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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Manual de greve no século XXI - Reforma Trabalhista

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Vamos fazer um greve?

O que temos para hoje?
-Reforma trabalhista.
De quem precisamos?
-Do trabalhador.
Ele sabe quais serão as perdas com a reforma  golpista, quando elas serão sentidas, quem está impondo essa reforma?

Então vamos fazer um resumo, fazer uns panfletos, sem logo dos sindicatos, pois esses já se venderam pela contribuição sindical obrigatória. Traíram o trabalhador. Poderiam aceitar, ou se arriscar a ter uma contribuição espontânea, mas o peleguismo venceu.

Mas vamos ao assunto: A reforma imposta por Meirelles, grande entreguista a serviço dos EUA e das grandes corporações, como a Friboi, da qual era o "chefão", vai tirar tais e tais direitos do trabalhador.
Seu salário será achatado por tal motivo e dentro de alguns anos, quando você for procurar emprego, terá menos direitos que um escravo. Sim. O escravo tinha comida e casa para morar, mas você mal terá direito aos dois ao mesmo tempo. Ah, mas o escravo apanhava. Sim, você apanha todos os dias na fila dos ônibus, no trem, sai de casa de madrugada, trabalha até a noite, toma bronca e batida policial, pois tem cara de pobre e morre na fila do SUS. Qual será a diferença.

Depois de tudo explicado, vamos a todas as redes sociais, à porta da fabrica, aos bairros populares, nas portas de escolas, com um panfleto simples, para  os filhos dos trabalhadores.
O que vamos evitar. Transtornos para o próprio trabalhador.
O que causar: Transtornos ao sistema financeiro. Transtornos aos empresários, principalmente ligados a Fiesp. Transtornos ao comercio de grandes empresas.
O que não falar: Em teses, estudos sociológicos, luta de classes. Nesse momento o trabalhador se interessa e saber o que deve saber, no que será prejudicado, quanto irá perder, quais serão suas garantias e de sua família.

Hoje, dia 30 de junho de 2017 tivemos u exemplo do que não dever ser uma manifestação, ou pelo menos de algo, que nunca dará resultados.

Vejam as opiniões de trabalhadores desinformados, burgueses burros, micro empresários ignorantes:

#####  Gente enchendo o saco de quem tem o que fazer.
Quando mais isso, mais o povo os odeia. Tiro no pé e não enxergam.
Não é mobilização. É imobilização de trabalhadores por meia dúzia de desocupados.
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##### Simbólico = fracasso
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##### Cada dia mais as pessoas entendem o erro desse tipo de manifestação, este fracasso mostra isto.
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##### E fácil participar deste tipo de evento quando não se trabalha, ou tem o emprego garantido por concurso, sindicato, ou por puxar o saco de quem está no poder. Trabalhador mesmo contrário ao governo, tem uma preocupação maior seu próprio sustento. Como disse cercear o direito de ir e vir e crime, polícia em cima.
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##### Vão p Brasília!!!!! ....e para de atrapalhar quem trabalha !! 
Situação ridícula ....
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#### Isso pq falaram q na Capitao Barduino tinha 70 pessoas... capaz de falarem q na praça tinha 55 heheehehe
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### Cita uma coisa negativa na reforma trabalhista!!!! Sem bla bla bla ....seja objetivo.
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#### Ninguém Ta satisfeito com.nada. com Temer e sua corja porém protestar ferrando trabalhador é que é vergonhoso. Falta de respeito. Esse bando de desocupado, pelegos atracados nas tetas dos impostos sindicais, nao querem que acabem com a contribuição, isso sim. É esse o real motivo desse enchimento de saco.
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####  Greve é pra vagabundo que não gosta de trabalhar,greve e pra vagabundo improdutivo,greve é pra vagabundo sem perspectiva de sucesso...

#### Kkkkkkkk bando de vagabundos, palhaços pagando mico
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#### Gente enchendo o saco de quem tem o que fazer. Quando mais isso, mais o povo os odeia. Tiro no pé e não enxergam. Não é mobilização. É imobilização de trabalhadores por meia dúzia de desocupados.
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segunda-feira, 9 de março de 2015

Gilberto Sant´Anna - O choro amargo das ditaduras

O choro amargo  das ditaduras
Gilberto Sant´Anna
Não me permito esquecer  a violência da ditadura civil-militar de 1964.  Guardo solene compromisso com os  meus   colegas  e companheiros  universitários  que sentiram na pele ferro em brasa  das torturas. Muitos não resistiram e morreram.  Eram jovens lideranças    cujo crime  consistiu  em lutar  pelo retorno da  democracia surrupiada.  Não me canso de  expor esses traumas que trago comigo  desde a juventude.  Aliás, nada  disso é novidade para os que me acompanham nesta coluna. 
Pois bem, o  presidente da República João Goulart , o Jango,  um mês antes da deposição compareceu no Centro Acadêmico Onze de Agosto para dar posse   aos membros  da diretoria  recém-eleita.  O salão nobre da Fadusp  ouviu palavras  libertadoras   do jugo  das grandes potências.  O petróleo  é nosso. As refinarias particulares  também deveriam ser encampadas   porque  o produto  bruto  de nada vale.  Era preciso transformá-lo em gasolina, querosene e outros derivados, isto é, agregar  valor de mercado.  O governo pretendia ainda desenvolver as regiões norte e nordeste, descentralizar  a riqueza nacional para  dar  vida digna aos  irmãos daqueles sítios.   Propunha um sistema de saúde que atendesse os males dos pobres e uma educação que efetivamente  educasse. Nomeou reitor da Universidade de Brasília o   humanista  Darci Ribeiro.  Enfim, queria  fazer reformas profundas e necessárias para o bem estar da sociedade.
Por isso sofreu grossa  retaliação dos abastados,  com apoio dos  serviçais da classe média, cujo  único interesse  e preocupação  eram os lucros  de caixa.  A agitação  do capital selvagem   ganhou os quartéis e  o  apoio   dos defensores   da Tradição,  Família e Propriedade.  No mês de abril  do ano da graça de 1964 o presidente Goulart foi deposto pelos canhões  do retrocesso   político,  social e econômico.
Claro, Nem todos bons brasileiros   apoiaram Jango.  Uma  fatia da  “esquerda”  exigia reformas mais profundas.   Classificaram-no  ironicamente como  representante do setor progressista  da burguesia.
A cepa janguista  foi acusada  de corrupta e os aliados de  subversivos. E,  muitos estudantes e intelectuais não alinhados    acabaram também   nos porões da ditadura.
A União Nacional dos Estudantes (UNE)  resistiu quanto pode. Ainda no  governo  do  general Castelo Branco  a entidade máxima da representação estudantil  realizou  uma   reunião de presidentes de Centros Acadêmicos,  no restaurante universitário  “Calabouço”, na cidade maravilhosa do Rio de Janeiro.   A sede oficial  da entidade  fora  incendiada  pelas forças de ocupação.   Lá fui eu plenipotenciário  representar o Onze de Agosto,   com direito a voz e voto.   A  comitiva   paulista acomodou-se   dentro de um fusca, com folga. Explica-se  a deserção  devido  o alto risco da empreitada.
O  Sr. Gazzaneo,  parente  de um dos nossos,  gentilmente nos hospedou.  A sogra do anfitrião, uma senhora italiana de idade avançada, desesperava-se .  Acudia:
-  O  Mussolini  destruiu  a minha juventude. Agora o fascismo  brasileiro  vai acabar  com a minha velhice! 
Cumprimos  a  tarefa com galhardia  e voltamos para São Paulo sem nenhuma ocorrência a lamentar.  Os anos se passaram. O Ato Institucional  nº 5 de 1968, radicalizou  a repressão contra  todos  os contrários  à ditadura . O medo tomou conta  das praças públicas.
Os filhos dos revolucionários  (a mídia  apelidou  o golpe contra a democracia de  Revolução de 1964) cresceram  e ingressaram nas universidades.  E, para desgosto dos pais, muitos participaram dos movimentos pela redemocratização do país.   Enfrentaram a repressão  e lutaram  bravamente.  Uns tantos  foram mortos por torturadores,  aqueles mesmos  aplaudidos pelos próprios pais das vítimas.  Os amigos e parentes  engrossaram o choro amargo dessas famílias.  Arrependeram-se. Era tarde demais.
Hoje  nos encontramos  em  2015.  As circunstâncias políticas assemelham-se  muito  ao de 1963, quando os  ricos e poderosos  chacoalharam a árvore da democracia  para   derrubar o governo Goulart.    
Os golpistas do agora  apostam na memória curta do povo.  Perderam a eleição  presidencial de 2014 e   pediram  a volta  dos militares e  da ditadura, como se  fosse  tudo muito natural.  Não encontraram eco na sociedade. Então emendaram  as artimanhas com o Impeachment  da presidenta. 
O   movimento “Fora Dilma”   financia os altos  custos  da agitação, porém  a liderança nunca mostra sua cara. Esconde a   ideologia  que pretendem impor ao povo brasileiro. Com certeza trazem na algibeira  a  austeridade (arrocho) da Ângela Merkel,   que  tanto faz  sofrer os europeus e o povo do   Euro.  E, nossas riquezas  serão entregues à especulação estrangeira, principalmente o petróleo do  pré-sal,  avaliado em  trilhões de dólares. 
Quem já assistiu esse filme vai pra rua no dia 13 de março de 2015  em defesa da democracia e da Petrobrás.  Ambas inalienáveis.
Os pais que participam da  atual conspiração sujeitam-se  aos  mesmos dissabores  de 1964. Derramarão  idênticas lágrimas,  se seus filhos  logo adiante também   participarem da resistência   contra a ditadura  concebida  em 2015 . Some-se à desgraça  o crescimento do radicalismo religioso de extrema direita,  em processo de ocupação  dos  postos e os  cargos públicos  eletivos mais   importantes  do país.  A barbárie chegando. Xô!
    
Se o pior acontecer, resta inspirar-me na   sogra do Sr. Gazzaneo. Direi  em alto e bom som que   em 1964 o fascismo destruiu  os meus sonhos  de jovem.   Espero que  em 2015  o fascismo  não acabe com a tranquilidade da minha velhice.

NOTA DO ARTICULISTA. Saúdo  neste 8 de março  o centenário de nascimento  de   Adelaide Fernandes de  Sant´Anna, falecida em 1987.   Publicou  dezenas de artigos nos periódicos  de Atibaia. Ensinou-me a redigir  os meus  primeiros escritos.                            (www.jcatibaia.com.br) – edição de 08-03-2015 -  

quarta-feira, 4 de março de 2015

Caminhoneiros na massa de manobra de empresários e golpistas.

Caminhoneiros na massa de manobra de empresários e golpistas.



Como todos sabem, a greve dos caminhoneiros é financiada por um grupo de empresários e golpistas que desejam desestabilizar o Brasil.
Essa é uma greve em que os trabalhadores não levam nada. Todas as reivindicações são da pauta de grandes empresas.
Se a presidente Dilma ceder, como já fez e tirar multas, deverá fazer isso com todos os trabalhadores que usam veículos. 
Querem aumentos de frete, mas não falam em aumentos de salários. Pouco são os trabalhadores de transportes, que trabalham por conta própria, esses fazem o seu próprio preço.
As imagens mostram a truculência de bandidos contratados por grandes empresas. 
Essa também é uma resposta aos 1200 km de estradas de ferro, entregues pelo atual governo. 
Entre outras coisas perguntamos: 
1- Para que serve a ABIN, ondem estão os relatórios sobre esses empresários criminosos?
2- Porque não fazem greve pelo alto custo de pedágio, contra os governos de SP e PR? 
3- A Globo vai divulgar essa imagem?