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sábado, 26 de outubro de 2019

Dia nacional do Livro - Matéria do Jornal Em Dia (Bragança)

Dia do LIVRO
O Jornal em Dia fez uma reportagem legal comigo sobre o dia nacional do livro, onde falei sobre o trabalho dos escritores e lembrei alguns nomes de minha cidade, que foram pioneiros, ou autores de sucesso.
Na matéria eu conto o trabalho de cada livro, cito escritores como Olympio Guilherme, José Luiz Del Roio e Elvio Santiago, sem esquecer o grupo da Ases.
Muito legal a matéria, agradeço a todos. 


Um resumo da reportagem do Jornal Em Dia 
A entrevista foi por WhatsApp e abaixo transcrevo as respostas enviadas.
Acho que só esqueci de agradecer minha revisora, Ana Paula Celestino Faria, que arranca todos os fios de cabelos a cada revisão. Mas acho que estou colaborando com seu treinamento para se tornar uma pessoa mais calma. Também esqueci de citar a Val Rodrigues, uma incentivadora, que no ano de 2000 achou que eu tinha capacidade e me deu a maior força, quando fizemos juntos um plano de desenvolvimento turístico e cultural para a cidade de Bragança. 



Sempre gostei de escrever. Com 12 anos, apaixonado por teatro, escrevi uma peça, que encenei com amigos. Entre os 15 e 22 anos participei de vários festivais de música sem escrevendo as letras. Claro, que nada tão bom, que merecesse um destaque, mas essas eram as atividades que eu gostava.
Na escola nunca fui um bom leitor e ainda hoje tenho dúvidas sobre os grandes romancistas indicados por professores, às crianças de 9, 10, 11 anos. Eu por exemplo, não entendia nada o que Machado de Assis escrevia. Acho que a literatura deveria estar mais próxima do povo, de sua linguagem rotineira, de acordo com seu tempo. Isso não significa que hoje não gosto do Machado de Assis, mas apenas que aquilo não era para a minha idade.
Posteriormente conheci Jorge Amado e adorei, aquilo era uma viagem a um Brasil pouco conhecido, mas ele escrevia de um jeito simples, ainda que usasse termos regionais.
Nessa fase conhecemos o Chico Experiencia, que foi nosso professor de história e se tornou um amigo, disponibilizando uma imensa quantidade de livros, romances, política, filosofia, história, teatro etc. e abrindo nossa mente para o mundo.
Bem, após essa fase, que se encerra ao vinte anos de idade, a literatura foi apenas uma questão de consumo, como expectador e leitor dos grandes escritores do mundo.
Por volta dos 45 anos de idade resolvi escrever escreve sobre Bragança e esse foi meu primeiro livro lançado.
Lançar um livro não é fácil no Brasil. É caro. Hoje um escritor para ter sucesso precisa de um editor, um assessor de imprensa, um promoter, além do interesse de uma editora. Coisa difícil!
O primeiro romance que escrevi foi uma história baseada na guerra do Paraguai. Mandei copias para várias editoras. Nenhuma se interessou. Cheguei a enviar cópias com páginas coladas. Na resposta da editora, diziam que o tema não era de interesse da editora.
Esse livro sobre a guerra do Paraguai é o que mais vendo até hoje.
Hoje temos várias editoras que trabalham sobre demanda. Isso facilita. Assim o mesmo livro, lançado numa dessas editoras acaba sendo vendido em várias plataformas, tais como Livraria Cultura, Americanas.com, Mercado Livre, Submarino, Ponto Frio, etc.
Livraria como a Amazon colocam seus livros nos principais países do mundo. É interessante que mesmo não sendo conhecido, eu vendo no Japão, bastante, mas em lugares como Ucrânia, Irã, e outros que eu jamais imaginaria. Sempre penso que deve ter algum brasileiro perdido em algum lugar, querendo ler qualquer coisa.
Depois disso escrevi Rainhas da Noite, uma trama policial baseada na prostituição, tráfico de drogas e corrupção. Fiquei vários meses nas ruas, nas madrugadas de 2004.  Eu precisava aprender o linguajar, conhecer histórias e saber como as coisas funcionavam no submundo. Aprendi também que muitas vezes nossos personagens criam vida própria e mudam o rumo das histórias que imaginamos.
Assim comecei a escrever sem parar. Veio 36 Horas, uma história que imaginei a partir de uma frase de Mussolini , dita por um amigo, num banco da praça. Fui pra casa e em uma noite ele estava pronto.
Depois disso voltei a falar de história, o Zé de Lima, que foi prefeito de Bragança por 3 vezes e fez 3 sucessores foi um romance biográfico bom de se fazer, pois me fez rever a história de minha cidade e rever dados eleitorais e acordos ainda hoje em vigor, que se tornaram mantenedores do poder local nas mãos de dois grupos, que se revezavam quando necessário. E vai continuar.
Logo depois veio Terra do Amanhã, a minha Revolução dos Bichos” com cara de nordeste e pesquisada após um tempo em uma plantação de cacau na cidade de Santa Luzia, Bahia.
Alguns livros que escrevemos, se formos nós mesmos fazer a revisão, acabamos achando uma droga e jogamos no lixo. Quando escrevi “Minhas Vidas Virtuais” tentei dar a ele um jeitão de conversa em chats, pois ele foi criado nos chats. Assim decidi mantê-lo com todos os erros gramaticais que se vê na internet. O resultado foi desastroso.
Participei também de uma experiencia de um escritor argentino que resolveu criar uma história, com 48 escritores, onde cada um escrevia um capítulo a partir de um tema e continuando o capítulo anterior.
Um romance biográfico sobre Olympio Guilherme, bragantino pouco conhecido em sua terra, me colocou em outro patamar. Hollywood, uma história do Brasil. Olympio era o jornalista, que foi o primeiro amor de Pagu, influenciado por ela participou de um concurso para substituir Rodolfo Valentino na Fox, mas acabou chegando no fim do cinema mudo e não foi aproveitado por falar português. Participou do primeiro filme falado, produziu “A Fome”, filme proibido pelo congresso americano, considerado o primeiro filme realista do cinema, e por Serguei Eisenstein, como um grande diretor e pai do conceito do realismo em Hollywood. De volta ao Brasil nos anos 30, se torna membro do DIP, como diretor de propaganda de Getúlio Vargas, onde colabora com a reforma cultural e educacional de Capanema. Ele também foi escritor e economista. É um grande personagem, responsável pela construção da escola Cásper Líbero aqui.
Tudo o que escrevo sempre tem uma base em algo que li, fato, estudo, coincidência. Foi assim que surgiu 1918: Cartas de Amor na Guerra. São mais de 500 cartas, em italiano, que encontrei ao acaso. Precisei da ajuda da prefeitura da cidade de Senigallia, na Itália, para descobrir os personagens principais e a partir de então, saber como essas cartas vieram parar no Brasil. Depois disso, a tradução e a narrativa de um bela história, que vai de 1916 ao fim dos anos setenta.
Ao escrever um livro aprendemos muito sobre tudo o que envolve uma história e seus personagens periféricos. No 1918 conheci Rodolfo Mandolfo, um dos principais filósofos italianos. Tive o prazer de ter um prefácio feito por uma das diretoras da universidade de Milão, assim como em Hollywwod o prefácio foi de um senador do primeiro senado do mundo. Também é interessante o envolvimento de amigos, muitos dos quais se tornam prefaciadores em virtude desse envolvimento, entre eles Gilberto Santana, Marcus Valle, José Aguirre, Oswaldo Zago, Alvaro Cintra, Alexandre Reginato, etc.
Escrevi também um livro juvenil “O menino Esquisito”, esse tem só na livraria cultura.com.
Em Bragança tivemos grandes escritores, com livros no mundo, como é o caso de Olympio Guilherme e José Luiz Del Roio. Temos um grande escritor de história infantis, que só é conhecido aqui como pintor, que é o Elvio Santiago. Um verdadeiro batalhador das artes. Mas não podemos nos esquecer dos membros da Ases, abnegados lutadores das letras. A Ases faz um grande trabalho para o surgimento de novos escritores e seus autores colecionam prêmios pelo Brasil.
Hoje entrei na área dos livros de ficção cientifica. Estou há mais de um ano estudando teorias da relatividade, física quântica, química, histórias fantásticas, principalmente da Amazônia, de onde tirei relatos de pilotos da Varig, contrabandistas, índios e até um escritor alemão. Essas histórias de realismo fantástico são baseadas em contos e adequadas as leis de física e ocorrências políticas atuais. Serão 4 livros com os mesmos personagens e aventuras diferentes. Dois deles lançados recentemente, “Akanis, a solução final” e “Aztlán, a refundação da América”. A venda nos melhores sites de Marketplace (americanas, livraria Cultura, Amazon Br., Extra, Mercado Livre, etc.).
Uma pergunta que todos fazem: Dá para ganhar bem escrevendo livros? Normalmente não, no máximo dá para sobreviver. Escrever é um prazer. O Brasil de hoje não tem nenhum interesse em leitura. Não dá para ser otimista. São poucos os jovens que se interessam por livros, físicos ou digitais. Para cada livraria que fecha, abrem 20 academias.   O exercício cultuado é só o físico mesmo. Ai temos um país que não pensa e nem sonha.



segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Livros: 1918: Cartas de Amor na Guerra e outros


Comemorando o centenário de encerramento da 1° Grande Guerra mundial (1918-2018), encerrada em 11 de novembro de 1918, o autor apresenta seu novo livro: 1918-Cartas de Amor e Guerra, sobre o primeiro grande conflito mundial.
Sinopse:
Grandes massas foram arrancadas de uma tradição secular do campo e levadas a inserir-se no sistema industrial em um ambiente de transformações tecnológicas rápidas. Isto tudo no meio de mudanças também nos conceitos do viver e do morrer, com a redução da mortalidade infantil, o aumento da população e dos componentes dos núcleos familiares. É neste caldeirão fervendo que chega a tempestade da Grande Guerra.
O livro trata dos conflitos de pessoas normais durante um período de guerra, no caso, o casal Antônio e Cassilde, da cidade de Senigallia, Itália. É uma historia de guerra sem heróis. Sem vencedores. Em qualquer guerra, quem perde é sempre o povo.
Nessa história, baseada em cartas trocadas pelo casal, não existem heróis e bandidos. Existe o medo, a angustia, a solidão, de ambos lados. Existe ainda a deserção, a corrupção e a negação à luta inglória.
Todos esses conflitos são emoldurados pela enfermeira Ana e pelo filosofo Rodolfo Mondolfo e mostra de um lado, a guerra como instrumento político, onde a população carente de todos os lados do conflito é quem realmente se vê prejudicada.
É surpreendente, por ser uma nova visão da guerra, até certo ponto, uma visão poética do autor, sob o raciocínio dos personagens.
O prefácio é de Teresa Isemburg, diretora da Universidade de Milão, Itália.


Olympio Guilherme ficou conhecido no início do século passado quando foi contratado pela FOX para atuar em Hollywood, ainda no cinema mudo. Os jornais da época e seus colunistas, entre eles Guilherme de Almeida, o consideravam o substituto de Rodolfo Valentino, recém falecido.
"Hollywood" é um passeio pelo século XX, de 1902 a 1973. Tem início em Bragança Paulista, terra natal de Olympio Guilherme, passa por Hollywood e termina no Rio de Janeiro.
O livro é rico em personagens, entre os quais Pagu, Greta Garbo, Cásper Líbero, Assis Chateaubriand, Carlos Lacerda, Graciliano Ramos, Getúlio Vargas, entre outros. É a história de "Fome", primeiro filme realista brasileiro produzido em Holywood. Do início da carreira de Carlos Lacerda como jornalista. Da primeira paixão de Pagu. Da morte de Getúlio. Do DIP, da censura e da tentativa de implementar mudanças culturais.


O Paraguay como primeiro país socialista do mundo, a partir de 1810, quando governado por Francia, até a sua destruição, pelo Brasil e Argentina, principalmente, com apoio dos banqueiros ingleses. O maior genocídio do século XIX.


Em Breve:

Em Akanis, a cidade futurista no meio da floresta amazônica, um grupo de jovens, sem saber, vai participar de aventura para salvar o planeta..
Akanis e Akakor, cidades perdidas na selva tropical do Brasil, foram alvos da curiosidade e expedições de Percy Fawcett , o verdadeiro Indiana Jones, arqueólogo e explorador britânico que desapareceu em sua 3° expedição para procurar a civilização que chamou de Cidade Z, no início do século XX
Karl Brugger, nascido em 1942, na Alemanha, depois de completar os seus estudos de história e sociologia contemporânea  foi para a América do Sul como jornalista e obteve informações acerca de Akakor, uma cidade perdida.
Em 1972, Brugger encontrou Tatunca Nara em Manaus e de volta a Alemanha, Brugger  escreveu o livro A Crônica de Akakor com prefácio de Erick Von Daniken,
Daniken  no final dos anos 1970, também esteve na Amazônia pelo mesmo motivo, mas teve sua expedição  não obteve sucesso devido a interferência dos militares da ditadura.
Nesse mesmo local, na década de 1930, cerca de 2000 soldados e alguns cientistas de Hitler passaram quase uma década em pesquisa.
As histórias sobre pirâmides da Amazônia e cidades perdidas, como Akakor e Akanis voltariam aos noticiários na Revista Veja, nos anos 70 e no Fantástico em 90.
As matérias da mídia brasileira desencorajavam qualquer nova expedição e desacreditavam as histórias sobre as mesmas.
Karl Brugger foi assassinado em 1984 no Rio de Janeiro, quando preparava uma nova expedição.
A história de Akanis mostra uma cidade moderna, derivada de Akakor, com domínio total da ciência, um povo hibrido, descendente de Orion, com um sistema de governo baseado em justiça social e felicidade total, longe da ganancia e da hipocrisia.
Os akanianos descobrem que as terras que já interessaram aos alemães na segunda guerra mundial são as mesmas que hoje estão sendo negociadas por um governo golpista, com os norte-americanos.
O grupo de jovens que passava as férias nas redondezas de Manaus é propositalmente levado para Akanis e vai participar da solução final.


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