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segunda-feira, 28 de maio de 2018

O país dos 5 golpes

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Sobre os 5 golpes:
1- Após a guerra do Paraguai o exercito se fortalece, o Império está endividado e e as oligarquias descontentes, principalmente com a falta de mão de obra causadas pela abolição. O exercito ignorante e mal treinado é usado pelos nobres oligarcas da classe dominante paulista e mineira para acabar com a monarquia.
2- Os dois primeiros governos militares são pulverizados pela então, classe dominante.
3- Getúlio assume o poder após vencer a vontade da classe dominante. Getúlio tinha formação militar.
4- Apos governar por anos Getúlio resolve criar um país independente das oligarquias agrícolas e empresariais nascentes no país. Toma a Petrobras da família Guinle e a Vale do ianque Percival. Do qual já tinha tomado a Light. Não faz acordo com os ianques, que pretendiam cuidar do nosso petróleo e minérios e perto de sofrer um golpe, onde militares são cooptados pelos Ianques, com os quais lutaram na segunda guerra, resolve suicidar-se, jogando o eminente golpe para 40 anos após. Mas Getúlio investe também na educação, que em 68 criaria uma geração de intelectuais.
5- Em 1964, sob apelos da classe dominante, que se fingia estar próxima dos militares é promovido o golpe com total apoio de ianques terroristas, que tinham planos para o Brasil. Um dos principais golpistas foi Amaury Kruel, comprado pela Fiesp, com 3 malas de dólares vindos direto da Casa Branca. 6- Começa o desmonte de empresas nacionais, transferidas para norte-americanos, começa a entrega de terras e minérios e a Petrobras encolhe. Com apoio de empresários da oligarquia paulista o governo se perde em torturas, assassinatos e corrupção. Shigeaki Ueki, Delfin, Abi Ackel, entre outros, são os encarregados de vender o Brasil. Aumenta a divida, a inflação e a pobreza. Cria-se a primeira rota profissional de trafico, com apoio da Máfia italiana e articulações do delegado Fleury. Faz-se o desmonte da educação e a transformação da arte em crime. Anula-se a escola de Capanema, ministro de Getúlio, que é substituída por um ensino superficial.
7- Após a abertura política, requisitada principalmente pela Europa, por questões econômicas, acontece a primeira eleição direta, mas a oligarquia nacional elege Collor.
8- Após a estabilidade econômica promovida por Itamar, FHC é escolhido pela oligarquia para retomar planos de desmonte, que vinha desde 1954. Entre eles a Petrobras, cujas ações foram parar na bolsa de NY. Com ela todo o sistema de comunicação, minérios, química, etc.
9- Com a eleição de Lula, parte da oligarquia perde o poder, o povo começa a ter reivindicações atendidas e o governo insiste na ideia do pré-sal e posteriormente no Brics. A oligarquia ferida se associa aos imperialistas no patrocínio do golpe. Escolhe-se o golpe jurídico, já testado no Paraguai. São treinados juízes e promotores e a Globo se incumbe da propaganda.
10- Apos ao golpe se cumprem as promessas. A Petrobras é dividida e entregue aos interesses americanos e europeus. A educação sucateada e a leis trabalhistas criadas por Getúlio são destruídas. O Brasil fica próximo de voltar a 1929. Sem leis, sem petróleo, sem energia, próximo a ter a Eletrobras transformada numa Light, do americano Percival, lá de 1920.
Ainda que autossuficiente e petróleo, vende a maior parte da produção por 3,50 dólares o barril, que custa no mercado internacional 75 dólares. Começa a importar gasolina, sucateando aos poucos as refinarias, para depois vende-las por preço de bananas aos mesmos fornecedores do golpe.
11- O povo sem ensino, educação e cultura acredita em tudo que é divulgado e a parte mais ignorante pede a volta dos militares, os mesmos que foram usados com Deodoro, na morte de Getúlio, em 64 e na propaganda de 2016. Enfraquecidos, mas com dois, ou três ensandecidos.
12- Em todo esse período a esquerda nunca chegou perto do poder. Nunca teve a capacidade de entender a história, mas foi usada como propaganda e massa de manobra pela oligarquia burra, que quer o poder e sempre se autodestrói. A oligarquia paulista, que em 30 combateu Getúlio foi a mais favorecida por ele. Apoiou o golpe de 64 e perdeu e hoje perde com o golpe de 2016. A esquerda é burra e incompetente. A direita é medíocre e suicida.
E se me perguntarem o que é o Brasil, um país que sempre perdeu a chance de ser nação, pela ignorância, ganancia e incompetência ideológica.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Não era pelos 20 centavos, era por direitos e soberania.


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Toda vez que o brasileiro acreditou em conto de fadas, as fadas se tornaram bruxas malvadas e deram para os pobres ignorantes um longo período de trevas, fome, mortes e  prisões. 
A cada golpe uma nova inquisição e a cada inquisição, a certeza que a ignorância mantida era a chave dos cofres do erário público e a manutenção dos privilégios de um classe hipócrita e canalha e escravagista. Sempre pronta para entregar nossas riquezas, por pouco mais de 20 centavos e deixar o país eternamente de quatro aos interesses ianques. 
Em 1932 fazendeiro paulistas fabricaram uma revolução, onde só os pobres morreriam. Não queriam Getúlio e nem a industrialização de São Paulo, temiam perder os privilégios, que só a política do "café com leite" poderia lhes dar. 
Surgiu o momento oportuno Mário Martins de Almeida (Fez seus estudos de Ensino Médio no Mackenzie. Era cafeicultor em São Manuel, na Fazenda Santa Margarida. Sua família, os Martins de Almeida, era de tradicionais cafeicultores paulistas. 
Euclides Miragaia, era de uma família dona de cartórios, natural de São Jose dos Campos, Antônio Camargo de Andrade, de Amparo, herdeiro de uma das maiores fazendas da região bragantina enquanto Dráusio Marcondes de Sousa era apenas um entregador de farmácia, no lugar errado, na hora errada. Sequer conhecia os outros...
A revolução não era por 20 centavos, era por uma constituinte, diziam os nobres fazendeiros. O povo entrou de cabeça e perdeu a cabeça. Vidas de jovens, na maior parte pobres, que foram para os campos de batalha acreditando na luta proposta pelos ricos. 
Getúlio faz as reformas, transforma o país, toma dos americanos a Vale do Rio Doce e ergue com dinheiro americano a Companhia Siderúrgica Nacional. Decreta que todos os minérios da terra, são da terra e desagrada os ianques. 
Apoiados por Lacerda, da direita e uma esquerda dividida e sem perceber o momento, um novo golpe, agora por "democracia", derruba Getúlio e coloca no poder o marechal Dutra. O povo que acreditou não ser pelos 20 centavos, mas pela democracia, começa a perder direitos. 
Getúlio volta em 50, constrói a Petrobras e em 54, acusado de corrupção em meio a um caos social acaba se matando.  O povo chora e sente  a morte de Getúlio, mas começa a perder direitos, poder aquisitivo e se vê desamparado. Não era por 20 centavos e nem pela corrupção. Era contra a soberania, que começava a se consolidar. 
Em 1964, apos um visita de Goulart a China, país com o qual faria muitos negócios e salvaria a nação, Goulart anuncia grandes reformas trabalhistas e reforma agraria. 
Insuflado pela imprensa e pela seita católica, com uma campanha paga pelos terroristas ianques, o povo vai para as ruas, agora contra o comunismo.  
Foram quase 3 décadas de entreguismo, inflação, surgimento do crime organizado, fim de direitos sociais, censura, tortura e mortes. Parte do país foi finalmente entregue aos ianques. Não era pelos 20 centavos e nem contra o comunismo. 
E chegamos a 2016, após uma alta real nos salários, a maior onda de consumo, o maior número de assentamentos e recorde em construção de habitação, o governo que diminuiu a pobreza e levou água para o nordeste, cai apos vários movimentos populares, sempre insuflados pela mídia, pela seita evangélica e sobretudo pela ignorância,  com forte apoio dos terroristas ianques, a compra de legisladores corruptos e um judiciário omisso e conivente cai finalmente a presidente Dilma, acusada de dar uma "pedalada".
Não era pelos 20 centavos. Era pelo fim de direitos sociais, trabalhistas, educação, cultura, da soberania nacional e finalmente a entrega de todas as riquezas aos terroristas ianques. 
O povo perdeu. Acreditou na luta por constituinte, por democracia, contra a corrupção, contra o comunismo e contra as pedaladas. Valeram as mudanças no ensino executadas na ditadura militar, valeu o apoio da mídia vendida, valeu a ignorância e o voto em legisladores corruptos. 
O povo perdeu.