Mostrando postagens com marcador Bragança Paulista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bragança Paulista. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de junho de 2020

Política em Bragança. A volta da mentira.

Política feijão com arroz, da terra da linguiça
Política em Bragança.

2020, se nada mudar teremos eleições.

Mais uma vez o que se apresenta é o mesmo do mesmo. De um lado Jesus, do outro José.
Jesus, atual comandante do exército Chedid sai na frente. Não pela qualidade de sua administração, mas pela capacidade de aglutinação dos servos. São obedientes e não discutem com o chefe. Aliados a isso temos uma máquina administrativa oficial e um poder de comunicação, que tem a FM como principal cabo eleitoral.
Os chedids venceram em 1968, 1992, 2000, 2004 (cassado) e 2016.
Do outro lado temos José de Lima, cansou de ser prefeito e passou a nomear seus representantes. José de Lima se elegeu em 1972, 1982, 1996, elegeu seu sucessor em 1976, em 1988 e em 2012.

Vejam que não há vácuos nessa história. É a história de Bragança e seus eleitores que acreditaram numa polarização onde o povo era levado a acreditar, que os grupos eram inimigos. Nunca foram e eu explico mais abaixo.

Se hoje José de Lima, no alto de seus anos, hoje contados em décadas, não tem coragem para ir a disputa, afinal grande parte de seus eleitores estão mortos -ele até poderia entrar no livro dos recordes de participação de velórios – é necessário que tenha alguém barato, maleável, ou amigo, na prefeitura. Sua indústria e negócios imobiliários, principalmente, necessitam de apoio amigável.

Em 2004 iniciou-se o processo de cassação. Eu como presidente do PSB era o coordenador da coligação e único responsável pelo processo. Só eu poderia retirar essa ação. Passada a eleição, com uma derrota inesperada, diferente da derrota de 2000, quando a eleição parecia ter sido “entregada”, Lima foi o principal guerreiro para que a ação fosse retirada e se deixasse Jesus no poder. Lima ligava, marcava reuniões e chegou a reunir 8 partidos em um sábado de outubro de 2004, para tentar me convencer, ou agradar, ou achar uma solução jurídica para que eu retirasse a ação. José queria Jesus. De qualquer forma. E eu fui o único a segurar a bomba, que culminou no afastamento de Jesus em 7 de outubro de 2005. Nessa fase o prefeito elemento que iria assumir, prometeu transparência e dignidade. Prometeu cumprir os acordos com membros da coligação e nem ao próprio presidente de seu partido, na época Aguirre, ele respeitou. 

Numa das entrevistas que dei para a Tv Altiora, a jornalista Lucy, me perguntou se eu achava que fora nomeado Secretário de Cultura por competência e, se surpreendeu com minha resposta. Eu disse-lhe que se fosse por competência teria sido secretário em todos os governos, pois eu era o único que entendia a função da secretaria, mas nesse caso teria sido por medo do prefeito, em que eu retirasse a ação e que assim que a mesma fosse julgada, eu e todos os que queriam mudanças, teríamos que sair, pois o prefeito João Solis, no dia seguinte entregaria a administração para os mesmos de sempre. Acertei. Na mesma semana que saí, saíram todos os que representavam uma política de mudança. E a escolha foi nossa, minha e dos outros que saíram, todos pediram a exoneração como pode ser provado no RH da prefeitura. Todos que poderiam ganhar o salário de secretários e se quisessem ficavam em casa.

Isso reflete um pouco da ligação e interdependência entre Jesus, José e Maria. Querem mais? -Quando escrevi o livro sobre o José de Lima, na revisão ele mandou tirar qualquer referência ofensiva, ainda que verdadeira aos Chedids. Eu só vi isso quando o livro estava pronto. Nessa época fiz muitas gravações, algumas curiosas, que não chegaram a serem usadas, por eu considerar particulares demais. Uma deles feita com a ex-primeira dama.

Mas continuemos...
O que tivemos desde 1968 de oposição aos dois grupos. Nardy, Villaça, Paulo Miguel e Sartori. Com exceção de Paulo Miguel, que faleceu precocemente, os três restantes foram caluniados, rechaçados, ridicularizados pelos dois grupos, que sempre dividiram informações. Poderia ter entrado nesse grupo, o vereador Marcus Valle, que preferiu uma opção cômoda se se tornou vereador ad-eternun. Ele era o nosso candidato em 1982, foi em outros momentos e seria ainda hoje, só dependeria de seu desapego.

O membros do grupo Chedid, eram os mesmo do grupo Lima, Galileu, Amaury, como destaque atual. Ou os membros do grupo João Solis, que passou a ser comandado por Lima, como Sergio Pereira (radares, sinalização), e outros dos dois grupos que estiveram com Nicola, ou Fernão Dias e hoje são Lima, ou Chedid.
Até aqui não há dúvidas, são dados visíveis, os quais, qualquer mentalidade mediana pode conferir.  

E a oposição.
Excetuando-se o grupo hoje ligado ao PSOL, cuja retórica séria, porem intelectual, afasta-os do povo, a grande parte é negociação.
Vamos tirar desse bloco, por enquanto, o PV e o PSB. Voltarei aos dois.
Partidos dito esquerda, que ainda lutam, o fazem por motivos pessoais. Nunca por motivos da coletividade. Ou será que o Miguel Lopes, levado por pangarés da política, a conversar com o presidente do partido do Brizola, virou esquerda? -Alguém acredita? Ou o PDT local, se unindo com o PTB do Zé de Lima e Campos Machado, para apoiar João Solis, o mentiroso, que era rechaçado pelo próprio Lima, que não queria que ele assumisse, que pretendia deixar o Jesus na cadeira, seriam uma solução séria? E isso ainda com apoio do Almeida, o ex-prefeito de Guarulhos, que foi candidato a deputado federal, com uma votação vergonhosa em sua terra, pela péssima administração que fez. 
Eu trabalhei na prefeitura, os últimos recursos que consegui, foram de 2,8 milhões para a revitalização do entorno do Tanque do Moinho, que daria mais dignidade aos moradores da região, valorizando suas residencias e trazendo segurança. Não vi o uso dessa verba, muito divulgada pelo Bragança Jornal e Gazeta Bragantina, na época.  
O PCdoB é outro que não devemos sequer citar. Na última eleição se uniu ao DEM. Isso é como a união de Lima com Chedid, ou do PDT do Brizola, com o PTB do Campos Machado. PDT, que veio para as mãos da atual executiva, porque Lupi não queria que seu partido continuasse como legenda de aluguel e acreditou na ideia de um partido independente a ser criado aqui. Ideia, que diga-se de passagem, eu assinei e me comprometi a cumprir, embora não conhecesse a índole dos “companheiros”.

E o que resta? Partidos compostos por ex-partidários de Jesus, ou de Lima. Confiram a sobra.

Vamos ao PV e PSB, o PV tem como principal objetivo a reeleição de seus dois vereadores. Ainda que na oposição e sem fazer diferença no quórum final, devem trilhar o caminho mais simples. O PSB, tem um candidato a prefeito, Sartori, que por sinal foi o único bragantino escolhido nos últimos anos, para ser secretário de estado e, uma chapa de vereadores regular, que sente o peso da luta contra os velhos costumes e não consegue acordos. Poderiam se unir e tentar conquistar apoios extras, o que não é fácil, tem custos e requer muitas negociações.
Como vemos, caros eleitores, a política local não é para amadores, está nas mãos de profissionais e o povo mais uma vez tende a votar nos mesmos. Muitos irão concordar com esse relato, mas a concordância ou não, de cada um, não muda nada, como nossa cidade não vai mudar. Seria necessário que cada um saísse agora e fosse a luta, por uma política melhor, mais séria, humana e desenvolvimentista. Ou então ficaremos como estamos.
Ao fazer essa análise simples, me afasto de todos os grupos, mas isso também faz parte da normalidade, nunca votei nos vencedores e nem em quem eles mandaram. E na cidade de Bragança, só votei em dois vereadores que foram eleitos alguma vez, o Valle em 1988 e 92 e o Sartori em 2004. Ou seja, em 42 anos, nunca elegi um prefeito, e foram apenas dois vereadores, que acertei. Mas nunca errei os resultados das eleições locais e me sinto com a missão cumprida por ter votado sempre no melhor, nunca no vencedor. Os resultados estão ai. Analisem o que a cidade perdeu nesses anos. Os empreendimentos imobiliários de poucos e para poucos. O comercio cada vez mais pobre e as industrias de poucos funcionários e poucos impostos.
.
Sugiro a todos que analisem as fotos


Nem sempre as disputas são entre candidatos sérios.
 Sempre tem um que destoa.. O Brasil é cheio de Tiriricas.
De mentirosos e covardes, por isso não devemos errar. 1 erro pode gerar muitos
problemas para a população. Eleição não é brincadeira. 


A imagem pode conter: 4 pessoas, pessoas a sorrir, pessoas em pé e interiores 
É terrível ver o PDT, partido de Brizola, hoje dirigido por Lupi, grande pessoa, com  diretórios ligados
ao Campos Machado. Com nomes que deveriam trabalhar para a sigla,
na lista oficial de pagamentos do PT. O que pode ser provado com uma simples verificação e o que
é pior, membros da maquina pública, inclusos nas listas. 


Eleições de 2004

Chedids, Limas e partidos do abraço, sempre se unem 


O prefeito que iria chutar os radares, de repente contrata alguém
para encher a cidade de radares. Hoje no PTB, Solis terá o apoio de
partidos "ditos" esquerda. Uma desmoralização para as siglas.


Todos prontos para suja a cidade


Eles se unem, ou se dividem de acordo com as necessidades.
A meta é falar em mudança, para deixar tudo como está.

Infelizmente uma ação judicial, não retirada, como queriam 7, dos 8 partidos da
coligação, colocou na prefeitura esse indivíduo, que hoje quer voltar.

Foram vários contratos e distratos estranhos.
Em breve uma lista...

Um imagem vale mil palavras.



Lima elegeu com seu grupo, quatro prefeitos,
assumiu por 3 vezes e deixou a prefeitura com os Chedids
em outras 4 oportunidades. 

Uma gravação telefônica feita na sede do PCdoB, ainda em 2007
mostra quem é quem na política local. Quem mente, quem se acovarda...

Uma expressão é importante.Esse individuo fala que andou ajudando muita gente,
mas esquece de falar que foi colocado lá, por força de uma ação, que se retirada
ele não teria nunca chegado lá. Ele ajudou, ou foi ajudado? Ganhou uma prefeitura de
presente, de quem? Quem segurou a ação? 

Quem foi o mentor intelectual dessa administração trágica?


Durante a fase de processos, ainda em 2004, Solis prometia uma administração honesta e
transparente. Prometia cumprir seu mandato com dignidade e sem traição. 
Seria mais útil para o cidadão, que a ação fosse retirada, como exigia José de Lima. 




Vai você e eu? Essa seria uma boa legenda, afinal tratam-se
de dois políticos conhecidos e amigos.

Afinal, o Kassab é de quem? O de todos? 


Senador por Milão, Itália e Gustavo Sartori.
Lima com Rodrigues, Nossa Senhora de Fátima, que aportou em Bragança após negociação
com o empresário Belarmino
Lima criticando Hafiz Chedid, pelas tubulações de papelão, como ele dizia
e abaixo abraçando Hafiz, pelo apoio em 1982 

sábado, 26 de outubro de 2019

Dia nacional do Livro - Matéria do Jornal Em Dia (Bragança)

Dia do LIVRO
O Jornal em Dia fez uma reportagem legal comigo sobre o dia nacional do livro, onde falei sobre o trabalho dos escritores e lembrei alguns nomes de minha cidade, que foram pioneiros, ou autores de sucesso.
Na matéria eu conto o trabalho de cada livro, cito escritores como Olympio Guilherme, José Luiz Del Roio e Elvio Santiago, sem esquecer o grupo da Ases.
Muito legal a matéria, agradeço a todos. 


Um resumo da reportagem do Jornal Em Dia 
A entrevista foi por WhatsApp e abaixo transcrevo as respostas enviadas.
Acho que só esqueci de agradecer minha revisora, Ana Paula Celestino Faria, que arranca todos os fios de cabelos a cada revisão. Mas acho que estou colaborando com seu treinamento para se tornar uma pessoa mais calma. Também esqueci de citar a Val Rodrigues, uma incentivadora, que no ano de 2000 achou que eu tinha capacidade e me deu a maior força, quando fizemos juntos um plano de desenvolvimento turístico e cultural para a cidade de Bragança. 



Sempre gostei de escrever. Com 12 anos, apaixonado por teatro, escrevi uma peça, que encenei com amigos. Entre os 15 e 22 anos participei de vários festivais de música sem escrevendo as letras. Claro, que nada tão bom, que merecesse um destaque, mas essas eram as atividades que eu gostava.
Na escola nunca fui um bom leitor e ainda hoje tenho dúvidas sobre os grandes romancistas indicados por professores, às crianças de 9, 10, 11 anos. Eu por exemplo, não entendia nada o que Machado de Assis escrevia. Acho que a literatura deveria estar mais próxima do povo, de sua linguagem rotineira, de acordo com seu tempo. Isso não significa que hoje não gosto do Machado de Assis, mas apenas que aquilo não era para a minha idade.
Posteriormente conheci Jorge Amado e adorei, aquilo era uma viagem a um Brasil pouco conhecido, mas ele escrevia de um jeito simples, ainda que usasse termos regionais.
Nessa fase conhecemos o Chico Experiencia, que foi nosso professor de história e se tornou um amigo, disponibilizando uma imensa quantidade de livros, romances, política, filosofia, história, teatro etc. e abrindo nossa mente para o mundo.
Bem, após essa fase, que se encerra ao vinte anos de idade, a literatura foi apenas uma questão de consumo, como expectador e leitor dos grandes escritores do mundo.
Por volta dos 45 anos de idade resolvi escrever escreve sobre Bragança e esse foi meu primeiro livro lançado.
Lançar um livro não é fácil no Brasil. É caro. Hoje um escritor para ter sucesso precisa de um editor, um assessor de imprensa, um promoter, além do interesse de uma editora. Coisa difícil!
O primeiro romance que escrevi foi uma história baseada na guerra do Paraguai. Mandei copias para várias editoras. Nenhuma se interessou. Cheguei a enviar cópias com páginas coladas. Na resposta da editora, diziam que o tema não era de interesse da editora.
Esse livro sobre a guerra do Paraguai é o que mais vendo até hoje.
Hoje temos várias editoras que trabalham sobre demanda. Isso facilita. Assim o mesmo livro, lançado numa dessas editoras acaba sendo vendido em várias plataformas, tais como Livraria Cultura, Americanas.com, Mercado Livre, Submarino, Ponto Frio, etc.
Livraria como a Amazon colocam seus livros nos principais países do mundo. É interessante que mesmo não sendo conhecido, eu vendo no Japão, bastante, mas em lugares como Ucrânia, Irã, e outros que eu jamais imaginaria. Sempre penso que deve ter algum brasileiro perdido em algum lugar, querendo ler qualquer coisa.
Depois disso escrevi Rainhas da Noite, uma trama policial baseada na prostituição, tráfico de drogas e corrupção. Fiquei vários meses nas ruas, nas madrugadas de 2004.  Eu precisava aprender o linguajar, conhecer histórias e saber como as coisas funcionavam no submundo. Aprendi também que muitas vezes nossos personagens criam vida própria e mudam o rumo das histórias que imaginamos.
Assim comecei a escrever sem parar. Veio 36 Horas, uma história que imaginei a partir de uma frase de Mussolini , dita por um amigo, num banco da praça. Fui pra casa e em uma noite ele estava pronto.
Depois disso voltei a falar de história, o Zé de Lima, que foi prefeito de Bragança por 3 vezes e fez 3 sucessores foi um romance biográfico bom de se fazer, pois me fez rever a história de minha cidade e rever dados eleitorais e acordos ainda hoje em vigor, que se tornaram mantenedores do poder local nas mãos de dois grupos, que se revezavam quando necessário. E vai continuar.
Logo depois veio Terra do Amanhã, a minha Revolução dos Bichos” com cara de nordeste e pesquisada após um tempo em uma plantação de cacau na cidade de Santa Luzia, Bahia.
Alguns livros que escrevemos, se formos nós mesmos fazer a revisão, acabamos achando uma droga e jogamos no lixo. Quando escrevi “Minhas Vidas Virtuais” tentei dar a ele um jeitão de conversa em chats, pois ele foi criado nos chats. Assim decidi mantê-lo com todos os erros gramaticais que se vê na internet. O resultado foi desastroso.
Participei também de uma experiencia de um escritor argentino que resolveu criar uma história, com 48 escritores, onde cada um escrevia um capítulo a partir de um tema e continuando o capítulo anterior.
Um romance biográfico sobre Olympio Guilherme, bragantino pouco conhecido em sua terra, me colocou em outro patamar. Hollywood, uma história do Brasil. Olympio era o jornalista, que foi o primeiro amor de Pagu, influenciado por ela participou de um concurso para substituir Rodolfo Valentino na Fox, mas acabou chegando no fim do cinema mudo e não foi aproveitado por falar português. Participou do primeiro filme falado, produziu “A Fome”, filme proibido pelo congresso americano, considerado o primeiro filme realista do cinema, e por Serguei Eisenstein, como um grande diretor e pai do conceito do realismo em Hollywood. De volta ao Brasil nos anos 30, se torna membro do DIP, como diretor de propaganda de Getúlio Vargas, onde colabora com a reforma cultural e educacional de Capanema. Ele também foi escritor e economista. É um grande personagem, responsável pela construção da escola Cásper Líbero aqui.
Tudo o que escrevo sempre tem uma base em algo que li, fato, estudo, coincidência. Foi assim que surgiu 1918: Cartas de Amor na Guerra. São mais de 500 cartas, em italiano, que encontrei ao acaso. Precisei da ajuda da prefeitura da cidade de Senigallia, na Itália, para descobrir os personagens principais e a partir de então, saber como essas cartas vieram parar no Brasil. Depois disso, a tradução e a narrativa de um bela história, que vai de 1916 ao fim dos anos setenta.
Ao escrever um livro aprendemos muito sobre tudo o que envolve uma história e seus personagens periféricos. No 1918 conheci Rodolfo Mandolfo, um dos principais filósofos italianos. Tive o prazer de ter um prefácio feito por uma das diretoras da universidade de Milão, assim como em Hollywwod o prefácio foi de um senador do primeiro senado do mundo. Também é interessante o envolvimento de amigos, muitos dos quais se tornam prefaciadores em virtude desse envolvimento, entre eles Gilberto Santana, Marcus Valle, José Aguirre, Oswaldo Zago, Alvaro Cintra, Alexandre Reginato, etc.
Escrevi também um livro juvenil “O menino Esquisito”, esse tem só na livraria cultura.com.
Em Bragança tivemos grandes escritores, com livros no mundo, como é o caso de Olympio Guilherme e José Luiz Del Roio. Temos um grande escritor de história infantis, que só é conhecido aqui como pintor, que é o Elvio Santiago. Um verdadeiro batalhador das artes. Mas não podemos nos esquecer dos membros da Ases, abnegados lutadores das letras. A Ases faz um grande trabalho para o surgimento de novos escritores e seus autores colecionam prêmios pelo Brasil.
Hoje entrei na área dos livros de ficção cientifica. Estou há mais de um ano estudando teorias da relatividade, física quântica, química, histórias fantásticas, principalmente da Amazônia, de onde tirei relatos de pilotos da Varig, contrabandistas, índios e até um escritor alemão. Essas histórias de realismo fantástico são baseadas em contos e adequadas as leis de física e ocorrências políticas atuais. Serão 4 livros com os mesmos personagens e aventuras diferentes. Dois deles lançados recentemente, “Akanis, a solução final” e “Aztlán, a refundação da América”. A venda nos melhores sites de Marketplace (americanas, livraria Cultura, Amazon Br., Extra, Mercado Livre, etc.).
Uma pergunta que todos fazem: Dá para ganhar bem escrevendo livros? Normalmente não, no máximo dá para sobreviver. Escrever é um prazer. O Brasil de hoje não tem nenhum interesse em leitura. Não dá para ser otimista. São poucos os jovens que se interessam por livros, físicos ou digitais. Para cada livraria que fecha, abrem 20 academias.   O exercício cultuado é só o físico mesmo. Ai temos um país que não pensa e nem sonha.



segunda-feira, 19 de junho de 2017

Um projeto turístico para a cidade de Bragança


Em 1999 foram criadas as secretarias municipais na cidade de Bragança, até então não existiam. Eram departamentos. Com a criação das secretarias foi possível ampliar serviços e melhorar a qualidade no atendimento, pelo menos teoricamente.


E janeiro do ano de 2000 eu fui convidado pelo prefeito José de Lima para elaborar um projeto que iria nortear a recém criada secretaria de Cultura e Turismo.
Foram 11 meses de trabalhos e a colaboração de estudantes de hotelaria, administração e direito.
Estudamos o turismo no Brasil, a capacitação de recursos humanos e a educação, fizemos projetos e agrupamos outros já existentes, como os de Chico Experiência e Elvio Santiago (homenagem a imigrantes) e fomos aos levantamento do que existia e o que poderia nos dar suporte.
No caso do suporte, são as entidades sociais, de classe, atendimento a saúde, imprensa, etc.
Levantamos restaurantes, hotéis, pousadas (são várias na área da represa), pesquisamos o turismo rural, chagando-se a 11 fazendas, onde poderíamos implantar uma modalidade de turismo, hoje muito rentável em toda a Europa, e iniciamos os estudos para projetos de potencial turístico e melhoria de vida dentro do município.



Um dos projetos que melhorariam a qualidade de vida de moradores ao redor era o “Parque do Tanque do Moinho”
O Parque da Serrinha, chamado de Parque do trabalhador, seria a única possibilidade do trabalhador local ter um acesso seguro à Represa da Cantareira, numa área inutilizada, pois os loteamentos ocuparam todas as proximidades das águas, teríamos uma grande área, bem distribuída e com todos os requisitos necessário. Além da geração de algumas dezenas de empregos diretos.  

Os outros eram a construção do Parque do Lago do São Miguel, revitalização, iluminação e abertura do Bosque Cyro Berlink,  Revitalização do Bosque dos Eucaliptos, cujas arvores haviam sido cortadas em 2004 (em 2006 conseguimos através de um TAC, plantar mais de 200 árvores, hoje grandes), Parque do Lago da Hípica, Parque das Américas, no Jardim América (em conclusão), Parque do Lago dos Padres (esse realizado pela administração Fernão Dias), Parque Markowicks (parque ecológico, que estava sendo negociado na época e foi construído em 2016), Revitalização das praças centrais, Parque do Leite Sol e Parque do Guaripocaba (em negociação no ano de 2006, com um empresário, que implantaria um teleférico, da estação ao topo, com a possibilidade de desenvolvimento do turismo religioso, caso interessasse a Igreja Católica, em virtude da existência, na cidade, de uma santa – no topo uma estatua como ponto final do teleférico.)


A esse projeto, se agruparia o “Projeto Saturnino Paccitte”, de Francisco Cezar Palma de Araújo,  que levaria o trem turístico da estação do Curitibanos, no bairro do mesmo nome, Guaripocaba, onde estaria instalado o teleférico.
O projeto (Saturnino) foi apresentado posteriormente na Câmara Municipal, por uma vereadora do grupo político dominante, sem menção ao seu criador e com outro nome. Muito usual em terra de coronéis.
Projetos como a restauração do Teatro Carlos Gomes, feitos através da Lei Ruanet, se um centavo de dinheiro público local e com prazo de entrega definido em 3 anos (estaria pronto de 2011), foram simplesmente ignorados, porque o dinheiro não passaria pelos cofres públicos. 


O outro projeto em zona rural era o do Museu do Elétron, também do Chico Experiência, usaria a antiga usina da Mãe dos Homens (acima), no Recanto Jaguari, que voltaria a funcionar com um de suas turbinas e poderia ser patrocinado pelo próprio fabricante, atestando a qualidade do equipamento, com mais de 100 anos, ainda em condições, feito na Holanda. Se não me engano. Geraria luz para o próprio complexo e seria um suporte a educação e pesquisas científicas, ao seu redor seriam abertos espaços para lanchonetes e equipamentos esportivos para navegação no canal. Propício também para o surgimento de pousadas.



Para a manutenção de parques de interesse turístico seria criado departamento de conservação de parques, mantido pelo “Funtur”, um fundo de turismo administrado pelo executivo e iniciativa privada, com característica próprias, podendo ser criador de eventos geradores de rendas. O município poderia ele organizar a tal festa do peão, com lucros ou a Festa do Nordeste, também um grande evento anual a ser feito na zona norte
Um dos grandes atrativos turísticos seria a linguiça. Nessa época, por questões de vigilância sanitária e legislação, a produção começava a ser feita de forma menos artesanal, ainda assim era possível para o poder público,  estímulo maior. A “festa da linguiça” seria dotada de toda estrutura, mas organizada pela associação de produtores, totalmente autônomos, e infraestrutura municipal. Entende-se por infraestrutura toda a organização do espeço usado, eletricidade, som, divulgação, apoio e shows típicos (no caso Calábria), pois esse evento geraria não apenas o lazer local mas estadual e também seria uma porta de negócios, gerando rendas, salários e impostos.

Já em 2006, como secretário eu promovi um concurso entre bares e restaurantes, para a promoção de uma prato típico da terra, chamado de “Pratos da Terra”, cujo vencedor foi o Restaurante Estancia. Esse foi o embrião para a mobilização do setor.
No prédio do antigo Matadouro teríamos o Museu de Imagem e Som.  Um centro cultural na antiga sede social do Ferroviários, que seria negociado pela prefeitura, ou ali também poderia funcionar a biblioteca, com um café, voltado para a rua, no espaço lateral.
Concluímos em nossos estudos a necessidade da participação da secretaria de educação, onde se aprenderia a verdadeira história da cidade e região, bem como noções de atendimento e convivência com o turista.
O artesanato seria apoiado com espaços adequados, de passagem de turista, e estacionamento e cursos de reciclagem e aprendizado.
O carnaval é outra questão a ser estudada. Desde o início dos anos 70, deixamos o carnaval participativo, pelo contemplativo, até por questões política, pois os ditadores não queriam aglomerações. Uma volta ao carnaval tradicional, participativo era necessária com o carnaval de praça, na rua, como deixamos claro em nosso projeto do ano 2000. Em 2007 eu começaria a discutir a mudança de local e modelo, quando deixei a secretaria.
Projetos culturais, como Maio Cultural (em 1975 participei de sua criação, com a Dona Guaraciaba e o Hélio Nine, os pais da ideia), Festival de Inverno e Festival Música nas Esferas (atraiu gente de 5 países), realizado em 2006 e 2007, comporiam o leque de opções, para trazer visitantes. 
A descoberta de um sítio arqueológico na cidade, poderia e ainda pode gerar estudos e visitas cientificas. 


O turismo de eventos também é possível, desde que a atração seja de qualidade, provamos isso com a realização da exposição de Sebastião Salgado e com o show dos Mutantes, considerado um dos 10 melhores do mundo, em todos os tempos. A maioria do público era de fora, com alto poder aquisitivo, que acabariam gerando lucros na rede hoteleira e restaurantes. 



Os eventos também podem acontecer em áreas políticas e sociais, como um Forum Mundial, que passamos a tratar em janeiro de 2006. Ou convênios com cidades afins, da Europa, ou do próprio continente, como fizemos com Bragança, de Portugal e 2006. 



Ainda na área cultural, criamos uma lei para preservação de imoveis antigos, baseado em uma lei já existente na cidade de Canavieiras. Essa lei sequer saiu da gaveta do então prefeito em 2007. 


As tudo isso se feito, transforaria a cidade e com ela, sua população, seria um transformação de costumes, cuja continuidade se daria na área cultural, com projetos específicos.
Não era esse, e nunca foi, o interesse das administrações coronelescas de Bragança.
Temos, montanhas, um rio navegável em vários pontos, quedas d’água, uma represa e vários lagos, só isso já seria atrativos.

A grande questão é que nesse tipo de mudança, toda a sociedade evolui, ai mudam-se os políticos. 


Esses projetos foram divulgados por mim, no livros, Bragança Viva,  em 2001 e entregues em forma de estudos a José de Lima, em dezembro de 2000 e a Jesus Chedid, em janeiro de 2001. Além de jornais das épocas. A esses itens, incluem-se outras atividade culturais e esportivas. Como a iluminação de natal "Natal de Luz" organizados em 2005 e 2006, com a iluminação de 4 igrejas, sem uso de dinheiro da prefeitura local. 




Leia :

Hollywood,Uma história do Brasil 


Hollywood:: Uma História do Brasil (Portuguese Edition) (Portuguese) 


Compre em: 
Amazon.com
Ou Mercadolivre.com.br 



domingo, 20 de março de 2016

Bragança: Eleições 2016 Quem decide é Zé de Lima.

A verdade é raquítica, subnutrida e feia
A mentira é bonita, envolvente e alegre.




Novamente as eleições de Bragança serão decididas por José De lima. Isso acontece desde 1968. 

(Veja matéria – Uma pequena história das eleições em Bragança   -  http://revistaverdadebrasil.blogspot.com.br/2015/02/uma-pequena-historia-das-eleicoes-em.html )

De um lado teremos o grupo Chedid, como acontece desde 1968. “Renovado” e reforçado pelos novos antigos nomes, de outro a possibilidade de uma candidatura, ou duas. Uma do próprio grupo que se alinha em torno de Lima, sem chance de triunfo, pois disputaria o eleitorado com Sartori. A outro acoplada ao nome de Sartori, que teria o PV e talvez Rita Valle como vice, ou Marcus Valle,  ou até Marcio Villaça, num grupo que seria independente de Limas e Chedids, porém sem grandes chances de vitória, não que ela não exista.
A análise de uma eleição no interior deve ser fria, não é ideológica é metodológica. Não é eleição de partidos, mas de grupos. No interior o fator vizinho, solidariedade, parente, valem mais que qualquer ideologia. Uma lombada é mais importante,que uma lei.
Sou obrigado a insistir, que essa não é uma análise ideológica. Não é uma análise de preferencias pessoais, não é qualitativa, mas quantitativa e no sentido histórico da preferencia popular. Ou seja, uma leitura do que vejo pelas ruas e do conhecimento histórico das eleições de 1968 para cá. Nas eleições do interior a verdade é raquítica, subnutrida, pobre e feia. A mentira é alegre, bonita, festiva e envolvente. Logo não me cobrem coerência ideológica numa leitura “atual” (tem 50 anos) das eleições locais. Essa incoerência não é minha, pois aqui PT e PSDB estiveram juntos em várias oportunidades. Em 1992 o PCB esteve com o PFL. Como o PDT já esteve com o DEM e Brizola revirou em seu túmulo.
O cenário que se apresenta é Jesus fortalecido pela propaganda diária do “ruim com ele, pior sem ele”. Um grupo com novos velhos conhecidos, um apelo popular grande e a figura do “grande pai” na proteção de seus filhos desamparados.  Um grupo, que segundo pesquisas parte de 25 mil votos e com mais 8 mil ganharia e caso de divisão. Tem próximo Frangini, que teve mais de 30 mil votos, numa campanha feita por Jesus em 2012, mas que só, não passaria de 4 mil votos. Teoricamente Frangini deixou o grupo, porém é sabido que está em legenda atrelada ao grupo, o PPS, nas mãos de um deputado da região, com muita ligação com Edmir. Logo pode ser uma candidatura para dividir a oposição aos Chedids, se necessário for, como somar de ultima hora. Vai depender da leitura das pesquisas. O importante é que o pai do grupo tem carisma, comanda com mãos de ferro dentro da morada, mas é a personificação da simpatia quando está nas ruas. No grupo ele e o filho Edmir são as únicas cabeças pensantes e a voz a se ouvir.
De outro lado, temos um grupo sendo capitaneado por José de Lima (foto). Um grupo que tem se reunido e tem seus candidatos. Candidatos que não chegam longe e podem dividir e dar a eleição a Jesus. Por isso, o título da matéria é “quem decide é Zé de Lima”.
Os candidatos naturais do grupo não tem lastro: Fabiana e João Solis são os mais citados. Tenho minhas dúvidas se João Solis se elege para vereador. Já Fabiana deve continuar sendo eleita com grande numero de votos. Na foto vemos um grupo de pré candidatos  a vereador e sem grandes apelos, além de Gustavo Sartori, convidado de ultima hora. Gustavo tem apoio, tem 4 partidos ao seu lado, vem de duas eleições com mais de 15 mil votos, deve ter o apoio do PV, pois é o mais próximo ao grupo, tanto por simpatia, como por qualidade de trabalho. Teria como sair candidato, independente de outros partidos, pois como dizem nas eleições, possui bala na agulha, tem apoio de um vice-governador e um grupo razoável.  Se no embate direto tem chances contra o DEM, na divisão de votos (Frangini + Candidato de Zé de Lima) joga as eleições no colo de Jesus. Mais uma vez o titulo da matéria.



A experiência mostra que as tentativas de união das oposições nunca deram certo. A divisão é o segredo da vitória dos velhos políticos. Em 2003 eu montei um grupo independente, com 8 partidos, que não teriam apoio de Jesus e nem de Jose´.  Na ultima reunião o PSDB fechou a questão em cima do nome de João Solis. O grupo acabou, pois sete partidos acabaram apoiando Lima e o PSDB saiu sozinho com o João Solis, pois entre os 8 partidos, só o PSDB de Aguirre, acreditava no tal João. Com as decisões jurídicas o mesmo acabou sendo eleito, era imponderável , mas devolvendo de certa forma, o poder nas mãos dos de sempre. João Solis destruiu 40 anos de luta para mudar de mãos o poder local. Jogou tudo no lixo. 
Se Lima entretanto resolve recolher seu grupo, lançar um grupo de vereadores e apoiar Sartori, o jogo se define contra os Chedids.  É a matemática da história; Chedids em eleições municipais chegam a 35% dos votos, ou seja, 65% estarão contra. Não havendo divisão a fatura está decidida.



Sartori é a bola da vez, pode ser o candidato contra os Chedids e com apoio do grupo de Lima vencer as eleições. Sartori pode simplesmente não ser candidato  independente de qualquer coisa, Jesus venceria as eleições sem qualquer esforço. Sartori poderia compor (teoricamente falando – Isso é só uma teoria) com Edmir e as eleições locais acabariam. Estariam definidas.
Não me venham com papo de adivinhações, ilusões etc. Essa matemática se repete desde 1968. É eleição municipal e não tem milagre.

O que esta em jogo não é o melhor para a cidade, mas o interesse de grupos.Esses interesses se dividem em dois grupos pré-determinados. Em breve citarei um por um, e seus interesses. Ainda não é hora. Mas já convivi com cada um, já presenciei de tudo e para desqualificar-me como “delator”, agora vão ter que inventar muito mais.