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quinta-feira, 30 de abril de 2020

Livro: O Pastor:Os bastidores da fé - Lançamento

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O Pastor

O enredo do livro é bastante objetivo. Nas primeiras páginas já conseguimos identificar do que se trata. Como o autor já havia mencionado o livro possui sim uma abordagem um tanto agressiva, porém significativa. Dá para absorver seu ponto principal e a crítica por trás do enredo. Zéca é um personagem difícil de se decifrar inicialmente. Ele parece salafrário, assim como Jóca, mas parece que após um tempo ele realmente passa a acreditar nas próprias palavras e age como um verdadeiro crente, o que logo notamos que ele não é. Achei interessante e bastante real. Infelizmente o mundo está cheio de atores como Zéca, que fingem ser quem não é e que ludibria uma infinidade de pessoas que realmente acredita que é Deus o usando. É por esse tipo de gente que a religião acaba se manchando. Nem todos são como ele, mas é o que está em vista, é usado como parâmetro.
Apesar de Jóca ter tentado se redimir e fazer a coisa certa, ele não poderia se eximir de seus feitos. Ele também errou muito, mas pagou do jeito errado.
Há o cutucão na ferida, sobre igrejas (não só como as que o Pastor Silva ministra, mas em tantas outras) que se aliam a partidos políticos e tantos outros meios para se fazer visível, e apesar de vermos no texto que é uma grande máfia — perigosa para aqueles que são contra —, infelizmente é real. É algo que vemos diariamente na TV e em tantos outros lugares.
Como escritora, gostei da abordagem, do final, acredito que se encaixou bem. Porém como leitora, não gostei do final. Zéca merecia ser punido sim e descoberto por seus crimes, mas assim como na realidade, seria um sonho quase irreal de acontecer, afinal essas pessoas nunca são punidas como merecem.
É um bom livro, creio que tenha potencial para alcançar um número de leitores interessados pelo tema e até mesmo aqueles que não são tão familiarizados. Ele também pode incomodar um pouco algum frequentador assíduo de igreja X, mas o leitor não poderia negar que o teor do livro é realista e intenso.

Paloma Oliveira







sábado, 18 de fevereiro de 2017

Fábrica da violência

A violência da direita é impune.

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Quando falamos de violência pensamos logo na “violência de varejo” . Aquela do dia-a-dia, no assalto na casa, no roubo na rua, no roubo de carro, de sequestros, assassinatos, etc.
Varejo uma ova, pois hoje vem no atacado.
E no atacado é impune como os seus verdadeiros causadores. O estado e a facção chamada de classe dominante.
São famílias de vitimas do descaso do estado fazendo vitimas na sociedade.
Fazem parte dos posseiros expulsos da terra por grileiros protegidos pelo sistema, desempregados de multinacionais por empresários protegidos pelo sistema.
É a violência dos violentados, que não tem onde morar, pois Minha Casa é para classe alta nos governos de direita. Expulsos da escola, pois a fome fala mais alto que a vontade de aprender e a merenda roubada faz falta na barriga do pobre.
É a violência que cresce as margens dos Lava-Jatos empenhados em achar um crime para o Lula enquanto a “facção oficial” indica ministros e ministros se divertem nos iates do poder com as filhas dos futuros violentos.
Bandidos batem em idosos, enquanto seus país sofrem nas filas dos aposentados. Estupram crianças enquanto um congresso cheio de estupradores gente de bem, no congresso fazem as leis. Mas só para eles, os bandidos pobres.
A casse média, sempre achando que não é pobre, que não é violentada apenas reza. Ora na hora. Mas nessa hora os violentos já se rebelaram. Os culpados jantam na mesa da justiça.

E a violência vai cuidando naturalmente de aniquilar a classe média. Aquela mesmo que levou os culpados ao poder e transformou  violentados em violentos.