coronéis.
É necessário que o povo pense e vote apenas em fichas limpas.

Não é hora de brincar, afinal ninguém é cassado por bom comportamento. 



domingo, 20 de março de 2016

Bragança: Eleições 2016 Quem decide é Zé de Lima.

A verdade é raquítica, subnutrida e feia
A mentira é bonita, envolvente e alegre.




Novamente as eleições de Bragança serão decididas por José De lima. Isso acontece desde 1968. 

(Veja matéria – Uma pequena história das eleições em Bragança   -  http://revistaverdadebrasil.blogspot.com.br/2015/02/uma-pequena-historia-das-eleicoes-em.html )

De um lado teremos o grupo Chedid, como acontece desde 1968. “Renovado” e reforçado pelos novos antigos nomes, de outro a possibilidade de uma candidatura, ou duas. Uma do próprio grupo que se alinha em torno de Lima, sem chance de triunfo, pois disputaria o eleitorado com Sartori. A outro acoplada ao nome de Sartori, que teria o PV e talvez Rita Valle como vice, ou Marcus Valle,  ou até Marcio Villaça, num grupo que seria independente de Limas e Chedids, porém sem grandes chances de vitória, não que ela não exista.
A análise de uma eleição no interior deve ser fria, não é ideológica é metodológica. Não é eleição de partidos, mas de grupos. No interior o fator vizinho, solidariedade, parente, valem mais que qualquer ideologia. Uma lombada é mais importante,que uma lei.
Sou obrigado a insistir, que essa não é uma análise ideológica. Não é uma análise de preferencias pessoais, não é qualitativa, mas quantitativa e no sentido histórico da preferencia popular. Ou seja, uma leitura do que vejo pelas ruas e do conhecimento histórico das eleições de 1968 para cá. Nas eleições do interior a verdade é raquítica, subnutrida, pobre e feia. A mentira é alegre, bonita, festiva e envolvente. Logo não me cobrem coerência ideológica numa leitura “atual” (tem 50 anos) das eleições locais. Essa incoerência não é minha, pois aqui PT e PSDB estiveram juntos em várias oportunidades. Em 1992 o PCB esteve com o PFL. Como o PDT já esteve com o DEM e Brizola revirou em seu túmulo.
O cenário que se apresenta é Jesus fortalecido pela propaganda diária do “ruim com ele, pior sem ele”. Um grupo com novos velhos conhecidos, um apelo popular grande e a figura do “grande pai” na proteção de seus filhos desamparados.  Um grupo, que segundo pesquisas parte de 25 mil votos e com mais 8 mil ganharia e caso de divisão. Tem próximo Frangini, que teve mais de 30 mil votos, numa campanha feita por Jesus em 2012, mas que só, não passaria de 4 mil votos. Teoricamente Frangini deixou o grupo, porém é sabido que está em legenda atrelada ao grupo, o PPS, nas mãos de um deputado da região, com muita ligação com Edmir. Logo pode ser uma candidatura para dividir a oposição aos Chedids, se necessário for, como somar de ultima hora. Vai depender da leitura das pesquisas. O importante é que o pai do grupo tem carisma, comanda com mãos de ferro dentro da morada, mas é a personificação da simpatia quando está nas ruas. No grupo ele e o filho Edmir são as únicas cabeças pensantes e a voz a se ouvir.
De outro lado, temos um grupo sendo capitaneado por José de Lima (foto). Um grupo que tem se reunido e tem seus candidatos. Candidatos que não chegam longe e podem dividir e dar a eleição a Jesus. Por isso, o título da matéria é “quem decide é Zé de Lima”.
Os candidatos naturais do grupo não tem lastro: Fabiana e João Solis são os mais citados. Tenho minhas dúvidas se João Solis se elege para vereador. Já Fabiana deve continuar sendo eleita com grande numero de votos. Na foto vemos um grupo de pré candidatos  a vereador e sem grandes apelos, além de Gustavo Sartori, convidado de ultima hora. Gustavo tem apoio, tem 4 partidos ao seu lado, vem de duas eleições com mais de 15 mil votos, deve ter o apoio do PV, pois é o mais próximo ao grupo, tanto por simpatia, como por qualidade de trabalho. Teria como sair candidato, independente de outros partidos, pois como dizem nas eleições, possui bala na agulha, tem apoio de um vice-governador e um grupo razoável.  Se no embate direto tem chances contra o DEM, na divisão de votos (Frangini + Candidato de Zé de Lima) joga as eleições no colo de Jesus. Mais uma vez o titulo da matéria.



A experiência mostra que as tentativas de união das oposições nunca deram certo. A divisão é o segredo da vitória dos velhos políticos. Em 2003 eu montei um grupo independente, com 8 partidos, que não teriam apoio de Jesus e nem de Jose´.  Na ultima reunião o PSDB fechou a questão em cima do nome de João Solis. O grupo acabou, pois sete partidos acabaram apoiando Lima e o PSDB saiu sozinho com o João Solis, pois entre os 8 partidos, só o PSDB de Aguirre, acreditava no tal João. Com as decisões jurídicas o mesmo acabou sendo eleito, era imponderável , mas devolvendo de certa forma, o poder nas mãos dos de sempre. João Solis destruiu 40 anos de luta para mudar de mãos o poder local. Jogou tudo no lixo. 
Se Lima entretanto resolve recolher seu grupo, lançar um grupo de vereadores e apoiar Sartori, o jogo se define contra os Chedids.  É a matemática da história; Chedids em eleições municipais chegam a 35% dos votos, ou seja, 65% estarão contra. Não havendo divisão a fatura está decidida.



Sartori é a bola da vez, pode ser o candidato contra os Chedids e com apoio do grupo de Lima vencer as eleições. Sartori pode simplesmente não ser candidato  independente de qualquer coisa, Jesus venceria as eleições sem qualquer esforço. Sartori poderia compor (teoricamente falando – Isso é só uma teoria) com Edmir e as eleições locais acabariam. Estariam definidas.
Não me venham com papo de adivinhações, ilusões etc. Essa matemática se repete desde 1968. É eleição municipal e não tem milagre.

O que esta em jogo não é o melhor para a cidade, mas o interesse de grupos.Esses interesses se dividem em dois grupos pré-determinados. Em breve citarei um por um, e seus interesses. Ainda não é hora. Mas já convivi com cada um, já presenciei de tudo e para desqualificar-me como “delator”, agora vão ter que inventar muito mais.  

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Bragança - Eleições 2016



Bragança - Eleições 2016 
Em quem, ou como votar. Vamos continuar com os mesmos, ou  o povo vai finalmente mudar? 


De um lado temos a velha política Lima-Chedid, e outro a possibilidade de mudanças. 
Desde 1968 o povo opta por manter Chedids, Limas, ou seus indicados. Não há mudança, mas o eleitor entra no jogo e se ilute entre um grupo e outro achando, que são opositores. 

O grupo Chedid pode lançar Frangini, que já foi candidato em 2012. O grupo Limista vai tentar reeleger o delegado, eleito em 2012, que faz a pior administração da qual se tem notícia. 

O terceiro grupo é liderado por Gustavo Sartori, que não tem ligação com Limas, ou Chedids. É a chance de mudança, ou no mínimo a tomada de poder, das mãos que o detém, desde 1968.


Não será fácil uma vitória de Sartori, pois há a possibilidade do lançamento de um quarto nome, que apenas teoricamente seria oposição, mas para tirar, ou dividir votos com Sartori, dizendo-se novo e progressista. Como Limase Chedids possuem uma votação estável, esse nome apenas tiraria a força de Sartori.

Para as forças que dominam desde 1968 é importante, que o poder não mude demãos. São muitos negócios e empresas agregadas a administração, que poderiam sofrer um revés.

Sartori em sua ultima campanha lançou a ideia de uma empresa municipal de transportes coletivos. Mesmo mantendo-se o contrato com a atual empresa, os preços de passagem de ônibus cairiam pela metade. Sartori já se posicionou contra a terceirização da saúde e propõe uma divisão de medicina preventiva, ou alternativa. Isso acabaria com várias licitações. Sartori também já discutiu a municipalização de radares, hoje um grande negócio, comandado por poucos. Na área cultural, Gustavo Sartori pretende criar uma rede de oficinas, visando uma geração sadia e ampliação de leis de incentivo, além da inclusão social via cultura. A democratização e a discussão sobre educação fazem parte de seu projeto, e entre eles a municipalização da merenda, o que iria gerar mais empregos e renda na cidade. Outras mudanças propostas pelo candidato estão na área de descentralização de obras e serviços. Muitos interesses seriam contrariados. Essas propostas, entre outras, fazem arrepiar os donos da cidade. Ferem interesses, de quem está no domínio há anos.

O poder estabelecido fará tudo para que nada mude, Sartori tem hoje o apoio do vice-governador Márcio França e é visto com bons olhos por membros da cúpula do governo federal. Pretende mudar e contra eles estarão todos os interesses.

Por fim é pagar para ver se o povo quer mudanças,ou apenas o troca-troca de poder entre os dois grupos, que desde 1968 mandam na cidade.

O que pode tirar as eleições de Sartori além da falta de informação do eleitor, que quer mudar, mas não sabe que os dois grupos são idênticos é ele próprio. Aceitar  apoios é normal, o que não significa união a grupos retrógrados. Um exemplo seria ter Jango, ou outros do mesmo tipo, em seu "palanque". A mudança deve ser total, sem aqueles que contribuíram para o retrocesso socio-cultural da cidade. 

Uma pequena história das eleições em Bragança

Uma pequena história das eleições em Bragança


De 4 em 4 anos Bragança vive a época das mudanças,  para continuar a mesma coisa, isso acontece desde 1968, quando estabeleceu-se um acordo entre dois grupos, para a eterna manutenção do poder.
Vários grupos aparecem, se dizem concorrentes entre si, mas nas vésperas das eleições se unem para eleger o mais forte, aquele com mais chances de nada mudar, de conservar as coisas como estão.
Nessa história de ilusionismo política na cidade de Bragança, apenas os nomes de José de Lima e da Família Chedid disputam o poder palmo a palmo, mas quando correm o risco de serem alijados do poder , eles se unem para vencer, iludir a população e manter tudo como está.  Eles precisam se manter no poder, e o eleitor precisa acreditar que são grupos antagônicos e trazem propostas de mudanças, essa é a parte fácil.


José de Lima com o proprietário da NS Fátima.

Jesus Chedid


Nos últimos anos vimos esse filme se repetindo.  Em 1968 Hafiz Chedid se elege quebrando séculos de poder nas mãos de ruralistas. Em 1972 José de Lima é eleito e faz seu sucessor em 1976, com Alberto Diniz. Em 1982 devido a onda de redemocratização do país, Limas e Chedids sentem a ameaça e se unem para derrotar a oposição, elegendo José de Lima, com 92 votos de diferença. Em 1988, José de Lima elege Nicola Cortez e, que em 1992 passa o poder para Jesus Chedid, que devolve a José de Lima em 1996. Esse retribui, deixando de lado a reeleição, quase parando a campanha, para que Jesus Chedid fosse eleito em 2000 e reeleito em 2004, num projeto ocasionalmente quebrado por uma ação judicial, comandada na época por mim, que colocaria João Solis no poder.

João Solis

José de Lima era o candidato da coligação que cassou Jesus,  eu era o coordenador da mesma coligação, mas  foi o próprio José de Lima quem tentou me dissuadir a retirar a ação judicial, pois um acordo já tinha sido costurado.
A cidade poderia ter mudado e novas lideranças estariam governando, mas o candidato escolhido e comandado pelo advogado José Eduardo Supione de Aguirre era fraco e manipulável.  Com um secretariado escolhido por Aguirre (Sergio Pereira, Marco Marcolino, Nicola Januzzi, Carvalho Pinto, Marilene Aguirre, entre outros) a administração, aos poucos  vai voltando paras as mãos dos antigos donos.
Esperou-se até junho de 2007, quando a ação foi finalmente julgada em terceira instancia e a partir dai a  administração toma rumos contrários aos interesses do povo.

Jango se reelege, as custas de manobras em pesquisas  e da falsa disputa com os Chedids, numa ação em que José de Lima renuncia sua candidatura, passa a apoiar Gustavo Sartori, mas na mesma madrugada é convencido por Aguirre e retornar a disputa, pois seu apoio poderia construir uma nova força política (Sartori), na qual eles não teriam mais influencias.

Na sucessão de Jango, Lima e Aguirre com antigos políticos, como Marcus Valle, se unem para levar um delegado ao poder  e manterem seus interesses  pessoais a frente dos interesses da população, caso não vençam, venceria o candidato dos Chedids e nada mudaria.

Nesse período, que se inicia em 1968, 3 nomes surgiram no cenário político, com chances de chegar ao poder. Com os 3 foram usadas táticas parecidas. O primeiro nome foi Arnaldo Nardy, destruído durante a campanha por Limas e Chedids.  Surgiu então Marcio Villaça, candidato do PMDB em 1988, traído pelo próprio partido (Valle, Lo Sardo, Diaulas abandonam a campanha no início para apoiar o candidato de Lima).  E finalmente Gustavo Sartori, que se torna vitima de calunias e injurias deflagradas pela internet e panfletos apócrifos, nas duas eleições em que participou.

Nardy

 Villaça

Sartori

Assim o poder continua mantido. Homens sem qualquer interesse na cultura e no desenvolvimento humano continuam no domínio da situação. No próximo ano teremos eleições e mais uma vez as manobras serão para a eleição de alguém ligado a um, ou ao outro.


Eles se aprimoram, temos hoje a pior administração de todos os tempos, mas amanhã lançarão seus nomes, com um marketing bonito, que iluda os eleitores e mais uma vez lhes de o poder. O poder pelo poder.