Mostrando postagens com marcador religiosos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador religiosos. Mostrar todas as postagens

domingo, 24 de novembro de 2019

Coisas do Brasil

COISA ESTRANHA...

No Brasil as causas humanas são defendidas apenas pela esquerda e criticadas pela direita, mas não são exatamente pautas de esquerda, apenas se enquadram no que chamamos de justiça social.
A defesa dos povos indígenas é uma causa humana, o índio não é esquerda ou direita, mas morre pela ganancia da direita.
Não existe nos manuais comunas, nada que trate da vida dos índios, mas existe a luta por humanos, por todos os povos.
A esquerda não tem religião, esquerda mesmo é ateia, mas é a esquerda quem defende o estado laico, a liberdade religiosa, proposta pela primeira vez como lei pelo comunista Jorge Amado, enquanto deputado constituinte.
A esquerda defende a igualdade de gêneros, a direita é contra, mas é na direita que se concentram 80% da homossexualidade masculina. Essa camada social é extremamente conservadora e com costumes neoliberais. Mas a esquerda não é hipócrita em fingir que não existe.
Sem terras, são frutos, em grande parte da grilagem. A grilagem é promovida pela direita. Mas a direita, quando não pode escravizar um sem terra, se torna contra.
A luta pela preservação da natureza nunca existiu nos manuais da esquerda, pois entende-se como a luta de todos, a luta por sobrevivência. Quem destrói, sempre pela ganancia é a direita, então torna-se uma luta só de esquerda, pelo menos na mídia.
A cultura melhora a vida de todos, não é uma luta de lados, mas a partir do momento em que o povo se tornar culto, a direita é aniquilada.
A luta contra a privataria, a venda da Embraer, ou da Petrobras, que são empresas com ações na Bolsa, não é a luta da esquerda, deveria ser da direita, inclusive de empresários fornecedores de peças e equipamentos, de construtoras e imobiliárias, mas a ganancia imediata é tão grande, que esses retardados matam a galinha dos ovos de ouro...
A luta da esquerda é justiça social...

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Os politicamente incorretos. A histeria e a hipocrisia andam juntas.



O chamado “politicamente correto” são um conjunto de teses de esquerda, usadas pela direita, para compor uma cartilha, cuja intenção era evitar sintomas, mas nunca sanar as causas.
A igualdade feminina, um exemplo típico.
A mulher é barrada nas principais instituições de extrema direita, que assinam como forma de propaganda, a igualdade. Vejamos onde entra a mulher em duas organizações tradicionais da direita como a Igreja Católica e Maçonaria?
-Talvez na propaganda e no fato de terem gerados filhos conservadores.
A única intenção do “politicamente correto, nesse caso é usar o apoio a tese, como forma de propaganda. Mas, “nos aceitamos seus direitos em tese, só não temos como enquadra-las em nosso meio”.
A partir do momento em que se luta pela propaganda do politicamente correto, sanam-se os efeitos da discriminação, mas não sessam as causas dos problemas. Ou seja: As mulheres vão continuar apanhando, mortes, sendo usadas, “até porque temos uma indústria para isso e essa nossa indústria depende disso. Temos que manter essa separação que é lucrativa. Isso tudo é o capitalismo”.

Nosso  sistema capitalista é calcado na supremacia masculina, branca e se possível sionista. “Só admitimos mulheres, como forma de divulgar nossa posição democrática, desde que subservientes”.
“Se você luta como um proletário idiota, por direitos iguais, será aniquilado de nosso convívio. Lute para sanar efeitos. Nunca as causas, pois lutar contra as causas seria o nosso fim.” Precisamos de mulheres no sistema, como Carmens, subservientes e obedientes. Odiamos guerrilheiras, ainda que confusas, que não nos obedeçam.

Nosso sistema jurídico lhe dará apoio para tirar de circulação o idiota que postou uma bunda de mulher, de homem é permitido, nossas organizações estão cheias disso. Mas a bunda de mulher, nua no carnaval, ou na propaganda do sabonete, será castigada quando causar comoções e for útil aos nossos interesses, por isso ampliamos nossa rede de destruição cultural para gerar seres idiotizados.

O politicamente correto nos faz mudar algumas estruturas, ele é genial, desde que o povo não pare para pensar. Então vamos garantir isso através da educação.
História, filosofia e sociologia são matéria nocivas. Uma a cada vinte que estudam, começam a pensar e podem ser no futuro a laranja podre do cesto. Vamos substitui por uma escola técnica, assim teremos mais lucros em nossas empresas e com ensino religioso, para que os súditos aprendam a convicção. Convicção é fé e não se discute a função das Marias e nem se exigem provas.
Está escrito e que assim seja.

A sexualização da sociedade é tão útil como a religião. Todos podem ir a zona, mas não devemos trata-la com normalidade. Algumas coisas se fazem escondido. Fotos de mulheres nuas deverão ser consideradas nocivas apenas quando nos interessar. É fácil criar uma histeria contra o abuso da figura feminina, desde que não seja no carnaval, pois ele está para nos como o futebol e a religião.  Façamos de conta, que nos importamos com o uso da nudez, quando nos for viável, assim mostramos nossa moral ilibada. Isso tudo pode ser provido pela nova educação, que é um aprimoramento da antiga.
Se a propaganda do banco sionista, mostrar a mulher gostosa, sensual e burra, como modelo, vamos aceitar, precisamos de mais imitadoras, mas se alguém comentar que essa mulher é mesmo gostosa, mostremos nossa indignação.

Esses dias me surpreendi com uma matéria do G1 de Santos, onde sugeria-se que um professor "imoral" usava a figura feminina com machismo, quando na verdade, o cara que assistia a um show no Rock In Rio, deitado na grama, teve sua frente tapada por uma garota, e ai postou a foto, “Vendo Rock In Rio sob um novo ângulo”. Até ai tudo bem, não teria problema se a mulher da frente estivesse vestida de madre, ou se fosse velha, ou se fosse a mãe dele. Mas era uma garota com metade da bunda para fora, o que levou as feministas locais a deduzirem, que o cara era tarado, ou incentivava estupros em ônibus, ou feminicidios?
Oras, isso é uma sociedade hipócrita e doente, onde juízes liberam maridos assassinos, por bom comportamento, onde ejaculadores de ônibus não são presos, mas ai percebi, pela cabeça das doentes, que a culpa era toda do professor.

Entre mais de 200 comentários, um deles dizia que o professor não deveria fotografar a moça de costas, sem a permissão dela. Opa!!! Tirem todas as câmaras de monitoramento do mundo, eu não dou ordem para ser filmado sem minha autorização.

Mulher invisível pode ser fotografa e ser vista sob novo angulo? 
Opa, mulher na praia não deve ser fotografada... Mas e se  é minha filha e pediu?
É imoral fotografar um morador de rua, ou imoral seria deixá-lo nessa condição?
Uma senhora toda coberta pode ser fotografada?
 Se for uma mulher de traseiro avantajado não posso fotografar?
Se pobres invisíveis estiverem a minha frente, eu posso falar que vejo tudo sob um novo angulo?

Vamos queimar todo o trabalho de Herny Cartier Bresson, ele numa pediu autorização para fotografar na rua... Mais  a rua não é mais publica? 
Não vamos confundir as coisas. A moça tem direito de sair de shots curtos, ou sem ele, moça, moço, ou seja o que for. Não deve ser importunada, tocada, agredida com palavras, gestos, ou fisicamente. Esse é o principio da coisa. Esse é o respeito pelo outro, não importa gênero, ou raça. Simples assim.
A luta feminista é muito maior que isso. Não pode se render a hipocrisia religiosa capitalista e servil.

Mas não se tira o direito da fotografar as ruas e eventos públicos, não se tira o direito a pensar e se manifestar se é bonito, ou feio. Claro, de acordo com o padrão de cada um. E quando eu fotografo alguém que se posta a minha frente como estatua, e ainda comento que trata-se da nova visão do evento que estou assistindo, não estou de forma alguma ofendendo ninguém.
E as ruas estão cheias de coisas interessantes, cheias de gente invisíveis, que só são reparadas quando fotografadas e mostradas. Não vai ai nenhum preconceito, pelo contrario, a mostra da diversidade e dos esquecidos é o que os fazem lembrados.

Chega de politicamente correto, quando se trata de efeitos. Vamos ao politicamente correto nas causas e elas atendem por fascismo, ignorância, fundamentalismo religioso, histeria de massa, hipocrisia, capitalismo explorador, que na verdade pode ser substituído por uma única palavra: IGNORANCIA.

Não. Esse artigo não é contra o politicamente correto. É contra a histeria sem fundamento, a hipocrisia e a sociedade religiosa. Mas se eu precisar provar aqui, que todo o machismo é cultural e vem da religiosidade, vamos então esquecer a inquisição e o Oriente Médio. E que siga o enterro...

Ah...Alguém quer falar sobre a industria da violência? Seus motivos e as vantagens de sua manutenção? 

domingo, 20 de setembro de 2015

Mídia realiza ‘gigantesco esforço golpista’, afirma secretário do MiniCom - Correio do Brasil


Pensando na matéria do Correio do Brasil:

Sempre bato na mesma tecla. Para ter um revolução é necessário mudança cultural. A esquerda até hoje não percebeu, fica discursando palavras de Marx, lembrando "o capital" e jogando no ar palavras de ordem. 
A direita é mais atenta. Destruiu a geração de 50 apenas com o processo de "ignorantização" popular. Uma nova geração começou a surgir nos anos 80, com a redemocratização do país e conquistas sociais colaboraram com a evolução. 
A partir do início do século XXI e direita contra atacou e se organizou na mídia buscando novamente a geração de ignorantes.
Empresas patrocinam e a mídia distribui a nova ordem cultural.
O resultado é claro. Está sendo visto hoje, um país ignorante, crescimento de religiões, mentes fracas, artes pobres e a substituição de valores.
O cenário agora é propicio a um novo e pacífico golpe.
O povo não vai perceber. .
A ignorância, que hoje assola o Brasil nos levará ao caos. Somos governados por um congresso esperto, que sempre luta pelos próprios interesses. 
Bancadas religiosas, de agronegócios e entreguistas lutam por um único ideal: Dinheiro no bolso, mas para que isso dê certo o povo tem que ser mantido ignorante e dócil. 
Assim voltaremos ao passado e o brasil perde suas chances de ser um país do povo e para o povo. 


Mídia realiza ‘gigantesco esforço golpista’, afirma secretário do MiniCom


Por Redação, com Felipe Bianchi – de São Paulo
Representante do Ministério das Comunicações (MiniCom) na abertura do Seminário Internacional Mídia e Democracia nas Américas, realizado na capital paulista ao longo deste fim de semana, o ex-deputado Emiliano José da Silva Filho, atual secretário de Comunicação Eletrônica, identificou o movimento golpista que move as empresas controladoras da mídia no país.
Edson Lanza (relator especial para Liberdade Expressão da OEA), Venício Lima e Emiliano José defenderam que sem pluralidade na mídia, não há liberdade de expressão
Edson Lanza (relator especial para Liberdade Expressão da OEA) e Venício Lima defenderam que sem pluralidade na mídia, não há liberdade de expressão
Segundo o também jornalista Emiliano José, “é inegável que os meios (de comunicação) têm empreendido um gigantesco esforço golpista”. Apesar da certeza do envolvimento das principais empresas de comunicação na tentativa de derrubar a presidenta Dilma Rousseff, José concorda que pouco tem sido feito com o objetivo de mudar o atual cenário.
A urgência de democratizar a comunicação no Brasil foi exatamente o tema de debate na abertura do Seminário Mídia e Democracia nas Américas. Por videoconferência, na noite desta sexta-feira, Edison Lanza, Relator Especial para Liberdade de Expressão da Organização dos Estados Americanos (OEA), defendeu que diversidade e pluralidade nos meios de comunicação é uma condição fundamental para a garantir a liberdade de expressão.
Ciente da ausência de regulação do setor no Brasil – o advogado e jornalista esteve em Brasília recentemente, reunindo-se com autoridades políticas e entidades da sociedade civil – Lanza criticou a concentração dos meios de comunicação e o falso argumento de que regulação é censura, o que já se tornou uma espécie de ‘ antra’ dos grandes empresários do setor.
— Monopólios e oligopólios atentam contra a democracia e a liberdade de expressão. É obrigação do Estado garantir este direito a partir da regulação do sistema de comunicação — afirmou.
Segundo ele, os governos não devem intervir no que se produz, mas sim facilitar e construir políticas públicas para garantir que haja diversidade de vozes nos meios. Segundo a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, explica Lanza, é papel do Estado impedir uma excessiva concentração de meios por grupos privados, o que atenta contra a diversidade de fontes e opiniões.
— É fundamental que haja intervenção em um mercado com tendência ao monopólio — acrescenta.
Os organismos que implementem essas regulações, conforme explica o relator da OEA, têm de gozar de autonomia e independência, tanto do ponto de vista político quanto em relação ao poder econômico.
— Estes órgãos não devem ser instrumentos para calar vozes ou beneficiar interesses privados — pontua.
Mídia brasileira
‘corrompe’ opinião pública
Referência em estudos de mídia e democracia no Brasil, Venício Lima avalia que a urgência em se democratizar a comunicação no país diz respeito a findar um processo sistemático de corrupção da opinião pública.
— Se a corrupção, palavra preferida dos grandes meios, é a prevalência de interesses privados e ilegítimos sobre interesses públicos, o que a mídia brasileira faz é corromper a opinião pública. A própria elite política da América Latina identificou, em uma pesquisa feita há dez anos, que os meios de comunicação são um dos principais obstáculos para a consolidação da democracia no continente. Se houve alguma alteração nesse panorama, é de que a situação se agravou — sublinha o professor.
As condições para que os meios cumpram o papel de formar uma opinião pública democrática não ocorre no Brasil, na opinião do estudioso.
— Em primeiro lugar, a legislação está desatualizada. Além disso, até hoje os princípios previstos na Constituição de 1988 (dentre eles a proibição do monopólio e do oligopólio no setor) seguem sem regulamentação — aponta.
Segundo Venício, uma simples folheada nas manchetes dos grandes jornais, em um único dia, escancaram a falta de diversidade e pluralidade.
— A narrativa da mídia é tão homogênea que é como se houvesse um super editor que editasse as notícias de todos os meios. É essa a impressão que você terá se ler diariamente os grandes jornais, todos com as mesmas pautas e narrativas — afirma.
O único remédio, de acordo com ele, é cobrar do Poder Executivo que saia da armadilha na qual o próprio governo caiu.
— Os governos dos últimos 12 anos acreditaram, equivocadamente, que poderia ser feita uma aliança com os oligopólios midiáticos. Por isso, perdemos oportunidades históricas de se fazerem mudanças fundamentais, de fazer o mínimo para sanar os problemas que nos colocam na situação crítica de hoje — lamenta.
Pressão golpista
O Ministério das Comunicações foi representado por Emiliano José, histórico militante pela democratização da comunicação que ocupa o cargo de Secretário de Serviços de Comunicação Eletrônica. Segundo ele, existe a clareza, no MiniCom, de que o debate sobre a regulação é fundamental para o avanço da democracia no país.
— O ministro Ricardo Berzoini tem dito que está disposto a desenvolver esse debate, assumindo o compromisso de intensificar esse processo — diz ele.
De acordo com Emiliano José, a luta pela democratização da mídia é árdua e, infelizmente, esbarra no cenário político desfavorável ao governo.
— Imaginar que haverá alguma proposta concreta de regulação do setor é uma contradição. Sabemos a composição e como funciona esse Congresso, e nenhum governo pode prescindir do Congresso — disse, lamentando a conjuntura desfavorável.
Para o executivo do MiniCom, é bastante difícil separar seu papel no Ministério e o histórico na luta por uma mídia democrática, causa à qual se dedico “há décadas”. Como militante, Emiliano opina que a mídia não está ao lado do povo brasileiro.
— O suicídio de Vargas, em 1954, quando já estava praticamente consumado um golpe contra ele, vanguardeado pela imprensa, tem relação íntima com o bombardeio midiático sobre a presidenta Dilma. É inegável que os meios têm empreendido um gigantesco esforço golpista — aponta.
Emiliano José também listou iniciativas que o Ministério das Comunicações tem tomado. Além do Canal da Educação e do Canal da Cidadania, que fomentam canais educativos e públicos, Emiliano José cita também o Plano Nacional de Outorga de Rádios Comunitárias, que deve desburocratizar o processo de outorgas.
— É preciso cavar espaços para amenizar o problema do monopólio. Não se trata de excluir vozes, mas ampliá-las — conclui.