quinta-feira, 14 de maio de 2015

LIBERTAÇÃO DOS ESCRAVOS À BRASILEIRA

LIBERTAÇÃO DOS ESCRAVOS À BRASILEIRA

Gilberto Sant´Anna

Certa vez um professor  se surpreendeu   com uma pergunta pouco comum,    referente aos   africanos  trazidos para cá  sob o regime de escravidão.   O aluno  indagou acerca das diferenças porventura  existentes  entre o  “13 de maio” e o “20 de novembro ”. Enfim,   ambas as efemérides   repetem a  temática  do resgate  social.

Quem distingue  a água do vinho não  encontra dificuldade na resposta.  A  Lei Áurea  da princesa Isabel    reflete uma data chapa branca, assinada a contragosto, mercê   do impasse  político e econômico  ocorrido ao tempo do  Império.  

Pois bem,  “ A presença africana na América portuguesa se estabeleceu de forma maciça  na medida  em  que esta se  tornou imprescindível para a administração  colonial e por conta das atividades que geravam lucro  para a Real Fazenda – escravos africanos eram  mercadorias tributadas na alfândega  de Sua Majestade. O resgate  justificado pela cristianização  e pela expansão da civilização continuou ocorrendo  ao logo dos séculos, menos como uma crença e mais como um recurso para estabelecimento da colonização e da permanência  das lavouras”  (Joice Santos, Revista de História, Biblioteca Nacional, ano 10, nº 108, setembro 2014).

Vai daí, durante quatro séculos  cerca de  doze milhões de africanos   foram embarcados na costa da África. A Inglaterra detinha a hegemonia do  tráfico transatlântico  dos cativos. Os  altos lucros  daí obtidos  lhe permitiram financiar a Revolução Industrial .  Dentre todos os  trazidos para a América  45%  desembarcaram no Brasil, em quantidade  pois  das mais expressivas.

A elite agrária  brasileira  apoiava a monarquia  em troca  da manutenção do trabalho escravo. As lavouras, máxime a  de café, não podiam prescindir  do   trabalho braçal,   até mesmo depois da chegada dos imigrantes  oriundos da Europa e  de  diversas partes do planeta.

Por outro lado, os comerciantes  e mercadores bem sucedidos  viajavam para a Inglaterra donde as máquinas  constituíam a base  do progresso.  Trouxeram novo modo de produção  para o Brasil.  A resistência    dos fazendeiros  às mudanças  se fez imediata. De um lado os renitentes e medievais  escravagistas. De outro os capitalistas, que  pediam uma nova e adequada  relação de trabalho, agora  dita livre.  Impossível a convivência  da  fábrica  com a senzala.

Claro, além das questões meramente econômicas, havia os que por sensibilidade humanista   lutaram com garra   pelo fim da escravidão. Era preciso abolir  a bárbara e atrasada forma de organização do trabalho. Eram os intelectuais, artistas, literatos, bacharéis, jornalistas, políticos  do Brasil e do exterior. O povo saiu às ruas clamando por  liberdade ampla e  irrestrita  aos escravos.
A libertação aconteceu. Analisemos a Lei Áurea  de “13 de Maio de 1888.  Lacônica, apenas duas linhas, transformadas em artigo primeiro e  segundo: “É declarada extinta a escravidão no Brasil.” Para não pairarem  dúvidas nos Tribunais  revogou-se as disposições  em contrário.

Brincadeira  de muito  mau gosto. Os escravos foram despejados  do cativeiro  com direito  ao abandono à própria sorte. Encontravam-se num continente desconhecido, com cultura, língua, religião  e costumes  muito  diferentes.  A República desde 1889 também se manteve imperturbável diante da crise  social instalada pela  monarquia. Nada se fez.   A desgraça se abateu de vez  sobre o povo afro- brasileiro.

Ao que se sabe Joaquim Nabuco  preparara três anteprojetos legislativos.  O primeiro  libertava  os escravos  e ponto final. Os  outros dois  amparavam e possibilitam a  integração dos libertados. Estes dispositivos nunca foram aprovados.  Ao contrário  se ouviu  apenas o esbravejar  forte dos fazendeiros reclamando  indenização por perdas e danos. O ordenamento jurídico ordinário lhes dava razão e privilégios.

A Lei Áurea  em vez de libertar pois  decretou  a exclusão. Não promoveu a cidadania nem a ascensão social.  Não indenizou nem previu ressarcimento às vítimas  pelos constrangimentos  físicos e morais sofridos, apesar do apelo generalizado  das consciências não comprometidas com degradação  humana.   A comemoração de “13 de Maio”   presta-se,  pois  à celebração de uma  formalidade  legal,  nua e crua, com consequências desastrosas.

Não é o caso do  “20 de Novembro” , dia dedicado à consciência e reflexão negra. A data consagra Zumbi , nascido pelos idos de 1655 no quilombo dos Palmares,   que organizou a  resistência dos  negros na  capitania de Pernambuco. Lutaram   bravamente e foram derrotados  depois de muitas investidas  das forças portuguesas, apoiadas até por paulistas bandeirantes.
Trata-se de um símbolo  da inclusão, da visibilidade positiva e de plena  legitimidade. No dizer de Salvador Allende, presidente deposto do Chile “Não basta que todos sejam iguais perante a Lei. É preciso que a Lei seja igual perante todos”. 

Como fazer para resgatar  o débito social do Estado brasileiro com os submetidos  ao  regime de escravidão?   Os fatos ocorreram faz mais de 120 anos e até agora   existe   tão somente um  recente pedido formal de desculpas oficiais   e uma pequena prioridade para acesso às faculdades públicas, através de  bolsas e  cotas, cuja nota de corte  encontra-se pouco abaixo  dos demais concorrentes.

A resposta  aguarda a manifestação do aluno. A  tão desejada reconstrução  do Brasil começa com a participação igual e igualitária  de  todos. É hora  da união  em defesa da cidadania perdida e das classes populares,  apesar dos protestos conservadores  que hoje ecoam  nas ruas  e avenidas do egoísmo.

 

domingo, 19 de abril de 2015

As disputas eleitorais de ontem e de hoje

As disputas eleitorais  de ontem e de hoje
Gilberto Sant´Anna
No período imediatamente depois  à proclamação da República   aconteceu a deflagração  da Primeira  Grande Guerra, quando  o Brasil declarou neutralidade, isto é não participou oficialmente do conflito, “(...) uma vez que  o país possuía importantes transações  comerciais – e dívidas -  com os dois lados conflitantes (...)” Revista de História da Biblioteca Nacional, nº 101, fevereiro de 2014, pag. 64.  
Nem por isso a paz grassou entre os homens, mulheres e crianças de boa vontade. Ocorreram inúmeras escaramuças  em solo pátrio,  encabeçadas pelo movimento social  de caráter político-militar   batizado de “TENENTISMO”.
Os jovens militares eram   conservadores,  autoritários e   adeptos   do positivismo, isto é, típicos revolucionários antimonarquistas do  período denominado  “ República das Oligarquias Cafeeiras”.  Combatiam o “coronelismo”.   Lutavam por reformas políticas e sociais, pela moralidade política, pela prisão dos corruptos,  pelo fim do voto de cabresto, pela reforma do sistema educacional público e  pelo  voto secreto nas eleições.  Durante a  Revolução Paulista tenentista  de 1924  as famílias paulistanas refugiaram-se  nos sítios  ao redor da capital, inclusive em Atibaia, onde as notícias chegavam  quentes como  brasas.  A região bragantina acompanhou as tropas de  Isidoro Dias Lopes.  Destacamos os heróis Alberto Stramiéri, de Canedos,  e Alexandre Zanoni,  de Jarinu.
Claro,  o quadro  desabonador  influenciou a vida política nacional.  As façanhas   atribuídas aos  “coronéis”  são vastas e caricatas. As artimanhas tornaram-se  impagáveis. A legislação eleitoral, editada da pelos compadres,    permitia  todo tipo de fraude. Por exemplo, o eleitor carregava  no bolso a  cédula  a ser depositada na urna.
Os candidatos treinavam os correligionários,  na maioria residentes na zona rural,  para dar eficácia ao exercício do voto. Montavam cabines e  urnas simuladas. A prática minimizava os medos e supria o pouco manejo com os hábitos citadinos.  No dia aprazado os votantes eram transportados  para local próximo das secções instaladas pela Justiça.  O material de votação, adrede preparado, restava  escondido  nos  bolsos internos da roupa. As mulheres utilizavam as bolsas e o sutiã.   Durante o percurso até a urna, “boqueiros”  diversos trocavam os papéis  trazidos às mãos. Na hora de sufragar sacava-se  a cédula entranhada. Dentro da cabine de pano preto, envelopava-se o “voto secreto”, sob o olhar vitorioso do cabo eleitoral acompanhante. 
Cumprido o dever cívico o votante  e familiares  faziam jus à “gororoba” ou “boia”, ou seja,  à alimentação à  base de arroz, feijão, macarrão, ensopado de carne com batata,  farinha e refrigerante, tudo servido à vontade  nos comitês partidários. Os candidatos também ali comiam em  solidariedade e agradecimento. Depois os eleitores  eram devolvidos aos sítios, geralmente  arranjados em cima de um caminhão de carga. 
O farmacêutico  e vereador Bento Marcondes Escobar  exibia logo à entrada da farmácia,  na rua José Alvim,  um quadro  dos “18 do Forte”, certamente    orgulhoso das  propostas e desabafos   tenentistas.  Talvez,  por  não cabalar votos ou usar de expedientes espertos, sempre  exerceu mandato eletivo na condição de suplente.  
Bento Escobar, como era conhecido, pertenceu ao Partido Democrático, ao lado de Álvaro Correia Lima, major Sebastião Teodoro Pinto, Sílvio Russomano e José Herculano Bueno e tantos outros. Eram da oposição aos Alvins. 
É possível compararmos  eleitoralmente esse período republicano com o atual? As questões nas primeiras décadas do século XXI muito se assemelham  com as do engatinhar do liberalismo,   há cem anos.  Tudo pouco mudou.  Hoje as grandes massas são igualmente manobráveis, embora  eletronicamente,   não obstante ainda existam os cabos eleitorais a laçar eleitores nas quebradas da miséria.
A grande mídia, de propriedade do capital  hegemônico, elege os “representantes  do povo”, segundo os  próprios apetites. Manipulam, como faziam os “coronéis”,  apesar de   nem sempre o resultado das urnas  respeitar os interesses da  riqueza.
Nos Estados Unidos da América  os poderosos apoiaram  o   Mitt Romney que perdeu a presidência da República para  o reeleito Barack Obama.  Na  América Latina a burguesia jogou todas as fichas  no Henrique Caprilles da Venezuela  e no Aécio Neves do Brasil. Também perderam.  O fato se repetiu em diversas nações abaixo do Equador.
Pesquisas  foram feitas para se entender o  porquê.  Descobriram a pólvora sem fazer estrondo.  Enquanto os candidatos impressos em dólar  propunham reformas na contramão dos interesses das classes menos favorecidas (mudanças significativas  na Previdência Social e nas Leis Trabalhistas, do calibre da terceirização dos serviços públicos e privados),  os vencedores souberam interpretar e atender  as  angústias populares.
No caso do Brasil, a austeridade (arrocho)  capitaneada pela  alemã Ângela Merkel  não foi implantada.   Ao contrário, criou-se programas  contra a fome e acesso à escolaridade.  Deu-se uma banana  para a agiotagem do FMI  e  outras siglas especulativas e maléficas. Eleição perdida,  os magnatas agora demonstram impaciência  e não desejam esperar  pela próxima disputa de a 2018.  Chacoalham a democracia  para criar condições à campanha das INDIRETAS JÁ.  

O fato não é novidade. Os regimes ditatoriais  ocupam largo espaço nos livros de história. Nessa hipótese, aguarda-se para breve  a instalação da barbárie política e econômica ardendo  no lombo dos brasileiros.  As riquezas nacionais (petróleo, água e grandes áreas férteis, minerais etc. ) cairão em poder da pirataria internacional  com bandeira  já fincada  no asfalto da Avenida Paulista.  Só a aliança Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o BRICS,  pode salvar a humanidade do caos. Publicado  na edição de 18-04-15, no JC Atibaia (www.jcatibaia.com.br)    

sábado, 11 de abril de 2015

Prefeito do PT agride jornalista

Prefeito do PT agride jornalista


Na segunda semana do mês de abril, o jornalista Paulo Alberti almoçava com sua filha, no restaurante Esmeralda, zona sul, da cidade de Bragança Paulista, quando surpreendentemente foi física e verbalmente agredido pelo Prefeito Fernão Dias do PT, daquele município.
Durante a agressão física ao jornalista, o membro do PT gritava palavras ofensivas.
A agressão física é a primeira, tivemos aqui vários jornalistas, radialistas e blogueiros ameaçado pelo grupo do prefeito.
Existem vários Boletins de Ocorrências registrados e ações no Fórum da cidade, que se prologam há quase dois anos.
O principal assessor do prefeito e amigo pessoal já ameaçou, caluniou e foi pivô de uma perseguição contra um blogueiro, que também se encontrava com um filho, no caso uma criança de 5 anos. 
Esse assessor ficou nacionalmente conhecido, na década de 1990, quando arrancou o nariz do então presidente do Clube Atlético Bragantino, a dentadas. A matéria na época foi veiculada em todos os canais de TV e grande mídia impressa. Nunca foi processado pelo caso.
O prefeito em questão era delegado seccional, nomeado por José Serra, até as vésperas da sua filiação no PT, segundo comentários, pela mãos de Mercadante, pois o ministro tem uma fazenda na cidade de Joanópolis, terra natal de Fernão Dias.
A cidade de Bragança Paulista costuma ser considerada terra de coronéis. Geralmente os denunciantes sempre levam a pior, seja na justiça (há vários casos), ou na força física. 
Fazer justiça com as próprias mãos é algo corriqueiro, mas o prefeito além de faltar com o decoro possui uma extensa lista de atos administrativos contestados entre eles a privatização do SUS, que em tese seria contra a opinião do próprio partido. Além de não reagir, o jornalista ainda tem sequelas físicas decorrente de uma grave cirurgia. Além de ditatorial, o ato foi desumano. 
Recentemente o prefeito foi notícia na Folha de São Paulo por fazer críticas a condução do partido a nível nacional, mas em 2010, muitos dos, que hoje são seus assessores, fizeram uma campanha agressiva contra Dilma e Lula, também por redes sociais e e-mails .
Bragança é ainda a cidade que tem o KM rodado mais caro nos transportes coletivos. Esta discutindo com a Sabesp um contrato de 60 anos, altamente lesivo à população, entre seus principais itens, um aumento de quase 30% na conta de água e o pagamento de uma multa, caso a Sabesp não obtenha os lucros desejados. Absurdo.
A executiva estadual do PT e principalmente o então deputado João Antônio, que cuidava da região, foram avisados sobre o grupo, ao qual davam a legenda, antes das convenções para as eleições de 2012. O diretório do PT nunca teve expressão na cidade, onde Dilma e Lula sempre perdem de goleada, mas esse ano, como prova falta de compromisso do partido e da executiva, o PT sofreu a maior diferença dos últimos anos.

Espero, que pelo menos a executiva estadual do PT se pronuncie e tome as providencias. No mínimo expulsão. 

Vejam como foi a agressão:


Editorial do Jornal Gazeta Bragantina:


O que a população espera agora é que a polícia civil faça seu trabalho. Esqueça que se trata de um ex-delegado seccional. Espera-se que o Ministério Público saiba agir dessa vez, posto que em outros casos, com relação a mesma administração tudo foi levado pelo lado das “desavenças pessoais” , não se sabe porque, já que não se pode ter uma desavença pessoal, com que sequer se tem contato.


sábado, 21 de março de 2015

JC Protestos sem fim

JC Protestos sem fim


Gilberto Sant´Anna


Os recentes  protestos e contraprotestos  na Avenida Paulista e em diversos  chãos  da pátria, constituem   movimentos  típicos da vida em sociedade. Mas,  as reações  diferem das heroicas    resistências.    Os  cristãos  resistiram  contra o regime escravista romano. O tirania do regime Feudal  provocou resistências  populares.  O confronto com o individualismo   da Revolução Francesa de 1789  alimentou    a luta   por  melhores condições   de  trabalho.  
Ao  tempo da  independência  política do Brasil, proclamada por Dom Pedro I, vozes paulistas  discordantes  exigiam  o retorno do  Brasil  à condição de  simples  colônia de Portugal. Reagiram  à mudança.
O advento da produção industrial   buscou mão de obra não escrava  em  todas as partes do mundo.   No bojo, os politizados anarquistas, cujos protestos  sacudiram São Paulo  no início do século 20.  Resistiram às pretensões do capital. A repressão ocorreu sangrenta.   
A Revolução de 30, promovida pelos  tenentes contra a corrupção entranhada na   República Velha, levou Getúlio Vargas  ao poder. O novo governo modernizou a economia e  fez valer as leis obreiras, como prometido. São Paulo reagiu e   protestou contra as mudanças. A luta pelo retorno da política do “café com leite”  atingiu o ápice  com o levante  autodenominado Revolução de 1932.
A deposição do presidente João Goulart, o Jango, não foi diferente. São Paulo  liderou a reação contra as Reformas de Base e as elites participaram e financiaram  o golpe  civil-militar de  1964,  a pretexto de  combater a corrupção e a subversão.

A História não descansa, posto em eterno movimento e transformação.  Em   1970 desponta uma nova  crise  econômica mundial.    A primeira-ministra inglesa   Margareth Thatcher e o presidente  norte-americano Ronald  Reagan,   decretaram  o neoliberalismo e a globalização. Era o sinal verde para os grandes capitais se apropriarem  dos bens e riquezas do planeta: petróleo, gás,  água, minerais  e grandes áreas cultiváveis. De quebra a permissão para invadir militarmente os   países “rebeldes”.
 Uma  bolsa de bilhões de dólares salvou  as  empresas  e os Bancos das  bolhas  do mercado.  Cresceu   o Produto Interno Bruto e o  consumo.    A economia saiu do vermelho. Destruiu-se o planeta Terra.  A renda e riqueza concentraram-se  no bolso de poucos.
Os investimentos  estatais, sem nenhum pudor,   abandonaram  o ser humano.    O salário  e as aposentadorias minguaram. A austeridade tornou-se norma. Impôs-se a privatização  das instituições e   dos serviços públicos.   O povo danou-se.
Os povos dos países neoliberais protestaram nas ruas. A resistência  substituiu os  governos de direita  pelos de esquerda. Reverteram. Provocaram a ascensão  da   extrema-direita neofascista. Na França, por exemplo,  elegeram  Nicolas Sarkozy  de direita, depois François Hollande,  dito de esquerda,  e agora namoram com a ultraconservadora família Le Pen.   

Em raros  países  a resistência venceu a política neoliberal,  como no caso da  Grécia e Islândia.  Nessa esteira  a significativa renúncia do Papa  Bento XVI, substituído pelo humanista Papa Francisco. Nos Estados Unidos da América do Norte  o Barack Obama  contra tudo e todos,  reelege-se presidente   em nome das reformas sociais.
 A  América Latina   elegeu amplamente  presidentes  que enfrentam galhardamente os apetites do  neoliberalismo, privilegiam o  interesse nacional e redistribuem a riqueza.

O  Brasil  atual  procura  safar-se  do jugo do dólar e do euro, procurando outros caminhos mais interessantes e vantajosos. O que é o Mercosul, Unasul, e Brics senão a tão sonhada independência econômica ? Temos o  direito a ser dono do  próprio nariz ou será que devemos colocar a  nossa riqueza, produzida pelo trabalho,   à disposição dos  interesses do capital internacional? Não temos competência para gerir o próprio destino?
Aliás, as  grandes indústrias não conseguem produzir competitivamente  no mercado internacional por questões de cultura administrativa, dentre as quais  a ausência de investimentos maciços  na qualificação dos recursos humanos.  A economia  por si só não tem o condão de produzir lucros.    
Como era de se esperar,   a   reação  contrária  às prioridades do   governo  da Republica apoia-se numa onda da classe média paulista, nem sempre consciente  dos riscos  sociais.
Ressurgiu  a “guerra fria”, agora   entre os partidos PT e PSDB, ambos inspirados na social democracia.   Não comungam o socialismo, nem o comunismo. O PMDB e o PSDB caíram eleitoralmente em desgraça  por não fazer a lição de casa, isto é,  as reformas  de interesse do povo.  O PT  Sofre retaliações ao  pretender  realiza-las.   
Cabe  relembrar  que  a  democracia representativa  assenta-se nos votos da classe média quase sempre identificada com  os postulados  da burguesia. 
Nada mais natural pois    que  a  marcha pelo Impeachment  da presidente Dilma Rousseff reúna 82% de  manifestantes da classe média,  a  maior parte receba salário aproximado  R$ 8.000,00 mensais e   todos  eleitores do Aécio. O demais participantes  pertencem à classe rica protagonista do “panelaço”  da  semana passada.   
Anote-se que na contramarcha pela democracia e  defesa da Petrobrás, convocada pelas entidades sindicais  e estudantis, obviamente,   aconteceu o contrário. A grande maioria era assalariada  e de  baixo poder aquisitivo.
Essa  classe média prega  a derrubada do  governo central ,  com base nas denúncias  de corrupção estampadas na primeira página da  grande mídia.  Mas,  ignoram  quais pessoas e ideologias  vão ocupar o espaço vazio.  Provavelmente  uma centena de  corruptos do Lava Jato  e contas bancárias ilegais na Suíça, contrários  à  autodeterminação dos povos e a favor da subjugação ao capital  colonizador internacional.
Não se enganem,  quando a classe média  comparece  à marcha das elites, na verdade está agindo contra si própria,  exatamente como aconteceu em Portugal, Espanha e inúmeros outros países. A austeridade não perdoou nem pobres, nem remediados.
Enfim, o Brasil  em várias épocas históricas  tentou  realizar      mudanças  sociais, políticas e econômicas. Nunca conseguiu. Sempre surge  uma reação contrária, condenando o  brasileiro ao retrocesso perpétuo. Eis o perfil da eterna crise brasileira. 


quarta-feira, 18 de março de 2015

Cid Gomes chama Eduardo Cunha de achacador e sai do Ministério

Cid Gomes detona deputados federais, Chama presidente da Câmara de Achacador

"OPORTUNISTAS"

Cid ataca Eduardo Cunha e fala para aliados "largarem o osso"





UOL - O ministro da Educação, Cid Gomes, pediu demissão nesta quarta-feira (18) à presidente Dilma Rousseff. A informação foi confirmada oficialmente pela Casa Civil. A saída dele ocorreu após uma fala do ministro na Câmara ter gerado revolta entre parlamentares na base aliada.
Convocado pelo Legislativo para explicar uma declaração dada por ele no início do mês na Universidade Federal do Pará, Cid Gomes disse na tribuna do plenário da Câmara nesta quarta-feira que "partidos de oposição têm o dever de fazer oposição". "Partidos de situação têm o dever de ser situação ou então larguem o osso, saiam do governo", disse. 
Em seguida, o ministro atacou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). "Prefiro ser acusado por ele [Cunha] de mal-educado do que ser acusado como ele de achaque", disse Cid, apontando para a Mesa Diretora, onde estava o presidente da Casa.
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O ministro da Educação, Cid Gomes, pediu desculpas por declaração contra a Câmara, mas atacou o presidente da Casa, Eduardo Cunha. Apontando ao presidente, Cid Gomes falou: “Prefiro ser acusado por ele de mal-educado do que ser acusado como ele de achaque, como diz a capa da Folha de S. Paulo”.

Cid também questionou a comissão de deputados que foi, na semana passada, verificar o seu estado de saúde. Em virturde do atestado médico, o ministro deixou de comparecer à Câmara naquela oportunidade. “Quem custeou o gasto desses deputados que foram lá? Ao que me consta, não houve aprovação regimental”, disse.

Cunha rebateu a crítica. “O requerimento da comissão foi feito sem ônus, às expensas dos parlamentares, porque esta Casa se dá ao respeito”, declarou o presidente da Câmara. Eduardo Cunha pediu para a Polícia Legislativa retirar manifestantes das galerias do Plenário que aplaudiram o ministro da Educação. “Plenário da Câmara dos Deputados não é lugar de claque”, criticou Cunha.

Cid, então, pediu desculpas aos deputados. “Me perdoem. Não tenho nenhum problema em pedir perdão para os que não agem desta forma. Aos que não se comportam deste jeito, me desculpem, não foi minha intenção ofender ninguém individualmente”, disse.

Ele foi chamado à Câmara para explicar a declaração dada na Universidade Federal do Pará de que haveria "uns 400 deputados, 300 deputados que quanto pior [o governo], melhor para eles.”

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A grande verdade é que as palavras de CID GOMES, são aquelas que muitos brasileiros gostariam de falar aos senhores deputados. Eles fazem parte do pior poder do Brasil. Desde o governo FHC, no episódio do mensalão mineiro, esperam-se as apurações para sabermos quem vendeu seu voto na questão da reeleição. Na época falou-se em 300.
Posteriormente, no mensalão petista, chegou-se a falar em 400 comprados, puniram-se os corruptores, mas nunca falaram dos corruptos. 



Cid Ferreira Gomes é um engenheiro civil e político brasileiro.Foi governados do Ceará. Foi filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro, Partido da Social Democracia Brasileira, Partido Popular Socialista e Partido Socialista Brasileiro.


Eduardo Cosentino da Cunha - Bancada religiosa (Rio de Janeiro, 20 de setembro de 1958) é um economista, radialista e político brasileiro.Evangélico, é fiel da igreja neopentecostal Sara Nossa Terra e seguidor do bispo Robson Rodovalho. Atualmente, é deputado federal, pelo PMDB do Rio de Janeiro, e presidente da Câmara dos Deputados desde 1º de fevereiro de 2015.






Pérolas da manifestação Dias 15 e 12 - Avante Coxinhas

Dia 12


Putaria total
Paulista vira zona


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Coxinhas metidos a ricos

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Água em SP também é culpa da Dilma...
Coxinhas burros

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 Um ÇELFI  CUS OMI



Aócio Never... Sempre botando em você.



Seria esse um órgão excretor da tucanalha? 


São tão burros, que o congresso fode eles e ainda pensam que foi a DIlma

Esses ressuscitaram o Plínio Salgado - Túnel do tempo apresenta a volta do ANAUÊ

A direita precisa mostrar as bundas, pois o pensamento é uma MERDA

Os organizadores estimaram em 16 pessoas, mas a PM disse que eram 14. 
Eu só contei 9... Força Manaus...

Vale a pena assistir esse vídeo.
Um pouco da sabedoria coxinha.
Uma aula...

Esse cara é um gênio
No fim tomou um esporro do PM


São tão burros, que nem sabem quem vota as leis.


Paulinho da Força assina ficha pedindo impeachment da Dilma (Foto: Filipe Redondo/ Epoca)
Paulinha da Farça, o trabalhador que nunca fez nada e vota em tucanos, depois 
de apoiar a PL que fode o trabalhador, foi gritar contra Dilma




Resumo do dia 15
Fotos - Vídeos - Palavras

Brasil único país do mundo no qual o povo usa democracia para pedir ditadura, vesta camisa da CBF para lutar contra a corrupção, veste Nike contra trabalho escravo...

Salvador, a cidade com mais negros e sua elite.

Comerciantes da Paulista com medo da burguesia

Representante da "família real...

De peito aberto por mudança (?)

Em busca da ditadura

Vai encarar? 


Clique no link para ver as pérolas dos manifestantes.




paulo freire impeachment cartaz protesto

Em meio a uma coleção de faixas estapafúrdias que ilustraram uma parte dos protestos contra a presidente Dilma Rousseff (PT) neste domingo (15), uma chamou a atenção: “Chega de doutrinação marxista. Basta de Paulo Freire”.
Para quem não sabe, o pernambucano Paulo Freire foi um educador e filósofo brasileiro e que possui influência na educação não só no Brasil, mas em todo o mundo, tendo sido homenageado por instituições como Harvard, Cambridge e Oxford. Desde 2012, ele é considerado o Patrono da Educação Brasileira.
Conhecido pela sua ‘pedagogia da libertação’, a qual estava relacionada a uma visão marxista do Terceiro Mundo, Freire foi preso durante a ditadura militar e teve a publicação de algumas de suas obras barrada pelo regime que durou 21 anos (entre 1964 e 1985) no Brasil.
A ONU aproveitou a rejeição de parte dos manifestantes deste domingo às contribuições de Freire para publicar, em sua página do Facebook, uma frase conhecida do educador [imagem abaixo]. E ela elucida bem o que ele dizia com a educação ser “um ato político”.
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O povo precisa de direito de votar (???)
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José Agripino participa, contra a corrupção (Hã?)
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Boçalnaro, exemplo de político!


Povo vê a burguesia inteligente passar. 

Democraticamente queremos a ditadura. 

Wanessa na manifestação em SP (Foto:  Vanessa Carvalho / BPP / AGNEWS)
Discurso da intelectual Vanessa Camargo


Coluna VIP das manifestações (!)


Camarote VIP com espaço Gourmet




Veja nesse vídeo, só gente politizada


Chega de imoralidade, fora Dilma


Pobre, vê se não atrapalha, estou aqui mudando o Brasil

Naftalina e pijama mijado

Seu bosta, você não tem Iphone

Quem confunde mulher, pode confundir candidato


Quero minha Bolsa Channel

O que??? Alguém me explica? 

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Essa tá supimpa...Vale a pena assistir...


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Pela volta das aulas de gramatica já


Nos somos chics bem!

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MANIFESTANTES AGRIDEM FAMÍLIA DE PROFESSORES