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quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Os politicamente incorretos. A histeria e a hipocrisia andam juntas.



O chamado “politicamente correto” são um conjunto de teses de esquerda, usadas pela direita, para compor uma cartilha, cuja intenção era evitar sintomas, mas nunca sanar as causas.
A igualdade feminina, um exemplo típico.
A mulher é barrada nas principais instituições de extrema direita, que assinam como forma de propaganda, a igualdade. Vejamos onde entra a mulher em duas organizações tradicionais da direita como a Igreja Católica e Maçonaria?
-Talvez na propaganda e no fato de terem gerados filhos conservadores.
A única intenção do “politicamente correto, nesse caso é usar o apoio a tese, como forma de propaganda. Mas, “nos aceitamos seus direitos em tese, só não temos como enquadra-las em nosso meio”.
A partir do momento em que se luta pela propaganda do politicamente correto, sanam-se os efeitos da discriminação, mas não sessam as causas dos problemas. Ou seja: As mulheres vão continuar apanhando, mortes, sendo usadas, “até porque temos uma indústria para isso e essa nossa indústria depende disso. Temos que manter essa separação que é lucrativa. Isso tudo é o capitalismo”.

Nosso  sistema capitalista é calcado na supremacia masculina, branca e se possível sionista. “Só admitimos mulheres, como forma de divulgar nossa posição democrática, desde que subservientes”.
“Se você luta como um proletário idiota, por direitos iguais, será aniquilado de nosso convívio. Lute para sanar efeitos. Nunca as causas, pois lutar contra as causas seria o nosso fim.” Precisamos de mulheres no sistema, como Carmens, subservientes e obedientes. Odiamos guerrilheiras, ainda que confusas, que não nos obedeçam.

Nosso sistema jurídico lhe dará apoio para tirar de circulação o idiota que postou uma bunda de mulher, de homem é permitido, nossas organizações estão cheias disso. Mas a bunda de mulher, nua no carnaval, ou na propaganda do sabonete, será castigada quando causar comoções e for útil aos nossos interesses, por isso ampliamos nossa rede de destruição cultural para gerar seres idiotizados.

O politicamente correto nos faz mudar algumas estruturas, ele é genial, desde que o povo não pare para pensar. Então vamos garantir isso através da educação.
História, filosofia e sociologia são matéria nocivas. Uma a cada vinte que estudam, começam a pensar e podem ser no futuro a laranja podre do cesto. Vamos substitui por uma escola técnica, assim teremos mais lucros em nossas empresas e com ensino religioso, para que os súditos aprendam a convicção. Convicção é fé e não se discute a função das Marias e nem se exigem provas.
Está escrito e que assim seja.

A sexualização da sociedade é tão útil como a religião. Todos podem ir a zona, mas não devemos trata-la com normalidade. Algumas coisas se fazem escondido. Fotos de mulheres nuas deverão ser consideradas nocivas apenas quando nos interessar. É fácil criar uma histeria contra o abuso da figura feminina, desde que não seja no carnaval, pois ele está para nos como o futebol e a religião.  Façamos de conta, que nos importamos com o uso da nudez, quando nos for viável, assim mostramos nossa moral ilibada. Isso tudo pode ser provido pela nova educação, que é um aprimoramento da antiga.
Se a propaganda do banco sionista, mostrar a mulher gostosa, sensual e burra, como modelo, vamos aceitar, precisamos de mais imitadoras, mas se alguém comentar que essa mulher é mesmo gostosa, mostremos nossa indignação.

Esses dias me surpreendi com uma matéria do G1 de Santos, onde sugeria-se que um professor "imoral" usava a figura feminina com machismo, quando na verdade, o cara que assistia a um show no Rock In Rio, deitado na grama, teve sua frente tapada por uma garota, e ai postou a foto, “Vendo Rock In Rio sob um novo ângulo”. Até ai tudo bem, não teria problema se a mulher da frente estivesse vestida de madre, ou se fosse velha, ou se fosse a mãe dele. Mas era uma garota com metade da bunda para fora, o que levou as feministas locais a deduzirem, que o cara era tarado, ou incentivava estupros em ônibus, ou feminicidios?
Oras, isso é uma sociedade hipócrita e doente, onde juízes liberam maridos assassinos, por bom comportamento, onde ejaculadores de ônibus não são presos, mas ai percebi, pela cabeça das doentes, que a culpa era toda do professor.

Entre mais de 200 comentários, um deles dizia que o professor não deveria fotografar a moça de costas, sem a permissão dela. Opa!!! Tirem todas as câmaras de monitoramento do mundo, eu não dou ordem para ser filmado sem minha autorização.

Mulher invisível pode ser fotografa e ser vista sob novo angulo? 
Opa, mulher na praia não deve ser fotografada... Mas e se  é minha filha e pediu?
É imoral fotografar um morador de rua, ou imoral seria deixá-lo nessa condição?
Uma senhora toda coberta pode ser fotografada?
 Se for uma mulher de traseiro avantajado não posso fotografar?
Se pobres invisíveis estiverem a minha frente, eu posso falar que vejo tudo sob um novo angulo?

Vamos queimar todo o trabalho de Herny Cartier Bresson, ele numa pediu autorização para fotografar na rua... Mais  a rua não é mais publica? 
Não vamos confundir as coisas. A moça tem direito de sair de shots curtos, ou sem ele, moça, moço, ou seja o que for. Não deve ser importunada, tocada, agredida com palavras, gestos, ou fisicamente. Esse é o principio da coisa. Esse é o respeito pelo outro, não importa gênero, ou raça. Simples assim.
A luta feminista é muito maior que isso. Não pode se render a hipocrisia religiosa capitalista e servil.

Mas não se tira o direito da fotografar as ruas e eventos públicos, não se tira o direito a pensar e se manifestar se é bonito, ou feio. Claro, de acordo com o padrão de cada um. E quando eu fotografo alguém que se posta a minha frente como estatua, e ainda comento que trata-se da nova visão do evento que estou assistindo, não estou de forma alguma ofendendo ninguém.
E as ruas estão cheias de coisas interessantes, cheias de gente invisíveis, que só são reparadas quando fotografadas e mostradas. Não vai ai nenhum preconceito, pelo contrario, a mostra da diversidade e dos esquecidos é o que os fazem lembrados.

Chega de politicamente correto, quando se trata de efeitos. Vamos ao politicamente correto nas causas e elas atendem por fascismo, ignorância, fundamentalismo religioso, histeria de massa, hipocrisia, capitalismo explorador, que na verdade pode ser substituído por uma única palavra: IGNORANCIA.

Não. Esse artigo não é contra o politicamente correto. É contra a histeria sem fundamento, a hipocrisia e a sociedade religiosa. Mas se eu precisar provar aqui, que todo o machismo é cultural e vem da religiosidade, vamos então esquecer a inquisição e o Oriente Médio. E que siga o enterro...

Ah...Alguém quer falar sobre a industria da violência? Seus motivos e as vantagens de sua manutenção? 

segunda-feira, 17 de julho de 2017

João Agripino Dória e a cidade limpa X velhinhas “bandidas”



 



O prefeito de São Paulo João Agripino da Costa Doria Junior, mais conhecido como João Doria, é filho do publicitário e ex-deputado federal baiano João Doria e da empresária paulista Maria Sylvia Vieira de Moraes Dias Doria. De origem abastada, descende dos Costa Doria, uma família brasileira do período colonial, escravagista, cujos membros foram senhores de engenhos, militares e políticos da Bahia e Sergipe.
João Dória, que até sua eleição, nunca se importou com o povo, informou na campanha política que era contra invasões de áreas, candidato mais rico da eleição em São Paulo em 2016, o empresário João Agripino (PSDB) sofreu uma derrota nos tribunais sobre a polêmica invasão de uma área pública por ele no município de Campos do Jordão, destino turístico na região serrana paulista. A Justiça determinou a reintegração de posse imediata de um terreno de 365 metros quadrados que o empresário anexou a uma propriedade de lazer dele, de onde concluímos que ele é contra pobres invadindo áreas.
O prefeito de São Paulo, João Doria, gosta de se definir como um gestor, não um político. Mas a leitura do relatório do processo a que ele respondeu no Tribunal de Contas da União (TCU) permite várias conclusões, menos a de que fez boa gestão como presidente na Embratur, entre 1987 e 1988, indicado pelo “presidente honesto e igualmente bom gestor” José Sarney.
Os inspetores do TCU encontraram nas contas de Doria “impropriedades de várias ordens”, como a contratação de empresa sem o julgamento das propostas dos concorrentes e a “não contabilização de verbas obtidas em convênio no exterior” (em bom português, desvio).
E é esse bom gestor, que o bom paulistano, que sabe votar (Maluf, Pita, Janio, Kassab, Marta, Serra) resolveu eleger como “gestor” do negócio chamado cidade de São Paulo.
Como aprendiz de Jânio Quadros, sem caspas, Agripino Dória começou seu governo, ou melhor, gestão, correndo atrás de grafiteiros e pegando em cabos de vassouras. Espalhou a cracolândia por 9 bairros e prometeu entregar parques para a iniciativa privada, possivelmente de amigos igualmente empresários, com interesses apenas em lucros.

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Mas o Agripino se supera, não se contenta só com as imagens bonitas e as entrevistas açucaradas da Rede bandeirantes e a propaganda de seus atos hilários nos sites e redes sociais.
Domingo dia 16 de julho presenciei a agonia de velhinhas “criminosas” frente ao implacável, honesto e sério gestor.
Muito pior que as contratações da Embratur, ou invasões de terrenos, ou apoio aos golpistas de plantão, alguns “velhos” desonestos, sem dinheiro, estavam no Bexiga, em São Paulo praticando um crime de lesa pátria. Estavam dando golpes nos cofres públicos. Estavam desmoralizando o estado brasileiros, com suas atividades ilícitas e altamente suspeitas.
Tenho a convicção, como diria aquele bom juiz Moro, que esses velhos são responsáveis por todos os problemas do Brasil. João Agripino está certo, pau neles.
Uma idosa, imoral é claro, que deve ser integrante de alguma facção criminosa, estava na calçada vendendo pratos e talheres antigos para fazer uma graninha extra. Ao seu lado, um idoso vendia 3 cabos de computador, 2 toalhas, um alicate, uma antena de TV analógica e um banquinho feito por ele. Como se vê, gente de alta periculosidade.
Mais adiante um outro idoso tirou da sacola cerca de 20 livros, algumas fotos antigas, a câmera Zenit, Russa de 1976, e alguns anzóis usados. Mas não parou ai, tinha outro com mais de 100 moedas e alguns selos, e uma outra terrorista que vendia brinquedos e vestidos, que provavelmente usou em alguma festa de sua juventude, nos anos de 1940.
Como esses criminosos não poderiam ficar impunes, o bom gestor Agripino Dória mandou a cavalaria, mais 3 viaturas da Guarda Civil Metropolitana, mais 3 viaturas da PM, do Estado de São Paulo, paga também por esses “velhos terroristas”, e fiscais, 2 carregadores, 1 caminhão com a propaganda cidade limpa, e mais 3 varredores de rua, claro, cidade limpa, percebem?
A primeira a perder tudo foi a “velhinha terrorista” dos pratos.
-Perdeu criminosa!
Mas a “velhinha tremeu”, tentou recolher os pratos e no tumulto foi tudo pro chão.
Essa agora aprenda, vai sair da “vida loka” da criminalidade.
Vai trabalhar vagabunda! Diria o Bolsonaro. Ou até, “bandido bom é bandido morto”. As a frase não vale para crimes pequenos, como invasões de áreas, ou desvios na Embratur”. É só para criminosos de alta periculosidade, como a “velhinha do prato”, ou o “velho terrorista” dos livros.
Um casal de franceses se aproximou e tentando se comunicar meio em espanhol, meio em português, queriam saber do que se tratava, expliquei quem era o prefeito,  os motivo que seria alegado (sonegação de impostos municipais, ou falta de alvará), mas eles não conseguiram entender. Entre policiais e fiscais eram mais de 30 uniformizados e esse aparato chamou atenção. A francesa estava visivelmente comovida, o que piorou quando se aproximou de nós aquela “velhinha criminosa”.



Perguntei-lhe se aquelas cenas estavam se tornando corriqueiras, e com lagrimas nos olhos me respondeu que sim, outras pessoas se aproximaram.
Pergunto-lhes se era assim na administração passada, ao que me respondem que não. Não contive a curiosidade e perguntei em quem votaram. Todos responderam João Dória, mas se diziam arrependidos, acreditaram que ia melhorar alguma coisa.
Insisti e questionei, mas antes estava ruim?

Todos abaixaram a cabeça... 


sábado, 18 de fevereiro de 2017

Fábrica da violência

A violência da direita é impune.

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Quando falamos de violência pensamos logo na “violência de varejo” . Aquela do dia-a-dia, no assalto na casa, no roubo na rua, no roubo de carro, de sequestros, assassinatos, etc.
Varejo uma ova, pois hoje vem no atacado.
E no atacado é impune como os seus verdadeiros causadores. O estado e a facção chamada de classe dominante.
São famílias de vitimas do descaso do estado fazendo vitimas na sociedade.
Fazem parte dos posseiros expulsos da terra por grileiros protegidos pelo sistema, desempregados de multinacionais por empresários protegidos pelo sistema.
É a violência dos violentados, que não tem onde morar, pois Minha Casa é para classe alta nos governos de direita. Expulsos da escola, pois a fome fala mais alto que a vontade de aprender e a merenda roubada faz falta na barriga do pobre.
É a violência que cresce as margens dos Lava-Jatos empenhados em achar um crime para o Lula enquanto a “facção oficial” indica ministros e ministros se divertem nos iates do poder com as filhas dos futuros violentos.
Bandidos batem em idosos, enquanto seus país sofrem nas filas dos aposentados. Estupram crianças enquanto um congresso cheio de estupradores gente de bem, no congresso fazem as leis. Mas só para eles, os bandidos pobres.
A casse média, sempre achando que não é pobre, que não é violentada apenas reza. Ora na hora. Mas nessa hora os violentos já se rebelaram. Os culpados jantam na mesa da justiça.

E a violência vai cuidando naturalmente de aniquilar a classe média. Aquela mesmo que levou os culpados ao poder e transformou  violentados em violentos. 

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Um voto no passado

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As eleições de 2016 no Brasil são um marco histórico para o futuro.
Em primeiro lugar está provado que a ignorância não é uma condição socioeconômica. A ignorância não tem classe social,  não tem raça, descendência, mas tem religiões.
A eleição de João Dória em São Paulo enterra definitivamente o conceito, criado pelos próprios paulistas, que sabem votar.
Quando pobres  e ricos se unem em torno do nada está provado que a propaganda unida a falta de uma educação decente e uma campanha global contra metas de justiça social é eficaz e se torna cultural.
O que vimos foi um festival de guinadas, não só a direita, como ao “conservacionismo” medíocre, ignorante e autodestruidor, apoiado por conceitos de marketing mercadológico e retrocesso religioso. Estamos próximos ao obscurantismo.
Anos de lutas foram derrotados por frases de efeitos, só possíveis com apoio de uma população ignorante em todas as classe.
A tendência do voto foi do “rouba, mas faz”, ao cassado, mas engraçado, passando por “deus quer”.  O Estado Islâmico tem muito a aprender.  Não foi preciso dar um único tiro para destruir a evolução. Temos uma justiça omissa e conivente.

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Os guetos futuros serão os efeitos de 2016. A transformação do país em quintal americano, as privatarias  a vista, o achatamento dos salários com perda do poder aquisitivo, a quebra do conceito de Brasil laico, a entrega de territórios e bens públicos, a piora na educação, a involução da saúde, o aumento da injustiça social criando novos grupos de ações criminosas e novas modalidades de ricos ladrões. Em breve teremos milícias oficiais varrendo os indesejáveis culturais e promovendo o surrealismo político. Já foi assim, Greca, no segundo turno em Curitiba vomita ao sentir cheiro de pobre.

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Está mantida a escravidão moderna e o povo nem viu. Não tiveram a capacidade de ver, foram manipulados pelo marketing e pelas confusões promovidas pela esquerda festiva sustentada pela direita oportunista, como bactérias que se aproveitam do ambiente doente, para oportunisticamente tomarem conta do órgão afetado.
Caberia a esquerda mostrar o jogo que se apresentava e mostrou, mas foi confundida com oportunistas, ou ignorantes travestidos de vermelho desbotado e ai poucos sobraram para contar o fim do filme. Repeteco de 1930, 1964 e outros.
A possibilidade de futuro justo, previsto para 50, ou 60 anos deixa de existir. O jogo mudou.

Voltemos a prancheta. 

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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

A direita mira longe

A direita mira longe

 

O objetivo é não apenas liquidar o atual governo, mas impedir uma eventual retomada progressista em 2018
Dilma Rousseff em entrevista coletiva no Planalto na terça-feira 15: ela é o alvo, mas não sozinha
Dilma Rousseff em entrevista coletiva no Planalto na terça-feira 15: ela é o alvo, mas não sozinha
Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.
Esse, o claro paradoxo presente no editorial de primeira página da edição do último dia 13 da Folha de S. Paulo, lembrando os terríveis artigos do Correio da Manhã contra Jango, às vésperas do golpe: Dilma deve presidir uma política conservadora, executada por um representante do sistema financeiro para esse fim indicado, e nem por isso terá o apoio das forças de direita, que, apesar de tudo, lhe exigem – mediante medidas concretas de governo – o rompimento com as bases populares que a elegeram e que já escasseiam em seu apoio, inclusive nas hostes de seu partido. Essas forças (populares) condicionam o apoio ao rompimento com a política à qual o editorial, vocalizando os sentimentos dos setores mais atrasados da economia, exige que se curve a presidente.
A direita que fala por intermédio desse editorial apresenta, nos termos imperativos de um diktat, as medidas de arrocho que levarão o País à paralisia econômica e grandes contingentes de assalariados ao desemprego, à precariedade e à angústia: cortes nos gastos públicos “com radicalidade sem precedentes”, contenção das despesas com a Previdência, corte dos subsídios a setores específicos da economia (donde mais desinvestimento, mais retração), corte dos programas sociais, e ainda desobrigação dos gastos compulsórios em saúde e educação. A saúde e a educação do andar de baixo, por suposto.
Nem uma só palavra, porém, acerca do combate à sonegação de impostos, privilégio do empresariado, que chega à patologia de algo como 50% do valor devido.
Nem uma só palavra sobre a taxação dos ganhos de capital.
Nada sobre a tributação progressiva.
À presidente, porém, não são concedidas opções: ou faz o que o grande capital quer, ou será defenestrada. Diz o editorial:
“Serão imensas, escusado dizer, as resistências da sociedade a iniciativas desse tipo. O país, contudo, não tem escolha. A presidente Dilma tão pouco: não lhe restará, caso se dobre sob o peso da crise, senão abandonar suas responsabilidades presidenciais e, eventualmente, o cargo que ocupa”.
Em bom português: ou dá, ou desce. Mas, de onde vem a legitimidade do jornal para assim dirigir-se a uma mandatária eleita pelo voto majoritário de 54 milhões de brasileiros?
O soco no fígado, de qualquer forma, já surtiu seus efeitos. Não mais que 24 horas após o ultimato, os ministros da Fazenda e do Planejamento anunciavam o ‘pacote de cortes’: cortes no PAC, cortes no programa ‘Minha casa, Minha vida’, corte nos subsídios agrícolas, corte das despesas com o servidor público – que, ao lado dos demais assalariados, é mesmo quem vai pagar o pato.
Até aqui, nem uma só palavra, um só aceno sobre a taxação das grandes fortunas e das grandes heranças.
De sua parte, o presidente da Câmara (que já anunciou o imperial veto à CPMF) aproveita a onda e, diz o Valor, acelera o projeto de José Serra, senador tucano por São Paulo, que revoga o regime de partilha no pré-sal, enquanto os ativos da Petrobras, desvalorizados ao final de uma maquinação especulativa bem urdida, serão vendidos a preço de chuchu. Como se deu com a Vale, nos tempos da ‘privataria’ presidida por FHC.
A direita que, derrotada em três eleições seguidas, impõe aos vencedores o seu programa, ainda assim não se dá por satisfeita, e jamais dar-se-á por saciada, quaisquer que sejam as concessões. Anotem isso os cedentes e os concedentes.
Olhando o aqui e o agora, a direita mira longe. Mira a liquidação do atual governo, sim – menos pelos seus erros mas principalmente pelo que representa – e mira igualmente a eventualidade de uma retomada progressista em 2018. Não se trata, apenas, de interromper o atual ciclo. Não se trata mesmo de finalmente regurgitar o ‘sapo barbudo’, jamais assimilado, nada obstante as ilusões de conciliação de classe do metalúrgico. Trata-se de travar o avanço social, mesmo ao risco de, nesta débâcle, derruir a sociedade democrática construída sob os influxos progressistas e socialdemocratas da Carta de 1988.
Assim foi em 1954: o combate a um ‘mar de lama’ (por sinal inexistente) foi o pano de fundo que uniu liberais e reacionários no combate ao governo Vargas, efetivamente demonizado pelo que de fato representava como proposta de soberania nacional e defesa dos interesses dos trabalhadores. A história repetir-se-ia em 1964. Desta feita o ‘crime’ eram as ‘reformas de base’ que, ainda hoje, como a reforma agrária, arrepiam a burguesia atrasada. Naquele então, pensando que defendiam uma Constituição ameaçada, os liberais de novo se deram as mãos com a direita e acabaram contribuindo, com a deposição do presidente constitucional, para a implantação de uma ditadura que revogou a Constituição e suprimiu as liberdades.
Consabidamente, a História não se repete; mas no Brasil ela toma os ares de recorrente.
O impeachment – a ameaça ostensivamente presente no referido editorial –, uma vez alcançado (e, se o for, será com o lamentável concurso de pessoas de bem como Hélio Bicudo, que, não sabendo envelhecer, dá as mãos antes limpas para o afago de Bolsonaros e Caiados), será o ponto de partida para a destruição dos partidos de esquerda, a começar pelo PT (mas não ficando nele), a destruição dos quadros-ícones da esquerda, a começar pela imagem de Lula, impondo um longo retrocesso ao movimento popular, progressista e de esquerda, numa quadra de crise política e falência do sistema de partidos. Iluda-se quem quiser e aposte no ‘quanto pior melhor’ quem tiver vocação suicida.
A crise e o conflito que se anunciam como inevitáveis exigem das forças progressistas a reaglutinação de todas as tendências em torno de uma política de Frente, para a qual são chamados os liberais e os democratas de um modo geral, com fulcro em apenas dois pontos: a defesa do mandato da presidente Dilma e a mudança da política econômica, para para o peso do ‘ajuste’ se desloque dos assalariados para o capital financeiro. É o momento difícil, mas rico, que exige de nossas esquerdas a distinção entre o essencial e o contingente, a tática e a estratégia, os fins e os meios, os objetivos e as circunstâncias da luta.
Roberto Amaral

quarta-feira, 18 de março de 2015

Pérolas da manifestação Dias 15 e 12 - Avante Coxinhas

Dia 12


Putaria total
Paulista vira zona


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Coxinhas metidos a ricos

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Água em SP também é culpa da Dilma...
Coxinhas burros

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 Um ÇELFI  CUS OMI



Aócio Never... Sempre botando em você.



Seria esse um órgão excretor da tucanalha? 


São tão burros, que o congresso fode eles e ainda pensam que foi a DIlma

Esses ressuscitaram o Plínio Salgado - Túnel do tempo apresenta a volta do ANAUÊ

A direita precisa mostrar as bundas, pois o pensamento é uma MERDA

Os organizadores estimaram em 16 pessoas, mas a PM disse que eram 14. 
Eu só contei 9... Força Manaus...

Vale a pena assistir esse vídeo.
Um pouco da sabedoria coxinha.
Uma aula...

Esse cara é um gênio
No fim tomou um esporro do PM


São tão burros, que nem sabem quem vota as leis.


Paulinho da Força assina ficha pedindo impeachment da Dilma (Foto: Filipe Redondo/ Epoca)
Paulinha da Farça, o trabalhador que nunca fez nada e vota em tucanos, depois 
de apoiar a PL que fode o trabalhador, foi gritar contra Dilma




Resumo do dia 15
Fotos - Vídeos - Palavras

Brasil único país do mundo no qual o povo usa democracia para pedir ditadura, vesta camisa da CBF para lutar contra a corrupção, veste Nike contra trabalho escravo...

Salvador, a cidade com mais negros e sua elite.

Comerciantes da Paulista com medo da burguesia

Representante da "família real...

De peito aberto por mudança (?)

Em busca da ditadura

Vai encarar? 


Clique no link para ver as pérolas dos manifestantes.




paulo freire impeachment cartaz protesto

Em meio a uma coleção de faixas estapafúrdias que ilustraram uma parte dos protestos contra a presidente Dilma Rousseff (PT) neste domingo (15), uma chamou a atenção: “Chega de doutrinação marxista. Basta de Paulo Freire”.
Para quem não sabe, o pernambucano Paulo Freire foi um educador e filósofo brasileiro e que possui influência na educação não só no Brasil, mas em todo o mundo, tendo sido homenageado por instituições como Harvard, Cambridge e Oxford. Desde 2012, ele é considerado o Patrono da Educação Brasileira.
Conhecido pela sua ‘pedagogia da libertação’, a qual estava relacionada a uma visão marxista do Terceiro Mundo, Freire foi preso durante a ditadura militar e teve a publicação de algumas de suas obras barrada pelo regime que durou 21 anos (entre 1964 e 1985) no Brasil.
A ONU aproveitou a rejeição de parte dos manifestantes deste domingo às contribuições de Freire para publicar, em sua página do Facebook, uma frase conhecida do educador [imagem abaixo]. E ela elucida bem o que ele dizia com a educação ser “um ato político”.
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O povo precisa de direito de votar (???)
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José Agripino participa, contra a corrupção (Hã?)
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Boçalnaro, exemplo de político!


Povo vê a burguesia inteligente passar. 

Democraticamente queremos a ditadura. 

Wanessa na manifestação em SP (Foto:  Vanessa Carvalho / BPP / AGNEWS)
Discurso da intelectual Vanessa Camargo


Coluna VIP das manifestações (!)


Camarote VIP com espaço Gourmet




Veja nesse vídeo, só gente politizada


Chega de imoralidade, fora Dilma


Pobre, vê se não atrapalha, estou aqui mudando o Brasil

Naftalina e pijama mijado

Seu bosta, você não tem Iphone

Quem confunde mulher, pode confundir candidato


Quero minha Bolsa Channel

O que??? Alguém me explica? 

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Essa tá supimpa...Vale a pena assistir...


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Pela volta das aulas de gramatica já


Nos somos chics bem!

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MANIFESTANTES AGRIDEM FAMÍLIA DE PROFESSORES