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sábado, 17 de fevereiro de 2018

Intervenção no RIO - Para salvar o GOLPE


Ontem não era contra a corrupção, hoje não é contra a violência.

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A corrupção sempre foi uma geradora de rendas e o principal ideal da direita no Brasil. O ideal dos privilégios para os ricos, apoiados por uma classe média, que se acha rica.
E assim se fez o golpe. Apoiada nos alicerces da moral, da boa conduta, foi para a rua a classe média, defender  o que ela própria nunca teve: Moral.
A classe que luta para ser igual aos ricos, e acredita que será se vestiu de CBF e foi bater panelas para o deus Pato. Transformaram-se num bando de psicopatos.
É claro que um golpe não se dá pela vontade da classe média, mas ela não sabe disso. O golpe previamente preparado, com todos juntos, “congresso, STF, empresários, forças armadas e mídia”, só precisava da classe média, como desculpa na construção de uma opera bufa, no teatro de horrores da corrupção verdadeira.
A classe média sequer se preocupou com os atores principais dessa ópera macabra: Meirelles, o homem de Boston, Jucá, Sarney, Temer, Gilmar, evangélicos, banqueiros, empreiteiras, todos os homens bons de boas famílias estavam unidos pelo bem, ou pelos bens brasileiros.
Deu-se o golpe e iniciou-se a operação desmanche. Desmanche de direitos, desmanche de reservas, desmanche de riquezas naturais, desmanche da propriedade de uma gigantesca biodiversidade, desmanche da soberania.
No dia seguinte os golpistas cujo principal garoto propaganda era Moro, já estavam em comitiva na terra do Tio Sam, para anotarem os pedidos, com um grande cardápio nas mãos. No cardápio todas as riquezas nacionais e os direitos a serem servidos como sobremesa.

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Todos temperados com o sabor da soberania tropical, preparados especialmente por forças armadas, que nunca tiveram o mínimo de patriotismo em suas relações com o povo.
Quando eu estudei, no antigo ginasial, lá na época da ditadura militar, aprendi que as Forças Armadas cuidavam da soberania... Não cuidaram em 54, 64, nem agora. Se calam diante da entrega e ainda chamam exércitos inimigos para reconhecimento de território amazônico.
Agora a história é outra: A violência...
Desde quando os políticos de direita, ou as forças armadas se preocuparam com a violência contra o povo?
Uma das funções das FAs é cuidar das fronteiras, justamente por onde passam helicópteros com 450 quilos de pó, aviões com 500 quilos de pó e até caminhões indo para fazenda de senadores na região de São José do Rio Preto, ou estou enganado?
É pelas fronteiras que entram armas contrabandeadas via Império dos Ianques, ou estou mentindo? Será que as armas nascem na Rocinha? Ou será que os pobres  criminosos de varejo, viajam normalmente para fazerem compras de armamentos em Miami, depois se acertam com a Receita Federal, ao custo de 2500 dólares por carrinho lotado?
Essa segunda fase do GOLPE não precisa mais do Moro nem do Bolsonaro, essas figuras patéticas em breve serão descartadas. Maquiavel já afirmou isso há séculos. Os meios, ou quem te leva ao poder, deve, ser descartados. E assim será.
Golpe é golpe, os roteiros são quase sempre os mesmos, mas depois de aberta a Caixa de Pandora, ninguém sabe ao certo o que virá.
Foi assim com Getúlio, chamado de corrupto e levado ao suicídio, foi assim com João Goulart quando anunciou um projeto de soberania e um pacote de direitos, foi assim com Dilma. Assim será com quem se colocar ao lado do povo e contra as corporações.
Por falar em corporação, qual foi a sentença da Samarco até agora, lembrando que já se passaram seis vezes mais tempo, que a ação do Lula?
Quem se preocupava com o gasto do Bolsa Família são os mesmo que se calam com as Bolsas Auxílios de juízes e políticos. Quem fala muito em deus e religião, são os mesmos que querem os pobres mortos. São os mesmos que se deixam usar como propaganda de uma golpe. São os idiotas, os manifestoches, os pasicopatos, enfim, coxinhas e paneleiras.
Não era realmente pelos 20 centavos, seus idiotas. É pelo petróleo, pelo nióbio, pela biodiversidade, pela água, é contra a soberania e nossas Forças Armadas sempre fizeram parte de todos os golpes. Ou vocês acham que se daria o golpe, com a compra de tantos deputados e senadores, sem apoio das FAs?  
Foi assim na guerra do Paraguai, o exercito matando a mando dos bancos ingleses e dizendo que era pela soberania. Ou vocês acham que Duque de Caxias, Cel. Osório e o Conde Genro eram realmente heróis?
 Foi assim com Getúlio, quando o general Dutra assume para desfazer o que foi feito.
Foi assim em 64, com o exército a serviço dos interesses ianques impediu a reforma, que faria o Brasil crescer.
Não é contra a violência, porque a indústria da morte gera rendas.  
Porque o exercito, que não age nas fronteiras contra as drogas e armas, o que diminuiria a violência.
Quer agir nas favelas... Porque, se esteve por lá  durante um ano e não fez nada de útil.
Ou não é  contra a droga, ou  contra o trafico, é só contra a possibilidade do povo desce e se unir ao povo do asfalto para fazerem justiça? 
Ou contra a possibilidade de facções de varejo, pararem de matar pobres e finalmente se unirem ao povo? Exatamente como fazem as facções colarinho branco, na união de  políticos, empresários, juristas, polícias, etc.?
Essa intervenção é contra o povo que quer descer do morro para acabar com o golpe, pois o exército, a justiça, os empresários e os políticos, nunca se preocuparam com a morte de pobres.

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PS- por onde anda o Sr. Othon, o homem que lutava pela soberania?

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Sem Lula o PT volta a ser apenas um partido

O diferencial do PT era o Lula.

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Impedido pelo golpe de participar da eleições de2018, Lula deixa em branco o que não foi.
Assim como Brizola no PDT, Lula era a cereja do bolo do PT. O mesmo PT que tinha em Zé Dirceu um grande pensador e articulador. Brizola não teve o seu Dirceu.
Para quem, assim como eu, nunca foi PT, a falta de Lula será sentida pela democracia cambaleante e por tudo o que ele representou em avanços sociais. Depois de Getúlio, Lula foi o cara.
Os pobres de direita, sem direitos e cheios de preconceitos, continuarão por um bom tempo, achando que são ricos e amigos dos ricos. Em pouco tempo serão aniquilados do mapa. Logo voltarão para suas igrejas exóticas pedindo parcelamento do dizimo, ou devolverão seus carros comprados em grossos carnês.
Foram anos de vai e volta de 1987 para cá, o Brasil cambaleou entre avanços sociais e retrocessos econômicos, mas sempre ativo na missão de empobrecimento cultural. Com sucesso diga-se de passagem.
Foi em 2002 que finalmente o Brasil deu os primeiros passos para deixar de ser colônia, se livrar de blocos escravagistas como FMI e andar com suas próprias pernas. As vitórias foram inegáveis.
Mas afastar um povo de sua pobreza, considerada destino, livrar um país de heranças coronelistas e criar um novo modelo econômico tem seu preço. E é caro.
Ao mudar os conceitos e dar inicio a um processo de dignidade popular, Lula ferio sentimentos centenários. Ainda que jogasse nos dois lados, financiasse ricos, promovesse corporações, o que estava em jogo e é inadmissível era a melhoria de vida do povão e a soberania nacional finalmente conquistada.
A melhoria nas condições de vida não eram interessantes às corporações, que tinham como caixa de ressonância, os pequenos empresários ignorantes e sedentos por se tornarem gente grande.
A soberania, por sua vez, sempre foi ignorada pelo próprio exército, embora seja a função principal de sua existência.
Enfim criou-se a condição para que Lula fosse alijado do processo eleitoral. A corrupção. Não que alguém de sua oposição, formada pelos mais conhecidos canalhas, estivesse preocupado com o fator honestidade, pelo contrario. Essa questão é apenas um mote para dar a juristas especialmente treinados, o veredito final.  Veredito apoiado por ignorantes manipulados, joguetes nas mãos dos verdadeiros canalhas.
E Lula é o único corrupto vivo e condenado desse país.
E por onde andam os 200 milhões do Cunha, os 540 do Serra, o trensalão do Alckmin, o Helicoca, dos Parrelas, o avião de pó da fazenda do Maggi, os processo por uso de agrotóxico do Gilmar, as malas do Aécio, o apartamento do FHC em Paris, o duplex do Moro pago a preço de casa popular, o dinheiro do Jucá? Ninguém mais se preocupa com isso.
O golpe é tão hilário, que todos os bandidos denunciantes foram soltos, exceto o atrapalhado Joesley, que após financiar o golpe de Dilma, foi denunciar o Temer. Grande erro, quando só podiam abrir a boca para atribuir crimes a Lula. Perceberam o quanto Joesley é burro e ganancioso?
O que nos resta é unir a pseudo-esquerda, mas como, se o PT voltou a ser o PT. E com o PT voltando a ser o PT não há acordo.
O PT sempre esteve contra as correntes mais progressistas, quando não tinha chances de vencer, desde 1982.
O PT sempre gritou, “mas o fulano não é de esquerda”... Mas o PT não sabe que ele próprio nunca foi de esquerda. Não lembra que o Alencar nunca foi de esquerda. Esqueceu que o Temer sempre foi o que sempre foi.
Na sucessão presidencial sem Lula, os comentários mais comuns são: “Ciro é coronel.” (mas o Sarney, que chegou a apoiar o PT era o que?), “Manoela é melhor que Ciro.”- Também acredito na ideologia da Manu, mas e o fator eleitoral? Será melhor entregar para o homem da Opus Dei, ou para um Bosal populista?
Outra frase muito ouvida é a de lançar candidato próprio. Quem será o nome para ser derrotado e tirar votos de um menos pior?
Será que o PCdoB, PDT, PSB e outros, que em diversas ocasiões apoiaram o PT estavam errados, pois agora o PT diminuto, não vai agir assim.
Será melhor deixar vencer o pior, para que o PT tenha chances em 2022? Mas ai o que terá para administrar?
Não é hora do PT voltar a lutar por causas comuns, como a cobrança de impostos para as igrejas, que se multiplicaram e empobreceram a cultura e a discussão política?

Infelizmente o PT vai voltar a ser o PT. Pobre e sem qualquer estímulo a cultura, como foi o excelente governo Lula. Excelente na economia e nas questões sociais, mas nada fez contra o empobrecimento cultural e o retrocesso político. 
Sem Lula o PT volta a ser apenas um partido. Confuso. E nos voltamos a remar contra a maré, contra a direita e contra os que se acham importantes. 

sábado, 28 de outubro de 2017

O GOLPE DE MESTRE

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Finalmente Serra conseguiu cumprir seu acordo com a Chevron- Esse acordo vinha de 2000, como perdeu a eleição para Lula, não pode cumprir. Após 4 derrotas seguidas era necessário um grande golpe, onde os bandidos que sempre dominaram o Brasil, retornariam o poder e venderiam o resto do Brasil. O acordo foi feito entre grandes corporações e a facção comanda por Meirelles. Sim, Meirelles. Temer é apenas um fantoche, assim como Aécio. Com um juiz treinado pela CIA, uma imprensa vendida, e um povo ignorante e manipulado, tudo foi facilitado. Um STF já integrado, conforma gravações de Jucá (um grande acordo nacional) e um legislativo comprável. 
A solução estava na cara, o vice fantoche.

"O (des)governo golpista entregou o pré sal pela bagatela de 6 bilhões!!!
O pré sal que tem um valor estimado de 900 bilhões!!!
Só com a sanha de se manter no poder, o ilegítimo torrou mais de 32 bilhões com a compra de deputados!
O prejuízo estimado com a entrega do pré sal é de 3 trilhões!!!
Pagaremos essa conta por gerações! A educação chora, a saúde chora, os brasileiros conscientes choram!!!
Coxinhas e assemelhados, a culpa fundamentalmente é de vocês, que foram pras ruas bater panela pra tirar uma presidenta honesta e que não admitia as falcatruas dessa elite golpista!
Será que agora vocês entenderam pra quê foi o GOLPE!? Ou ainda vocês vão continuar se guiando por esse ódio cego ao PT!? E ainda achando que tudo é culpa do PT!?
Se vocês ainda não entenderam o GOLPE, é caso de internação "
3 bilhões é a dívida dos Ianques Terroristas, que agora será paga com nosso dinheiro.
3 bilhões é a transformação do Brasil num país sem problemas sociais, logo sem criminalidade. Sem pobreza. Bom para todos.
Mas vem mais, além da abolição, da abolição da escravatura, temos ainda que entregar o nióbio, o xisto e parte da amazônia. A maior reserva de água potável do mundo já está sendo negociada.
Seremos um país sem reservas, escravo de corporações e os coxinhas continuarão se preocupando com o "tiprequici" do Lula.
Pobres e ignorantes imbecis.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Foi golpe, veja porque.

Porque  foi um golpe.
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A discussão é diária principalmente no Facebook .
Foi golpe?
Claro que foi golpe.
Primeiro algumas constatações simples.
Dilma reconhecidamente não cometeu crime.
Os próprios ministros do STF reconheceram. Mas não fizeram nada.
Nenhum político que votou pela saída de Dilma, o fez por critérios legais.
Os maiores bandidos políticos do Brasil promoveram a “caça a Dilma”, ente eles ladrões, assassinos, pedófilos, estupradores, religiosos estelionatários, e condenados por escravagismo.
Políticos envolvidos nas maiores falcatruas do século passado e atual votaram e arquitetaram a saída de Dilma, pois se consideravam alijados do poder, ou seja, estavam roubando pouco.  Entre os golpistas estão Sarney, político golpistas já na década de 50 e 60, causador de atraso, pobreza e morte no Maranhão. Jucá, Angorá, velhos no mundo da canalhice político. Lobão, um bandidão desde a repressão. Serra e FHC, privatas que deram os maior golpe no Brasil até hoje, conhecido como a privataria tucana, deram um golpe em torno de 10trilhões.
Só para se ter uma ideia, aquele juiz treinado na terra dos terroristas ianques, calcula um prejuízo de 4 bilhões em corrupção na Petrobras. 4, isso 4 bilhões, me parece uma ninharia se comparado com os 17 trilhões de dólares que é seu valor. Muito pouco em comparação com a perda nas bolsas, em um único dia, pelos boatos causado pelo Dr. Juiz, cuja mulher, segundo informações advogou para a concorrente holandesa.
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Ai um coxinha imbecil qualquer. Um desses idiotas que vaia para a Miami comprar bugiganga chinesa, para a Disney onde tira foto com o Pateta e se acha lindo e chic. Esse coxinha idiota vem e pergunta, mas porque os EUA precisam da Petrobras?
-Porque essa empresa representa o mesmo valor da divida dos assassinos ianques, ou seja, 17 trilhões de dólares.
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Mas esses idiotas, retardados, vão perguntar , mas eles tem empresas maiores e se quisessem fariam novas, ou compravam.
-Não idiotas, retardados, eles geralmente invadem, como fizeram no Irã, no Iraque, ou promovem discórdias, como na Síria, na Líbia, e quando o país estiver no caos eles chegam para cuidar do que sobrou, ou seja, o Petróleo, como fizeram no Kwit, como faziam na Venezuela antes de Chaves, ou no Brasil da ditadura. Eles não podem comprar e só um governo canalha e entreguista venderia, como foi o de FHC, e de todos os tucanos nos estados, ou como o golpista Temer, que não tem compromisso nenhum como o povo.

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Os retardados insistem: Mas se privatizar não vai ter corrupção.
Não idiota, a corrupção parte sempre das empresas privadas para as estatais devido a ganancia do capitalismo.  São empresas estatais que podem investir em achado como o pre-sal,  muito caros paras as privadas que só visam lucro. O maior lucro de uma estatal é o social.



Mas o preço é mais barato com livre concorrência.
Mentira criada para enganar você ´que é manipulado.
O custo da gasolina em países árabes é baixíssimos, assim como na Venezuela, porque a estatal deve servir a população. A partir do momento em que se vendem ações de uma  Petrobras  como FHC fez, e o golpista Temer resolve seguir o mercado americano, estamos sujeitos a altas por furacões, terremotos, etc.  Ai nossa gasolina sobe 4 vezes em uma única semana.

Falamos aqui apenas de gasolina, para justificar o golpe, pois Lula e Dilma não iam entregar nossas reservas.

Mas o que seria da indústria aeroespacial dos EUA sem o nosso nióbio e só nos temos o nióbio, você sabia coxinha?
E o nosso xisto? E a nossa biodiversidade que os golpistas estão entregando aos sionistas terroristas?
Ah, você não pensou nisso?
Então pense na maior reserva de água potável do mundo, é nossa, o aquífero Guarani,  mas os bandidos estão negociando com a Coca-Cola e a Nestle, em breve serão os donos da água do mundo, junto com Danone e Pepsi, você não sabia idiota?
Imagine o pequeno produtor de alface do interior sendo preso porque furou um poço sem autorização da Nestle. Imagine no futuro qual será o preço do alface?

Você não tem perdão para sua ignorância. Pare de ler Bíblia, Veja, Globo, vá ler um pouco de ciência e política internacional.

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E comece a entende o que é um golpe.
Que roubar nesse pois é normal, pois aqui não existe médico que dá recibo de tudo, corretor, que passa todos imóveis pelo valor real, advogado que não dá um jeitinho pelo cliente sabidamente bandido, povo, que não rouba mercadoria de caminhão tombado, paneleira que não para em fila dupla na frente da escola do filho. Não há riqueza honesta, não há político sério.

Todos querem a maior parte que conseguirem e somente usando um povo burro e facilmente manipulado, conseguem dar uma golpe e ainda falar que era contra a corrupção. 

sábado, 2 de setembro de 2017

Os capitalistas brasileiros destruidores do capitalismo

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O capitalismo é feito de corporações não existe no planeta nenhuma grande riqueza que seja honesta e não tenha sido erguida com a participação do estado, de um ou vários estados.
Gostando, ou não essa é a síntese do capitalismo. Assim funciona o capitalismo, dependente das benesses do estado e explorando o trabalhador. Sonegando, pegando empréstimos baratos e apoiando governos que os defendem.
Hoje, dia 02-09-2017 a empresa JBS vendeu sua indústria de celulose para os holandeses, ai lembrei-me  do Coronel Deliro Gouveia.
 

Delmiro Augusto da Cruz Gouveia, mais conhecido como Delmiro Gouveia (Ipu, Ceará, 5 de junho de 1863 — Pedra, Alagoas, 10 de outubro de 1917), um industrial brasileiro, foi um dos pioneiros da industrialização do país, e do aproveitamento do seu potencial hidroelétrico, tendo construído a segunda usina hidroelétrica do Brasil, sendo a primeira a Usina de Marmelos construída por Pacifico Mascarenhas, inaugurada em 11/12/1898, conforme o historiador Abílio Barreto
O sucesso da empresa Pedra Branca- que em 1916 já produzia mais de 500.000 carretéis de linha por dia - chamou a atenção do conglomerado inglês Machine Cotton, que tentou por todos os meios comprar a fábrica. Por motivos políticos e questões de terras, Delmiro Gouveia entrou em conflito com vários coronéis da região, o que provavelmente, segundo a maioria dos historiadores, ocasionou seu misterioso assassinato à bala. Sua empresa foi comprada pelos ingleses que a quebraram inteira e jogaram suas maquinas na cachoeira.
Estava encerrada a possibilidade de uma primeira corporação brasileira.

Barão de Mauá – Após montar o Banco do Brasil, pois achava que o Brasil não deveria ficar nas mãos dos banqueiros sionistas ingleses. Começou a investir em outros ramos incluindo estradas de ferro, entre elas a Santos-Jundiaí.
O governo fez de tudo para prejudicar o capitalista Mauá, incluindo obriga-lo a financiar a guerra contra o Paraguai, a pedido dos ingleses, é claro. Mauá quebrou e com ele o sonho de um Brasil cortado por estradas de ferro e bancos 100% nacionais.
Tivemos outros exemplos menores, Gurgel, que pretendeu uma indústria de carros com motores 100% nacionais. Acabou falindo sem a prometida ajuda do BNDES. A mesma ajuda que vem sendo dada a multinacionais, como a VW e Ford (essa participou até do apoio a ditadura e seção de tortura).
Tivemos a Embraer, iniciada lá atrás, que ao chegar no alto, foi derrubada pelo governo entreguista de FHC. Fatiada e transformada em ações, para não se tornar a grande comparação da indústria aérea. Os idiotas comemoraram. Uma empresa a menos, ela poderia se tornar a terceira do mundo.
A Petrobras, essa é mais importante, matou Getúlio e fez o golpe de 64 e de 2016. O brasileiro comum é ignorante, o empresário brasileiro é burro.
Atrelados a uma mentalidade de vira-latas e a um marketing entreguista, os brasileiros acreditam num juiz que investiga a corrupção de 2 bilhões, mas ignoram o prejuízo de 4 a 16 bilhões em cada poço negociado pelos entreguistas.

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Bons exemplos para lembrar que o Brasil vive gritando contra o comunismo. Que por sinal nunca deu as cara por aqui. Ah, Lula tinha um vice capitalista, apoiou empresas, deu isenção de IPI e pagou dívidas externas deixadas por entreguistas.
Mas também não somos capitalistas, pois os capitalistas daqui estão empenhados em destruir o capitalismo.

Enfim, esse é o pais em que cafetão se apaixona, puta goza, traficante se vicia e capitalista destrói grandes empresas em corporações, porque são coisas de “comunistas”.    

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Na terra do golpe, o povo só perde - Parlamentarismo e “Distritão”: o projeto Temer-Cunha ataca a soberania

Parlamentarismo e “Distritão”: o projeto Temer-Cunha ataca a soberania

Nesta fase do golpe, o objetivo é impedir que um novo Congresso eleito ouça a voz das ruas e remova as ‘reformas’ do governo ilegítimo
O projeto Temer-Cunha abrirá as portas do Legislativo para as corporações políticas e econômicas
Uma vez mais, e jamais suficientemente, é preciso pôr à luz do sol o caráter do golpe em curso, como forma de antever seus próximos passos, e a eles nos anteciparmos. Jamais será excessivo destacar seu caráter oligárquico, antinacional e antipopular, autoritário e desconstrutor da ordem republicana. Mas agora é preciso, também, denunciar as maquinações contra a política e a democracia representativa que, após o hiato dos 21 anos imposto pela última ditadura, nosso povo vem, aos trancos e barrancos, tentando reconstruir.
Quando é mais grave a fragilidade dos partidos políticos, mais aguda a crise de representação das casas legislativas (segundo pesquisa Ipsos, 65% dos brasileiros não confiam no Congresso), quando fica exposta a dissonância entre a vontade popular e o papel de seus governantes, a atual e mercenária maioria parlamentar, sob a regência de Michel Temer, anuncia novos ataques à soberania popular, mediante as propostas de Parlamentarismo (ou “Presidencialismo mitigado”, como parece preferir o antigo operador do Porto de Santos) e o tal do ‘Distritão’.
As duas propostas são complementares, imbricadas, e visam tão simplesmente a afastar ainda mais o povo do processo político, promovendo a exclusão das forças populares. Legislando ostensivamente em causa própria, a maioria parlamentar – empresários, ruralistas, seitas neopentecostais, o ‘Centrão’, os grileiros, os sonegadores de impostos e seus despachantes, a ‘bancada da bala’, a burguesia rentista, os assaltantes do erário – objetiva impedir a renovação que a consciência nacional exige.
‘Distritão’ e Parlamentarismo enfeixam as novas regras eleitorais cozinhadas na Câmara dos Deputados com o objetivo de reduzir ao mínimo a autonomia da soberania popular.
O ‘Distritão’, mostrengo político e constitucional  sob qualquer análise, é projeto velho das velhas raposas e foi proposto, de início, pelo então deputado Michel Temer. O cúmulo de estapafurdice se deu numa reunião do Conselho Político da Presidência da República, ainda no governo Lula.
Sua única ‘contribuição’ (de Temer) em  todas as reuniões do Conselho foi essa, rechaçada pelos demais presidentes de partidos. A unanimidade contra traduzia uma razão gritantemente lógica: o ‘Distritão’ significa a desmontagem do regime de partidos. A quem pode interessar tal projeto em uma democracia representativa, por definição dependente de um sólido arrimo partidário?
Poucos anos à frente, o mesmo deputado Temer (o menos votado na bancada paulista) é eleito vice-presidente da República com os votos de Dilma, e, imediatamente esquece o tema, que voltaria à tona em 2015, porém, desta feita, mediante projeto de lei de seu comparsa e então presidente da Câmara dos Deputados, o hoje presidiário Eduardo Cunha. O projeto, apesar de Cunha, foi rejeitado. Ainda apesar de Cunha, foi derrotada, naquele mesmo 2015, a proposta de ‘sistema distrital misto’, retomada agora pelo tucanato, sempre tardio.
Por que voltam agora, um e outro?  Porque não basta depor Dilma Rousseff  e não basta impedir a candidatura de Lula (embora isso seja fundamental para os desígnios futuros da Casa Grande), e mesmo não basta a desnacionalização de nossa economia, a recessão, a desindustrialização e a reprimarização do setor produtivo, o arrocho salarial e desemprego (preço que os assalariados pagamos para financiar a farra dos juros da dívida).
Não basta mesmo a destruição dos direitos dos trabalhadores, nem mesmo a reintrodução do trabalho escravo no campo, projeto apresentado por deputado do PSDB que, em pleno terceiro milênio, permite que o empregado rural possa receber, pelo seu trabalho,  “remuneração de qualquer espécie”, ou seja, ao invés de salário, um naco de rapadura com farinha, uma choça para morar, um par de sandálias de rabicho ou aquela calça velha que o fazendeiro não quer mais vestir.
O essencial, nesta fase do golpe, é impedir que um novo Congresso (novo segundo o caráter de sua composição), ouvindo a voz das ruas, remova, como entulho, as ‘reformas’ do governo ilegítimo levadas a cabo por um  Congresso à míngua de representatividade.
Por isso, e por óbvio, as eleições de 2018, para ocorrerem, precisam ser ‘seguras’. Daí o ‘Distritão’, que destrói a fidelidade partidária e os partidos, e, ele sim, inviabiliza a governabilidade, pois ao invés de 20 ou 30 partidos, o governo terá de negociar, na Câmara, com 513 ‘partidos’.
Transformando a eleição proporcional numa cara eleição majoritária, sem a mediação dos partidos, o projeto Temer-Cunha escancarará as portas dos Legislativos – e é isso o que pretende a maioria de hoje – para os representantes das corporações políticas e econômicas (as FIESPs, CNIs e quejandas), os milionários, os rentistas dos dinheiros públicos, os titulares de cargos eletivos, os doleiros, os ‘bispos’ de seitas religiosas conhecidas pelo seu reacionarismo, as celebridades midiáticas e os meliantes de carteirinha, à procura, a qualquer preço, de imunidade parlamentar (Informa André Barrocal, Carta Capital de 16 de agosto que 300 a 400 dos atuais congressistas são investigados pelo STF e 55 são réus em 100 ações penais). Todos estarão bem representados, menos o povo.
O golpe midiático-parlamentar-judicial-rentista, operado pela aliança do agronegócio com o capital financeiro, nacional e internacional, se instala com a deposição de Dilma e, a partir daí, passa a desenvolver-se em etapas, e a primeira e a mais grave delas é a destruição do projeto de Estado em construção desde a revolução de 1930.
A operação está em curso, e assim permanecerá, enquanto não for possível remover o governo de fato que aí está. A destruição da Previdência Social é apenas uma das metas imediatas do golpe, passado o desmonte da legislação trabalhista. Outras virão.
Como ignora quanto tempo permanecerá dormindo no Jaburu e recebendo visitas noturnas nada republicanas, o presidente denunciado como corrupto, e sua grei, correm com as ‘reformas’. Entrementes, há a ameaça de eleições gerais em 2018, pleito que a correlação de forças reinante não conseguiu, até aqui,  reunir condições de evitar, embora o ‘mercado’, revelando a alma do golpe, diga (Valor, 21.6.2017) que “as eleições de 2018 representam risco real à agenda de reformas necessárias para o país voltar a crescer”.
Daí o apelo ao ‘Distritão’ (que assegurará o controle dos legislativos pelo poder econômico) e o Parlamentarismo, que anulará a eventual eleição de um presidente ‘fora do controle’. Essa ameaça, hoje, tem nome e sobrenome: Luiz Inácio Lula da Silva, alternativa popular que a Casa Grande não admite.
Jamais admitiu.
Em 1955, sem forças para derrotar a candidatura de Juscelino Kubitscheck, a direita civil-militar intentou impedir sua posse. Em 1961, sem forças para evitar a posse de Jango (pela qual gritavam as ruas em esplêndida unanimidade), negociou o Parlamentarismo, que, no Brasil, não é um sistema de governo, mas um instrumento de golpe de Estado.
Como é sabido, convocado a falar em Plebiscito (1963), o povo impingiu ao Parlamentarismo uma derrota esmagadora. Na Constituinte, derrotado no Plenário, o PSDB conseguiu a convocação de novo Plebiscito (1993) para decidir qual sistema de governo o povo preferia, optando entre Presidencialismo, Parlamentarismo e Monarquia. Outra rejeição ao parlamentarismo, outra consagração do Presidencialismo.
História monótona: em 1989, a Rede Globo interfere no processo eleitoral manipulando a cobertura do último debate entre os candidatos; o presidente da FIESP (sempre ela!) anuncia que milhares de empresários brasileiros estavam se preparando para abandonar o país “se o metalúrgico for eleito”. A liderança de Lula nas pesquisas de intenção de votos, em 1994, justificou uma emenda constitucional reduzindo de cinco para quatro anos o mandato presidencial. Inesperadamente eleito FHC, o Congresso aprova nova emenda, desta feita permitir a reeleição.
Hoje,  a ameaça é, uma vez mais, a eventual eleição do sapo barbudo. Daí os processos que se acumulam contra o ex-presidente, com o único e claro objetivo de tirá-lo da disputa. Sem o metalúrgico no páreo, a Casa Grande conta ganhar as eleições.
Mas o seguro morreu de velho. Como precaução, tenta implantar o rejeitado Parlamentarismo, no qual o Presidente da República manda tanto quanto a Rainha Elizabeth. Nesse caso, tanto faz Lula ou Bolsonaro, pois o controle ficará sempre com o Congresso, que, na próxima legislatura, mercê das regras eleitorais em discussão, será, certamente, mais corrupto e mais ilegítimo.
No Parlamentarismo, a classe dominante, a mesma gente que vem mandando e desmandando desde a Colônia, não corre risco, pois, se em eleição direta jamais emplacará em 2018 um filho seu na Presidência, em eleição indireta jamais será eleito um Lula.
Esse é o preço que nos cobra a versão trágica da História recorrente.
STF
O grave não é nem a ‘disenteria verbal’, nem a ‘decrepitude moral’ (palavras de Janot) do ainda ministro Gilmar Mendes, mas a omissão cúmplice do STF e do CNJ ante seu comportamento, seu falar e seu agir.
Roberto Amaral
Leia mais em Carta Capital
 
Roberto Amaral é escritor e ex-ministro de Ciência e Tecnologia
Leia mais em: www.ramaral.org
 
   
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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Roberto Amaral: O golpe em curso só para quando desmontar o Estado nacional

O golpe em curso só para quando desmontar o Estado nacional

Só uma reação popular pode evitar um retorno à era pré-Vargas, do Brasil agroexportador e importador de todo o resto.
Temer: hoje ele é a face da destruição do legado varguista
As atenções dos analistas se voltam para a rejeição, pela Câmara dos Deputados (a mesma que depôs Dilma Rousseff), do pedido de licença do STF para processar o ainda presidente da República. Exegetas de todos os naipes se esmeram na procura de significado nos números de votos pró e contra abertura de processo, e há os que perscrutam os astros à procura de luz para a gritante indiferença popular. Teria o povo, cansado e decepcionado, desistido do país, ou simplesmente se deu conta da inutilidade de seu empenho diante de uma partida já decidida na ausência de escolha, pois tratava-se, aquela votação, tão-só de trocar, ou não, seis por meia dúzia?
Ora, o relevante para os grupos que se apossaram do poder, cevados desde o Brasil colônia na sonegação de impostos, na corrupção e na grilagem, não é a escolha do timoneiro sem autonomia; o que os mobiliza, na verdade escancarada, é a sustentação e aprofundamento do desmonte da “Era Vargas”, o sonho da casa-grande desde a intentona de 1932, até hoje cultuada pela oligarquia paulista.
Vargas é ainda o espectro que rouba o sono da Avenida Paulista. As menções a reformas e mais isso e mais aquilo são a senha para impor o ajuste de contas e, com a revivência do passado, impedir o parto do futuro, a saber, a emergência de sociedade menos injusta e mais inclusiva, pois era esse o limite do varguismo e dos projetos do trabalhismo, apodado de “populismo de esquerda” pela sociologia paulista, que jamais dialogou com Florestan Fernandes.
O combate à “Era Vargas”, e, por extensão, ao trabalhismo de um modo geral, o que explica o ódio incontido a Jango e a Brizola, foi sempre o grande leitmotiv dos grupos exportadores, das casas de comércio importadoras e do capital financeiro imperialista. Por isso mesmo, o anti-varguismo encontraria campo fértil para sua disseminação em São Paulo, cuja industrialização ocorreu a despeito do reacionarismo das oligarquias agrárias, que, todavia, impuseram o viés conservador.
Ali, a reorganização e politização do sindicalismo, já ao final da ditadura de 1964 e sob a égide da nascente “era Lula”, teria como elemento aglutinador o combate ao “peleguismo” – termo grafado pela direita para indicar, pejorativamente, o sindicalismo herdado de Vargas e partilhado com os dirigentes comunistas, do antigo “Partidão”. Para o petismo daquele então a CLT era uma arcaica tradução da Carta del lavoro, de Mussolini, e Vargas apenas um ditador. Por seu turno, o tucanato, nascido de uma costela do PMDB (de onde herdou o DNA), anunciava, pela voz de FHC, seu grande sonho: “varrer a Era Vargas”.
O primeiro grande golpe contra a “Era Vargas”, pós-redemocratização de 1946, foi disparado em 1954 com a sublevação militar (Eduardo Gomes, Juarez Távora, Pena Boto) que, açulada pela direita civil (Carlos Lacerda à frente) impôs a deposição de Vargas. O antigo ditador, agora presidente eleito e democrata, se viu acossado por haver ousado atribuir ao Estado o papel de indutor do desenvolvimento, consubstanciado na criação do BNDE, da Eletrobrás e da Petrobras. Quando lhe puxaram o tapete do apoio militar, o presidente não tinha mais condições de apelar às massas, pois seu sindicalismo de cooptação deixara de ser a vanguarda dos trabalhadores.
Naquele 24 de agosto as massas, até então silentes, saíram às ruas, desorientadas, numa explosão de desespero. Mas àquela altura já era tarde, só lhe restando chorar a morte de seu líder.
Quando esse varguismo ressurge com a eleição de Juscelino Kubitschek, em 1955, a mesma direita de 1954, agora no poder,  intenta o impedimento da posse dos eleitos, enfim desarmado pela dissidência do Marechal Lott no episódio do “11 de novembro”, que já faz parte da História.
Poucos anos passados, em 1961, frustrado o golpe populista de Jânio Quadros, as forças civis e militares de sempre intentaram impedir a posse do vice-presidente João Goulart. O veto a Jango repetia o discurso de 1954 e 1955. Sob a liderança do então governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, as forças populares se levantaram em defesa da legalidade. A irrupção derrubou o veto a Jango mas não teve forças para evitar o golpe do parlamentarismo, traficado nas caladas da noite entre forças políticas e militares. Como sempre, a conciliação da classe dominante prevaleceu. Para assegurar a posse de Jango, impôs-se emenda parlamentarista votada às pressas, mediante a qual, despido de poderes, o herdeiro de Vargas assumiria a Presidência, mas sem condições de governar.
Em 1964, o quadro se reproduz (a História brasileira é recorrente), com desfecho consabido, e a direita obtém, com a deposição de Jango, afinal lograda, e a implantação de uma ditadura longeva, aquela que parecia ser sua definitiva vitória sobre a “Era Vargas”. Entretanto, já era outro, então, o Brasil. Castello não conseguiu fazer o sucessor, e os governos militares que se sucederam restabeleceram o compromisso com o desenvolvimento, embora autocrático, e sob a égide de forte repressão que compreendeu prisão, tortura e assassinatos.
A ditadura é finalmente derrotada, mas não a persistente tentativa de aplastar a “Era Vargas”, que continuava a incomodar. Depois do assalto collorido, tivemos o neoliberalismo antivarguista e antinacional dos anos FHC, afinal superados pelas eleições de Lula.
Mas, o que era (é) o varguismo, ou pelo menos o que ele simbolizava para o País e a nação? Pinço alguns aspectos e o primeiro deles é a proteção (paternalista, se quiserem) dos trabalhadores, cuja grande marca – daí o ódio que desperta – é a Consolidação das Leis do Trabalho, editada ainda sob o Estado Novo. O varguismo pode ser identificado ainda pela opção por um desenvolvimentismo de viés industrial e tentativamente autônomo, donde a opção por políticas nacionalistas e a busca de soberania. Seus símbolos são o salário mínimo, a Previdência Social, o BNDE, o monopólio estatal do petróleo e a Petrobras, a Eletrobrás, a consolidação do CNPq e da universidade pública e, símbolo maior, nessa análise, a Cia. Siderúrgica Nacional, assegurando o aço sem o qual não se poria de pé o sonho industrialista.
E aqui se encontram o varguismo e o lulismo, malgré lui même, pois, conscientemente ou não, os governos lulistas, principalmente os dois primeiros, foram administrações programaticamente similares ao varguismo, e, por isso mesmo tão violentamente rechaçados pela oligarquia agroexportadora, mais e mais acompanhada por seitas evangélicas neopentecostais. Quais são suas características marcantes senão o desenvolvimento autônomo, a defesa da empresa nacional, a  emergência das massas, e a utilização do Estado como indutor do desenvolvimento? Essa raiz varguista decretou o fim do mandato dilmista, pela necessidade de brecar a continuidade do projeto lulista, que pode ser medido com os seguintes números: de 2001 a 2009 a renda per capita dos 10% mais ricos cresceu 1,5% ao ano, enquanto a dos 10% mais pobres aumentou à taxa anual de 6,8%.
A reação ao lulismo ou o combate anacrônico ao varguismo, objetivado a partir da deposição da presidente Dilma, não se encerra com a ruptura de 2016, pois, sua tarefa atual é cerrar as vias de seu retorno (do lulismo), amanhã, em 2018 ou quando houver eleições. Enquanto isso, remover as conquistas sociais que remontam seja ao varguismo, seja ao lulismo.
Para tal desiderato a direita não medirá esforços nem julgará meio que levem à destruição do ex-presidente e do que ele, independentemente de sua vontade, representa para o povo brasileiro, por que não há, da parte da direita (a História o demonstra sobejamente), qualquer compromisso com a democracia representativa. Isso quer dizer que as eleições até podem ser realizadas— advirtamos sempre – mas se de todo for afastada a hipótese de recidiva lulista, com Lula ou sem ele. Mas, como a principal ameaça eleitoral é o ex-presidente, torna-se fundamental removê-lo do pleito, como for dado. Se de todo revelar-se impossível deter sua candidatura (as pesquisas de opinião indicam que hoje ele teria algo como 50% das opções de voto), o golpe de mão, relembrando 1961, será ou um ‘presidencialismo mitigado’, ou o parlamentarismo pleno, já em 2018, como sem rebuços pleiteia o inquilino do Jaburu, quando, tornada irrelevante a presidência, qualquer um poderá ser eleito, até um quadro de esquerda, pois o poder ficará com o Congresso, independentemente de sua ilegitimidade. Aliás, quanto mais ilegítimo, mas dócil aos projetos da casa-grande, de quem é mero despachante.
O golpe em curso precisa de ser detido enquanto não conclui o projeto de desmontagem do Estado nacional, de nossa economia, de nossa soberania, de nossa ordem jurídica, e, afinal, como consequência, a desmontagem da democracia representativa, recuperada com tantos sacrifícios.
Como detê-lo, em face de um sistema de comunicação que professa a religião do antinacional e do anti-povo, solidário, portanto, com a blitzkrieg desencadeada contra as forças populares? Apelar para a resistência de um Congresso controlado pelo que a crônica chama de baixo-clero, para significar a composição do fisiologismo com o reacionarismo? Do Judiciário, que desrespeita a Constituição e manipula o poder mediante o jogo de liminares concedidas segundo o interesse político da hora? Afinal, que esperar de um Judiciário cujo principal líder é Gilmar Mendes?
Resta-nos confiar na reação popular, na reação dos trabalhadores, na reação da universidade, na reação dos trabalhadores, na constituição de uma frente de resistência ao desmonte do Estado, dos direitos sociais e da soberania, antes que seja tarde, e voltemos à condição pré-Vargas, a de exportadores de produtos agropecuários, de minérios, de petróleo, e a de importadores de tudo.
Se não redescobrirmos o caminho das ruas, a direita, que mede a reação popular, continuará avançando e certamente não se contentará com a condenação de Lula.
Roberto Amaral

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

DEPUTADOS DE SP, QUE VOTARAM PELA IMPUNIDADE DA CORRUPÇÃO DE TEMER

ESSES SÃO OS DEPUTADOS QUE VOTARAM PELA IMPUNIDADE DE TEMER E SP.
ELEIÇÕES DE 2018 - GUARDEM ESSES NOMES. TUDO O QUE ACONTECER DE ERRADO, CORRUPÇÃO, MORTES, CRIMINALIDADE, ENTREGUISMO, PERDA DE SOBERANIA, SAÚDE, EDUCAÇÃO SUCATEADA...
ESSES E SEUS ELEITORES SÃO OS RESPONSÁVEIS.
SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM DESSES, OU SAIU NAS RUAS GRITANDO PELO GOLPE, VOCÊ É PIOR QUE ELES E NÃO TEM DIREITO A RECLAMAR.
SE VOCÊ VOTOU NO PARTIDO DELES, TAMBÉM É UM MANIPULADO SEM DIREITO A RECLAMAR.

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Vinicius Carvalho PRB SP
Roberto de Lucena PV SP
Roberto Alves PRB SP
Ricardo Izar PP SP
Paulo Pereira Da Silva SD SP
Paulo Maluf PP SP
Paulo Freire PR SP
Missionário José Olimpio DEM SP
Milton Monti PR SP
Miguel Lombardi PR SP
Marcio Alvino PR SP
Marcelo Squassoni PRB SP
Marcelo Aguiar DEM SP
Jorge Tadeu Mudalen DEM SP
Herculano Passos PSD SP
Guilherme Mussi PP SP
Goulart PSD SP
Fausto Pinato PP SP
Evandro Gussi PV SP
Eli Corrêa Filho DEM SP
Dr. Sinval Malheiros Podemos SP
Celso Russomanno PRB SP
Bruna Furlan PSDB SP
Beto Mansur PRB SP
Baleia Rossi PMDB SP
Antonio Bulhões PRB SP
Alexandre Leite DEM SP - ABSTEVE-SE
Gilberto Nascimento PSC SP - FALTOU