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sábado, 26 de janeiro de 2019

VALE
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O que resta é o choro do povo. Pobres, humildes, que choram por seus parentes. Choram por seu carrinho a prestação, cujo sistema continuará cobrando. suas chácaras que lhes davam sustento, ou complementavam a renda familiar.
Esses não possuem ações. Não sabem quanto vale a ação da Vale na Bolsa de Valores. Bolsa feita em cima do trabalho e da vida do povo.
Estamos no Brasil que se preocupa com a Bolsa. isso é o mais importante.
O sentimento dos pobres, são apenas choro de pobres. O marido morto, a mulher morta, os filhos mortos. Ah, isso é o de menos, vamos nos preocupar com a Bolsa, na segunda-feira a Bolsa vai apontar prejuízos aos investidores.
E como disse o presidente Bolsonaro, grande homem, por sinal, "vocês não sabem o que sofre um pobre empresário nesse país!"
O povo? Ah, o povo, esses são apenas aproveitadores e se morrem, ou ficam sem nada, foi deus quem quis.
Importante é que o STF salvou a Vale de altas multas em Mariana, espero que a salve novamente agora. Eles não podem ser responsabilizados por desejarem lucro. mais lucro. Cada vez mais Lucro. E os pobres que parem de reclamar. A Vale vai dar pão com mortadela e abrigo, o que vocês querem mais?
Se a natureza cobrar, como fez em Mariana, com febre amarela, zica e sei lá mais o que, lembrem-se que ricos moram em Miame e por lá, não há nada disso.
A justiça em primeira instancia vai fazer uns bloqueios, é claro, mas só jogo de cena.
Enfim, nosso grande presidente vai flexibilizar as leis ambientais, afinal o que importa é preservar o empresário, grande sofredor!
O povo? Que se danem, faz parte, trabalham e moram lá porque querem.



Casa em Brumadinho atingida pelo mar de lama da barragem da Vale que se rompeu Foto: DOUGLAS MAGNO / AFP

sábado, 3 de dezembro de 2016

Quanto vale uma tragédia?

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Com relação a tragédia de Chapecó, a qual sinto e me comovo como se cada um fosse meu próprio filho há uma necessidade de algumas colocações, todas para os canalhas que usaram a tragédia, como é o caso de um congresso podre e um presidente golpista. Fiquem na suas casas, calem suas bocas, anulem as votações na calada da noite, parem de usar a boa fé do povo. Canalhas hipócritas. 

Temos no Brasil uma tragédia por dia. 160 pobres são mortos diariamente.
São tragédias individuais.
Tragédias individuais não causam comoção a não ser para as famílias atingidas. No  máximo ganham destaque no Datena e programas similares.
Não dão lucro. O lucro da tragédia individual não passa de um serviço a mais na funerária, algumas flores baratas, algumas roupas eventualmente um serviço hospitalar.
Já as tragédias coletivas viram programa de televisão. Economizam custos de produção, vendem jornais e revistas, aumentam a visão de sites e levam mais anunciantes.
Vendem roupas, símbolos e se transformam num show de televisão.
Não se trata de ignorar a comoção, pois ela existe e é verdadeira, mas dai a aceitar um canalha feito Galvão Bueno repetir 100 vezes, “nossos meninos voltaram para a casa”, como americanos terroristas reportando-se ao Vietnã, existe uma grande distancia.
No caso específico de tragédia de Chapecó, o lucro e a hipocrisia dos canalhas de colarinhos brancos, ultrapassam as fronteiras do bom senso.
Vai de um presidente golpista usando a tragédia para a promoção pessoal e um congresso de canalhas usando da distração causada pela comoção, para aprovarem leis que absolvam seus roubos e conter despesas com educação e saúde.
O povo coitado, na maior seriedade sente, como se todos fossem os próprios filhos. E é para sentir, pois as tragédias coletivas são doloridas.

Enquanto entes queridos são enterrados políticos canalhas votam por maiores tragédias e redes de televisão transformam tudo num grande teatro. De horrores. 
Eu sinto, me comovo por vidas perdidas e por seus familiares, mas abomino aqueles que transformam a dor num show, ou se aproveitam da dor coletiva para promover o perdão aos corruptos, ou a morte as futuras gerações.