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quarta-feira, 18 de março de 2015

Pérolas da manifestação Dias 15 e 12 - Avante Coxinhas

Dia 12


Putaria total
Paulista vira zona


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Coxinhas metidos a ricos

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Água em SP também é culpa da Dilma...
Coxinhas burros

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 Um ÇELFI  CUS OMI



Aócio Never... Sempre botando em você.



Seria esse um órgão excretor da tucanalha? 


São tão burros, que o congresso fode eles e ainda pensam que foi a DIlma

Esses ressuscitaram o Plínio Salgado - Túnel do tempo apresenta a volta do ANAUÊ

A direita precisa mostrar as bundas, pois o pensamento é uma MERDA

Os organizadores estimaram em 16 pessoas, mas a PM disse que eram 14. 
Eu só contei 9... Força Manaus...

Vale a pena assistir esse vídeo.
Um pouco da sabedoria coxinha.
Uma aula...

Esse cara é um gênio
No fim tomou um esporro do PM


São tão burros, que nem sabem quem vota as leis.


Paulinho da Força assina ficha pedindo impeachment da Dilma (Foto: Filipe Redondo/ Epoca)
Paulinha da Farça, o trabalhador que nunca fez nada e vota em tucanos, depois 
de apoiar a PL que fode o trabalhador, foi gritar contra Dilma




Resumo do dia 15
Fotos - Vídeos - Palavras

Brasil único país do mundo no qual o povo usa democracia para pedir ditadura, vesta camisa da CBF para lutar contra a corrupção, veste Nike contra trabalho escravo...

Salvador, a cidade com mais negros e sua elite.

Comerciantes da Paulista com medo da burguesia

Representante da "família real...

De peito aberto por mudança (?)

Em busca da ditadura

Vai encarar? 


Clique no link para ver as pérolas dos manifestantes.




paulo freire impeachment cartaz protesto

Em meio a uma coleção de faixas estapafúrdias que ilustraram uma parte dos protestos contra a presidente Dilma Rousseff (PT) neste domingo (15), uma chamou a atenção: “Chega de doutrinação marxista. Basta de Paulo Freire”.
Para quem não sabe, o pernambucano Paulo Freire foi um educador e filósofo brasileiro e que possui influência na educação não só no Brasil, mas em todo o mundo, tendo sido homenageado por instituições como Harvard, Cambridge e Oxford. Desde 2012, ele é considerado o Patrono da Educação Brasileira.
Conhecido pela sua ‘pedagogia da libertação’, a qual estava relacionada a uma visão marxista do Terceiro Mundo, Freire foi preso durante a ditadura militar e teve a publicação de algumas de suas obras barrada pelo regime que durou 21 anos (entre 1964 e 1985) no Brasil.
A ONU aproveitou a rejeição de parte dos manifestantes deste domingo às contribuições de Freire para publicar, em sua página do Facebook, uma frase conhecida do educador [imagem abaixo]. E ela elucida bem o que ele dizia com a educação ser “um ato político”.
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O povo precisa de direito de votar (???)
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José Agripino participa, contra a corrupção (Hã?)
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Boçalnaro, exemplo de político!


Povo vê a burguesia inteligente passar. 

Democraticamente queremos a ditadura. 

Wanessa na manifestação em SP (Foto:  Vanessa Carvalho / BPP / AGNEWS)
Discurso da intelectual Vanessa Camargo


Coluna VIP das manifestações (!)


Camarote VIP com espaço Gourmet




Veja nesse vídeo, só gente politizada


Chega de imoralidade, fora Dilma


Pobre, vê se não atrapalha, estou aqui mudando o Brasil

Naftalina e pijama mijado

Seu bosta, você não tem Iphone

Quem confunde mulher, pode confundir candidato


Quero minha Bolsa Channel

O que??? Alguém me explica? 

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Essa tá supimpa...Vale a pena assistir...


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Pela volta das aulas de gramatica já


Nos somos chics bem!

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MANIFESTANTES AGRIDEM FAMÍLIA DE PROFESSORES



segunda-feira, 16 de março de 2015

Já rolou a festa, agora de volta ao trabalho...

Acabou a festa...


Muita gente estranhou minha postura intransigente contra as manifestações do dia 15 de março de 2015. Jamais me manifestaria contra qualquer manifestação popular se não fosse apenas fruto da mídia, cujos interesses vão muito além das necessidades, ou sentimentos populares.


Manifestante aberta para a ditadura


Aqueles que se manifestaram contra a corrupção – com toda propriedade – não o fizeram por livre e espontânea vontade, foram incentivados por 4, ou 5 grupos que usam as redes sociais por interesse próprio. Revoltados On Line, Vem Pra Rua, Carecas do ABC e outras siglas alienígenas não são exatamente o que se pode chamar de honestos. Entre os “donos” desse grupos estão condenados por estelionato, agressores de minorias, fascistas, homofônicos , racistas, separatistas, golpistas, etc.
Ocorre que pela internet tudo fica bonito e a luta simplista contra a corrupção se torna algo romântico e palatável.

A grande parte dos integrantes desses e outros grupos, nunca estiveram realmente preocupados com a corrupção, mas com a não participação nos atos de corrupção. As 4 famílias que controlam a mídia no brasil nunca estiveram interessadas na luta contra a corrupção. Fazem parte dela e são os principais nomes de listas de dinheiro sujo nos bancos suíços.
Outros grupos, principalmente ligados a tucanos, estão ao mesmo tempo a serviço dos interesses norte-americanos, entre eles, a necessidade de minar os BRICS. Tucanos deixaram claro que sairiam do bloco e voltariam a se aliar aos EUA. O que significa dependência e entreguismo.  Para americanos a hora de atacar os BRICS era essa, já que não podem atacar a Rússia e a China. Não é novidade para ninguém que tucanos entregariam tudo aos americanos, isso já foi provado pelos relatórios divulgados por Assange, sobre o acordo entre Serra e a Chevron.


Luta contra a corrupção.

Lutar contra a corrupção e exigir leis mais rígidas e justiça mais ligeira são uma necessidade do dia-a-dia, não começou agora. Deveriam ter lutado no governo militar, no governo Sarney e na privataria promovida por FHC.
Escrevi sobre a corrupção no meu Blog e vale a pena recordar.  (http://revistaverdadebrasil.blogspot.com.br/2015/03/a-historia-da-corrupcao-no-brasilcomeca.html )
Talvez essa matéria mostra apenas um pouco da trajetória da corrupção no Brasil.





O que diz o ex-líder do PT na Câmara:

Cândido Vaccarezza, ex-líder do governo (Lula-Dilma) fala sobre as manifestações:





Na dá para deixar de citar, que o PT saiu dos trilhos. O PT de ontem, não é o PT, que governa e nem precisamos ir longe para perceber.
Em nossa cidade Bragança Paulista, o PT apoiou um governos do PSDB e posteriormente trouxe para disputar as eleições, um candidato ex-funcionário de confiança de Serra, com sua equipe ex-DEM. O resultado é uma catastrófica administração, com perseguições, inclusive armada e ameaças de morte aos opositores. Um governo que atende aos interesses de empresários (ônibus, radar, festas, imóveis), mas se esquece do povo. Um típico governo de extrema direita.
O que tem feito aqui, de certa forma o PT também faz no Brasil, mas sem perseguições e ameaças. Faz apenas usando a influencia para comprar votos e políticos canalhas.

O PT foi peemedebelizado no caminho, para se manter no poder é obrigado a entrar no jogo.
Jogo que ele mesmo ajudou a construir.
Primeiro no apoio as bancadas religiosas, que nem deveriam existir. Não se fala em impostos para igrejas. Se ela podem ser representadas no congresso e ajudar no atraso do país, deveriam pelo menos pagar impostos.
Depois vem bancadas de ruralistas, que estão destruindo nossas florestas, bancada de multinacionais, bancadas da bola, enfim, só não existe a bancada do povo.
E ai vem a pergunta, porque o PT não usa a TV para denunciar todos e explicar que medidas necessárias ao desenvolvimento não são aprovadas porque o custo é caro.
Tem ainda a mídia, mas a grande mídia, Globo, Band, SBT, Record, são concessões.  Se elas buscam desinformar, porque não cassar as concessões?

A transformação do PT num grande PMDB



A cultura do golpe

A cultura do golpe é a falta da cultura nacional.



Artistas e intelectuais com história, que lutaram contra a ditadura, com trajetória de vida e passado digno mostram, que existem pessoas compromissadas com a transformação do Brasil.

É necessário observar que nenhum indivíduo honesto, digno e com o mínimo de cultura é favorável a um golpe.

O acesso às universidades é um dos fatores, que mais influenciam na tentativa de golpe. O acesso a faculdade é um indicador de mão de obra mais qualificada e cara no futuro. Nenhum empresário quer pagar mais. Nossa cultura capitalista ainda é escravagista.

Políticas sociais tiram da classe dominante o direito a dar esmolas, transferem ao estado a obrigação de cuidar do povo.

A falácia da ditadura é colocada na cabeça de ignorantes, com estrema facilidade. Parte do povo é covarde e prefere ser dominado. Acreditam nas falácias de segurança e honestidade, que esse mesmo povo não tem. São sonegadores, compram o guarda, enganam a alfandega, dão golpe no troco, param um minutinho na vaga, que não é deles e por ai vai. Foram covardes na ditadura e ainda dizem, "eu e meus pais nunca tivemos problemas", é claro, sempre foram covardes, treinados desde crianças a cuidar apenas dos próprios interesses.

A transformação do estado laico em estado fundamentalista, em grande parte por culpa do PT, que para manter a governança, fez acordos, deixou crescer, deu TVs e ministérios, é outro fator para as constantes manifestações fascistas. O estado de direito, aos poucos se transforma em estado de direita, com atraso cultural e cientifico e a criação de uma sociedade acéfala.

A manipulação da cultura, iniciada por FHC, o empobrecimento dos laços culturais, que formam uma nação e a falta de uma política nacional de cultura, substituída por PSDB e posteriormente PT, numa política de louvação ao lixo cultural, para manutenção de uma população idiota, faz parte da ascensão dos golpistas. Hoje qualquer idiota vira líder de um povo faminto intelectualmente. Ainda que não saiba.

O PT fez mudanças básicas necessárias e inesperadas na promoção do individuo, mas para manter o poder fez o jogo da direita, comprando o próprio poder, em vez de criar uma geração culta, que hoje estaria lutando pela manutenção das mudanças. Ainda tem gente lutando, é claro, mas pela troca de favores, não pela ideologia, ou cultura promovida e adquirida.

A fase negra pode passar, ainda podemos reagir e ter um governo social, mas não é fácil, o PT resolveu dormir com o inimigo e dentro das próprias trincheiras ele é mais forte. Não se misturam tribos nem torcidas. Ainda não. Não construímos essa cultura da mistura no mesmo espaço.

Para se manter no poder o PT se prostituiu. Deitou com gregos e troianos. Não construiu a ponte que levaria a isso. Não promoveu a inclusão cultural. Essa é a principal função do ministério da cultura. Fiz isso por um curto período na minha cidade, vi a raiva da classe dominante, mas o que interessava era meu cliente, o povo, que participava. E os "dominantes", nesse período, não puderam, por falta de coragem, se manifestar.

A classe, que hoje se reuni para promover gritos, que nem eles mesmos sabem o porque é altamente manipulável. É a classe esquecida pelos projetos culturais, que nunca existiram. Cultura no Brasil virou promoção de projetos duvidosos e de péssimo gosto. Para apaniguados do poder.

Aos manipuláveis golpistas restou a cultura do falso patriotismo. Comandados por líderes interesseiros, que lucram desde a venda de camisetas para tontos até nas grandes licitações, como o povo como massa de manobra. Eles são a massa idiotizada e órfãos culturais.
São os zumbis sociais repetindo palavras de ordem feitos papagaios de putas.  

Ainda há tempo de mudar. Temos e principalmente a cúpula do PT tem que entender, que só existem dois tipos de revolução, armada, ou cultural. A cultural é fácil. Mas começa pelos exemplos. Não dá para exigir mudanças culturais, num governo onde a direita fascista e interesseira senta junto. Ministério é péssimo, incluindo alguns petistas como Mercadante e Cardoso.

Não dá para ficar no poder, deitando com os opostos. Em minha cidade temos o exemplo: O PT para ganhar eleições foi buscar candidato, que era funcionário de confiança do governo tucano no estado. O SUS foi privatizado, que exemplo é esse, se o SUS é federal e propaganda do governo. O Km rodado de ônibus é o mais caro do Brasil. Como isso num país onde o partido que governa tem o nome de "trabalhadores"? Os opositores sofrem perseguição e ameaças de morte. Isso num país governado por um partido, que diz prezar a democracia. A maquina pública esta inchada, por incompetentes e derrotados petistas de outros municípios. Resultado disso, foi uma derrota de Dilma nas urnas, por uma placar que quase lembra os 7X1 da Alemanha.

Dá sim para reverter. Começando por mexer nos diretórios municipais, passando por ministérios, valorizando a cultura e governando com a verdade.


Corram, que ainda dá...

Mas para o povo, acabou a festa, todos voltam ao trabalho, exceto os manipuladores, que vão continuar ganhando dinheiro, seja vendendo camisetas de "fora Dilma", ou nas grandes negociatas. Caindo ou ficando, o povo vai continuar do mesmo jeito...

segunda-feira, 9 de março de 2015

Gilberto Sant´Anna - O choro amargo das ditaduras

O choro amargo  das ditaduras
Gilberto Sant´Anna
Não me permito esquecer  a violência da ditadura civil-militar de 1964.  Guardo solene compromisso com os  meus   colegas  e companheiros  universitários  que sentiram na pele ferro em brasa  das torturas. Muitos não resistiram e morreram.  Eram jovens lideranças    cujo crime  consistiu  em lutar  pelo retorno da  democracia surrupiada.  Não me canso de  expor esses traumas que trago comigo  desde a juventude.  Aliás, nada  disso é novidade para os que me acompanham nesta coluna. 
Pois bem, o  presidente da República João Goulart , o Jango,  um mês antes da deposição compareceu no Centro Acadêmico Onze de Agosto para dar posse   aos membros  da diretoria  recém-eleita.  O salão nobre da Fadusp  ouviu palavras  libertadoras   do jugo  das grandes potências.  O petróleo  é nosso. As refinarias particulares  também deveriam ser encampadas   porque  o produto  bruto  de nada vale.  Era preciso transformá-lo em gasolina, querosene e outros derivados, isto é, agregar  valor de mercado.  O governo pretendia ainda desenvolver as regiões norte e nordeste, descentralizar  a riqueza nacional para  dar  vida digna aos  irmãos daqueles sítios.   Propunha um sistema de saúde que atendesse os males dos pobres e uma educação que efetivamente  educasse. Nomeou reitor da Universidade de Brasília o   humanista  Darci Ribeiro.  Enfim, queria  fazer reformas profundas e necessárias para o bem estar da sociedade.
Por isso sofreu grossa  retaliação dos abastados,  com apoio dos  serviçais da classe média, cujo  único interesse  e preocupação  eram os lucros  de caixa.  A agitação  do capital selvagem   ganhou os quartéis e  o  apoio   dos defensores   da Tradição,  Família e Propriedade.  No mês de abril  do ano da graça de 1964 o presidente Goulart foi deposto pelos canhões  do retrocesso   político,  social e econômico.
Claro, Nem todos bons brasileiros   apoiaram Jango.  Uma  fatia da  “esquerda”  exigia reformas mais profundas.   Classificaram-no  ironicamente como  representante do setor progressista  da burguesia.
A cepa janguista  foi acusada  de corrupta e os aliados de  subversivos. E,  muitos estudantes e intelectuais não alinhados    acabaram também   nos porões da ditadura.
A União Nacional dos Estudantes (UNE)  resistiu quanto pode. Ainda no  governo  do  general Castelo Branco  a entidade máxima da representação estudantil  realizou  uma   reunião de presidentes de Centros Acadêmicos,  no restaurante universitário  “Calabouço”, na cidade maravilhosa do Rio de Janeiro.   A sede oficial  da entidade  fora  incendiada  pelas forças de ocupação.   Lá fui eu plenipotenciário  representar o Onze de Agosto,   com direito a voz e voto.   A  comitiva   paulista acomodou-se   dentro de um fusca, com folga. Explica-se  a deserção  devido  o alto risco da empreitada.
O  Sr. Gazzaneo,  parente  de um dos nossos,  gentilmente nos hospedou.  A sogra do anfitrião, uma senhora italiana de idade avançada, desesperava-se .  Acudia:
-  O  Mussolini  destruiu  a minha juventude. Agora o fascismo  brasileiro  vai acabar  com a minha velhice! 
Cumprimos  a  tarefa com galhardia  e voltamos para São Paulo sem nenhuma ocorrência a lamentar.  Os anos se passaram. O Ato Institucional  nº 5 de 1968, radicalizou  a repressão contra  todos  os contrários  à ditadura . O medo tomou conta  das praças públicas.
Os filhos dos revolucionários  (a mídia  apelidou  o golpe contra a democracia de  Revolução de 1964) cresceram  e ingressaram nas universidades.  E, para desgosto dos pais, muitos participaram dos movimentos pela redemocratização do país.   Enfrentaram a repressão  e lutaram  bravamente.  Uns tantos  foram mortos por torturadores,  aqueles mesmos  aplaudidos pelos próprios pais das vítimas.  Os amigos e parentes  engrossaram o choro amargo dessas famílias.  Arrependeram-se. Era tarde demais.
Hoje  nos encontramos  em  2015.  As circunstâncias políticas assemelham-se  muito  ao de 1963, quando os  ricos e poderosos  chacoalharam a árvore da democracia  para   derrubar o governo Goulart.    
Os golpistas do agora  apostam na memória curta do povo.  Perderam a eleição  presidencial de 2014 e   pediram  a volta  dos militares e  da ditadura, como se  fosse  tudo muito natural.  Não encontraram eco na sociedade. Então emendaram  as artimanhas com o Impeachment  da presidenta. 
O   movimento “Fora Dilma”   financia os altos  custos  da agitação, porém  a liderança nunca mostra sua cara. Esconde a   ideologia  que pretendem impor ao povo brasileiro. Com certeza trazem na algibeira  a  austeridade (arrocho) da Ângela Merkel,   que  tanto faz  sofrer os europeus e o povo do   Euro.  E, nossas riquezas  serão entregues à especulação estrangeira, principalmente o petróleo do  pré-sal,  avaliado em  trilhões de dólares. 
Quem já assistiu esse filme vai pra rua no dia 13 de março de 2015  em defesa da democracia e da Petrobrás.  Ambas inalienáveis.
Os pais que participam da  atual conspiração sujeitam-se  aos  mesmos dissabores  de 1964. Derramarão  idênticas lágrimas,  se seus filhos  logo adiante também   participarem da resistência   contra a ditadura  concebida  em 2015 . Some-se à desgraça  o crescimento do radicalismo religioso de extrema direita,  em processo de ocupação  dos  postos e os  cargos públicos  eletivos mais   importantes  do país.  A barbárie chegando. Xô!
    
Se o pior acontecer, resta inspirar-me na   sogra do Sr. Gazzaneo. Direi  em alto e bom som que   em 1964 o fascismo destruiu  os meus sonhos  de jovem.   Espero que  em 2015  o fascismo  não acabe com a tranquilidade da minha velhice.

NOTA DO ARTICULISTA. Saúdo  neste 8 de março  o centenário de nascimento  de   Adelaide Fernandes de  Sant´Anna, falecida em 1987.   Publicou  dezenas de artigos nos periódicos  de Atibaia. Ensinou-me a redigir  os meus  primeiros escritos.                            (www.jcatibaia.com.br) – edição de 08-03-2015 -